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22/06/09 - Segunda-feira
Política é ponto fraco de Alcides

postado na categoria Análise

O texto abaixo está na edição desta semana da Tribuna do Planalto, com o mesmo título acima:

***

O ponto forte do governo Alcides Rodrigues (PP) é a área econômica. As finanças, antes combalidas por conta de uma herança maldita do governo anterior, estão sendo gradualmente recuperadas. Pouco a pouco, o Estado volta a ter perspectiva de desenvolvimento sustentável. O ponto fraco é a política. Do ponto de vista político, o governo Alcides não existe. É um zero à esquerda.

O governo que nega estar fazendo política pensando em 2010, por exemplo, tem dois articuladores para a área: Fernando Cunha (PSDB) e Roberto Balestra (PP). A favor da tese de que não faz nem promove o debate político estaria, pode-se até argumentar que o governo tem dois articuladores mas não tem nenhum, já que ambos dão o tom zero à esquerda para as ações políticas que inexistem no governo.

A falta de articulação política é antiga. Mais: está na origem do governo. Um dos principais nomes do PP defende nos bastidores, há tempos, a necessidade de um nome que realmente tenha peso para dialogar com os agentes políticos do Estado. É colocada até na conta dessa falta de um nome político forte a situação de crise gerada na chamada base aliada, com o confronto aberto e fratricida entre PP e PSDB. "Isso só acontece porque o governo não tem ninguém para articular por ele", pondera a fonte.

No início do governo, Fernando Cunha teve suas funções esvaziadas por ser muito ligado ao senador Marconi Perillo (PSDB). Era preciso dar uma cara alcidista ao governo, dizia-se. Então surgiu Roberto Balestra. Mas Balestra é um secretário sem pasta desde o início. Não tem estrutura. Nem voz. Nos bastidores é recorrentemente desautorizado. É geral a avaliação de que ele não fala pelo governador. E o próprio governador vira e mexe trata de deixar isso claro, embora em conversas reservadas.

Homens do governo

Além deles, acredita-se que falam politicamente pelo governo o secretário de Infraestrutura, Sérgio Caiado, o secretário geral do PP, Sérgio Lucas, e o presidente da Metrobus, Francisco Gedda. E o que eles dizem? De concreto, nada. Dentro do PP, são na verdade os principais alimentadores da guerra deflagrada contra o PSDB. Funcionam como contraponto à altura de Carlos Alberto Leréia, Daniel Goulart e Sérgio Cardoso, no PSDB. Uma turma do barulho.

Politicamente, os articuladores do governo Alcides, ou anti-articuladores, criaram uma crise interna e agora estão sendo engolidos por ela. De tanta esperteza, estão sendo devorados por ela, a esperteza. Isso porque a situação hoje do PP é a de um partido sem lastro forte nas bases do interior e com três alternativas concretas:
1) aliar-se ao PMDB, o que geraria uma outra crise, essa histórica, com aqueles que por décadas têm os peemedebistas como inimigos figadais;
2) voltar ao braços do PSDB, em forma de rendição, dando por perdida uma guerra que, se não começou, alimentou com caviar e champanhe;
3) desintegrar-se de vez.

Mas e Henrique Meirelles, como fica nessa história?

A grande jogada política do PP nos últimos tempos foi assumir Henrique Meirelles como seu sonho de consumo e sua salvação. Sua candidatura ao governo foi lançada e incensada com convicção e dentro de visão de jogada genial, por colocar o governador Alcides Rodrigues de volta ao debate político, ele que estava escanteado pela ação estratégica de Marconi Perillo e Iris Rezende (PMDB), que não falam de outra coisa senão do confronto final entre dois como forma justamente de não abrir espaço para um terceiro nome.

O governador está só

De fato, a estratégia pepista funcionou. Mas funcionou contra, também. Colocou o PSDB em alerta e o fez antecipar a campanha e os contra-ataques ao governador, que virou "traidor" na boca de Leréia e "ingrato" na propaganda subliminar tucana na TV e no rádio. No que funcionou a favor, a estratégia do PP motivou Meirelles a se apresentar como possível candidato. E ele fez sua parte, de um lado dando corda às especulações, de outro, ajudando o governo a resolver problemas concretos, como a recuperação da Celg. Ocorre que Meirelles, ao mesmo tempo, avisou: topa ser candidato, está fazendo a sua parte, mas para isso o PP e o governador terão de fazer a parte deles.

A parte do PP e do governador é dar visibilidade ao governo, melhorando sua imagem, e criando uma estrutura partidária firme, para dar conta do embate com Marconi e Iris, se for o caso. Sobre esses dois pontos, o que foi feito até agora? Nada. O governo deu visibilidade há duas semanas a uma agenda positiva que ficou resumida ao lançamento de asfalto para cidades (Paci) e ao anúncio da salvação próxima para a Celg. Não há, além disso, qualquer trabalho de imagem sendo conduzido dentro do governo, de forma a dar um rumo a um governo que não o tem desde o início.

Se antes os governistas eram só entusiasmo com a candidatura de Meirelles, hoje o que impera é a desconfiança. Por uma razão simples. Menos por conta da falta de uma admissão oficial de Meirelles sobre uma candidatura (o que, naturalmente, pelo cargo que exerce no comando do Banco Central, não vai acontecer), e mais por conta da falta de segurança em relação ao atual governo sobre a decisão de verdadeiramente investir na candidatura dele contra Iris e Marconi.

A visão de dentro do governo é a de que Alcides bravateia a candidatura de Meirelles, mas nada faz para que ela se concretize. O resultado é um governo com auxiliares acovardados, que nem defendem Meirelles nem o governador. No fundo, nada fazem porque, mais que a fé num fortalecimento do governo e na candidatura de Meirelles, prevalece cada vez mais o medo da volta de Marconi Perillo ao governo.

Comunicação? Que comunicação?

Alcides é, assim, um governador que poucos elogiam, ou que, quando o fazem, o fazem de forma envergonhada, protocolar. Não há entusiasmo no hasteamento da bandeira deste governo. Não à toa o principal inimigo dos aliados alcidistas não são nem mesmo Marconi, mas o principal secretário do governador: Jorcelino Braga (Fazenda). Por incrível que pareça, Braga é elogiado no PMDB e no PT, visto com reservas no PSDB (fora os que o atacam estrategicamente, na ação e reação da briga pela 'paternidade' da quebradeira do Estado) e criticado principalmente por alcidistas, que o acusam de acumular poder.

Braga, no entanto, é a única voz que defende com convicção o governador. Certo que é sustentáculo do governo, operador e mentor. Quer dizer, falar mal do governo seria atirar no pé. Ainda assim, poderia permanecer em silêncio vendo o circo pegar fogo, já que não é político. Ele, porém, vai para o ataque. E são muitos alcidistas os primeiros a chamá-lo de primeiro ministro ou governador. Xingam Braga porque não têm coragem de falar mal do governador - a não ser nos bastidores, vez em quando, deixando o subconsciente falar mais alto.

Neste ambiente, é natural Henrique Meirelles surgir como a salvação, mas salvação não como parte de uma estratégia inteligente de gente inteligente buscando inteligentemente manter-se no poder, e sim como o milagre que, se Deus quiser, haverá de chegar. Como, em política, milagre é voto na urna, a questão que fica é: e se Meirelles decidir não ser candidato ao governo? Ou, ainda: neste ambiente, por que ele viria?
Eis que se volta às três alternativas mostradas anteriormente, com ênfase natural para o terceiro item.

A fragilidade política do governo Alcides é que faz a comunicação não andar. É ilusão imaginar que apenas propaganda sustenta um governo. Marconi, por exemplo, é criticado por ter gastado demais com publicidade, o que é verdade. Porém, ao mesmo tempo que sempre manteve gastos altos com publicidade, o senador sempre manteve azeitada máquina política que multiplicava com declarações, discursos, entrevistas, reuniões, bate-papos tudo aquilo que era dito sobre ele.

Do ponto de vista da comunicação, o governo Marconi foi politicamente forte, potencializando todo e qualquer elogio ao chamado 'tempo novo'. Do ponto de vista da comunicação, o governo Alcides é fraco por investir pouco e mal, mas também porque tudo que propaga não encontra eco, a não ser o do descrédito e o do deboche, o que se potencializa por total falta de ação política direcionada a favor e imensa movimentação inversa, dos adversários internos.

Marconi vence Alcides

A máquina de comunicação de Marconi é ainda hoje bem maior que a de Alcides. Maior e mais eficiente. Os espaços na imprensa ocupados pelo senador, além de maiores, são visivelmente mais consistentes e constantes. Basta abrir os jornais e olhar. Basta ligar o rádio e ouvir. Basta ligar a TV. Em reforço a isso, o que se vê é uma sequência interminável de defensores marconistas se somarem na defesa de seus propósitos, multiplicando os dividendos de uma boa imagem que vai sendo cultivada apesar da munição negativa, no caso, a que o apresenta como mal administrador e gastador inveterado.

Vê-se nas declarações de alcidistas uma ilusão constante: a de que o povo goiano está entendendo os desmandos que ele praticou e que, por isso, não o perdoará. Não é o que a história mostra. Não é o que pesquisa qualitativa a que a Tribuna teve acesso mostra. A imagem que segue desgastada é a do governador, e não a do senador. E somando-se a isso a perspectiva de poder que Marconi vai conseguindo cristalizar à sua ação, tem-se aí um nome que, em vez de perder força, tende a ganhar.

E é recorrente em Goiás a ameaça de dossiês contra este ou aquele político. O PMDB é conhecido por sempre ter em mãos documentos fortes contra adversários. Já os teve, em campanhas para o governo, contra o próprio senador tucano. Só que nada acontece. Na última campanha, por exemplo, a avaliação dos marqueteiros peemedebistas era de que bater seria um erro, denunciar seria um tiro no pé. Quer dizer: apesar da munição farta, optou-se pelo silêncio.

Números mostram, portanto, que na guerra da comunicação com o povo, Marconi está vencendo Alcides.E nessa área o governador nem pode contar muito com a ajuda do PMDB, que também não sabe se comunicar. O PMDB ainda está apegado aos tempos em que tudo que Iris dizia ganhava ares de profecia e virava verdade. O partido nem assessoria para a área tem. Muito menos equipe orientando suas ações, como o tem Marconi. O PMDB permanece gerido pela intuição.

O que faz prever que, em 2010, teremos a intuição de Iris versus o profissionalismo de Marconi. Nos últimos anos, quem tem vencido? Desde 1998, quem vence em Goiás?

E se não tem ajuda do PMDB, Alcides também não o tem do PT. Lula, o grande aliado político do governador, dá ajuda a conta-gotas a Alcides, e a estratégia que faz antever é a que coloca o PP como coadjuvante de seu inimigo histórico, o PMDB, e não como protagonistas.

Ou seja: o PP, em vez de ser coadjuvante de Marconi, tem como alternativa de sobrevivência ser coadjuvante de Iris.

Politicamente, é o tamanho do PP hoje.

***

(QUADRO)

Goiás em tempos de guerra

Eis alguns pontos do embate na política em Goiás. Até agora, os alcidistas acham que estão ganhando, os marconistas não têm dúvida de que estão na frente e os peemedebistas entendem que Deus proverá a Iris o que Iris acredita ser dele e do PMDB

Guerra da comunicação

O que se vê estrategicamente hoje no Estado

* A visão alcidista é a de que Marconi está desgastado, carimbado com a marca do administrador perdulário e que deixou de herança um Estado quebrado. O desgaste seria irreversível e fatal

* A estratégia marconista lembra que, sem o senador, Alcides não teria sido eleito, e que ele estaria sendo ingrato, embora nessa conta não entre o apoio que Marconi recebeu em 1998 e que lhe garantiu a eleição

* O PMDB dá corda à confusão. Tudo que quer é rachar a base inimiga e, quem sabe, ganhar um novo aliado (o PP). Já o PT prega a unidade da base lulista, prevendo o PP nela, o que também significaria afastamento do governador em relação ao PSDB. Os partidos menores aguardam para ver quem leva a melhor entre PP e PSDB, para então negociar com o vencedor, ou o lado que se mostrar mais forte.

Um e outro

Algumas diferenças de estilo entre o governador e o senador tucano

Alcides

1)  Além do secretário da Fazenda, não tem quem o defenda com convicção
2)  Comunicação falha. Pouco investimento e sem direção certa
3)  Não tem staff político nem de comunicação. Marca é o improviso e o amadorismo
4)  Atacado, se cala
5)  Agenda tímida, embora com constante presença no interior
6)  Discurso da negação da política
7)  Grupo político indefinido, sem força, conduzido em sua maioria por coadjuvantes sem voto
8)  Projeto político indefinido: candidato ao Senado? Perspectiva de poder é aposta na candidatura de Henrique Meirelles
9)  Lula como aliado indispensável. A estratégia seria mostrar que tem cacife para derrotar o favoritismo de Marconi, ainda mais em possível aliança com Iris Rezende (PMDB)
10)  Fé na capacidade de compreensão do povo com o trabalho em curso, e na visão positiva

Marconi

1)  Tem aliados de sobra para defendê-lo - elogiando ou batendo duro no inimigo
2)  Máquina de comunicação focada e ágil, ocupando todos os espaços
3)  Staff experiente de orientadores políticos e na área de comunicação. Marca é o profissionalismo
4)  Atacado, reage
5)  Agenda de candidato, com presença forte e assídua no interior
6)  Prazer visível em fazer política 24h
7)  Grupo grande de aliados, com e sem mandato
8)  Projeto político definido: voltar ao governo em 2010, o que gera perspectiva de poder, essencial para atrair aliados
9)  Lula definido como maior adversário em Goiás, estratégia tucana que procura colocar Marconi maior inclusive que Iris Rezende e Meirelles
10)  Pesquisas e muito profissionalismo para fazer valer a sua versão da história, verdadeira ou não

Reclamação de Base

A maior reclamação hoje nos bastidores do governo é esta: falta de apoio do governador para os seus velhos aliados/amigos, de modo a dar a estes confiança para enfrentar Marconi. No caso de deputados, falta de obras e benefícios para bases. No caso dos que querem mandato, falta de uma política direcionada a eleger fiéis colaboradores

Recomendação mais ouvida

Em vez de repetir que não é hora de fazer política, coisa na qual ninguém acredita - devido às constantes declarações políticas do próprio governador, a insistência em apresentar Henrique Meirelles como candidato governista, e o embate claro com os tucanos -, o governador Alcides Rodrigues deveria fazer mais política. Afinal, gestão é com equipe competente; política é com o governador. Não é o que Lula faz? E se o que está ruim é a política...

Ato falho

O PP e Alcides querem atrair Henrique Meirelles, mas o que estão fazendo para isso? A estrutura do PP em Goiás é hoje uma das mais frágeis dos médios e grandes partidos do Estado.

Postado por Vassil Oliveira em 22/06/09 às 10:45.
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08/06/09 - Segunda-feira
Os 11 erros de Goiânia 2014

postado na categoria Geral

 Está no blog do jornalista Eduardo Sartorato:

O poder político e econômico foram determinantes para a escolha das 12 cidades-sedes da Copa 2014. Temos também, porém, que olharmos para o nosso próprio umbigo e ver os erros que impediram Goiânia de chegar lá. Aliás, não é nada difícil encontrar defeitos na "corrida" da nossa capital por alguns jogos da Copa do Mundo e muitos milhões de reais em investimentos em infraestrutura.

Falta de ação, incompetência administrativa, inexperiência, projeto fraco, a não existência de um forte interlocutor, falta de motivação, além de vários outros motivos, levaram à derrocada goiana. Um insucesso que, repito, vai custar muito para os goianienses a longo prazo.

Veja os principais erros do Comitê Executivo da Copa 2014 em Goiânia (Coexgyn) e envolvidos:

1. Projeto desastroso - Não precisava ser perito para perceber que havia algo errado no projeto do Serra Dourada para 2014. Desde o primeiro dia, o modesto plano de obras foi criticado justamente. A principal gafe foi não prever a cobertura total dos assentos do estádio (pelo projeto original 15% das arquibancadas não seriam cobertas). Fico imaginando um jogo de Copa do Mundo, estádio lotado, e 15% do público tomando chuva. O absurdo foi tão grande que dias antes do anúncio das sedes foi feita uma correção no projeto. Uma vergonha! O plano de ação do Serra Dourada estava mais para uma grande maquiagem do que adequação para a disputa de uma Copa do Mundo.

Para ler mais, clique AQUI.

PS.:

Sem falar na incrível 'coincidência' da marca goiana, criada por Siron Franco, com outra, a da logomarca da Terceira Cúpula Extraordinária da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), como mostrou reportagem de Luana Borges na Tribuna do Planalto há algumas semanas (para ler, clique AQUI). Claro, isso não foi decisivo, mas...

Postado por Vassil Oliveira em 08/06/09 às 11:56.
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26/05/09 - Terça-feira
FIM DA BASE ALIADA? NÃO É DE HOJE QUE Os tempos são outros em Goiás

postado na categoria Ensaio

Eis ensaio publicado na Tribuna do Planalto dia 11 de novembro de 2007 (acesso direto AQUI), depois reproduzido aqui no blog, as duas vezes com o título OS TEMPOS SÃO OUTROS EM GOIÁS, e esta chamada:  Reforma destrói mito do governo perfeito de Marconi Perillo e sepulta a aliança de uma base que nunca mais será a mesma

O chamado "Tempo Novo" já tinha acabado. Estava morto. Agora está morto e sepultado, com o anúncio da reforma administrativa do governo Alcides Rodrigues (PP). A reforma coloca em xeque os dois governos de Marconi Perillo (PSDB), de quem Alcides foi vice até o ano passado. Mais: desconstrói o mito de governo marconista revolucionário. Chega também ao último suspiro em Goiás uma era de disputas políticas polarizadas por dois grupos: o formado pela atual base aliada governista e o puxado pelo PMDB do prefeito de Goiânia, Iris Rezende. É o fim da história para um campeonato de clássico único: Iris x Marconi.

Depois da ditadura e antes de 1998, reinaram no Estado os peemedebistas. De lá para cá, os aliados - PSDB, DEM, PP e PTB, mais o PR, que em certa estratégica hora mudou de lado - é que têm dado as cartas. No futuro, os grupos fatalmente serão outros, porque outros são os interesses em jogo. A nova configuração de forças não está fechada. Está em formação. E não há ideologia que lhe dê razão. Há objetivos. Há vontade de poder. Há perspectiva de poder para todos os lados.

A reforma do ex-vice sepulta a unidade como ela tem-se mantido, porque consolida a idéia de herança maldita deixada pelo tucano, e porque recrudesce de vez, ainda que na resistência dos bastidores, uma disputa não mais surda e muda entre alcidistas e marconistas. Muitos anseiam pela liderança de Marconi; porém muitos outros a renegam. Fato que soma à  perspectiva natural de poder em 2010 o fator resistência a um novo mandato para o ex-governador é a sanha pelo que se terá: uma vaga para o governo, duas para o Senado e 17 cadeiras na Câmara dos Deputados.

A divisão de forças aliadas já não é mais negada nem nas declarações oficiais. No máximo, tenta-se inutilmente omitir a guerra interna. E o que parecia inimaginável, torna-se viável. Os inimigos podem ser novos amigos. Há semanas o presidente Lula defende abertamente a aliança, no Estado, entre o seu PT, o PP e o PMDB. E ela não é renegada por nenhuma das partes. Basta uma conversa reservada com os líderes de ponta dessas legendas para se perceber que um linha, além da vontade do presidente, os une: a possibilidade de derrotar ou ao menos refrear o apetite por poder de Marconi Perillo.

Iris já foi Marconi

Em um passado distante, Iris Rezende inspirava sentimento parecido, de amor e ódio, em igual intensidade. Foi derrotado pelo jovem Marconi Perillo, escolhido candidato quase por exclusão, no entanto sustentado por uma aliança política que só não era inédita porque, dois anos antes, tinha feito prefeito o tucano Nion Albernaz, e que se provaria alicerce eficaz para qualquer nome, desde que unida. Hoje, Iris navega sem o ranço de outrora em um partido que não está mais cego pelo poder. É o oposto do que era, assim como Marconi. E o PMDB tem mais a ganhar do que a perder.

Para 2010 é mais fácil imaginar PMDB e PR juntos do que PSDB e PR amarrados. Não é segredo para ninguém a aversão do presidente republicano, deputado federal Sandro Mabel, pelo ex-colega tucano, que o colocou no centro do mensalão em nome de uma ética que não titubeou, pouco antes, em cooptar prefeitos de um partido aliado, o DEM, apenas para que fosse marcada posição imperial de um governante contra o seu presidente, o deputado federal Ronaldo Caiado.

Pura reafirmação de força e de poder. E o que esperar de um aliado que, inesperadamente, manda para Aparecida de Goiânia, onde o PR (de Mabel, mas também do vice-governador, Ademir Menezes, e do prefeito, José Macedo) tem hegemonia, um de seus principais seguidores obedientíssimos, complicando uma aliança que, em tese, nem deveria ser posta em questão? Não foi o que fez este ano o PSDB, com a mudança de domicílio eleitoral do deputado estadual Daniel Goulart, que até há pouco mal tinha andado por uma rua da cidade? Por quê?

Pode-se argumentar que o PR vive um nó político, pelo desejo de aproximação de Mabel com Iris, ao mesmo tempo em que o PMDB prepara a candidatura do ex-senador Maguito Vilela contra José Macedo, porém o nó é mais um fator a alimentar as especulações que distanciam o PR do PSDB do que o contrário. Assim como a reaproximação do DEM de Ronaldo Caiado e do senador Demóstenes Torres com a base aliada mais se firma no distanciamento dos tucanos, porque fundada na boa relação com Alcides, do que o contrário.

Caiado sonha em governar Goiás. Demóstenes quer a reeleição. E com outra coisa não sonha o PR, que, lembremos, tem o vice, que pode em tese assumir o governo nos últimos nove meses e tentar a reeleição, a exemplo de Alcides no ano passado. Sonho por sonho, o PP já deixou claro que quer se manter no poder - eleger o sucessor de Alcides, e/ou Alcides senador, e quantos deputados for possível (, e prevalece a avaliação interna de que isso só se dará com o PSDB de coadjuvante, jamais na cabeça de uma chapa. Outro governo tucano com o PP de estepe? Fale isso para o pepista. Veja a reação.

As pretensões do PTB são menores. O seu presidente, o deputado federal Jovair Arantes, diz que quer a Prefeitura de Goiânia. Entretanto faz pouco para consegui-la. E de que lado ficaria Jovair em caso de choque entre PP e PSDB? A forte ligação dele com Marconi talvez seja a resposta. Ou já foi maior esta ligação? Que se diga que o PTB é uma das opções tidas como preferenciais do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para uma possível disputa dele pelo governo estadual em 2010. Sim, o PTB, o PR, o PMDB...

Fator agregador

Eis aí: Meirelles é hoje o maior fator possível de aglutinação política em Goiás. O que Iris não é, e Marconi menos ainda. Meirelles está sem partido. Pode escolher à  vontade. Dos maiores, todos o aceitam, quando não o desejam ansiosamente, como os supracitados. E que entre na relação dos desejosos o PP. Longe de ter sido fato ou ato isolado de política de boa vizinhança, no primeiro semestre Meirelles foi um dos comensais de Alcides no Palácio das Esmeraldas, em um jantar que rendeu ajuda providencial do presidente do BC ao logo depois confirmado secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, naturalmente presente à  mesa.

Partidos menores, que gravitam em torno do poder ou de legendas consideradas mães, igualmente sonham, igualmente planejam e igualmente estão aptos a acordos que atendam aos seus interesses. O PSB espera por Meirelles, mais para apoiar, porque Meirelles é um dos apoiadores informais de seu presidente, Barbosa Neto, que, por ora, é auxiliar de primeiro escalão do governo Alcides.

O PPS é poder. Tem sido assim. E está bem estabelecido com sua presidente, Linda Monteiro, à  frente de uma agência do Estado. Barbosa e Linda são outros que não admitem em público, mas que nos bastidores revelam guardar más lembranças da convivência política com Marconi. E com Iris, é certo, eles que foram tão ligados ao prefeito antes de romper e se entender com o então oposto político.

E o que poderia ser uma alternativa a tudo e a todos, está mais longe disso: o PT tem projeto de poder para o ano que vem, em Goiânia, e para o governo, em 2010; tem também a recorrente lembrança de que já governou a capital goiana duas vezes, com Darci Accorsi e Pedro Wilson. Só não tem nome. Darci, sem mandato, está em outra... legenda. Pedro Wilson, eleito deputado federal, está recolhido a projetos maiores, como salvar o mundo na árdua defesa do meio ambiente. O PT, que já foi alternativa de aliança para o PSDB em Goiás, é hoje adversário. Conversa com o PMDB, que tanto combateu no passado, e até com o PP, um partido convicto de direita. O PT não é mais aquele. O PT precisa primeiro se reencontrar.

Eis um esboço da nova ordem das alianças desenhadas no Estado. O jogo nunca esteve tão aberto, com campo tão livre para todos os times. Eis, pois, uma explicação razoável para a falta de oposição no Estado. Opor-se a quem se todos podem ser aliados, se é que já não são?

O que virá

Para re-unir a base aliada, só outra abstinência de poder, como a que resultou nas vitórias precursoras de 96 e 98; só outra confluência vital de interesses que fosse dar em um novo 'Marconi'. Um "novo", que inspirasse verdadeiramente um tempo novo - ainda que este se cumprisse unicamente no governo das palavras.

Nesta nova ordem é inegável, porém, que este Marconi terá participação destacada, a seu modo. Terá a experiência de dois mandatos como governador, um exército considerável de seguidores e um rosto e um nome conhecidos em todos os 246 municípios do Estado. Capital político invejável. Justo por isso ele tanto atraia quanto desagregue. Tanto inspire amor quanto resistência. Nesta nova ordem, ignorar a força potencial de Marconi Perillo será um erro fatal para quem quer que seja, assim como o papel de um Iris maduro para ser candidato ou líder em ação.

Irreversível o fim do chamado Tempo Novo. Irreversível a possibilidade de reestruturação do PMDB em um bloco coeso em 2010 (voltando ao tempo de temível máquina de campanha, como não conseguiu ser com Maguito Vilela candidato ao governo em 2002 e 2006). Irreversível a nova ordem. O que não quer dizer que não veremos nova polarização de poder no Estado. Mais certo é que se volte a ter duas forças opostas. Que forças serão estas, como elas estarão formadas, é que são elas. É isto que se vê em formação. E que definirá o destino de Goiás.

Para registro: as mudanças propostas por Alcides, ruins para Marconi, não deixam de ser boas para Iris, em pleno vigor da inauguração de obras. Ele está fortalecido no discurso contra o ´Tempo Novo` que o sucedeu. Este tempo, depois da ajuda alcidista, ele poderá muito bem definir como um tempo fracassado, ou, no mínimo, desastrado. Discurso na ponta da língua. Por fim: as mudanças mostram Alcides preocupado consigo, com o seu legado. Não há defesa de projeto político difuso, e sim a edificação de uma herança própria como governador. Alcides escreve a sua história.

E mais:

O fim do 'tempo novo'. E faz tempo

O fim do 'tempo novo'. E faz tempo 2

Alcides e o 'tempo novo'

A base e a 'Era da desconfiança'

O ódio derrota a base aliada

Aparecida & Goiânia: Iris elege Maguito, Maguito elege Iris

Postado por Vassil Oliveira em 26/05/09 às 17:09.
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10/03/09 - Terça-feira
Reflexões elementares sobre, acredite!, a oposição em Goiás

postado na categoria Crônica

Na semana passada (quinta-feira, 5), o jornal O Popular publicou reportagem que mexeu com os brios dos peemedebistas na Câmara de Goiânia.

"Base só assiste a críticas da oposição a Iris na Câmara".

Era o titulo da reportagem, assinada pelo Bruno Rocha Lima. Que anotava, entre outras coisas:

O cenário (de críticas e não-reação da base do prefeito Iris Rezende) motivou uma reunião da bancada peemedebista ontem, a pedido do líder do partido, Daniel Vilela. O objetivo era tentar afinar o discurso e incentivar uma atuação mais enérgica do grupo. 'Estamos ficando só na defensiva enquanto a oposição está pautando a Câmara. Temos de nos alinhar e fazer prevalecer nossa vantagem numérica", defende Daniel.

No dia seguinte, veio a reação.

"Base do Paço reage a ataques da oposição", informava novamente Bruno Rocha Lima.

Dizia a reportagem:

Após um período de apatia diante dos ataques da oposição, a bancada governista na Câmara de Goiânia esboça uma reação. Durante a sessão de ontem, os vereadores ligados ao prefeito Iris Rezende (PMDB) rebateram as críticas dos adversários à administração peemedebista e aproveitaram para atacar o governo Alcides Rodrigues (PP).

Os vereadores aprovaram requerimento do líder do PMDB na Casa, Daniel Vilela, que cria uma comissão para vistoriar escolas da rede estadual de ensino. Começam na próxima semana uma série de visitas com o objetivo de expor possíveis problemas, principalmente estruturais.

***

A fragilidade da tal "reação" revela muito sobre um assunto muito falado mas pouco debatido hoje no Estado.

Primeiro, a reação foi exatamene a quê: aos ataques ou à reportagem?

Porque os ataques vinham acontecendo há tempos, não eram novidade. Assim como a falta de reação não era fato novo.

Portanto, é mais razoável crer, porque evidente, que a reação só aconteceu porque o assunto veio a público, destacado pelo diário de maior circulação do Estado.

Caso a reportagem não tivesse sido publicada, alguém teria reagido a algo?

Segundo, o instinto provocou o líder do prefeito, Bruno Peixoto, e o líder do PMDB, Daniel Vilela, a reagir atirando em quem?

No governador Alcides Rodrigues (PP).

Que vem a ser, hoje, um 'aliado' (reparem que a palavra está devidamente entre aspas) estratégico de Iris.

Estratégico por quê?

Porque o inimigo de Iris não é Alcides, e sim Marconi Perillo (PSDB), já em ativa campanha para o governo, mesmo cargo pretendido pelo hoje prefeito.

Como Alcides e Marconi não andam lá de tão boas relações, o prefeito alimenta o bom relacionamento com o pepista enquanto malha o tucano.

É até possível dizer que Marconi é, hoje, tão adversário de Iris quanto de Alcides, que claramente faz uma desconstrução dos governos marconistas enquanto o seu PP anuncia aos quatro ventos que tanto pode ficar com Marconi quanto com Iris ou buscar uma terceira via, lançando candidato, quem sabe, Henrique Meirelles. As possibilidades são muitas.

Iris, ao que parece, não põe fé cega na aliança com Alcides no ano que vem, mas, insisto, tem lá interesse em manter o clima amoroso com o governador como forma de desgastar seu verdadeiro adversário.

Neste caso, há mesmo uma ação alcidista na Câmara contra Iris?

Quem conhece a Casa sabe que o que move boa parte dos vereadores não são os interesses, vá lá, maiores do Estado, mas os bem maiores de suas próprias paróquias eleitorais - quando não os pessoais.

Assim sendo, adianta bater em Alcides na Câmara?

É isto interessante a Iris?

Terceiro, todos sabem que para toda ação há uma reação, e que para toda reação há outra ação, ou reação, assim, sucessivamente.

Veja o caso do líder do PMDB, Daniel Vilela.

Ele reagiu propondo a criação de uma comissão para vistoriar escolas da rede estadual de ensino.

Fez bem?

Muitas vezes, um ataque, em vez de nocautear o adversário, na verdade abre um flanco para o golpe contrário.

Não sei se alguém propôs, mas e se algum vereador (ligado a Alcides ou um marconista, vendo aí uma oportunidade de alimentar intrigas) aproveitasse o gancho de Daniel para lascar um soco do tipo: bem, se ele quer fiscalizar as escolas do Estado, por que não fiscalizarmos igualmente as escolas de Aparecida de Goiânia, onde o pai dele, Maguito Vilela, é o prefeito?

Alguém dirá: "Ah, mas aí não dá, já que os vereadores são de Goiânia!" Bem, fácil resolver isso: o governador ou Marconi podem fazer com que a reação ocorra na Câmara de Aparecida, porque, sendo governo, tem braços longos.

Querendo, há mais a ser feito. Por exemplo, criar a polêmica, ou caso, com o argumento de que, se um vereador quer fiscalizar escolas do Estado, por que os vereadores de Goiânia não podem também querer saber como anda a qualidade do ensino no município de Aparecida, que é do entorno e coisa e tal? Criar caso é criar caso.

Sem falar que qualquer gaiato, ouvindo Daniel, pode muito bem argumentar: ora, mas se é para fiscalizar, então vamos fiscalizar as escolas da Prefeitura de Goiânia!

Não será a invenção da roda. Será o óbvio.

E me digam um Estado, ou um município, onde não há uma rachadura sequer em uma parede de um escola, ou um professor descontente com salário (por exemplo), ou que, caso nada pareça ter de errado, não se possa até mesmo 'inventar'?

A reção de Daniel, portanto, no mínimo é frágil porque abre espaço para Iris ser mais malhado ainda.

***

O que toda essa história revela, no entanto, é outra coisa.

Um: além de não haver oposição em Goiás, de nada contra ninguém, ninguém sabe, no caso de se começar a fazer mesmo oposição, por onde começar.

Isso é que faz dura a vida de Daniel Vilela e Cia.

Ouvi de um vereador irista no final de semana que a reação na Câmara foi, em verdade em verdade, teatral.

Foi um cala-boca nos adversários, que se insurgiam contra o prefeito.

E teve o governador como alvo direto porque... bem, porque.... porque... bem, porque não há outro alvo.

Como é que é?

Isso mesmo.

Dois: além de ninguém saber por onde começar a fazer oposição, ninguém sabe também quem é o inimigo a ser de fato atingido.

Coisa mais engraçada.

Vejamos: o PMDB e o PP são inimigos? E o PMDB e o DEM? E o PT e o PP? E PR e PTB, são inimigos de alguém?

Como toda regra tem exceção, você poderá dizer: "Mas PSDB e PMDB são, sim, inimigos declarados, assim como PT e DEM!"

Tá, mas até que ponto?

Em Brasília, PSDB e PMDB conversam sobre uma aliança. Difícil imaginar que ela possa se estender a Goiás, mas poderá ela se ir além da eleição que vem, caso, por exemplo, de fato PMDB e PSDB se unam nacionalmente e vençam?

Não seria a rivalidade entre PSDB e PMDB em Goiás muito mais uma rivalidade entre Marconi e Iris? E há políticos mais pragmáticos do que eles, em se tratando de Poder?

No caso de PT e DEM, há declaração nacional de antipatia mútua, mas não há em Goiás um objetivo que os une, ou, pelo menos, os coloca na mesma direção, que é derrotar Marconi?

Mas o nosso ponto central nem é este, de pura especulação.

A questão é simples.

Três: se ninguém é oposição a ninguém, pelo menos por enquanto, isto principalmente se dá porque mesmo quem deveria ser oposição, não tem lá muito interesse em verdadeiramente se opor.

Porque, ao pé da letra, peemedebistas e tucanos tentam cada vez mais estabelecer que a disputa no ano que vem será entre Iris e Marconi, porque isso lhes é conveniente, mas o fato é que, hoje, onde o PSDB se opões com vontade e verve contra o PMDB - ou vice-versa?

Em Goiânia, pode-se dizer que o PSDB dá trabalho ao PMDB? Porque, mesmo considerando-se que o PSDB na Câmara é minúsculo, não seria o caso de os tucanos, de maneira geral, fazerem oposição, como forma de firmar posição? Isso acontece?

Em Aparecida, o PSDB ou os marconistas estão dando trabalho a Maguito, firmando posição?

Em Luziânia, onde PSDB e PMDB venceram duas eleições juntos, o que há de oposição?

E que oposição pode-se tirar de PSDB e PMDB brigando para saber quem endividou mais a Celg?

Voltando a PT e DEM... o que mesmo eles têm a opor um ao outro?

Deixa pra lá...

Mas esta não é toda com a história, sejamos justos.

Pois não seria ao menos arremedo de oposição o que fazem hoje PP e PSDB um ao outro, eles que originalmente são aliado?

Não é fumaça de oposição o que parte do PMDB faz em Aparecida, contra o peemedebista prefeito Maguito Vilela?

Há mais casos assim?

Há, mas nem é preciso enumerar tantos.

Talvez mais um, afinal: a forma como o governo age algumas vezes, deixando o silêncio falar mais alto, a ponto de criar fatos deverasmente (como diria Odorico) auto-desgastante (vide Caso Celg), não parece eficiente oposição - ou, vá lá, auto-oposição?

Dizer mais o quê? Talvez isto:

Quatro: por aqui, quem não deveria se opor é que faz oposição - ou quase.

***

É por essas e outras que fico aqui pensando com meus botões:

tem tarefa mais difícil hoje em Goiás do que ser comentarista político?

Alguém precisa ter dó da gente!

Se bem que, devo admitir, há em tudo isto algo que me motiva cada vez mais: a diversão.

Porque, moral da história: pode estar tudo muito esquisito, mas está principalmente muito, mas muuiito, mas muuuiiito é divertido!

Postado por Vassil Oliveira em 10/03/09 às 12:00.
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09/03/09 - Segunda-feira
Demóstenes: candidatura de Caiado está nas mãos de Alcides

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A Tribuna do Planalto publica longa entrevista com o senador Demóstenes Torres (AQUI, na íntegra).

Participei da entrevista. Demóstenes estava tranquilo, falante, mais magro.

Foi franco. Lembro que, na campanha para o governo, ele estava amargo, endurecido. Por exemplo, acreditava que a verticalização seria mantida e o PSDB acabaria obrigado a apoiá-lo - o que não aconteceu.

Escrevi, na época, que ele pensava e agia como promotor, e não como político.

Pois nesta entrevista, ele se mostra outro, bem mais amadurecido.

Abaixo, reproduzo parte da entrevista à Tribuna. A parte sublinhada trata justamente deste último tema.

***

Com o sr. avalia a oposição que o DEM e o PSDB fazem hoje ao governo federal?

É difícil fazer oposição. Primeiro porque se tem um presidente muito popular. Ele pode falar as bobagens que quiser e isso é entendido como um homem simples e o povo gosta dessas bobagens. Tudo que ele fala acaba gerando dividendos para ele mesmo. É difícil enfrentar alguém tão popular. Segundo, nós não temos um número expressivo de senadores para enfrentar o governo. De deputados então... É um rolo compressor. (...)

Trabalhar a aliança PSDB-DEM em Brasília é uma forma de garantir, por exemplo, espaço para ser candidato à reeleição? Isso é mais importante hoje do que até mesmo a movimentação de base?

Eu tenho a palavra dada pelo DEM, que eu serei o candidato à reeleição pelo partido. Essa reunião aconteceu em 2007, logo no início, em fevereiro de 2007, quando ainda era possível fazer aquelas trocas partidárias. O presidente da República me chamou para ir para um partido da base, o vice-presidente me chamou para ir para outro partido e havia uma série de propostas que, em termos pessoais, eram até vantajosas. Inclusive, eu poderia chegar até a um Ministério. Mas, eu nunca tive vontade de sair do meu partido. Naquele momento, o partido fez uma reunião, chamou seus principais expoentes, como o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen, o deputado Ronaldo Caiado, o senador Marco Maciel, Agripino Maia, o presidente Rodrigo Maia, José Carlos Aleluia, enfim, a executiva do partido. Ali ficou garantido que eu seria candidato a senador, em qualquer circunstância, com qualquer aliança. Agora, é óbvio que ser candidato dentro de uma chapa é muito melhor e muito mais fácil do que ser candidato sozinho. E é óbvio também que, José Serra tendo uma projeção grande, podendo ser concretamente um candidato à presidência da República vitorioso. E, nós tendo já essa aliança definida, com o PSDB e, principalmente, com o Serra, vai ser muito difícil no Estado fugir de uma aliança com José Serra e com o PSDB. Porque esses palanques podem se misturar. Nós não temos chance de fazer uma aliança com o PMDB e com o PT por questões históricas. Eu gosto do Iris como pessoa, como administrador. Mas, é difícil politicamente, numa eleição para governador apoiá-lo. Assim como também eu tenho muita afinidade com o Rubens Otoni. Mas, vai ser difícil fazer uma aliança com o PT por conta da nossa história. Essa coisa de juntar pessoas diferentes, partidos diferentes, tradicionalmente rivais, já tem merecido grande repulsa do eleitorado. Por que Alcides Rodrigues não fica junto com PMDB e com o PT? Porque sabe que o eleitorado dele vai massacrá-lo nas urnas. Qualquer outro candidato que apóie, se estiver contrário à história política dele, é complicado. Então, ou nós vamos ficar com o PSDB, nessa aliança com Marconi Perillo, ou com o governador, se ele tiver a opção de lançar outro candidato, o que já está demorando, na minha opinião.

No caso do DEM caminhar com o PSDB em 2010 em Goiás, o nome natural é o do senador Marconi Perillo?

O Marconi já é candidato. Falar que não é ou dizer que ele está estudando a hipótese de ser candidato é figuração eleitoral. O PSDB terá candidato e esse candidato se chama Marconi Perillo. Até porque se ele não for candidato a turma dele morre. Esses grandes líderes, com um grupo imenso de seguidores, tem que estar alimentando seus seguidores o tempo todo com esperança. Ainda que o Marconi não quisesse - e ele quer, ele está doido para ser candidato e ser governador de novo -, ele teria que ser candidato.

Até onde considerar viável uma candidatura de Ronaldo Caiado ao governo?

A candidatura do Caiado, e eu acho que ele sabe disso perfeitamente, só tem viabilidade se houver o apoio do governo do Estado. Então, ele tem um relacionamento muito bom com o Alcides e com o pessoal todo do PP. E, se o pessoal do PP der essa possibilidade a ele, é óbvio que nós estamos nessa terceira via. Isso aí é indiscutível. Ele hoje é uma figura muito mais madura. É um homem respeitado, honesto, decente, com propostas boas para o Estado, um estudioso, um líder nacional, e teria toda a chance. Mas, isolado eu não acredito que isso aconteça e nem acredito que o deputado sairia candidato.

O sr. já tentou ser governador. Não pensou ou teve vontade de trabalhar para ser candidato agora? Não era a oportunidade?

Poderia ser a oportunidade agora. Mas, eu a desperdicei na eleição passada porque eu não estive junto com a base. Eu tinha a ilusão de que um bom nome por si só poderia ganhar a eleição. Eu achava que eu poderia ir aos debates e ganhar os debates, como ainda hoje eu analiso que me saí bem neles, e achava que com um índice, que chegou a 17% logo no início, e que com a televisão isso iria ser ampliado, ou que ali eu teria visibilidade, para me aquilatar a qualidade de um ou outro candidato. Então, eu me desiludi completamente com essa hipótese. Estou sendo extremamente franco com vocês. Eu não acredito mais nisso de jeito nenhum. Eu acredito em bons nomes estruturados com uma boa máquina numa boa aliança.

Quando o Leonardo Vilela diz que a união entre o DEM e o PSDB vai acontecer no amor ou na dor como o senhor se sente?

Isso é uma burrice política. Eu até nem sei com quem eu comentei isso. É uma burrice. Me diz uma coisa: eles não querem uma aproximação com o DEM? Não querem que o Ronaldo Caiado seja candidato a deputado federal e apóie o DEM. Então, para que acuar o Ronaldo Caiado? Para que brigar com o Ronaldo Caiado? Isso pode dar uma sinalização para o eleitor, para a base. Talvez a intenção tenha sido essa, mas politicamente uma das coisas mais burras que eu já vi na minha vida foi esta declaração. Com todo respeito que tenho pelo Leonardo, eu gosto muito dele, nós nos encontramos praticamente todos os dias, mas foi de botar a ferradura.  

Postado por Vassil Oliveira em 09/03/09 às 15:59.
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09/03/09 - Segunda-feira
PMDB e PSDB com discurso unido: em 2010, é Iris X Marconi

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A análise, com mesmo título acima, é de Eduardo Sartorato, na coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto, que está disponível na internet desde a manhã de sábado, 7 (a edição impressa chegou às bancas no mesmo dia, à tarde):

A indefinição do governador Alcides Rodrigues (PP) em relação ao caminho que o PP seguirá em 2010, abre uma brecha que tucanos e peemedebistas estão usando bem. Sem a certeza da participação de uma terceira via, aliados do prefeito Iris Rezende (PMDB) e do senador Marconi Perillo (PSDB) propagam cada vez mais a idéia do confronto entre os dois líderes. A ação ensaiada por lideranças dos dois partidos mais antagônicos do Estado tem como objetivo sepultar qualquer possibilidade de candidatura alternativa. Os tucanos temem que o PP possa viabilizar a candidatura do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e de quebra levar o DEM e o PR. Há ainda a possibilidade de o PP apoiar o deputado Ronaldo Caiado (DEM) que, com o Palácio das Esmeraldas, toparia a disputa. Já o PMDB não esconde a sua preocupação de perder o PT que, juntamente com este mesmo grupo, pode articular a candidatura do deputado federal Rubens Otoni (PT). A segunda disputa entre Iris e Marconi pelo governo do Estado é uma ótima saída conjunta para segurar PP e PT com as suas respectivas 'bases'. E que as diferenças de entre Iris e Marconi sejam resolvidas nas urnas, no ano que vem. 

Postado por Vassil Oliveira em 09/03/09 às 11:31.
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08/03/09 - Domingo
Braga: “A Celg foi vítima de uma sucessão de erros”

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Arredio a declarações, o secretário da Fazenda de Goiás, Jorcelino Braga, falou muito, em longa entrevista neste domingo, 8, a Vinicius Jorge Sassine, de O Popular.

Ele coloca mais lenha na fogueira de vaidades que virou esse debate (veja posts abaixo).

Além de afirmar o que está em destaque no título acima, Jorcelino Braga diz mais:

"Tecnicamente, uma empresa chega a uma situação dessa numa sucessão de erros. A Celg foi vítima de uma sucessão de erros. Tenho certeza de que esse governo não tem culpa no assunto, e tenho determinação do governador para resolvê-lo."

"É um assunto grave: a companhia deve hoje R$ 5,7 bilhões, levando em consideração o curto prazo e o longo prazo. A companhia dá 52% de lucro bruto. Se uma empresa tem um lucro desse, como ela dá prejuízo? Não pode. O que dá prejuízo na Celg é um endividamento financeiro que ela vem carreando ao longo dos anos e que corresponde à maior parte da rentabilidade. Como essa empresa se torna viável? A partir do momento em que alongar sua dívida e voltar a ter um fluxo de caixa positivo."

"É preciso deixar bem claro que em nenhum momento das reuniões (com Lula) foi tratado de política. O presidente sempre recebeu o Estado de Goiás com deferência e sempre no intuito de ajudar. Ele pediu a seus auxiliares que nos ajudassem: o Olavo Noleto, o Alexandre Padilha, o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula). As conversas não evoluíram porque o Estado não tinha ainda condições técnicas de ter aumento do limite de endividamento. Com R$ 1 bilhão a mais na receita, conseguimos um limite de R$ 500 milhões para reforma de escolas, para estradas e para asfalto. Falei com o governador e a gente discutiu que era necessário pedir ajuda ao presidente, pois a Celg a cada dia estava mais sufocada. Pediríamos urgência. Fizemos uma reunião com ele e na hora ele ligou para o ministro (de Minas e Energia, Edison) Lobão e para o (presidente do BNDES) Luciano Coutinho, pedindo para que achassem uma solução. Fomos ao Lobão e ele disse: 'Já liguei para a Eletrobrás e o que precisar nós vamos conversar'. Decidimos: vamos ao BNDES."

"A Celg deve mais R$ 1 bilhão para bancos e há outros tipos de dívidas. São vários fornecedores, várias coisas envolvidas (...) Deve encargos, impostos e ICMS aqui para o Tesouro. Hoje a Celg tem uma dívida considerável."

"A única coisa que quero é não politizar essa discussão. Não adianta procurar A ou B responsável. Quem vai procurar é a sociedade, vai ser a Justiça. O que quero é solução. Eu tenho balanços da Celg aqui desde 1986. Em 1986, a dívida era de 2, 5 milhões de cruzados da época. Em 1990, foi para 42,4 milhões de cruzeiros. Em 1994, que já dá para ter uma ideia em comparação com hoje, já havia uma dívida de R$ 1,05 bilhão. Em 1998, eram R$ 1,49 bilhão. De 2001 para 2002 sai de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,4 bilhões. Em 2006, R$ 4 bilhões."

"Um exemplo do que aconteceu na Celg: renegociou-se com prefeituras prazos de 140, 200 meses, enquanto foi pego dinheiro no mercado a curto prazo. Quem aguenta isso? Todo gestor que percebe prejuízos nos balanços deveria ficar atento e tentar reverter isso. Na gestão do Enio, já foi possível uma redução das despesas, mas vêm as despesas financeiras e vão comendo os resultados que ele obteve. A Celg é viável, se forem retiradas as despesas financeiras. Serviços de terceiros representam 14% sobre o faturamento líquido, pessoal consome 8% e a maior despesa é a financeira, com 20%. As despesas financeiras correspondem a quase a soma dos terceirizados com pessoal."

"Toda terceirização precisa ser estudada, algumas são benéficas e outras não. Eu, particularmente, acho que alguns contratos de terceirização precisam ser revistos."

"Eu estive no Bradesco em busca de R$ 100 milhões para a Celg, e o Bradesco disse não."

"O BNDES é um banco e, como banco, tem restrições. Ele não pode dar dinheiro à companhia e depois não conseguir explicar aos novos controladores a forma como deu aquele crédito. O BNDES foi claro conosco: 'A Celg não vale o que vocês estão pedindo, nós não podemos dar esse empréstimo, e temos para vocês outra solução'. Seria fazer um fatiamento da composição acionária da companhia. Eu disse para eles uma coisa só: 'Esse assunto eu não vim aqui para discutir, eu estou aqui para discutir um empréstimo'."

"(...) Eles disseram: 'Se vocês não pensarem na hipótese de abrir a companhia, o BNDES não tem como ajudar'. Eu disse que a hipótese estava descartada: 'Eu não tenho autorização do governador para conversar sobre esse assunto'. Chegamos aqui, tivemos uma reunião com o governador, e ficou de o Enio falar. Ele falou realmente do empréstimo, mas parece que ficou um mal-entendido e ele colocou a venda das ações."

"Eu acho que foi um mal-entendido do Enio (Branco, presidente da Celg) na expressão à imprensa. O que ele me disse foi que havia colocado à imprensa a tentativa de financiamento e, se precisasse, seriam vendidas as ações. Até eu já havia dito isso: se precisar vender, vende."

"O foco do governador é o empréstimo. O BNDES não topa, mas é apenas uma figura do governo. Nós temos outra figura. Quando o BNDES deixou claro que não topava o financiamento, fizemos uma reunião e decidimos que só nos restava uma alternativa: a STN. Marquei com a STN e fui pessoalmente. Nesta reunião fomos somente eu e dois técnicos da Celg, na semana atrasada. Sentamos com o Arno Augustin (titular da STN) e eu disse: 'Temos R$ 500 milhões aprovados, houve crescimento da receita e melhorou muito a situação do Estado'. Ele disse que o Estado melhorou muito, mesmo, e eu pedi mais R$ 500 milhões de limite. A gente pega esse R$ 1 bilhão emprestado e integraliza na Celg."

"A discussão agora é entre Estado e União. A partir do momento em que houver R$ 1 bilhão de limite, teremos de buscar um agente que nos dê o dinheiro. A STN gostou do desenho dessa operação (...) Vamos buscar o agente financeiro depois. Pode ser o BNDES, o Banco do Brasil. Essa é uma discussão secundária. Se o BNDES não pode conceder um empréstimo à Celg, o governo precisou buscar outra janela de solução. Já que a minha empresa controlada não pode tomar R$ 1 bilhão emprestado, vou tomar R$ 1 bilhão emprestado."

"O empréstimo (do BNDES) está descartado. O Estado vai tomar o dinheiro, desde que a STN autorize. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, nós temos um limite de endividamento. O limite é um por um: é a receita líquida pelo limite de endividamento. O Estado vem cumprindo toda sua parte fiscal. Pode ser que o governo federal diga o seguinte: 'BNDES, agora você vai dar R$ 1 bilhão para o Estado.'"

"Vai haver uma reunião (com a STN) semana que vem (nesta semana). Pediram uma série de documentos do Estado. Foi exigido tudo aquilo que o Estado precisa cumprir em relação à Lei Fiscal."

"A ordem do governador é esgotar todas as possibilidades de empréstimo. Vender as ações da companhia num momento adverso significaria perda de dinheiro. O patrimônio hoje, da empresa, é muito pequeno em relação ao que ela vale na realidade."

"Eu sou um homem técnico, e a gente também tem experiência. Você percebe quando é um jogo de cena e quando não é. O presidente (Lula) pegou o telefone e disse que era para resolver, nós chegamos no pessoal e eles disseram que o presidente havia dado ordens para resolver. Agora, tecnicamente, não foi viável, existem regras a serem cumpridas. Onde vamos no governo federal somos recebidos de portas abertas e muito bem recebidos, a verdade é essa. Somos recebidos com agilidade, com praticidade, não tem esse negócio de jogo de cena. Precisamos de celeridade para o problema da Celg."

"Nós não ficamos preocupados com política. A verdade é que quando você começa a expor a companhia, você só a prejudica. Uma série de notícias negativas faz as ações baixarem no mercado, os credores começam a ficar preocupados e a restringir crédito."

"Já conseguimos R$ 500 milhões de limite e podemos conseguir mais R$ 500 milhões, pois essa possibilidade é vista com bons olhos. O Tesouro vem segurando a Celg para honrar os bancos, para não ficar inadimplente com os bancos. A companhia tem 53 anos, está num dos mercados que mais crescem no País e é altamente viável. Se for retirado o endividamento financeiro, é uma companhia rentável, com receita crescente e margem de lucro muito boa. Qualquer grupo privado viria na hora, porque sanearia a empresa e passaria a ter lucros. E o lucro futuro que ela vai gerar?"

"Se a Celg se inviabilizar, inviabiliza o Tesouro. Ela tem de pagar ICMS, e a partir do momento em que ela não paga, o Tesouro se sacrifica. A Celg é responsável por 10% da arrecadação de ICMS do Estado. Por que o secretário da Fazenda está envolvido diretamente nessa história? É o cofre do Estado que corre risco."

"Eu, particularmente, não conheço essa relação (Lula e Alcides juntos em 2010), e na minha frente nunca foi discutido política. Nas vezes em que o Alcides se reuniu comigo não foi discutido política, foram discutidos assuntos técnicos. Eu estou muito preocupado é com os assuntos técnicos do governo: fazer crescer a receita, crise econômica, buscar solução para o Estado."

Postado por Vassil Oliveira em 08/03/09 às 23:57.
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08/03/09 - Domingo
Iris, Maguito e Marconi querem CPI da Celg. Será?

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Quer dizer que Maguito desafiou Marconi para fazer a CPI da Celg...

Quer dizer também que Iris é igualmente a favor da CPI da Celg...

Quer dizer, enfim, que Marconi topa o desafio, porque também propõe que ela seja aberta...

Quer dizer que, assim sendo, a CPI da Celg tem votos garantidos de tucanos, marconistas (os dos outros partidos que não se assumem), maguitistas e iristas na Assembléia Legislativa?

Quer dizer...

Agora é que eu não acredito meeeeeesssmo que essa CPI vai sair.

Alguém aí acredita?

Postado por Vassil Oliveira em 08/03/09 às 23:55.
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08/03/09 - Domingo
Marconi topa desafio de Iris e Maguito para CPI da Celg

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Está em O Popular deste domingo, 7 (a reportagem é de Bruno Rocha Lima):

O senador Marconi Perillo (PSDB) respondeu ontem às críticas do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que acusou os governos do PSDB de terem "destruído" a Celg e, assim como o peemedebista, defendeu a abertura de uma CPI na Assembleia para investigar a companhia.

"Se dependesse de mim, a bancada do meu partido apresentaria imediatamente uma proposta de CPI e faria uma investigação profunda, desde início da empresa, com Juca Ludovico, até os dias de hoje", afirmou. "Se tem uma coisa que nós do PSDB não tememos é a transparência", disse Marconi, aproveitando para elogiar a gestão de Alcides Rodrigues (PP) à frente da Celg.

Marconi criticou seus antecessores, dizendo que "enchiam de esqueletos os armários" da estatal, e atribuiu à venda de Cachoeira Dourada o atual desequilíbrio financeiro. "Os goianos precisam saber como se deu venda da usina de Corumbá 1 e a construção da quarta etapa de Cachoeira Dourada, que os técnicos alertaram que era inviável e daria prejuízo."

***

Detalhe: antes, o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, desafiou Marconi a garantir os votos dos tucanos para abrir a CPI. Ele garantiu os votos do PMDB.

Postado por Vassil Oliveira em 08/03/09 às 23:49.
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07/03/09 - Sábado
Primeiro, Maguito. Agora, Iris desafia Marconi a criar CPI da Celg

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Está em O Popular desta sábado, 7:

Iris: só CPI dirá quem "destruiu" Celg

Prefeito afirma que Alcides tem de abrir contas e volta a pedir apuração sobre origem de rombo na companhia

Bruno Rocha Lima

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), voltou ontem a cobrar que o governador Alcides Rodrigues (PP) exponha a origem da dívida de mais de R$ 1,2 bilhão da Celg. O peemedebista defendeu, novamente, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa, para apurar os responsáveis pelo que chamou de "destruição" da estatal.

"O governador Alcides Rodrigues tem mostrado alguma coisa, mas tem que mostrar mais, precisa dizer mais. O povo precisa saber das coisas porque, afinal, o dono do governo é o povo", afirmou Iris ontem no Paço Municipal, após solenidade de assinatura de protocolo de intenções que prevê novos investimentos em moradia popular.

"Temos que explicar porque uma empresa tão consolidada como a Celg hoje se apresenta como uma empresa falida. A Saneago é outra empresa que enfrenta sérias dificuldades. O que fizeram do Dergo? Acabaram com tudo e agora vêm querer enganar a população?", questionou, para acrescentar que uma CPI seria o ambiente adequado para investigar os governos do PMDB e do PSDB. "Se a Celg está vivendo dificuldades, acho que alguém errou e, se errou dolosamente, tem de pagar", afirmou o prefeito.

O peemedebista aproveitou a ocasião para fazer um afago em Alcides. "Noto que o governador tem se esforçado muito, tenho de reconhecer isso. Não tenho visto atos de irresponsabilidade da sua parte", afirmou, insistindo em seguida para que o pepista exponha os problemas herdados de gestões passadas. "Agora, acho que ele (Alcides) tem que abrir mais as coisas do Estado, porque começa a causar celeuma, discussão. Abra! Deixe o povo ver".

***

A reportagem de O Popular pode ser lida na íntegra na edição de sábado 7. No caso, só para assinantes.

Postado por Vassil Oliveira em 07/03/09 às 23:12.
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06/03/09 - Sexta-feira
Maguito diz que Marconi "assaltou" a Celg

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O ex-governador (1995/março1998), ex-senador e hoje prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, disse em entrevista a Paulo Beringhs, na terça-feira, 3, que os dois governos de Marconi Perillo, do PSDB(1999/2002; 2003/março2006), roubaram a Celg.

O vídeo com as declarações do prefeito foram parar no YouTube.

"Já prestei contas de todo o meu governo. Tenho minha consciência tranquila. Agora, o que o povo goiano precisa saber é que quem assaltou a Celg foi o PSDB. Foram os dois governos de Marconi Perillo que assaltou (sic) a Celg, roubou a Celg, desviou dinheiro na Celg para outras finalidades, e isso o povo goiano precisa saber."

A entrevista foi veiculada na TV Brasil Central, do governo do Estado, comandado hoje por Alcides Rodrigues (PP), que foi vice de Marconi, mas com quem mantém, desde que foi reeleito, em 2006, uma relação política... bem... digamos... tumultuada nos bastidores.

Antes de Maguito bater duro em Marconi e no PSDB, foi mostrada resportagem sobre manobra frustrada do PMDB

O partido tentou em vão aprovar convocação do presidente da Celg, Enio Branco, para dar explicações na Casa sobre o endividamento da empresa. Enio tinha, inclusive, se comprometido a ir espontaneamente esta semana à Assembléia, depois desistiu. Daí a convocação.

A Celg deve mais de R$ 4 bilhões, tenta um empréstimo do BNDES e é pivô de uma disputa entre PSDB e PMDB para saber quem a endividou mais. (leia mais em Contra a Celg... e Alcides)

Na reportagem apresentada na TV Brasil Central, o deputado tucano Daniel Goulart foi direto no queixo de Maguito, difinindo como "irresponsabilidade tremenda" a administração da empresa durante o seu governo.

Segundo Daniel, Maguito "tinha que estar é em uma cela no Cepaigo", e não na prefeitura de Aparecida. Só para lembrar, o centro penitenciário fica exatamente em Aparecida.

As declarações de Daniel também estão no vídeo do YouTube.

Maguito acusou o PSDB de não querer apurar os fatos envolvendo o endividamento da Celg.

"O PSDB não quis a CPI da Assembléia Legislativa", afirmou.

Disse mais:

"Fiz até desafio ao senador (Marconi Perillo), para que ele pegasse as assinatura dos deputados do PSDB e eu pegaria as dos deputados do PMDB, para fazer a CPI e mostrar ao povo goiano de uma vez por todas quem foi que administrou bem a Celg."

Paulo Beringhs chegou a questionar Maguito sobre se teria provas do que estava afirmando, o que o prefeito confirmou.

"Tenho provas disso, tanto é verdade que estou falando: o PSDB assaltou a Celg."

"Que provas o senhor teria?", insistiu Paulo.

"É só ir à Justiça. É só fazer uma CPI para apurar. Ou então, se eles acham que foi eu que errei, me levem na Justiça que eu vou provar que foram eles que assaltaram a Celg."

Maguito disse também que a venda de Cachoeira Dourada, feita durante seu governo e criticada fortemente pelos tucanos, ajudou a pagar contas da Celg.

"Não adianta eles quererem maquiar as coisas, esconder as coisas. Quem acabou com a Celg foram os dois governos do PSDB", insistiu.

***

O mais curioso é que, depois das declaraçóes de Maguito, o PSDB se calou.

Não tocou mais no assunto.

Aí o assunto foi parar no YouTube.

Lá, por enquanto, a última palavra sobre o "assalto" à Celg é dele.

Para ver as declarações de Maguito no YouTube, clique em

Maguito afirma: QUEM ACABOU COM A CELG FOI O MARCONI E O PSDB...

Para ver todo o programa, vá direto à página de Paulo Beringhs na internet.

O endereço é www.pauloberinghs.com.br.

Link direto, AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 06/03/09 às 00:56.
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03/03/09 - Terça-feira
PMDB, PT, PP. Amor com hora marcada

postado na categoria Análise

Bom, resumindo, a situação é (mais ou menos) esta:

1

O PMDB fala em fazer de fato oposição ao governador e ao PP, mas nem Iris nem Maguito dão sinais de que vão fazer isso agora.

2

O PT também estuda fazer oposição ao governador e ao PP, mas Lula quer o PP e o governador como aliados no ano que vem.

3

O PP mantém a corda esticada na relação com o PSDB, e não sofre oposição nem de PMDB nem de PT. Até aí, ótimo para o partido. Porém, o PMDB e o PT falam em fazer oposição. E se isso de fato acontecer, o que o PP tem a seu favor para segurar a onda oposicionista e os prováveis braços cruzados dos tucanos?

***

O razoável é imaginar que pelo menos até setembro PMDB e PT vão levar, como se diz, na maciota essa relação com o PP.

Depois, porém, o caldo pode engrossar. Oposição mesmo. Porque para tudo há um limite: se quer vencer a eleição, o PMDB tem de começar, em algum momento, a subir no palanque.

Uma coisa é real: tanto no PMDB quanto no PT, a idéia da oposição está formada. Fica a dúvida sobre quando começar.

Quanto ao PP, uma hora vai ter de descer do muro.

Terá de cair ou para os braços de Marconi, ou para os de Iris.

Ou então apresentar-se definitivamente como uma coisa tipo 'terceira via'.

Senão...

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 11:45.
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03/03/09 - Terça-feira
E o PT na oposição, dá pra acreditar?

postado na categoria Geral

Mesmo dilema tem o PT em relação a fazer ou não oposição ao governador Alcides Rodrigues (PP).

E aí, parte para o confronto, contra a vontade de Lula, que quer aproximação e até aumentou as verbas para o Estado depois que Alcides buscou ajuda em Brasília?

O que pensa o deputado federal Rubens Otoni, tão ligado hoje ao governo estadual e esperançoso de uma aliança entre PT e PP, em uma hipotética 'terceira via'?

Pois é.

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 10:38.
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03/03/09 - Terça-feira
PMDB na oposição mesmo, só se Iris e Maguito quiserem

postado na categoria Geral

Por enquanto, só dá pra acreditar que o PMDB vai mesmo fazer oposição ao governador Alcides Rodrigues e o seu PP no dia em que os prefeitos de Goiânia, Iris Rezende, e de Aparecida, Maguito Vilela, fizerem verdadeiramente oposição.

Até lá, os atoa vão continuar isolados.

A questão é: interessa a Iris e Maguito (que conta com dinheiro estadual para cumprir a promessa de asfaltar a cidade) fazer oposição sistemática a Alcides?

Porque não se trata de se opor apenas a Alcides, neste caso.

A decisão significaria contrarir também o governo Lula, que espera, sonha, trabalha pela união de sua base em Goiás.

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 10:33.
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03/03/09 - Terça-feira
Sérgio Lucas diz que Meirelles topa ser candidato

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Henrique Meirelles foi convidado pelo PP para se filiar ao partido e ser candidato ao governo de Goiás e disse sim. Mais: está entusiasmado.

Foi o que garantiu hoje cedo Sérgio Lucas, dirigente do PP (ele é secretário-geral do partido no Estado), em entrevista ao Cá Entre Nós, da Rádio 730.

Outra declaração de Lucas que merece ser anotada:

"Estamos conversando com o PMDB e espero que o partido integre a aliança."

A aliança aí é em torno da candidatura de Meirelles.

Em contrapartida, Lucas elogiou o PSDB e garante que tucanos e pepistas estão unidos.

Tá, mas e se engatar a conversa com o PMDB?

Quer dizer, o PP quer ter candidato ao governo e busca aliança com PSDB, PMDB e o PT, inclusive?

Como resolver a equação?

Para o PP, simples: Meirelles candidato de consenso.

Pois é.

O tal de consenso em torno de uma candidatura que ainda não existe pemanece.

***

PS.: Volto para colocar o link para a entrevista de Sérgio Lucas no site na Rádio 730:

Sérgio Lucas (PP) diz que Meirelles aceita ser candidato

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 09:27.
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03/03/09 - Terça-feira
Júnior do Friboi admite vice de Iris ou Marconi

postado na categoria Geral

3h30, Denver, Estados Unidos.

7h30, Goiânia, Brasil.

Nesta hora, o empresário Júnior do Friboi falou por telefone à Rádio Mil, no programa Falando Francamente, diariamente comandado pelo Jerônimo Rodrigues, o Jerominho, e o Ivan Mendonça.

Júnior disse que não está filiado a qualquer partido, mas admitiu que, se for convidado a se candidatar, pode pensar no assunto.

Vice de Marconi Perillo? Sim, pode ser, falou Júnior. Mas, acrescentou, pode ser vice também de Iris Rezende. Enfim, ele conversa com os dois.

Sobre a ida de Marconi ao seu aniversário, ele contou que combinou com o senador de tratar do assunto depois, no Brasil.

"Estou aqui (bem empresarialmente) e não preciso me desgastar. Eu quero é ajudar." Palavras dele.

Júnior elogiou o governador Alcides Rodrigues "por manter" o governo no prumo e "cumprir compromissos". Muitas vezes, ponderou, pensa-se que um governante está fazendo pouco, mas a verdade é outra. Manter equilíbrio já "é muito nesta crise".

O empresário falou ainda de Henrique Meirelles. Para ele, o Senado é a melhor opção para o presidente do Banco Central.

Postado por Vassil Oliveira em 03/03/09 às 09:18.
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02/03/09 - Segunda-feira
Caiado quer mesmo é enfrentar Marconi?

postado na categoria Geral

O deputado federal Ronaldo Caiado disse hoje de manhã à Rádio 730 que tem mais estilo de candidato a governador de Goiás do que de candidato a vice-presidente da República.

A segunda hipótese parte da sugestão do DEM nacional como um dos nomes para compor chapa com José Serra, do PSDB.

Disse: "Gostaria de, nesta altura da minha vida pública, ter cargo no Executivo."

Caiado reforçou, em outro momento da entrevista, que a sua vontade mesmo é de "governar Goiás".

(Bem, sobre isso nem precisava falar...)

Na entrevista à Rádio, o deputado falou muito em "confiança", contraponto, segundo ele, a quem defende a esperteza na política.

(Recado para quem?)

Ponto central da entrevista, para este blog: Caiado mantém fé acesa em construção do que denomina de 'terceira via' na disputa pelo governo de Goiás.

(Até porque, haveria outra possibilidade de firmar uma candidatura dele ao governo senão em uma terceira via?)

Neste caso, a questão que fica é: terceira via por quê?

Porque, de um lado está Marconi Perill0 (PSDB), e, de outro, Iris Rezende (PMDB) como nomes para 2010.

Sendo assim, quer dizer que Caiado, apesar da divulgada reaproximação com Marconi, quer mesmo é disputar contra o tucano?

Eis a questão.

Caiado falou, por fim, que depois do encontro entre ele e Marconi na festa de comemoração à sua ida para a liderança do DEM, os dois não voltaram a se encontrar.

Quer dizer, o reencontro foi fato isolado - pelo menos até agora.

Quer dizer, a reconciliação ficou só naquilo mesmo - pelo menor por enquanto. Só.

***

Para ouvir a entrevista, direto no site da Rádio 730, clique em:

Caiado: "Tenho perfil para governar o Estado"

Postado por Vassil Oliveira em 02/03/09 às 19:35.
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02/03/09 - Segunda-feira
Com o PMDB na oposição, como fica o PP?

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Está no Giro (Carlos Eduardo Reche), de O Popular de hoje:

Cobrança de promessas dará tônica de discurso do PMDB

O cumprimento das promessas de campanha do governador Alcides Rodrigues (PP) está no centro da estratégia da cúpula do PMDB de unificar o discurso de oposição do partido. Na reunião com os deputados federais e estaduais do partido, amanhã, no Paço, o prefeito Iris Rezende dirá que o PMDB deve mostrar ao eleitor aquilo que Alcides prometeu fazer mas ainda não implantou. As apostas são de que o prefeito, no decorrer do ano, eleve o tom das críticas ao pepista. A mudança de postura é um recado para as bases do partido no interior, refratárias a uma aliança entre PMDB e PP para as eleições de 2010. Os dois primeiros anos da gestão Alcides foram marcados pelo discurso de dubiedade do PMDB, dividido entre críticos e simpatizantes do pepista. O deputado José Nelto é um dos que veem com ceticismo a mudança de postura: "Temos de cumprir nosso papel de oposição, mas para o partido é importante manter uma boa relação com o governo caso Alcides lance mesmo um segundo candidato da base", diz.

***

A saber:

com o PMDB na oposição, o que vai fazer o PP?

Vai continuar acirrando os ânimos na relação com o PSDB, correndo o risco de sofrer oposição também dos marconistas?

Vai conversar com o PMDB e estabelecer a aliança desde já para impedir a ação de oposição?

Vai criar sua base de apoio, inclusive na Assembléia - se é que isso é possível -, para estabelecer a tal da terceira via em definitivo?

Postado por Vassil Oliveira em 02/03/09 às 17:38.
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02/03/09 - Segunda-feira
Até quando taxiar?

postado na categoria Análise

Afonso Lopes, no Jornal Opção:

O governo, como um avião, prometeu decolar rumo aos céus da popularidade durante este ano de 2009. Pois já lá se foram dois meses completos e até agora o tal "boeing" continua taxiando na pista, indo de uma ponta até a outra sem se arriscar no acelerador. O resultado é o mais esperado possível: a popularidade do governo, embora com alguma recuperação, continua como o "boeing".

Isso trará consequências, obviamente. Dentro da Assembléia Legislativa, por exemplo, a falta de decolagem levou a bancada do PMDB a endurecer o jogo político. Não que isso crie problemas na chamada governabilidade. Por enquanto, e desde sempre, a bancada do PSDB se mantém firme segurando as pontas. Mas nos bastidores percebe-se que pode estar pintando uma onda de desânimo. E não apenas entre os tucanos. No PR também existem deputados com dúzias de pulgas atrás da orelha. Também no DEM. Igualmente no PTB.

Se é assim dentro de uma Casa com tamanhas repercussões políticas e tão sujeita aos humores que emanam do Executivo, imagine-se como estão as coisas no meio da população. Aliás, não é necessário imaginar nada. A coisa está feia, simplesmente.

Para ler mais, AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 02/03/09 às 17:34.
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02/03/09 - Segunda-feira
Contra a Celg... e Alcides

postado na categoria Análise

Na teoria, é grande a torcida para que a Celg seja salva. Na prática, a torcida é para que o empréstimo não saia e o atual governo se veja em maus lençóis.

Quem mais torce contra é quem mais tem explicações para dar a respeito do endividamento da empresa: o PSDB e o PMDB.

Os dois partidos, cada um ao seu tempo no comando do governo, são os principais responsáveis pela situação vivida hoje pela empresa, que amarga uma dívida real de mais de R$ 4 bilhões, segundo dados divulgados na últimas semanas (veja abaixo).

O insucesso da recuperação é encarado, embora não admitido, como um mal menor para peemedebistas e tucanos diante do pior: eles terem de dar explicações sobre o que fizeram com a Celg e, pior ainda, ver o governador Alcides Rodrigues (PP) sair fortalecido, depois de amargar meses de desgaste por falta de dinheiro e economia de obras - para dizer o mínimo.

Para os dois partidos, que propagam a todo momento serem os principais antagonistas em Goiás - estratégia indireta para conter qualquer outra candidatura fora do eixo Iris Rezende X Marconi Perillo -, preferem gastar espaço na mídia e o tempo dos goianos em uma infindável discussão travestida de debate para estabelecer quem quebrou MAIS a empresa, em vez de juntar forças ao governo em busca de uma solução que vai beneficiar não este ou aquele grupo, mas o Estado inteiro.

É até razoável crer que PMDB e PSDB, em certa medida, torçam a favor da empresa. O problema é que o efeito prático disso (vale insistir: a recuperação econômica da empresa significaria fortalecimento político do PP e de Alcides) não interessa a nenhuma das legendas. É o mal maior, na definição delas.

Porque, apesar de o PMDB procurar passar a idéia de que acredita em uma aliança com os pepistas para 2010, complicando a vida dos tucanos, a verdade é que são poucos os que levam a sério isso em qualquer partido. O apoio informal a Alcides, até agora, foi mais um ato de implicância com Marconi e o PSDB do que propriamente uma tentativa de se criar condições favoráveis a um possível entendimento político.

E há outro fator a ser considerado pelo PMDB: a possibilidade de um PP robustecido pelo próprio governo federal acabar 'roubando' o PT como aliado em 2010. Como roforço, a esta tese há as constantes declarações do deputado federal Rubens Otoni (PP), elo entre os governos goiano e da União, de que o caminho mais ao gosto de Lula para o seu partido seria a construção de algo como uma 'terceira via' na disputa pelo comando do Estado, justamente unindo PT e PP.

A tucanos e peemedebistas, em resumo, interessa mais um governo Alcides enfraquecido no ano que vem do que fortalecido a ponto de ser capaz de definir o jogo eleitoral.

Mas se o governo Lula surge como salvador de pátria goiana, as constantes declarações de petistas dando conta de que a decisão do presidente sobre o empréstimo do BNDES à Celg é política - e o fazem como forma de reforçar a possível aliança entre PP e PT -, há que se considerar também que não só PSDB e PMDB têm culpa, hoje, pela difícil situação da estatal.

Quanto mais protela a tal 'decisão política' em favor do empréstimo, mais o governo Lula afunda a estatal em dívida. Por exemplo: sem a solução, a Celg não pode aumentar a tarifa de energia, como as outras empresas fizeram. Resultado: além de esticar a agonia da Celg, Lula impediu um alívio para as suas contas de cerca de R$ 900 milhões.

Nesse caso, o governo estadual está refém do governo Lula (quer situação melhor: manter o governador no cabresto?), principalmente porque dá a entender que, fora isso - o dinheiro da União -, não há solução. E mais: ainda que prejudicado pela ação política de PSDB e PMDB, não há qualquer agente do Estado a puxar o debate da união por Goiás, cobrando de todos os partidos a conjugação de forças.

Do ponto de vista político, o governo do Estado prefere sofrer calado a gritar por socorro coletivo. Pode, assim, pagar o preço por todo o desmando na Celg. A divulgação, nas últimas semanas, de números que mostram o tamanho do buraco na empresa, e os responsáveis por ele, é um passo em direção ao fim do túnel, mas é muito pouco para quem quer alcançar a luz. Em certa medida, acirra os ânimos, sem resolver a questão principal.

Assim é que o caso Celg se mostra como a perfeita metáfora de um Estado iluminado por políticos movidos a querosene. Acesos pelo voto, não resistem a um sopro de inspiração republicana.

***

Notícias sobre a Celg

"O endividamento da Companhia Energética de Goiás (Celg) saltou de R$ 400 milhões, em 1993, para R$ 4,27 bilhões em 2006, e continuou em ritmo crescente no ano seguinte. Num período de seis anos (de 2001 a 2006 - o período analisado é o que está disponível na Comissão de Valores Mobiliários -CVM), as dívidas da companhia mais do que triplicaram, chegando a um patamar sem precedentes na história da estatal."

"Em 1993, com a estabilização da economia brasileira, já se falava em uma dívida de US$ 400 milhões. O contorno mais concreto da situação surge em 1995, no primeiro ano do governo de Maguito Vilela (PMDB). Naquele ano, a dívida "vencida e não-paga" era de R$ 318 milhões. O discurso do governo era de 'caos financeiro', e as iniciativas tentadas lembram muito as atuais: venda de ações e renegociações com o governo federal para "equilíbrio de contas". Em sua gestão, Maguito empreendeu a venda da principal fornecedora de energia à Celg, a Usina de Cachoeira Dourada, hoje credora da companhia."
"No primeiro mandato de Marconi Perillo (PSDB), mais especificamente no segundo ano de sua gestão, chegou a ser cogitada a venda completa da Celg, e depois a proposta era de venda de 40% da companhia, uma situação que se repete agora na gestão de Alcides Rodrigues (PP). Não são novidades negociações com a Eletrobrás, a principal credora, e precedentes de empréstimos com o BNDES."

"A origem da dívida da Celg gera polêmicas. Na semana passada (há duas semanas), o governador Alcides Rodrigues considerou irrelevante a discussão. O prefeito e ex-governador Iris Rezende (PMDB) cobrou investigação por parte da Assembleia Legislativa. O senador Marconi Perillo também se posicionou. Disse estar tranquilo e concordou com a abertura de uma investigação."

"A dívida bilionária da Companhia Energética de Goiás (Celg) tem, ao longo dos anos, dois componentes constantes, responsáveis de alguma forma pela situação a que chegou a estatal goiana. Um desses componentes é o débito do Estado com a companhia, de mais de R$ 1 bilhão. O outro é a dívida dos consumidores finais, que deixam de pagar a conta de energia e colocam a companhia numa situação ainda mais difícil. Uma fiscalização feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas contas da Celg em 1998 mostrava essa situação (...) Em 2005, a Aneel quantificou o problema: 52% dos consumidores estavam inadimplentes. Já a dívida do Estado, que deixou de pagar por diversos serviços e obras de energia elétrica executados pela Celg, mais do que dobrou em cinco anos. Em 2001, essa dívida era de R$ 454 milhões. Em 2006, já somava R$ 1,03 bilhão, conforme um relatório de fiscalização econômico-financeira da Aneel."

"A intenção de vender as ações, dentro da transação financeira com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), já aparecia no relatório de administração da Companhia Energética de Goiás (Celg) de 2007.Conforme a informação que aparece no relatório, o Estado de Goiás pretende disponibilizar 41,08% de sua participação acionária. Esta seria a garantia na operação financeira entre a Celg e o BNDES. A expectativa da empresa era ver o acordo aprovado ainda no primeiro semestre de 2008. A indefinição permanece, num momento em que as ações da Celg - endividada como nunca, com prejuízos e com despesas crescentes - estão desvalorizadas no mercado."

Fonte: O Popular - 22.02.09 (o acesso ao material do jornal é restrito. Os assinantes podem ir até a página inicial, AQUI, e buscar pela edições anteriores.)

***

O texto está na edição desta semana da Tribuna do Planalto.

Para acessar, clique AQUI.

Mais sobre o assunto:

Celg enxuga gastos operacionais e incrementa gestão financeira

A responsabilidade é de todos os governos

Postado por Vassil Oliveira em 02/03/09 às 12:47.
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01/03/09 - Domingo
Marconi busca ‘confiança’, mas PP teme vingança

postado na categoria Geral

O título acima é a manchete da Tribuna do Planalto esta semana.

A reportagem é de Eduardo Sartorato. Mostra como está o clima entre os governistas de forma clara, objetiva.

Sartorato apresenta fatos. Diz o seu texto:

No meio político goiano não há dúvidas: Marconi Perillo está diferente. Desde que assumiu a primeira vice-presidência do Senado, há cerca de um mês, o parlamentar tem buscado intensamente diálogo com os partidos da base aliada. O que mais chamou atenção foram os encontros de Marconi com os deputados federais e desafetos do tucano, Ronaldo Caiado (DEM) e Sandro Mabel (PR). A reaproximação indica claramente a vontade de Marconi em garantir a unidade do grupo e criar as condições necessárias para mais uma candidatura sua ao governo. Nos bastidores, tal ação é vista positivamente entre tucanos e políticos dos três principais partidos em que o senador possui mais arestas (DEM, PR e PP), mas ainda há muito que fazer para que todas as lideranças possam voltar a falar a mesma língua.

O maior desafio de Marconi Perillo é resgatar a confiança destes líderes. O senador se envolveu em casos polêmicos com todos eles (ver quadro), e agora tenta superar as barreiras que foram formadas. Marconi sabe que se não conseguir reunir a sua antiga base de partidos terá um caminho muito difícil pela frente, já que hoje apenas o PTB diz seguir o PSDB em 2010. Ou pior, além de não contar com o apoio de partidos que foram seus aliados em eleições passadas, o senador ainda corre o risco de vê-los do lado adversário. Todos os três alimentam alguma possibilidade de estarem do lado do PMDB, em 2010.

***

Também escreve Sartorato, em "Medo de perseguição política afasta o PP":

Após mais de dois anos em atritos constantes, PP e PSDB vivem momentos políticos distintos. Enquanto o governador Alcides Rodrigues desconversa qualquer cenário eleitoral para 2010, o senador Marconi Perillo age para aparar arestas. A repetição da aliança PP-PSDB é a maior incógnita da política goiana e a definição deste impasse certamente significará a definição do próprio cenário político para 2010. Marconi sabe que terá o seu caminho ao Palácio das Esmeraldas encurtado, caso a máquina estadual atue a seu favor. No PP, porém, a palavra 'confiança' tem conotação ainda mais valorizada do que em relação aos outros dois partidos.

***

Para ler toda a reportagem, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 01/03/09 às 22:22.
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27/02/09 - Sexta-feira
Quando o poder se vai...

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Leo Iran
Sai de baixo!

O presidente eleito hoje da Associação Goiana de Municípios, Abelardo Vaz (PP), cumprimenta o presidente da Assembléia Legislativa, Helder Valin (PSDB).

Quem ficou espremido?

Joaquim de Castro (PSDB), ex-prefeito de Jussara e já quase ex-presidente da AGM (a posso será dia 16).

Ex.

Como é dura essa vida! 

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 20:34.
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27/02/09 - Sexta-feira
Enfim, PP e PMDB muito amorosos, para Inhumas inteira ver

postado na categoria Geral

Leo Iran
O amor é lindo...

O discurso do presidente eleito hoje da Associação Goiana de Municípios (AGM), Abelardo Vaz (Inhumas), de que o consenso na disputa pelo comando da entidade, que juntou o seu PP e o PSDB do vice, Marcio Cecilio (São Miguel do Passa Quatro), é exemplo para 2010 está incomodando muita gente.

Ele tocou na ferida.

Abelardo sempre defendeu a permanência da unidade. Na eleição da AGM, apenas materializou o discurso.

Mas curiosa mesmo é esta foto, feita pelo esperto Leo Iran.

Abelardo e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), em flagrante olhos nos olhos.

Curiosa porque o velho inimigo do PP em Inhumas é justamente o PMDB de José Essado, derrotado por Abelardo em uma disputa que foi comparada à de 1998. Essado era o Iris da vez, e Abelardo, o Marconi. Deu no que deu: o novo derrotou o velho. No ano passado, Abelardo foi reeleito. O PMDB? Perdeu feio.

Então, que dizer?

Ah, o amor... digo...

Ah, a política...

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 18:18.
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27/02/09 - Sexta-feira
PP e PSDB como nos bons tempos

postado na categoria Geral

O dia de hoje consolida a unidade na disputa pela presidência da Associação Goiana de Municípios (AGM).

Os prefeitos de Inhumas, Abelardo Vaz, e de São Miguel do Passa Quatro, Marcio Cecilio, na vice, vão comandar a entidade.

Fato relevante: PP, de Abelardo, e PSDB, de Marcio, juntinhos, comos nos velhos tempos, quer dizer, nos idos do 'tempo novo'.

Fato mais relevante ainda: a unidade aí foi fruto da ação dos dois candidatos, e não do governador Alcides Rodrigues ou do senador Marconi Perillo.

Quer dizer: na base, uma unidade foi construída. Na cúpula, isso ainda está impossível.

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 02:32.
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27/02/09 - Sexta-feira
Meirellistas. Mas também iristas e marconistas

postado na categoria Análise

Tá ficando cada vez mais engraçado.

Os defensores de Henrique Meirelles como candidato ao governo estão emparedados.

São, em sua maioria, normalmente ligados ou a Iris Rezende (PMDB), ou a Marconi Perillo (PSDB).

Como os dois estão cada dia mais candidatos, os meirellistas-iristas-e/ou-marconistas se veem na dificuldade de ter de defender Meirelles candidato e, também, ao mesmo tempo, propagar a candidatura de Marconi ou Iris.

Isso é que é missão impossível.

Decorrente da não-indicação clara de Meirelles quanto a ser ou não ser candidato - e da vontade desses indecisos de vê-lo candidato, sem poder admitir de todo, desconfiados de que ele não vem.

Em resumo: se pudessem escolher, escolheriam Meirelles, mas não podem, porque Meirelles não se materializa como candidato. Assim, ficam entre a cruz e a espada.

Um exemplo?

Confiram a entrevista de Helder Valin à Rádio 730 ontem (clique AQUI para ouvir).

Ele chega ao ápice: diz acreditar em uma candidatura de consenso, com Meirelles na cabeça de chapa!

Claro, diz consenso em relação à chamada base aliada governista. Mas isso não implicaria retirada de Marconi da corrida?

Sem falar que há muitos, mas muitos mesmo, que acreditam em um consenso maior, unindo PMDB, PSDB, PT, PP, PR, PTB...

Enquanto isso, os 'deverasmente' incomodados com Meirelles no PSDB e no PMDB aumentam a carga de críticas. Marconi e Iris à frente.

Postado por Vassil Oliveira em 27/02/09 às 00:56.
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25/02/09 - Quarta-feira
Jobs, o ético

postado na categoria Geral

A frase do vereador Gari Nego Jobs é histórica.

Portanto, anotem aí:

"Ninguém tem mais ética do que eu."

Tá bom.

(Diário da Manhã - Café da Manhã, 20.2.09)

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 18:54.
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25/02/09 - Quarta-feira
E Iris tem fôlego? E o PMDB sem Iris, tem?

postado na categoria Geral

São visíveis no PMDB sinais de desconfiança da base em relação à capacidade do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, de tocar uma campanha ao governo de Goiás.

Hoje no meio do caminho entre 70 e 80 anos, ele teria fôlego para percorrer desde já todos os municípios?

Teria ânimo, no ano que vem, de fazer o mesmo em cerca de três meses?

Muitos dos que fazem estas perguntas levantam outra questão: quando haverá verdadeiramente renovação no PMDB, com o partido saindo da esfera Iris-Maguito-Maguito-Iris?

Tudo bem.

Mas respondam aí: sem Iris como candidato, qual outro nome o PMDB tem para enfrentar Marconi Perillo (PSDB) ou Henrique Meirelles?

Arrisco: por ora, o PMDB continua refém de Iris.

Para o bem ou para o mal. Queiram ou não.

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 12:59.
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25/02/09 - Quarta-feira
Caiado é tão candidato ao governo quanto era antes

postado na categoria Análise

No ano passado, não me lembro exatamente quando, o deputado federal Ronaldo Caiado admitiu em entrevista à Rádio 730, emocionado (o que também admitiu no ar), que sonha governar Goiás.

Naquela época, ele também admitiu que sonhar não quer dizer realizar.

Disse, em resumo, que ia fazer a sua parte, ficar preparado. Caso a oportunidade surgisse, não a deixaria escapar.

Isso há mais de ano.

Agora, o que ele diz?

Exatamente o mesmo.

Caiado continua firme no propósito de criar condições para uma candidatura ao governo, mas sem a ilusão de uma aventura custe o que custar.

Também à Rádio 730, o senador Marconi Perillo (PSDB) admitiu, dias atrás, que pode inclusive apoiar uma candidatura de Caiado ao governo.

Falou isso no momento em que se preocupava em mostrar-se reconciliado com o deputado.

Não quer dizer, obviamente, que acredita na candidatura de Caiado, porque ele próprio se apresenta a todo instante candidatíssimo a governador.

E a senadora Lúcia Vânia (PSDB)?

Ao chegar atrasada à festa dedicada a Caiado pela escolha de seu nome como líder do DEM na Câmara, ele brincou que o clima ali era de lançamento de candidatura ao governo.

Sua gentileza foi interpretada como lançamento de Caiado ao governo.

No entanto, isso está longe de acontecer, a não ser se se considerar o seguinte: com Caiado candidato ao governo, fica mais fácil para ela garantir uma vaga para tentar a reeleição, já que o seu PSDB não teria a cabeça de chapa.

(Pelo mesmo raciocínio, pode-se dizer que, para o democrata Demóstenes Torres, melhor que Marconi seja o candidato, jamais Caiado).

Noves fora tudo isso, tem-se que a candidatura de Caiado ao governo não é nova, assim como são velhas as dificuldades para ele chegar lá.

Nada mudou.

Muito menos Caiado.

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 10:49.
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25/02/09 - Quarta-feira
Bala perdida

postado na categoria Geral

O deputado federal Luiz Bittencourt (PMDB) falou, e falou muito, em entrevista à Tribuna do Planalto esta semana.

Bittencourt há tempos faz em Goiás mais ou menos o que o senador Jarbas Vasconcelos anda fazendo em relação ao PMDB nacional, que chamou de corrupto, entre outras coisas, na entrevista à revista Veja há duas semanas.

À Tribuna, diz Bittencourt, por exemplo:

"O PMDB é um partido que perdeu a sua identidade. Hoje o PMDB atua para atender a interesses pessoais. O partido perdeu a sua posição de vanguarda na política brasileira, que foi um papel que o PMDB exerceu com primazia no final da ditadura, na luta pela democratização do país. Mas, hoje, o partido não consegue se firmar como um partido crítico, oposicionista, um partido que tenha um conjunto de idéias para transformar a sociedade brasileira. Isso em função dos interesses e projetos pessoais e do fisiologismo de muitas lideranças."

"Não há renovação, não há debate com a sociedade, não há um modelo de relacionamento positivo, um modelo que modernize, que transforme. Há apenas a reprodução de situações que enfraquecem a ação do partido."

Mas, pra mim, a melhor parte da entrevista é esta:

"De certa forma eu sou um crítico interno, uma consciência crítica do partido, uma espécie de grilo falante. Se todos os partidos são assim, eu tenho é que ficar no meu partido, defendendo uma mudança, pregando no deserto, mas com a consciência tranqüila. O que eu estou dizendo aqui é visto a olho nu pelos cientistas políticos, pelos analistas, pelos jornalistas, pelos resultados das minhas ações políticas. Isso nós sentimos é na pele. A cada dia nós percebemos que esse cenário precisa ser alterado."

Porque, seguindo a lógica de outro senador peemedebista, Pedro Simon, para quem o partido "se oferecerá a quem pagar mais" na corrida pela Presidência ano que vem (leia mais no Blog do Josias), sair do PMDB para outro partido é inócuo, já que todos são iguais na corrupção.

E é isso: em vez de discursos de saída, os políticos tinham de fazer mais é debates de entrada, para mudar os partidos e torná-los mais... PARTIDOS!

Até agora, o sentido dos partidos brasileiros é só mesmo este, o de serem armamentos re-partidos entre mercenários políticos que agem segundo os grupos de interesse de ocasião.

(Para ler toda a entrevista de Bittencourt à Tribuna, clique AQUI)

Postado por Vassil Oliveira em 25/02/09 às 00:10.
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24/02/09 - Terça-feira
Clima na chamada base aliada piora a cada dia II

postado na categoria Análise

Permitam-se a insistência.

O fim da discórdia na base aliada só ocorrerá no dia em que o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB) se fecharem em uma sala e lá lavarem toda a roupa que sujaram nos últimos anos.

Sem essa conversa, o clima só tende a desandar.

A ponto de, hoje, a previsão mais razoável em caso de encontro a portas fechadas entre Alcides e Marconi não é de entendimento, e sim de eliminação mútua.

Postado por Vassil Oliveira em 24/02/09 às 17:32.
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