|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Arquivo Mensal - Dezembro/2007 02/12/07 - Domingo Pré-candidatos em ação Eis o comentário da manhã do dia 27.11.07 na Rádio 730: Assunto: algumas pré-candidaturas já estão definidas como tal. Já está em ação Raquel Teixeira pelo PSDB, Sandes Júnior pelo PP, Iris Rezende pelo PMDB, entre outros. Outros nomes, também apresentados como pré-candidatos, levam suas postulações em banho-maria: Vilmar Rocha pelo DEM, Sandro Mabel pelo PR, Jovair Arantes pelo PTB. Barbosa Neto, do PSB, é candidato mas não faz nada para se firmar nesta condição. http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=262 .
02/12/07 - Domingo Marconismo e interesses contrariados Comentário da manhã do dia 29.11.07. Grita é geral entre os indomodados pela reforma administrativa do governo estadual. Fato: é pouco dizer que o marconismo está sendo enfraquecido. Muitos interesses pessoais e de grupos estão sendo contrariados e, muitas vezes, é mais fácil creditar isso ao marconismo contrariado. O comentário: http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=263 .
02/12/07 - Domingo Marconi na mídia nacional O senador goiano Marconi Perillo é tema de reportagem de quatro páginas de Veja com chamada de capa: "Espionagem oficial - Polícia do Senado é acusada de contratar detetives particulares para investigar a vida de senador adversário do então presidente Renan Calheiros". Está lá na Veja (só para assinantes): O senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, foi alertado sobre a trama há um mês. Sua vida estava sendo devassada por um grupo de detetives particulares. Ex-governador do estado, o senador tomou duas providências. Primeiro, ele pediu à polícia de Goiás que investigasse. Depois comunicou o caso ao corregedor do Senado, Romeu Tuma. Discreto, Perillo atribuiu a história a razões provincianas. Estava enganado. Os policiais goianos descobriram um autor bem mais notório e razões bem diferentes para o triste episódio. Dois escritórios de detetives - um em Brasília e outro em Goiânia - haviam sido contratados para bisbilhotar a vida do senador. Estavam orientados a identificar desde supostos negócios fraudulentos realizados entre o parlamentar e empresários até a existência de contas bancárias dele no exterior. Seguindo o rastro dos arapongas, os investigadores goianos descobriram algo ainda mais escandaloso: a espionagem foi contratada pelo próprio Senado Federal. Segundo relato dos agentes, a Polícia do Senado acionou um conhecido escritório de espionagem política de Brasília - a Central Única Federal dos Detetives do Brasil - para levantar as informações financeiras de Marconi Perillo. Os telefones do senador foram grampeados e violaram seu sigilo bancário e fiscal. A invasão de privacidade está sendo investigada, em sigilo, pela Polícia Federal. Certo. Isso quer dizer que Marconi, repetindo uma estratégia que em Goiás, com a força do governo, sempre fez funcionar a seu favor, chama o jogo para si. Detalhe: agora, jogo nacional. É ver no que vai dar. O discurso não muda. Na reportagem, eis a explicação dele para tenta atenção de Renan a ele: "Eu tive uma atuação destacada no caso Renan Calheiros, no Conselho de Ética, na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário. Não tenho provas concretas, mas não descarto que essa coisa abominável possa ter sido causada pela minha atuação em defesa da cassação de Renan Calheiros". Que coisa, não!?
02/12/07 - Domingo Iris está com tudo, mas... A pesquisa Rádio 730/Grupom já está no site da emissora, com apresentação de Altair Tavares e comentários de Marcelo Heleno (para ler, clique AQUI) e do autor deste blog. Tudo em um página especial criada só para reproduzir e destacar as principais reportagens, análises e comentários sobre o tema feitos em vários veículos. Link direto: http://www.radio730.com.br/?ver=eleicoes2008 A seguir, o comentário do autor deste blog que pode também ser lido lá: REJEIÇÃO Iris está com tudo, mas não está com a eleição ganha Rejeição é indicativo, não é fator conclusivo para avaliação de uma candidatura. Mostra o levantamento Rádio 730/Grupom que hoje a situação do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, é ótima, e que, na base aliada, a de Sandro Mabel é a pior possível, a de Raquel Teixeira segue na mesma linha negativa e que a de Barbosa Neto é positiva. No PT, tudo na mesma. Nem bom, nem péssimo. Mais ou menos, mais para ruim. O PT pode decidir a eleição para Iris, mas pode não ser fator decisivo para a sua derrota (isso não fica claro. Candidatura própria? Incógnita. Ainda mais se considerarmos que o partido não está coeso nem tem um nome que aglutine como Pedro Wilson aglutinou em 2000. Não dá para dizer que Raquel e Sandro são casos perdidos, e que Iris e Barbosa não estão passíveis de revés em suas avaliações, ou que os petistas estão bem, por não liderarem a rejeição. A condução de uma campanha é fundamental em uma disputa. Bem tocada, no rumo certo, dá chance real de vitória até a quem parece não ter (exemplo: governador Alcides Rodrigues (PP), no ano passado. Mal conduzida, no rumo errado, vira um desastre (exemplo: Maguito Vilela (PMDB) em 2002 e 2006, para o governo. Uma criteriosa e competente análise do detalhamento da rejeição (além do que está neste quadro) pode orientar um trabalho político e de marketing que reverta, se não tudo, pelo menos boa parte (não existe rejeição zero) do problema apontado em um levantamento como este. E é bom lembrar que o levantamento da 730 é amplo, e que só começou a ser mostrado. Lembremos que na eleição passada para prefeito de Goiânia os índices iniciais de rejeição a Iris Rezende eram igualmente altos. E Iris venceu. Fato concreto: Iris tem tudo para ser reeleito. Os números da rejeição só confirmam isso. Esta é a boa notícia para o prefeito. Mas eles apontam também, no entanto, que Iris não está com a eleição ganha, porque a história mostra que há espaço para os outros melhorarem a sua avaliação, e muitos se mostram "leves" para serem conduzidos em uma campanha. Esta é a boa notícia para os seus adversários. Como desempate, portanto, a competência individual. Neste quesito, Iris tem levado a melhor. A não ser que se acredite que 2008 tem cara de 1998. O que, definitivamente, não tem. A divisão na base aliada prova isso.
02/12/07 - Domingo Iris-2008 é mais forte que Iris-2004 É de Eduardo Horácio a análise que virou manchete da Tribuna do Planalto desta semana, tendo também a pesquisa Rádio 730/Grupom como foco: A pesquisa Grupom sobre a sucessão de Goiânia consolida algumas idéias que estavam no imaginário de muitos analistas. A primeira delas: a oposição centro-liberal, comandada por PP e PSDB, ainda não tem candidato viável. A segunda: Iris está hoje mais forte do que esteve quando venceu a eleição de 2004. A terceira: o PT, a exemplo de todas as outras eleições, larga mal. Iris é tão favorito (o que não significa vitória antecipada) que, em todos os seis cenários hipotéticos pesquisados, ele alcança mais votos que a soma de seus adversários, sempre com uma margem segura de 10 pontos porcentuais a favor. Ou seja: seria reeleito já no primeiro turno, sem a necessidade do segundo. Para ler mais, clique AQUI.
02/12/07 - Domingo Base aliada e a falta de rumo em Goiânia Eduardo Sartorato, na Tribuna do Planalto, sobre a pesquisa Rádio 730/Grupom: Sem rumo quando se trata da sucessão municipal em Goiânia, a base aliada ao governo do Estado tem duas alternativas para a disputa. A pesquisa Rádio 730/Grupom, divulgada na sexta-feira, 30, e em parceria com a Tribuna do Planalto, aponta o senador Demóstenes Torres (DEM) e o presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur), Barbosa Neto (PSB), com as melhores condições entre os pré-candidatos governistas. Os dois são os que melhor aparecem nos diversos cenários da pesquisa, com potencial de crescimento e índice de rejeição baixo. A pesquisa, contudo, reforça o grande favoritismo do prefeito Iris Rezende (PMDB), que lidera de ponta a ponta. Texto completo AQUI.
02/12/07 - Domingo Vence o melhor. Sair na frente é um detalhe Na Tribuna do Planalto desta semana, outro comentário do autor deste blog sobre a pesquisa Rádio 730/Grupom, e que pode ser lido também na página especial sobre o levantamento no site da rádio. . Vence o melhor. Sair na frente é um detalhe A ansiedade e a desinformação não são boas leitoras de pesquisa. Elas enxergam o que não existe, temem o que não existe, somam e multiplicam sua angústia, em vez de ouvir com atenção o que diz a voz rouca dos números. A pesquisa Rádio 730/Grupom não foge ao que o senso comum dos bons observadores, somado ao bom senso da imparcialidade, apontava: 1) o prefeito Iris Rezende (PMDB) é o favorito na disputa pela Prefeitura de Goiânia no ano que vem, 2) a base aliada não tem candidato (está tonta, como mostrou manchete na capa da Tribuna semana passada) nem perspectiva real de unidade, 3) o PT está perdido (que é um estágio mais avançado que o da tontura) e 4), apesar dos pesares, Iris está em ação ostensiva e em um momento positivo, com inaugurações de obras por todos os lados, o que o faz inevitavelmente o nome mais fácil de ser lembrado pelos eleitores. Isso era o que já se 'sabia', e que a pesquisa comprova, com a ciência da opinião popular. Já se sabia como já se sabe também, por senso prático e teórico, que não existe candidato imbatível, que uma campanha bem conduzida elege até poste (é uma metáfora, pelamordeDeus!) e que, se o governador Alcides Rodrigues (PP) entrar na campanha, e se o senador Marconi Perillo (PSDB) entrar, e se todo a base aliada realmente entrar, podem desequilibrar a eleição. Quem não sabe? O diferencial na pesquisa Rádio 730/Grupom é que ela aprofunda a leitura das candidaturas, aponta caminhos, abre possibilidade tanto a favor quanto contra, como vão mostrar os novos cenários/índices/dados, que serão mostrados ao longo dos próximos dias. É uma pesquisa ampla, reveladora, e não apenas uma amostragem quantitativa para ver quem está na frente. Porque, enfim, você tinha dúvida de que Iris estaria na frente? A questão é: os políticos sabem ler pesquisa? De modo geral, não, não sabem. Os pré-candidatos sabem menos ainda. Tem quem saiba ler e leia para eles? Não, sabemos que não. Eles nem minimamente estruturados estão. Amadoramente, deixam para começar a campanha no ano que vem. Amadoramente, ignoram o que seja, ou quanto vale em termos de estratégia, uma pesquisa qualitativa. Amadoramente, eles não sabem o que fazer, como fazer, querem ganhar, ganhar, como se isso lhes fosse algo merecido em virtude de sua 'história' (é o que se dizem, convencidos por si mesmos (, ou devido pelo povo. O senso comum, o bom senso, até ajudam em uma compreensão geral do cenário político, como nas constatações acima. Há quem dê a isso o nome de intuição, diga-se. Mas daí a isso mudar conceitos, posicionar bem uma candidatura, estabelecer um planejamento de campanha, vai uma longa distância. Nem só de intuição vive o homem. Por que, com o político, seria diferente? Em Goiás, onde boa parte dos pretensos candidatos querem ganhar sem ter de trabalhar pela vitória (é o 'venha a nós a vitória', em vez de 'irei, verei, vencerei' (, Iris tem a seu favor não apenas os números positivos da pesquisa, mas, principalmente, o fato de que está em ação como prefeito e como candidato. Iris é um animal político, como ele mesmo se define. Aos 73 anos, não canta vitória. Ele corre atrás dela. E como corre! Na campanha do ano que vem, não serão nuvens, digo, os números de agora da pesquisa que farão a diferença. O que vai fazer a diferença é exatamente suor e competência. Uma boa equipe. Um bom plano de governo, que espelhe a sociedade. O bom pé-no-chão do candidato. O bom marketing. A pesquisa mostra um cenário em aberto. Deixa claro que pesquisa só não ganha eleição.
03/12/07 - Segunda-feira Ainda a rejeição Só para lembrar: rejeição, muitas vezes, é desconhecimento. Como eu não conheço o político tal, logo eu o rejeito - é mais ou menos o que pensa o pesquisado. Rejeição é um item da pesquisa, um ponto para avaliação.
03/12/07 - Segunda-feira O fator Demóstenes Escreve Marcelo Heleno na página especial da Rádio 730 sobre a pesquisa Grupom: "Embora em situação de empate técnico, o senador Demóstenes Torres é a grande surpresa da pesquisa Rádio 730/Grupom, que buscou aferir a opinião do eleitor goianiense sobre a cidade e 12 dos possíveis candidatos à eleição do ano que vem. O segundo lugar de Demóstenes deve levar o DEM e o próprio senador, no mínimo, à reflexão. A mensagem que o eleitor manda é que ele se lembra, e bem, de Demóstenes. Resta saber o que será feito a partir deste dado." Para ler toda a análise, clique AQUI.
04/12/07 - Terça-feira Brigar, brigar, brigar Nos últimos tempos, o senador Marconi Perillo (PSDB) vem mais comprando brigas do que resolvendo pendências dentro da base que já foi aliada e que já o teve como norte. Só para citar os casos mais recentes, domingo ele disse em Aparecida de Goiânia que o PSDB deve ter candidato e criticou a longevidade no poder do chamado 'grupo de Aparecida', liderado pelo vice-governador, Ademir Menezes. Também no domingo voltou a falar que vai apresentar números diferentes dos que foram apresentados pelo atual governo sobre as contas do Estado. E tem o caso da espionagem no Senado... Este o tema do comentário na manhã de segunda-feira, 3, na Rádio 730. O link para o comentário será acrescentado assim que for resolvido 'pequeno probelma técnico'. Volto ao post para acrescentar o link para o comentário na rádio: http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=266 .
04/12/07 - Terça-feira Sem periferia não há solução Receita de um marqueteiro experiente depois de ler com atenção a pesquisa Rádio 730/Grupom: o adversário do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, será aquele que conseguir 'entrar' na periferia; sem a periferia, ninguém é páreo para ele. E o PT deve mesmo buscar candidatura própria... Eis o comentário de segunda-feira, 4.12.07, à tarde no Jornal 730: http://www.radio730.com.br/?ver=elshowm&id=42&categ=27&show=audio .
04/12/07 - Terça-feira Iris é só comemoração Deu no Hoje: "Para Iris, pesquisa mostra aprovação a seu governo." A reportagem é de Venceslau Pimentel: O prefeito Iris Rezende (PMDB) avalia o resultado da pesquisa do Grupom/Rádio 730 AM, divulgado ontem pelo HOJE, como aprovação àsua administração. Ele lidera o levantamento estimulado com 40,4% da preferência do eleitorado goianiense, com 31,2 pontos porcentuais à frente do segundo colocado, o senador Demóstenes Torres (DEM), que obteve 9,2%. Leia mais clicando AQUI.
04/12/07 - Terça-feira O PMDB é cavalo paraguaio? Este é o título de artigo de Marcelo Heleno sobre a pesquisa Rádio 730/Grupom. Escreve Marcelo: Já tem gente garantindo que é fácil ganhar. Principalmente porque o PMDB se acomoda com folga na liderança das pesquisas. Aqui pode estar o grande erro dos adversários de Iris. O prefeito faz questão de seguir à risca a definição de agente político. Ele faz política 24 horas por dia, acorda cedo, tem fama de trabalhador e, nesta nova fase, se mostra disciplinado em relação ao que aponta as pesquisas. Continua intuitivo, um verdadeiro animal político. Mas tem interesse em saber e se orientar pelo que demonstra o eleitor. Por outro lado, Iris sempre foi agente de seus destinos. Para ler mais clique AQUI.
04/12/07 - Terça-feira Os cabos eleitorais Escreve Altair Tavares sobre a pesquisa Rádio 730/Grupom: Naturalmente, há alguns meses do processo eleitoral, a indecisão de uma parcela considerável do eleitorado é compreensível. A campanha ainda não apareceu nas ruas. Por outro lado, a pesquisa dá pistas de bons cabos eleitorais: Caiado, Raquel Azeredo, Wagner Siqueira, e outros. Para ler mais, clique AQUI.
04/12/07 - Terça-feira Alcides X Marconi: mais um capítulo Você já ouviu falar em história mal contada? Bem, eis um bom exemplo, este da suposta arapongagem envolvendo o senador Marconi Perillo. Reportagem do Diário da Manhã de hoje toca no ponto certo: Alcides e Marconi em colisão. Diz o texto do DM: O desencontro cada vez usual entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB), antes aliados de primeira hora, deu origem a versões diferentes sobre um mesmo escândalo: a suposta espionagem patrocinada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra o senador tucano. No domingo, um dia depois da veiculação da revista, Marconi havia dito que foi informado da atuação de arapongas pelo atual secretário de Governo, Fernando Cunha, que por sua vez teria encaminhado o recado a pedido do governador. Ontem, Alcides negou tudo. Disse saber do fato tanto quanto os jornalistas que acompanham o caso. Suas declarações provocaram verdadeiro temporal na já combalida relação entre os dois. "Eu fiquei sabendo pela imprensa. E foi também pela imprensa que eu soube que há pessoas de outros Estados envolvidas nas investigações", afirmou Alcides, em visita à AmBev, em Goiânia. O governador jura só ter tratado de espionagem na primeira denúncia contra Renan, que envolvia também Demóstenes Torres (DEM). "Só comentei com o Fernando Cunha na época daquele episódio anterior, que saiu na imprensa e que todos nós, acredito, tenham tido esta informação". O tal "episódio" rendeu processo no Conselho de Ética no Senado contra o peemedebista. Ao saber que Alcides acabava de destruir sua versão, Marconi acionou sua equipe de assessores e ordenou que distribuíssem uma nota ácida aos veículos de comunicação. A nota trouxe elogios rasgados a Fernando Cunha, tucano a exemplo de Marconi. Trouxe também recados indiretos ao governador. O senador reitera que teve uma conversa com o secretário em uma quinta-feira (não lembra qual (à noite em sua residência, depois de um telefonema do próprio Fernando Cunha que clamava uma conversa urgente e a sós. Após contar a trama de espionagem, Cunha disse que soube da atuação dos arapongas graças ao governador, que por sua vez foi informado pelo ex-deputado e delegado aposentado Abdul Sebba (outro que nega peremptoriamente participação no caso. Por fim, diz a nota: "Creio na palavra de Fernando Cunha, como creio na palavra de meus pais, minha mulher e minhas filhas. Creio em Fernando Cunha irrestritamente. Fernando Cunha não é um homem dissimulado. É um homem sério, responsável, íntegro, extremamente leal aos seus companheiros e um homem de elevadíssimo espírito público. Uma pessoa com a idade e a história de Fernando Cunha, jamais se prestaria ao papel de inventar algo tão sério como isto". Cunha não foi localizado pelo DM. O DM também reproduz reportagem da Agência Estado com título sugestivo: Viana: "Por que escolheriam Marconi?" O presidente interino do Senado, Tião Viana, declarou ontem que, pessoalmente, acredita na integridade moral da Polícia Legislativa. A opinião foi manifestada em relação à matéria publicada no último fim de semana pela revista Veja, que, entre outras coisas, acusou "alguém ligado à polícia do Senado" de ter procurado um escritório de detetives em Brasília para espionar o senador Marconi Perillo (PSDB). "Essa é uma polícia que tem a norma constitucional como manto das suas obrigações, das suas funções. Não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível, imaginar que a polícia do Senado sairia de suas atribuições constitucionais para criar um caminho de arapongagem, contra a vida de um senador", afirmou. "Por que razão alguém escolheria o senador Marconi para investigar? Por que não escolheria os 81 senadores? Por que escolher algum senador?", questionou. Logo que a revista chegou às bancas, a Secretaria de Polícia Legislativa providenciou a abertura de investigação para apurar a denúncia. Também emitiu nota negando qualquer iniciativa de espionagem contra parlamentar. De acordo com a revista semanal, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), pediu à Polícia Federal que instaure inquérito para apurar possível caso de espionagem. O presidente interino do Senado disse que nada ficará sem explicação. Questionado se acha a denúncia inverossímil, Viana disse que não vai fazer juízo de valor sobre a denúncia. "Eu prefiro dizer que eu acredito na autoridade moral, na responsabilidade institucional do Senado e na polícia do Senado", considerou. "Agora, ao confiar nessa polícia, eu fico mais tranqà¼ilo ainda pela atitude que teve o diretor da polícia do Senado em abrir inquérito imediatamente para investigar de onde saiu tal assunto e por que caminhos esse assunto chegou até um meio de comunicação. Porque isso é muito importante ser esclarecido", frisou Viana. Ainda no DM, quatro questões para o secretário Fernando Cunha responder: 1 - Como ficou sabendo da suposta atuação de espiões contratados por Renan para investigar a vida do senador Marconi Perillo? 2 - Foi de fato ele quem avisou Marconi a respeito dos arapongas, como afirmou o senador no domingo? 3 - A pedido de quem tomou a iniciativa de avisá-lo? 4 - Alcides desconhecia o fato ou está dizendo a verdade? (na verdade, creio que no lugar de 'desconhecia' o correto é 'conhecia') Para ler mais, AQUI.
04/12/07 - Terça-feira Arapongagem: o discurso de Marconi Para registro, vai abaixo o que disse o senador Marconi Perillo no domingo, 2. Chama a atenção o tom do discurso: "Outra observação que eu digo é que nenhuma força vai conseguir calar a minha voz ou modificar minha atuação parlamentar. Vou continuar sendo coerente com as minhas idéias, meus princípios, minha dignidade, com a minha honra. A minha vida é limpa e transparente como as águas do Rio das Almas, lá na nascente, em Pirenópolis." O material está no Diário da Manhã (edição de segunda-feira, 3.12.07), assinado por João Paulo Teixeira, da editoria de Política & Justiça (AQUI): Reportagem da revista Veja afirma que o presidente licenciado do Senado Federal, Renan Calheiros, teria armado esquema ilegal de investigação contra a vida pessoal do senador Marconi Perillo. No esquema - que chegou ao conhecimento do ex-governador de Goiás há um mês - os telefones do tucano teriam sido grampeados e haveria quebra de sigilo bancário, à procura de ligações societárias com as empresas Schincariol e Perdigão. A invasão de privacidade será investigada pela Polícia Federal. Em entrevista coletiva concedida ontem em seu escritório em Goiânia, o ex-governador do Estado explicou como chegou ao conhecimento dos fatos e quais são as medidas que ele deve acionar contra a investigação irregular atribuída à Polícia do Senado. Marconi ainda afirmou que, embora haja algum temor de membros do Senado, ele não muda o voto contra a Contribuição sobre Movimentação Financeira (CPMF) e contra a permanência de Renan Calheiros na presidência. O senador também comparou seu caso ao de dossiês contra outros tucanos, que não resultaram em nada, e reafirmou as convicções éticas ensinadas a ele por Henrique Santillo. Confira abaixo alguns trechos da entrevista: Quem praticou "Adversários políticos locais, adversários do PSDB no País e, principalmente, os inimigos da democracia. Isso já aconteceu recentemente com José Serra, com Fernando Henrique, já montaram vários dossiês por aí, dossiês falsos, fajutos que depois acabam sendo revelados." Renan é o autor? "Sempre sou muito cuidadoso em relação a acusação, não quero fazer nenhum tipo de julgamento. A revista Veja chegou a esta conclusão depois de ter conversado com a polícia e espero que este assunto seja resolvido da melhor maneira possível. Os autores intelectuais e os mandantes deste crime, que contrataram estes pistoleiros de aluguel - porque são mesmo uma espécie de pistoleiros - sejam identificados e, principalmente, punidos." Movimentação "Eu só tenho uma movimentação bancária hoje, no Banco do Brasil de Goiânia. Eu tenho uma conta que não está sendo movimentada no Banco Itaú, que era a de governador, e uma na Caixa Econômica Federal, também de Goiânia, por conta de um financiamento da minha casa própria. Não movimento dinheiro em Brasília. Perdigão e Schin "A Perdigão é uma empresa composta majoritariamente, acho que quase 100%, por capital do fundo de pensão de trabalhadores aposentados. É uma empresa altamente profissional e acho que ela vai responder incisivamente. E a Schincariol é um a empresa poderosa no Brasil. Mas não tenho nenhuma ligação societária com elas." Ninguém me calará "Outra observação que eu digo é que nenhuma força vai conseguir calar a minha voz ou modificar minha atuação parlamentar. Vou continuar sendo coerente com as minhas idéias, meus princípios, minha dignidade, com a minha honra. A minha vida é limpa e transparente como as águas do Rio das Almas, lá na nascente, em Pirenópolis. Aprendi a vida toda, aprendi com Henrique Santillo, que deveria fazer política com idealismo, espírito público e com ética." Punição " Espero que a Justiça, o Ministério da Justiça, através da Polícia Federal e a corregedoria do Senado cheguem aos autores, seja quem for, para que eles sejam punidos por cometer atos criminosos e ilegais." Três atitudes "Nossa assessoria jurídica já está tomando três providências. Uma, requerendo formalmente ao Ministério da Justiça que a Polícia Federal identifique os autores e revele os conteúdos destas gravações, destas investigações (não tenho nenhum receio em relação a isto até porque o meu sigilo bancário, fiscal e telefônico já está quebrado desde a campanha de 1998. Segundo, vou pedir ao secretário de Segurança Pública que investigue as ramificações que porventura existirem em Goiás e vou pedir oficialmente ao corregedor do Senado que aprofunde as investigações e tome as iniciativas que o assunto requer no âmbito do Senado Federal. (Leia nota no cabeçalho da página)." Denúncia " Alguns meses atrás fui informado pelo secretário de governo, Fernando Cunha, de que este assunto teria chegado até o governo e este me passou os números e os nomes. Imediatamente, acionei o diretor-geral da Polícia Civil de Goiás, Marcos Martins, e acionei o corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma, que também é delegado de carreira da Polícia Federal, para que ele tomasse as providências necessárias. Eu não tornei público. A revista Veja teve acesso às informações e deu a matéria." CPMF e cassação "Não vão conseguir calar a minha voz, não vão modificar meu voto em relação à CPMF, não vão modificar meu voto em relação ao senador Renan Calheiros. Todas as atitudes e posições que tomei no Conselho de Ética, na Comissão de Justiça e no Plenário em relação ao senador Renan Calheiros foram tomados conscientemente na defesa da minha instituição e convencido que esta deveria ser a minha posição. Não vai mudar nada, vou continuar sendo coerente, digno e respeitador de todos aquele que acreditam e acreditaram em mim." Governo Federal " Não quero fazer qualquer tipo de acusação, que possa parecer leviana. Não quero "fulanizar" esta questão. Como senador da República e em nome dos goianos, eu exijo investigação. Até porque se há este tipo de arapongagem em relação a mim, e já é a segunda, já houve com relação ao (senador) Demóstenes (Torres, DEM-GO), em relação ao senador Jefferson Peres (PDT-AM), senadores que tiveram atuação muito destacada, destemida no episódio Renan Calheiros. Isso é muito sério. Esse tipo de ação merece todo repúdio. Esse tipo de ação só pode ter uma autoria: de quem é contra a democracia, contra a lei, contra a liberdade." Clima no Senado "Todos os senadores desconfiam das ações, mas não vejo ninguém com medo. Quem vai votar contra a CPMF está decidido e vai contra, quem vai pela cassação de Renan Calheiros, já está decidido e vai votar pela cassação. Não vai ser este tipo de ação criminosa, de araponga, este tipo de ação contra a democracia que vai nos intimidar." Direito de estudar "Acho que esta atitude minha deve servir de exemplo a muitos jovens que estão desanimados com a escola. Eu já fui deputado, já fui governador e sou senador da República e não abandonei o sonho de obter um diploma universitário. Agora que finalmente consegui conquistar meu direito, estou aprendendo e tenho boas notas."
04/12/07 - Terça-feira Alcides X Marconi em O Popular Assim como o Diário da Manhã, O Popular também fala sobre o escândalo da arapongagem e igualmente mostra o clima de divergência interna na base governista. Título da reportagem assinada por Fabiana Pulcineli: Alcides diz desconhecer espionagem; tucano reage. Resumo: "Ao tomar conhecimento das declarações do governador, Marconi Perillo afirmou que acredita nas informações passadas pelo secretário de Governo sobre as denúncias." Trecho da reportagem (a íntegra, só para assinantes): A declaração do governador Alcides Rodrigues (PP) de que não tinha conhecimento sobre esquema de espionagem contra o senador Marconi Perillo (PSDB) provocou reações entre os grupos ligados ao pepista e ao tucano. Marconi afirmou no sábado que obteve informações sobre a tentativa de investigação ilegal por meio do secretário de Governo, Fernando Cunha (PSDB), que, na ocasião, disse que falava a pedido de Alcides. Ontem, em visita à fábrica da Ambev (leia mais na página 16), em Goiânia, o governador afirmou que soube das denúncias pela imprensa e que nunca teve nenhuma informação sobre o esquema antes. Alcides disse ainda que, se a Polícia Civil goiana investigou o caso, não foi por seu pedido e nem teve informações. "Eu comentei com o Fernando Cunha apenas aquele episódio anterior, que saiu também na imprensa", disse o governador, referindo-se àsuposta tentativa do ex-assessor do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Francisco Escórcio, de espionar Marconi e o senador Demóstenes Torres (DEM), denunciada no dia 6 de outubro. Ao saber pela reportagem do POPULAR das declarações do governador, Marconi reagiu, afirmando que acredita na informação passada por Fernando Cunha. "Eu creio na palavra do doutor Fernando como creio na palavra dos meus pais, da minha mulher e das minhas filhas, portanto irrestritamente. Fernando Cunha é sério, íntegro, responsável, ético, leal, de elevadíssimo espírito público e jamais foi dissimulado", disse. "Um homem com a idade e a história dele jamais se prestaria ao papel de inventar algo tão sério quanto isso", completou o tucano.
04/12/07 - Terça-feira Arapongagem & Saint-Exupéry Essa história da arapongagem envolvendo o senador Marconi Perillo (PSDB) é muito séria. Há muito que ser explicado, há muito que ser investigado. As reações, por ora, são de espanto e desconfiança para todos os lados, como mostram as reportagens publicadas hoje nos jornais e em parte reproduzidas abaixo no blog. Uma reação chama mais a atenção: "Para mim, é fantasia", disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, sobre o caso. Há muito que ser explicado principalmente pelo secretário de Governo do Estado, Fernando Cunha (PSDB). Segundo Marconi Perillo, Cunha foi o portador da informação que recebeu em Goiás sobre a tentativa de investigação ilegal. O secretário teria dito então que falava "a pedido" do governador Alcides Rodrigues (PP). Ocorre que ontem o governador negou tudo. Falou que conversou com Fernando Cunha apenas sobre outra suposta arapongagem, esta comandada por Francisco Escórcio, ex-assessor do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Escórcio foi acusado de espionar Marconi e o também senador Demóstenes Torres (DEM), em denúncia que veio à tona no dia 6 de outubro. A pergunta que cabe a Fernando Cunha responder é: quem está mentindo - Marconi, ao usar seu 'santo' nome em vão; Alcides, ao negar tudo; ou ele próprio? Neste último caso, qual seria a mentira: a da existência da investigação ou a de que informava Marconi a pedido do governador? Hoje o que mais se ouviu nos bastidores do governo - e da oposição, doida para fomentar a discórdia no ninho alheio - foi: Fernando Cunha vai pedir demissão ou será demitido? Razões para isso: como um secretário de governo expõe o governador como origem de uma informação como esta (embora aqui caiba outra questão: quem expôs, na verdade, não foi Marconi?)? Como um secretário que é desmentido em público pelo governador pode permanecer em cargo de confiança no Estado? E, enfim... (em bom portunhol) 'por que te calas', Fernando? Chama ainda a atenção a reação do senador Marconi Perillo ao desmentido de Alcides. Disse: "Eu creio na palavra do doutor Fernando como creio na palavra dos meus pais, da minha mulher e das minhas filhas, portanto irrestritamente. Fernando Cunha é sério, íntegro, responsável, ético, leal, de elevadíssimo espírito público e jamais foi dissimulado." E: "Um homem com a idade e a história dele jamais se prestaria ao papel de inventar algo tão sério quanto isso." Bem, ou Marconi agora crê nas palavras de Cunha ou nas do governador. Se ele crê nas palavras de Cunha, não pode crer nas palavras do governador. Permanece a questão: enfim, quem está mentindo? Porque está claro que alguém está mentindo. Se não, isso precisa ser melhor explicado. Marconi Perillo tem no currículo a lembrança inesperada, muitos tempo depois, diante do pelotão da imprensa e da possibilidade de aparecer em cadeia nacional, de uma conversa que teria tido com o presidente Lula, quando teria alertado o petista sobre negociações não republicanas que estariam (é muito condicional!) sendo feitas na base governista nacional e que depois seriam todas colocadas na sacola do escândalo do mensalão. Na época, a 'prova' apresentada por Marconi foi a informação dada pela deputada federal tucana Raquel Teixeira de que o deputado federal Sandro Mabel, do PR, a teria procurado com proposta financeira, inclusive, para mudar de partido e de lado no plano federal. A 'informação' chegou até a ser referendada por outro deputado federal tucano, Carlos Alberto Leréia, marconista de carteirinha. Leréia depois deu o dito pelo não dito. Raquel, não. Raquel sustentou a afirmação do então governador, que corria o risco de passar como mentiroso em rede nacional. Resultado: para ela - sofreu um desgaste danado e quase perdeu o mandato; para ele, Marconi - ficou de mocinho na história, como avalista da tese de que Lula sabia do mensalão e não fez nada. Tentando ver um paralelo entre esta história e a de hoje, o que se pode dizer é que Fernando Cunha pinta como o 'Leréia' da vez. O problema é que a 'Raquel' de agora não foi 'Raquel': Alcides, que deveria confirmar a versão do senador, tirou o corpo e alma da história. Óbvio: Alcides não é Raquel. E agora? Agora é aguardar as investigações, os desdobramentos e... as conseqà¼ências. Aliás, boa oportunidade para lembrar Saint-Exupéry: "Tu de tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Pois é. Volto ao post para arescentar link para o comentário sobre o mesmo assunto feito no Jornal 730 ontem à tarde. Ouça Aqui.
05/12/07 - Quarta-feira Pesquisa em Goiânia e Meirelles A seguir, links para comentários feitos na Rádio 730 que não tinha conseguido postar aqui. Insisto: o atraso se deve a razões técnicas, que espero logo estarem regularizados. Comentários: 1 No Jornal 730, tarde do dia 29.11.07: A pesquisa Rádio 730/Grupom sobre a sucessão em Goiânia ajuda os pré-candidatos no que se refere à organização e planejamento. Por ora, o único que age profissionalmente é o prefeito Iris Rezende (PMDB), que deve tentar a reeleição. http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=264 2 Hora da Verdade, manhã do dia 30.11.07: Henrique Meirelles recebe homenagem em Goiânia e volta ao centro das atenções em Goiás, como nome forte para a eleição para o governo em 2010. http://www.radio730.com.br/?ver=verarquivo&id=265 Faltavam ainda links para dois comentários feitos na rádio e já postados com o assunto. O primeiro, para o post com título "Brigar, brigar, brigar...", sobre as brigas recorrentes, nos últimos tempos, do senador Marconi Perillo (PSDB). O segundo, para o post da tarde de ontem, "Arapongagem e Saint-Exupéry".
05/12/07 - Quarta-feira Sobre vilões e vilanias O Diário da Manhã veio hoje com manchete no alvo: "Ou fala ou sai". A quem se referia? A Fernando Cunha, claro, que está mudo desde que surgiu essa história da arapongagem envolvendo o senador Marconi Perillo (PSDB) e o desmentido do governador Alcides Rodrigues (PP) de que teria pedido a Cunha, seu secretário de Governo, para avisar o senador. (AQUI, acesso ao bom material do jornal sobre o assunto hoje). Ontem, registre-se, este blog fez observações nesta mesma linha ("Arapongagem & Saint-Exupéry" - leia abaixo ou clique AQUI). O mais impressionante é a reação dos marconistas. Está claro que a estratégia de momento é tentar constranger o governador, colocando-o na situação de mau-amigo de Marconi. Pela estratégia, Alcides não pode deixar Marconi na chapada - é o que argumentam. Interessante: Alcides não pode deixar Marconi na chapada, porém Marconi pode jogar Alcides na fogueira... Ô, lógica! A declaração do deputado Nilo Resende em O Popular (só para assinantes) de hoje é um primor de mensagem subliminar. Diz ele: "Houve uma confusão com as informações. Sabemos que Fernando Cunha não mente, Marconi muito menos e Alcides não carrega a tarja preta de covarde ou ingrato." Claro, o destaque para o último trecho da frase é do blog. E o trecho merece destaque porque está claramente ali a mensagem de que ou o governador confirma o que Marconi disse e o "salva", ou então carregará a tarja preta de covarde ou ingrato - será, enfim, mau-amigo. Sustenta toda a argumentação marconista esta constatação da lavra deles, muito utilizada nos bastidores: Alcides é ingrato porque Marconi foi o único responsável por sua eleição. O único. Certo. Não se fala sobre outro ponto: e quem foi o responsável pela eleição e a reeleição de Marconi? Só ele, o Único? A aposta nos bastidores políticos é de que Fernando Cunha, mesmo constrangido, assim como ocorreu com José Carlos Siqueira (Planejamento), não pedirá para sair. E como ninguém acredita que Alcides vai pedir para ele sair... logo, conclui-se que Cunha, assim como com Sigueira, ficará o dito pelo não dito. É a aposta. Vamos ver. Bem, permitam-se a questão, já posta nesta blog: nesta altura dos fatos, alguém tem dúvida de que o tal Tempo Novo não existe mais? O vilão Outra coisa: Fernando Cunha tem que falar, sim, inclusive esclarecer quem é o mentiroso nesse imbróglio todo. Em todo caso, não é o Único vilão da história. O grande vilão da história é outro. É quem inventou tudo isso.
05/12/07 - Quarta-feira Boletim volta a ficar imperdível O boletim eletrônico do senador Marconi Perillo voltou a ficar imperdível. Está escrito lá, edição de ontem: Ao manifestar sua posição sobre o caso Renan Calheiros, Marconi Perillo provocou uma nova reflexão dos senadores sobre o teor da decisão que protegeu o ex-presidente do senado da cassação de Mandato. O senador enfatiza que a falta de decoro parlamentar é a "falta de decência no comportamento pessoal, capaz de desmerecer a Casa, e a falta de respeito à dignidade do Poder Legislativo, de modo a expô-lo a críticas infundadas, injustas e irremediáveis". O destaque, naturalmente, é do blog. Precisa dizer por quê?
05/12/07 - Quarta-feira Expectativas de crescimento dos partidos Comentário de hoje de manhã na Hora da Verdade, da Rádio 730. Assunto: é natural os partidos querem crescer nas eleições do ano que vem. O problema são os pequenos conflitos. Eles podem minar a unidade. Para ouvir, clique AQUI.
05/12/07 - Quarta-feira Candidato próprio ou vários nomes? Questão de estratégia Comentário de hoje à tarde no Jornal 730, da Rádio 730. Assunto: Cada partido interpreta a pesquisa Rádio 730/Grupom de um jeito, mas a estrátegia precisa ser definida: o PT vai ou não com candidato próprio? A base aliada fica ou não unida (se lançar vários nomes, estes não podem se atacar ao ponto de não haver diálogo no segundo turno)? Enquanto isso, o PMDB pensa em ganhar no primeiro turno. Clique Aqui e acompanhe o comentário.
06/12/07 - Quinta-feira A base continua aliada? Comentário de hoje no Programa Hora da Verdade , Rádio 730. Assunto: Continua a troca de farpas na base aliada, que hoje talvez não possa mais ser considerada aliada. Mais que isso: os ânimos estão tão acirrados que as agressões de bastidores aumentam a cada dia. Para ouvir, clique aqui.
06/12/07 - Quinta-feira PT cada vez mais próximo da candidatura própria em Goiânia Comentário de hoje no Jornal 730, Rádio 730 Assunto : Tese da candidatura própria do PT que dividia o partido pode se tornar única alternativa do partido em Goiânia. Para ouvir clique Aqui
07/12/07 - Sexta-feira A estratégia do PSDB para as eleições em Anápolis, Goiânia e Aparecida de Goiânia Comentário de Hoje no Programa Hora da Verdade, na Rádio 730 Assunto: A estratégia do PSDB para a disputa eleitoral nos 3 maiores municipios de Goias, Anápolis, Goiânia e Aparecida de Goiania. Para ouvir clique Aqui .
07/12/07 - Sexta-feira PMDB busca aliança para eleições em Goiânia Comentário de hoje no Jornal 730, na Rádio 730 Assunto: Enquanto a base aliada não define entre candidatura única ou mais de uma candidatura, o PMDB busca alianças para a eleição de 2008. Para ouvir clique aqui
11/12/07 - Terça-feira Eleições 2008 em Goiânia e o Marketing Acompanhe o comentário no Programa Hora da Verdade de 10 de Dezembro, na Rádio 730 Assunto: A difícil vida dos marqueteiros para as eleições de 2008. Para ouvir clique aqui.
11/12/07 - Terça-feira Candidatos tentam encontrar discurso para enfrentar o Prefeito Comentário no Programa Jornal 730, dia 10 de Dezembro, na Rádio 730. Assunto: Candidatos procuram discurso para contrapor ações de Iris Rezende em Goiânia. Transporte, Transito, Educação, Saude e Meio Ambiente surgem como temas a serem explorados. Para ouvir clique Aqui.
11/12/07 - Terça-feira Distanciamento entre Marconi e Alcides é cada vez maior Comentário de hoje no Programa Hora da Verdade, na Rádio 730 Assunto: Está ocorrendo um afastamento entre o Senador Marconi Perillo e o Governador Alcides Rodrigues. Na verdade, o afastamento é cada vez maior. Nas últimas semanas, adquiriu clima de torcida. Na base, Alcides e Marconi tem gente torcendo muito contra e a favor. Torcendo e, muitas vezes, brigando como torcedores... Para ouvir clique aqui. Para constar: voltei ao post só para pequena correção. Já feita.
12/12/07 - Quarta-feira Iris e o uso inteligente do marketing Comentário do dia 11 de Dezembro no Programa Jornal 730, na Rádio 730 Assunto: O marketing usado com inteligência capitaliza votos e ações para o politico que o usa. O viaduto feito pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), na Praça do Ratinho é mais que um viaduto, em essência uma obra comum. Com os três 'palitos' apontando par o céu, é um símbolo novo para a cidade. Com isso, Iris cria marca para sua administração. Para ouvir clique aqui. .
12/12/07 - Quarta-feira Oposição em Goiás continua difícil de ser encontrada Comentário de hoje do programa Hora da Verdade, na rádio 730 Assunto: A oposição no Estado de Goiás continua sendo dificil de ser encontrada; hoje o governo é que faz oposição a ele mesmo. Para ouvir clique aqui.
12/12/07 - Quarta-feira PDT e PPS lançam candidaturas a Prefeito de Goiânia Comentário de Hoje no Jornal 730, na Rádio 730. Assunto: Dois novos pré-candidatos à Prefeitura de Goiânia: Isaura Lemos, pelo PDT, e Gilvane Felipe, pelo PPS. Agora, a pergunta é: essas candidatura vingam até o pleito eleitoral? O primeiro desafio de Isaura e Gilvane será o da credibilidade. Sempre ligados aos governos, eles têm de provar que estão na disputa pra valer. Para ouvir clique aqui. .
14/12/07 - Sexta-feira Quem conversa demais... Ou, vale a máxima política: a esperteza come o esperto. Veja o que está hoje na página 10 do Globo: Título: "Lula se reuniu às escondidas com senador tucano" Subtítulo: "Perillo se ofereceu para ajudar a convencer os colegas do PSDB" Segue o texto, assinado por Ricardo Noblat: BRASÍLIA. Sabe o que Lula foi de fato fazer na casa do governador José Roberto Arruda (SEM), do Distrito Federal, quando se ofereceu para tomar café da manhã com ele na terça-feira? Foi se encontrar às escondidas com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Pegava mal para Perillo se reunir com Lula no Palácio da Alvorada ou em outro espaço do governo. Lula detesta Perillo. No auge do escândalo do mensalão, ele era governador de Goiás. E disse que advertira Lula sobre o esquema de compra de apoios de deputados. E que Lula nada fizera. Lula não o perdoa. Alveja-o com palavrões impublicáveis. De todo modo, viu na chance de se encontrar com ele uma maneira de tentar salvar a CPMF. Foi Perillo quem propôs o encontro. Ele se ofereceu a Lula para ajudar a convencer senadores no PSDB e votarem com o governo. Naquele mesmo dia, à tarde, no seu apartamento, em Brasília, juntou os senadores Sérgio Guerra, presidente do partido; Arthur Virgílio (AM), o líder; e Tasso Jereissati (CE) com o deputado Antonio Palocci (PT-SP) e o governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco. Ali foi combinado o que o governo ofereceria mais tarde ao PSDB - 100% da CPMF para a saúde e uma carta de Lula avalizando a oferta. O acordo deu chabu. Na sessão do Senado que terminou de madrugada, Perillo fez um dos mais contundentes discursos contra a CPMF. Bem, isso é o que está no Globo. A seguir, o que está na página de Paulo Henrique Amorim, no portal IG: Título: "Perillo traiu o PSDB, Lula e Goiás" O texto de Amorim ('Máximas e Mínimas 825'): . A assessoria do senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, confirmou ao Conversa Afiada a informação que está na página 10 do Globo de hoje: "Lula se reuniu às escondidas com senador tucano". . Preliminarmente: escondido de quem ? Da reportagem do Globo, que não soube onde estava o Presidente da República ? . Mas, vamos ao que interessa. . Segundo o Globo, Perillo propôs o encontro. . Se alguém foi escondido, foi o Senador Perillo, que sugeriu que o encontro não fosse nem no Planalto nem no Alvorada, porque "pegava mal", segundo o Globo. . Perillo se ofereceu para ajudar a convencer senadores do PSDB. . Naquele mesmo dia, à tarde, por iniciativa de Perillo, se reuniram senadores do PSDB (Tasso Jereissati, Sérgio Guerra, Arthur Virgilio Cardoso), em seu (de Perillo) apartamento em Brasília, para conversar com Antonio Palocci e o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, que falavam em nome do Governo. . Ali ficou combinado que Lula apresentaria uma carta em que se comprometia a destinar 100% da CPMF àsaúde. . Não deu certo e Perillo fez um dos discursos mais veementes contra a aprovação da CPMF (aguarde o áudio). . Por que Perillo fez o discurso ? . Precisava ? . Perillo traiu três vezes: o Presidente Lula. . O PSDB, já que foi se encontrar às escondidas com o Presidente Lula. . E o mais importante: o povo de Goiás, que pensa que ele é o que diz, mas ele é o que não diz.
14/12/07 - Sexta-feira Quem conversa demais... (2) O senador Marconi Perillo (PSDB) é considerado um gênio político. Bem, há gênios e gênios. Alguns viram mitos. Outros, enlouquecem genialmente. Sem falar que talvez o gênio não passe de genioso. Quando governador de Goiás, Marconi errava muito, tomava decisões incompreensíveis, porém sempre tinha a força da máquina, que usava para ajeitar as coisas - inclusive no que se refere à comunicação, no estilo uma versão repetida mil vezes acaba virando informação. Agora, é senador. Ex-governador, como muitos outros no Senado. E vale o que já foi escrito aqui: Marconi está brigando com Deus e todo mundo. Não vai ficar só porque sempre lhe restará o consolo dos marconistas, os mesmos que consideram que jamais poderia brigar com Deus porque no céu não há espelho. Que gênio, o delle!
15/12/07 - Sábado Descanso Ufa! Descansarei por alguns dias. Volto no dia 27. A estréia da nova página está marcada para o dia 1º de janeiro de 2008. Até a volta!
|
25/02/10
Cegueira ou malandragem? 16/01/10 Mudanças 14/01/10 Entrelinhas da Politica: Alcides e a saida dos auxiliares 13/01/10 Meirelles com cargo internacional mas ainda na disputa 13/01/10 Entrelinhas da Politica: É preciso iniciar a montagem de equipe de campanha. 12/01/10 A visita do Secretário da Fazenda aos Deputados estaduais 11/01/10 Governador afirma que 2010 será de investimento 11/01/10 Governador fala de investimento e fortalecimento da Nova Frente em entrevista a Tribuna do Planalto 07/01/10 As infuências externas na disputa em Goiás 07/01/10 Disputa para cargo de senador dificil. ate mesmo para Lucia Vania 07/01/10 A expectativa de investimento 06/01/10 Definir estratégias esse é o primeiro passo para 2010 06/01/10 Roller surge como uma das alternativas da NOVA FRENTE 11/12/09 Mais poesia e menos política, minha gente 08/12/09 Ponto. Parágrafo.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||