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Arquivo Mensal - Janeiro/2008 02/01/08 - Quarta-feira O comandante sumiu! É comandante pra cá, comandante pra lá... Como se um 'comandante', ainda mais os citados, vá dar conta de resolver o problema da base aliada do governo goiano: a falta de unidade. E, pior, a falta de perspectiva de unidade. Lembremos: os deputados federais e presidentes do PTB, Jovair Arantes, e do PR, Sandro Mabel, são de opinião que, em eleição municipal, não existe essa história de base aliada. E existe? Os dois comandantes citados, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB), não falam mais a mesma língua, e não há santo capaz de resolver o impasse, nem outros, como a falta de critério consensual para definição do candidato aliado em Goiânia e o desarranjo de Aparecida de Goiânia, onde o pepista Ozair José bate o pé de um lado e o vice-governador Ademir Menezes (PR), do outro, com Ozair admitindo até mesmo apoiar o peemedebista Maguito Vilela se isso resultar na derrota do grupo de Ademir. Nesse ambiente, pré-candidato que esperar entendimento entre Marconi e Alcides, os tais comandantes, para garantir-se como candidato na capital vai ficar falando sozinho. Barbosa Neto (PSB) é um que parece esperar. Jovair, outro. Vilmar Rocha (DEM), então... Com uma diferença: Jovair e Vilmar estão mais como figurantes. Pouco esperam da disputa. É aquela história: quem muito espera, fica esperando. PS.: Para ouvir comentário sobre este assunto hoje de manhã na Rádio 730, clique AQUI.
05/01/08 - Sábado A cobra de estimação Foi uma gritaria dos diabos. Parecia até que a mulher estava à beira de um ataque. Um chilique daqueles não podia ser por puro capricho de dondoca desocupada. Coisa boa não era! Quem não tem medo de cobra? E de polícia? E de Promotor de Justiça? Um ou outro pode até dar uma de corajoso e dizer que não tem, mas muita gente sofre um friozinho na barriga quando dá de testa com uma fera dessas. Assim começa conto do escritor Elson Gonçalves de Oliveira, que vem a ser meu pai. Sim, eu sei. Ele não tem culpa. Elson tem 11 livros publicados. O mais recente foi lançado em dezembro: Ana Paula nos tempos da Palmatória. Para ler o conto, clique AQUI.
01/01/08 - Terça-feira Pra recomeçar... E começar 2008 Em política, o fato também é ficção. Não, a frase não está boa. Sobra o 'também'. Em política, o fato é ficção. Mais ou menos. Porque nem sempre o fato é ficção, embora a diferença entre uma coisa e outra seja muito sutil, mínima, e muitas vezes nem seja verdadeiramente compreensível, porque uma coisa é outra independente da política. Melhor estaria a tirada com o 'também'? Nem tanto. Não tão bem. Mania de também! O fato é fato quando um governador anuncia um pacote de medidas que inegavelmente renega a ordem anterior porque estabelece uma nova sob o pressuposto de que aquela não estava assentada na responsabilidade, ainda que tudo seja continuação de tudo - um tempo depois do outro, entende? É ficção quando um governador anuncia um pacote de medidas e diz que inegavelmente ele não renega a ordem anterior, embora reconheça que estabelece, sim, uma nova a partir do pressuposto de que a anterior era irresponsável, posto que a sua é responsável, como escreve e assina, independente dos tempos em questão, se é que, bem, você me entende. É fato quando uma base de políticos aliados se deteriora em meio à guerra aberta por cargos. Loteamento de governo pode não existir na teoria, mas é da política, quem não sabe disso? É ficção quando vem um desavisado, mais realista que o rei e seus súditos, e garante que a base, em frangalhos, não está brigando, está é brincando, vejam só, e que tudo em contrário é culpa da imprensa. Para os políticos, imprensa é ficção: bobo de quem acredita nela. E nisso, a bem da verdade. É fato quando um prefeito que já foi governador duas vezes afirma reiteradamente que não sabe se será candidato à reeleição este ano, está pensando, em 'intindimento' com seus botões, mas admite disputar o governo em 2010, "se for a vontade de Deus e do povo". (Aliás, redundância: já viu político sem Deus e sem povo?) É ficção quando este mesmo prefeito nega que esteja em campanha mesmo tendo acabado de inaugurar um reles viaduto que, por astúcia marqueteira, transcendeu, transformou-se em monumento, bonito, por sinal, estabelecendo um marco para a cidade e marcando posição política. É fato quando o PT diz que terá candidato próprio à Prefeitura da capital no ano que vem. É ficção pelo mesmo motivo, porque o PT, meu Deus, não se sabe mais se é fato ou ficção, porque, enfim, não é mais aquele. (Não, nada de trocadilhos. O PT 'já era' coisa nenhuma; só está um tanto quanto desnorteado. Isso passa. Não passa?) É fato que os partidecos não gostam de ser chamados de partidecos. É fato também que são, e que estão se assanhando em lançamentos de candidaturas só para ver se negociam mais caro sua adesão a quem oferecer mais. Ou seja: tudo como dantes no quartel de... você sabe. Mais do mesmo. O mais é ficção. É fato que muitos políticos sonham com eleição para prefeito, fazem de conta que não é com eles, retardam o inevitável, que é a campanha, nesta hora travestida de pré-campanha, e que na realidade estão que não se agüentam de vontade de entrar no samba eleitoral muito antes de vir a ser rima de Carnaval - pobre, por sinal. E é ficção que, por obra de pura especulação e uns pontinhos incertos em pesquisas destas horas de nuvens de ocasião, sejam favoritos. O fato é outro. É ficção que um político visite outro, seu adversário, com desculpa de lhe dar um presente, leve a filha assim como que desinteressadamente - merecendo, de fato, reprimenda pública por exploração da pureza infantil (logo a filha, inocente!!), justo o que falta à política -, para poder tirar foto e expor no dia seguinte nos jornais com santidade natalina, e diga que isso é real e isso seja real. Realmente, há quem pense que 'a gente somos bobos'. É fato que um governador, negue ser fotografado com este mesmo político, supostamente seu aliado, e nada fale a respeito com imprensa azul, morena ou marrom, qualquer uma. E ficção que tudo não passe de fumaça (coisa da imprensa, coisa da imprensa!!), e fique o dito pelo não dito, não seja o fato prova de uma relação que, de amistosa, não passa de cada vez mais insustentável ficção. Em política é assim. É o que é. Assim como é fato igualmente que este blog vai tratar tanto dos fatos fatos quanto das ficções da política (goiana, em especial), protagonizados por gente como o governador Alcides Rodrigues (PP), o senador Marconi Perillo (PSDB), o prefeito Iris Rezende (PMDB) e tantos outros atores e artistas do nosso dia-a-dia político. Atores e artistas no bom sentido, claro (seja lá o que isso for), feito os analistas, críticos, articulistas, enfim todos que escrevem, falam, pensam política e sobre os políticos, de fato ficcionistas em potencial, por força do hábito ou da realidade, sejamos justos. De minha parte, confesso: às vezes, nem eu sei o que sou. Nada mais que um ficcionista? Quem sabe. Mas nisto, eu sei, permitam-me dizer, estou bem acompanhado: também (admitam: este está bem, aí!) Shakespeare, ou Hamlet, se preferirem, não sabia se era ou não era, e antes deles Sócrates, aquele, coitado, que confessou que só sabia que nada sabia. Eu não sei. Só sei que é assim. Não quer dizer que tudo aqui será ficção. Não! Quer dizer que será fato quando for fato, e ficção quando for ficção. Simples assim, embora seja razoável lembrar que falar é fácil, escrever é que são elas. E para desanuviar um pouco as coisas, terá ademais este espaço poesia, prosa, a ficção de poetas e escritores, estes seres indescritíveis que refletem tão bem os (e sobre os) fatos concretos da vida. Por um motivo ilustre: precisamos falar principalmente de assuntos variados, porque política não dá futuro a ninguém, a não ser aos políticos e aos corruptos de toda coloração - e isto nem é algo original que se diga. Não se preocupem. Na vida, como em política, tudo se ajeita, para um lado ou para o outro, independentemente do time para o qual você torce. Se não está ajeitado é porque ninguém escreveu sobre isso ainda. E alguém sempre escreve, principalmente se tiver cachê. Então, vamos lá. Para começar: Feliz 2008 a todos! E, creiam: desejo isso de coração. Não, definitivamente não é ficção.
PS.: Quem vem acompanhando o blog, vê logo que ele está de cara nova. Mas chega, depois falamos disso. Por ora, é muito fato para um post só.
05/01/08 - Sábado Os mais lembrados de Goiás Mário Rodrigues Filho está de férias. Sem muita coisa em que pensar, decidiu: o seu instituto, o Grupom, vai realizar pesquisa detalhada para identificar os nomes mais lembrados dos políticos de Goiás. E isso em todos os tempos. Naturalmente, não será tarefa fácil, já que um levantamento desse tipo requer cuidados especiais e muito bom senso. Por exemplo: - quais critérios vão nortear a pesquisa? - haverá diferenciação entre lembrança e conhecimento efetivo? - como avaliar o efeito natural do tempo na memória do eleitor? - como diferenciar a lembrança relativa a Pedro Ludovico, a Nion Albernas e, hoje, a Alcides Rodrigues e Iris Rezende? - que fazer no caso do eleitor nem conhecer Pedro Ludovico, mas saber quem é, por razões que nem é preciso detalhar, Deivison Costa ou Pedro Azulão? Mas isso é café pequeno para Mário.
06/01/08 - Domingo As fragilidades do PMDB A base aliada, ainda que em frangalhos, tem bons cabos eleitorais para os seus candidatos a prefeito este ano. Por exemplo:
Estes são apenas alguns exemplos. Apenas. Nem falemos dos deputados federais e estaduais, que a base alida tem em larga maioria em relação aos adversários. E o PMDB, o que tem? Tem Iris Rezende, que estará ocupado em tentar se reeleger em Goiânia. Tem também Maguito Vilela? Pode ser. Porém um Maguito provavelmente em campanha pela prefeitura de Aparecida de Goiânia. Ou seja: ocupado. Logo ele, que tem fama de fazer pouco em campanha, mesmo nas suas. A questão é: quem mais, além deles, atrai votos para o PMDB no interior? Adib Elias, presidente da legenda? O ex-senador Mauro Miranda? Quem? Eis um dos problemas que o PMDB não discute: o partido está resumido a Iris e, uma beirinha, a Maguito. Aliás, não discute porque nem admite isso, ainda mais isso ser um problema. Pensando bem: tem muitos outros problemas - portanto, fragilidades - que o partido também ignora, considerando ser tudo mera bobagem - como a nódoa de tempo velho. Imaginar que Iris vai correr o interior é ou querer que Iris perca a eleição na capital, ou acreditar que um senhor de 73 anos, que já está além de suas forças correndo pela reeleição, agora vai também voar, para dar conta de percorrer todo o Estado. Aliás, não se trata de uma questão de idade. E nem voando ele daria conta. Também não vale dizer que, por a base estar em frangalhos, a vantagem que tem se perde naturalmente. Ledo engano. A base aliada HOJE está acabada, mas quem garante que não poderá se reaglutinar, se os ventos das eleições municipais lhe soprarem muito a favor e 2010 se abrir com novos horizontes? A situação política em Goiás está neste momento tão em aberto que não pode ser descartada nem a possibilidade mais remota: que tudo volte a ser como antes, com o Estado sendo disputado por uma base aliada pragmática e um PMDB perdido. Vale, inclusive para a situação na base aliada, a 'filosofia' marconista: os inimigos de hoje poderão ser os aliados de amanhã. Ou vice-versa.
07/01/08 - Segunda-feira PSDB, uma unanimidade em Aparecida Uma nota da coluna Giro, de O Popular de sábado, 5, dá o que pensar. Diz a nota: Terceira via O deputado Daniel Goulart, presidente do PSDB em Aparecida, fala em formar chapa com o colega Ozair José (PP) para enfrentar Maguito e José Macedo (PR). Vamos por partes: 1 Se acreditarmos que o PSDB pensou nisso desde o início, ou seja, desde que Daniel Goulart decidiu transferir seu domicílio eleitoral para o município, pegando de surpresa todo mundo, principalmente o grupo do vice-governador, Ademir Menezes (PR), então teremos uma situação curiosa por duas razões, pelo menos: a) pode-se considerar, à primeira vista, que o PSDB armou uma estratégia inteligente para, na hora certa esvaziar Maguito Vilela (PMDB), que espera contar com Ozair José, embora PP, PR e PSDB sejam teoricamente aliados no Estado e adversários comuns dos peemedebistas; b) só que é preciso considerar também, por outro lado, que o PSDB não se preocupou, e nem se mostra hoje preocupado, em preservar boas relações com o PR de Ademir e do atual prefeito, José Macedo, candidato à reeleição. Isso porque, para 'pegar' Maguito, desagradou o grupo aliado com a filiação de Daniel, com o discurso de Marconi Perillo há cerca de um mês argumentando que os tucanos têm de lançar candidato próprio no município, e, agora, com proposta de aliança com Ozair e não com o grupo; 2 A questão é: dá para acreditar que o PSDB pensou em tudo antes? Não, não dá. O PSDB marconista sempre agiu por precipitação, depois ia ajeitando a realidade segundo a vontade de seu comandante, o então governador Marconi Perillo. Claro está hoje que Daniel não foi para Aparecida por motivação própria. Ele foi colocado lá por obra e graça de uma estratégia marconista. Logo, o modus operandi é o mesmo. 3 A esperteza tucana de agora parte do princípio de que, se o que interessa a Ozair é derrotar o grupo de Ademir, então a ele não interessa aliar-se a Maguito ou a Marconi, e no caso do PSDB há o apelo de que os dois partidos são da base, portanto têm de ficar juntos. Implícito aí vai uma cobrança ao governador: o PSDB topa aliar-se ao PP; e o PP, topa aliar-se ao PSDB? 4 O problema é que a esperteza ignora alguns fatos locais sintomáticos. Ozair começou na política com Norberto Teixeira, que hoje está onde? No PSDB. Norberto, na eleição passada, quando Ozair disputou a prefeitura com Macedo, ficou com Macedo. O filho de Norberto, Tatá, que é vereador, também tucanou-se. E se lembrarmos que Ozair contava com o apoio de Marconi nesta eleição para a prefeitura e este lhe foi negado ostensivamente nos últimos dias dias da campanha, pergunto: como Ozair poderia confiar em uma aliança dessa? 5 Outra pergunta: por que tucanos de Aparecida perderam seus cargos no Estado nas últimas semanas? Só pra não deixar dúvida: perderam o cargo, inesperadamente, em um governo do PP, partido de Ozair.
Conclusão: em Aparecida, o PSDB, mais uma vez, só está sendo trapalhão. Chuta em todas as direções. Se fizer gol, ótimo. Se não, vai mudar o quê? Hoje, o partido está à margem no município. Aliás, talvez tudo não passe disso: o PSDB quer a todo custo chamar a atenção lá. Se for isso, aí, sim, parabéns. Já chamou tanto a atenção que tornou-se uma unanimidade. Conseguiu desagradar todo mundo.
06/01/08 - Domingo Acendam as luzes: as dívidas voltaram! A principal notícia do dia está no Giro de hoje, assinado pelo jornalista Jarbas Rodrigues. Título da nota: Celg deve reassumir dívidas que foram transferidas ao Estado O que ela diz: A equipe econômica do governador Alcides Rodrigues (PP) deverá tomar uma decisão polêmica nesta semana: anular a transferência de uma dívida de R$ 1,2 bilhão da Companhia Energética de Goiás para as contas do Estado, feita por etapas, de 2001 a 2006. Essa negociação, no governo de Marconi Perillo (PSDB), permitiu significativa melhoria no balanço da estatal no período. Entretanto, gerou um problema hoje para a negociação bilionária entre a Celg e o BNDES: a dívida não foi contabilizada no Estado, segundo informações da Sefaz, o que faz o Tesouro Nacional brecar a negociação com o BNDES para capitalizar a empresa goiana. Os técnicos do governo Lula exigem que o Estado assuma esta dívida, o que teria impacto no desembolso mensal já realizado pelo Tesouro estadual, ou que ela retorne para as contas da Celg. O secretário Jorcelino Braga (Fazenda) e o presidente da Celg, Enio Branco, ainda não chegaram a uma conclusão. Mas as últimas reuniões em Brasília indicam que a operação deverá ser anulada. Dois problemas nesta decisão. Um é técnico: terá impacto negativo no balanço da Celg, embora a operação com o BNDES vá melhorar o fluxo de caixa. Outro é político: anular uma grande operação financeira realizada no governo anterior, com risco de aumentar o conflito entre marconistas e alcidistas. Nova reunião com os técnicos do Tesouro Nacional está marcada para dia 15 ou 17 em Brasília. É o prazo que a equipe do governo terá para resolver esse nó na operação Celg-BNDES, de R$ 1,4 bilhão. Como está registrado na nota, a possibilidade de o fato "aumentar o conflito entre marconistas e alcidistas" é grande. Aliás, enorme. Mas isso só no noticiário. Porque, nos bastidores, a nova guerra já vai longe. Permeando tudo, uma questão simples: se algo errado foi feito, é preciso nomear quem fez e quem autorizou. E punir. E é aí que a coisa pega, porque vai bater exatamente no senador Marconi Perillo (PSDB), ex-governador que tudo autorizou. Não à toa, já tem marconistas se antecipando, buscando dividir a 'culpa' com o então vice, Alcides Rodrigues. E aí, quem vai clarear os fatos? E não vale apagão nesta hora!!!
14/01/08 - Segunda-feira Lula quer Meirelles governador O título acima abre nota na coluna Brasil Confidencial, da revista IstoÉ desta semana, que diz o seguinte: Lula começou a se empenher pessoalmente para armar chapas com os amigos (e contra os inimigos) para as próximas eleições em vários Estados. Vem de Goiás sua primeira escalação completa. Ele quer Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, para governador. As duas vagas para o Senado seriam do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, do PMDB, e do governador Alcides Rodrigues, do PP. Alcides hoje é afilhado do senador tucano Marconi Perillo. Mas está com o Estado quebrado, com R$ 100 milhões de déficit por mês. Lula já mandou parcelar uma dívida de R$ 30 milhões e vai soltar o que Alcides pedir. Detalhe: o presidente guarda forte mágoa de Marconi, que o acusou de saber do Mensalão. Se a chapa de Lula vingar, o tucano será asfixiado. Abaixo, reproduzi nota da página que assino na Tribuna e que vai na mesma direção. Em Goiás, essa teoria de que Lula quer juntar todo mundo contra Marconi não é nova. Aqui mesmo já falamos várias vezes sobre o fato de que Marconi desagradar cada vez mais os seus companheiros (AQUI, uma mostra; ou digite 'Marconi' e 'Meirelles' em BUSCA, aí do lado, e veja mais). Daí o caminho para a unanimidade. Só que essa estratégia, da forma como está exposta, ou conduzida, faz de Marconi muito mais uma vítima do que um alvo. E é tudo que ele precisa: poder fazer o discurso da vítima. Sem falar que a tal aliança carece de muitos senões. Pelo propagado, o senador Demóstenes Torres (DEM) seria um dos principais protagonistas. Mas, peraí: ele não disse que será candidato à reeleição? O mesmo se pode dizer da senador Lúcia Vânia. Lúcia pode até não gostar de Marconi, mas enquanto estiver no PSDB, respeitará o partido, brigará dentro do partido. Porque tem sido assim. E Henrique Meirelles - já combinaram com ele? É comum ouvir que Meirelles tem mágoa de Marconi. Só que ele também já deu mostras de que se guia por outra bússola: a do pragmatismo. O que é a mágoa, diante da vitória? Veja Iris: não descarta naga, nem aliança com Marconi, embora pudesse estar (talvez esteja) com o peito cheio de mágoa do tucano, como demonstra estar a deputada federa Iris Araújo (PMDB). Se é que há uma estratégia para derrotar Marconi, o que se espera é que no mínimo ela seja mais inteligente que o próprio Marconi. Por enquanto, não está sendo. Desse jeito, Marconi volta ao poder. E aí...
07/01/08 - Segunda-feira Deputados em (re)ação Incomodados, e inconformados, com os possíveis "prejuízos" que poderão ter com a reforma na estrutura do governo, com diminuição de indicados, por exemplo, deputados estaduais estão preparando reação. O interlocutor para tentar mostrar que o governo vai mexer em vespeiro, segundo um experiente deputado da base aliada, será o líder do governo na Assembléia, Helder Valin (PSDB). "Prejuízos". Tá.
07/01/08 - Segunda-feira Os melhores filmes de 2007 Quais os melhores filmes de 2007? A pergunta foi feita por Eduardo Horácio a seis jornalistas, inclusive o que assina este, e o resultado pode ser conferido em seu blog. Informa Eduardo: "Nenhum filme conseguiu aparecer nas seis listas. O que chegou mais próximo disso foi Cartas de Iwo Jima, votado por cinco dos seis consultados." Confira, e deixe lá também, nos comentários, a sua lista.
09/01/08 - Quarta-feira Pré-candidatos dormem no ponto Os pré-candidatos a prefeito de Goiânia sumiram. Está todo mundo de férias, menos, claro, o favorito, o prefeito Iris Rezende (PMDB), que vai à reeleição. Iris poderia estar descansando. Mas não, está em ação. Quem deveria estar em atividade, se mexendo, mostrando serviço, é que está na muda. Raquel Teixeira até deu sinal de de vida ontem, mas para vistiar o seu partido, o PSDB. É pouco. E Barbosa Neto (PSB), cadê? Barbosa Neto se comporta como favorito. Na base aliada do governo, até parecia, mas com seu silêncio, deixou surgir Raquel Teixeira. Sandes Júnior (PP) diz que o povo, o polvo, só quer saber de política depois do Carnaval. Então tá. O PT marcou prévia para definição se vai fechar com Iris ou lançar candidato próprio. E calou-se. Dos outros pré-candidatos e partidos, nem há o que falar. Não há movimentação de pré-campanha nem nos bastidores. Desse jeito, só nos resta ficar falando de Iris. E bem.
09/01/08 - Quarta-feira Caso Celg, o retorno Em condições normais, algumas guerras que se vê na base aliada teriam ficado nos bastidores, não fosse a precipitação daqueles que querem ser mais realistas que o rei. Se bem que, aqui, talvez nem caiba dizer isso, porque o 'rei' é o primeiro a se mostrar mais realista que si próprio. Mas continuemos. Essas guerras morreriam naturalmente, diante da constatação de que o governador Alcides Rodrigues (PP) e o ex, Marconi Perillo (PSDB), pertencem a um mesmo grupo e há mais de oito anos são co-responsáveis pelo chamado 'Tempo Novo' em Goiás. Teria sido assim, por exemplo, com a discussão sobre quem é de fato o responsável pelo endividamento do Estado. Uma questão técnica que nem a oposição mostrou fôlego para manter acesa, e que poderia ter sido sepultada com poucas palavras, ou com silêncio de ambas as partes - e não de uma só. Seria assim agora com a discussão em torno da dívida da Celg. Mas não. O debate técnico novamente vira debate político e crise interna na base. Mas, como a sabedoria popular ensina que quando um não quer, dois não brigam, os dois lados devem saber o que estão fazendo. E o que estão fazendo? Guerra. Agora protagonizada por dois nomes que representam bem os dois governos. E continuamos querendo saber (AQUI, post anterior sobre o assunto): quem é o culpado? Ele será punido? A seguir, os mais recentes capítulos da guerra, que se dá principalmente nas páginas do Diário da Manhã e em O Popular. E nos bastidores políticos, claro.
Em O Popular (coluna Giro) ONTEM: Loureiro: 'Celg sofrerá danos se reassumir dívida do Estado' Ex-presidente da Celg e ex-secretário da Fazenda nos governos de Marconi Perillo (PSDB), José Paulo Loureiro critica a possibilidade da estatal reassumir dívidas de R$ 1,2 bilhão que foram transferidas para o Estado entre 2001 e 2006. Como informado aqui no domingo, Jorcelino Braga (Sefaz) e Enio Branco (Celg) estudam anular a transferência da dívida para viabilizar a operação de R$ 1,4 bilhão com o BNDES. A exigência é do Tesouro Nacional, porque a dívida transferida não foi incluída no balanço do Estado. "Foi uma operação para viabilizar a privatização da Celg na época. A transferência da dívida para o Estado foi uma justiça à empresa que, muito antes de 2001 e até 2006, realizava obras públicas sem a devida compensação do Tesouro estadual. Portanto, a Celg tinha créditos para receber do Estado. A operação de transferir suas dívidas ao Tesouro foi uma forma de honrar esses créditos", afirma Loureiro. "Se anularem a transferência da dívida vão causar danos financeiros à Celg. O Estado vai pagar pelas obras realizadas pela empresa? Vai quitar contas de energia não pagas por órgãos públicos e por estatais? Esta decisão não é tão simples para o governo. Além disso, esta decisão desautorizaria o próprio governador Alcides, que aprovou toda a operação na época", enfatiza o ex-presidente da Celg. Uma nova reunião no Tesouro Nacional está marcada para a próxima semana. HOJE: Jorcelino Braga: 'Loureiro mente' "O ex-secretário da Fazenda e ex-presidente da Celg, José Paulo Loureiro, não fala a verdade quando diz que o governador Alcides Rodrigues teria aprovado toda a operação de transferência de dívidas da Celg para o Tesouro estadual. É mentira", afirma Jorcelino Braga (Sefaz). Ele diz que o governador não aprovou a operação, mas que assinou o quarto e último termo aditivo (em 2006) por exigência da Aneel. "Na época não havia alternativa, a transação já havia sido realizada", frisa Braga. Como antecipado aqui, a possibilidade de o governo anular a transferência da dívida de R$ 1,2 bilhão da Celg para o Estado provocou novos atritos na base aliada, porque a maior parte da operação foi realizada nos governos de Marconi Perillo (PSDB). Ex-auxiliar da administração de Marconi, Loureiro defende a transferência e admite que a dívida não foi contabilizada no balanço anual do Estado, o que tem engessado agora a outra operação (de R$ 1,4 bilhão) da estatal com o BNDES. Ele frisa que isso era comum na administração estadual desde os governos do PMDB. Para evitar conotação política, Braga transfere a decisão para a reunião em Brasília do dia 17. "A solução sobre a despesa não-contabilizada será dos procuradores do Tesouro nacional. Trata-se de um problema técnico", enfatiza. Mas se tornou um problema político desde que o Tesouro exigiu - para aprovar o aporte do BNDES - que o Estado inclua em seu balanço fiscal a dívida de R$ 1,2 bilhão ou anule toda a operação com a Celg, iniciada em 2001.
No Diário da Manhã(coluna Café da Manhã) ONTEM: O alerta de José Paulo Ex-presidente da Celg, José Paulo Loureiro diz que a operação que transferiu uma dívida da Celg para o Estado (de R$ 1,2 bilhão) foi feita em 2001 e nesse período não estava na empresa. Sobre a situação financeira da Celg, José Paulo afirma que se todos cumprissem com seus compromissos e deveres, a empresa não estaria na situação em que se encontra hoje. - A Celg tem a receber do Estado. Ele tem uma dívida com ela. Se o Estado não quer reconhecer isso é uma outra coisa. Na verdade, o Estado reconhece, só que não contabilizou essa dívida. Mas o Estado tem o dever, de uma forma ou de outra, de pagá-la. Não tem como nem porque cancelá-la. As contas do Estado com a empresa, segundo o ex-presidente, vem desde o ano de 1982. - São provenientes da realização de obras que não eram de responsabilidade da Celg. Por exemplo, iluminar campos de futebol, realizar obras em estradas vicinais. Essas obras não eram objetos da concessão. O Estado tinha e tem que pagar essas dívidas. Dívidas feitas por todos os ex-governadores. Eram os próprios governadores quem as autorizavam. Todos eles. Para Loureiro, a Celg não pode ficar no prejuízo. - Para se ter uma idéia, a própria Saneago não pagava a energia que consumia, cerca de R$ 6 milhões por mês. Nem o Estado cumpria com as suas obrigações. José Paulo sustenta que querem transformar um caso técnico, contábil, em um caso político. De acordo com ele, a Celg é hoje a única deficitária. Podia estar numa situação melhor se o Estado e as prefeituras goianas pagassem as contas em dia, se o Estado pagasse os funcionários que estão à sua disposição e que, na verdade, são contratados pela própria Celg. - Fui secretário da Fazenda, presidente da Celg... Por questão de Justiça, não posso deixar que isso aconteça. A Celg é a única que está certa nessa situação toda. O Estado tem que pagá-la. Faço aqui um alerta para os servidores de carreira da empresa, para o Sindicato, para as associações, para quem está preocupado com o futuro da Celg, para que olhem, que acompanhem esta questão. Parece que não estão querendo honrar, pagar as dívidas com a empresa. Isso não pode acontecer. HOJE: Um alerta bem tardio O secretário da Fazenda, Jorcelino Braga (foto), rebate o alerta publicado na coluna de ontem feito pelo ex-secretário José Paulo Loureiro sobre dívida da Celg de R$ 1,2 bilhão. - O alerta é tardio. Deveria ter sido feito pelo secretário na época em que foi presidente da empresa ou então quando foi secretário da Fazenda. Braga diz ainda que a discussão é técnica, não política, e que a solução será determinada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e não pelo Estado. O impasse já foi discutido por ele e o presidente da Celg com o STN em várias ocasiões. A próxima reunião será dia 17, em Brasília. - O resultado será informado à sociedade. Não estamos fazendo nada em segredo. O governo é transparente - frisa Jorcelino Braga.
09/01/08 - Quarta-feira Coisa de tucano
No dia 1º de fevereiro de 2005, os deputados estaduais Jardel Seba e Samuel Almeida eram só alegria. Principalmente Samuel, então presidente da Assembléia. Ele festejava o início da construção da badalada nova sede da Casa, anunciada como uma obra destinada a marcar época. Bem, marcou. Virou elefante branco. Principalmente depois que Jardel, que venceu Samuel, candidato à reeleição, em uma dura disputa pela presidência, anunciou que, na sua gestão, nenhum tostão seria investido ali. Lembranças do Leo Iran, o atento autor da foto e que passa agora a colaborar com este blog. Com 18 anos de profissão, Leo é um profissional que perde o sono, mas não perde a foto.
10/01/08 - Quinta-feira A base aliada, enfim, acorda A base aliada parece ter acordado, depois de dormir no ponto enquanto Iris Rezende (PMDB) deita e rola como candidato não assumido à reeleição, como chamou a atenção este blog ontem. Ontem, o governador Alcides Rodrigues (PP) se reuniu (separadamente) com os dois principais pré-candidatos aliados, Raquel Teixeira (PSDB) e Barbosa Neto (PSB). Alguns pontos dessa conversa (mais detalhes na reportagem de Fabiana Pulcineli, em O Popular (para assinantes):
Eis aí uma novidade, porque até agora o que mais se ouve na base é a defesa de pulverização de candidaturas como estratégia para provocar um segundo turno ((uma rara exceção nesse sentido é Nion Alvernaz, que volta ao tema, como mostra hoje a coluna Fio Direto, do Diário da Manhã) . Coisa complicada, porque quem garante que haverá segundo turno?
E aí lembremos 1994, quando os então candidatos oposicionistas Lúcia Vânia e Ronaldo Caiado tiveram juntos mais votos que o peemedebista Maguito Vilela, mas se desentenderam e o resultado foi a derrota de ambos. Neste caso, as "mágos irreversíveis" de fato favoreceram o inimigo.
Bem, em 1998, Roberto Balestra (PP) foi definido candidato ao governo da oposição em janeiro do ano da eleição e acabou saindo fora antes das convenções de junho. Enfim, definição antecipada de candidatura é bom se houver trabalho planejado, o que está difícil de se imaginar hoje na base aliada, com PSDB e PP em confronto aberto. Há aí ainda uma questão de fundo: quais os critérios para definição de candidatura? Como será definido o nome, em uma base, repito, tão dividida? O governador vai bater o martelo em relação a um nome? E todos obedecerão simplesmente? Dá para se falar em prévia? Barbosa, preterido em uma no processo de definição da eleição passada, aceitaria? E prévia com que regras, cara pálida? Enquanto isso, o presidente do PTB, deputado federal Jovair Arantes, em tese também pré-candidato à prefeitura da capital, volta a cobrar início de diálogo logo (está na coluna Giro, de O Popular - para assinantes). Jovair quer ser procurado por Alcides Rodrigues e Marconi Perillo. Coisa interessante. E difícil de se imaginar. Em todo caso, seria o mais razoável, porque mostraria uma base novamente unida. Falemos de Sandes Júnior? Não, não. Para ele, tudo começa só depois do Carnaval.
14/01/08 - Segunda-feira A vitória está nos detalhes Da página que assina na Tribuna do Planalto: Nos Estados Unidos, o eleitorado feminino ajuda a candidato democrata Hillary Clinton a dar a volta por cima. Hillary era a favorita para vencer as eleições presidenciais norte-americanas, mas, com a ascensão de Barack Obama, passou a correr o risco de nem ser a escolhida pelo seu partido para a disputa com os republicanos. Obama, negro, não tem o apoio majoritário do eleitorado negro. E tenta tirar o fato de ser negro do centro da campanha, para dar ênfase às idéias e propostas e não ser identificado apenas como um candidato para o eleitorado negro. Em Goiânia, as eleições costumam ser tocadas no atacadão. São sustentadas pelo tripé asfalto, casa e comida de graça. Para ler mais, clique AQUI. E, para ler diretamente na página da Tribuna da internet, AQUI.
14/01/08 - Segunda-feira Salve-se quem puder! Também está na Tribuna do Planalto desta semana: Na base aliada, o clima político é de salve-se quem puder. (...) Ninguém está olhando para o lado. É cada um por si. Ou para manter cargos, ou para segurar a sobrevivência política. Isso quer dizer que os alcidistas estão mais alciditas, os marconistas, não mais tão marconistas assim e que seja o que Deus quiser. Para ler mais, AQUI. Para ler direto na página da Tribuna, AQUI.
14/01/08 - Segunda-feira Aqui e lá, nos Estados Unidos Está também na Tribuna do Planalto desta semana: Em uma campanha nos Estados Unidos, o que um candidato diz pode desequilibrar uma eleição; o que pensa, tem peso destacado; a sua história, conta decisivamente. Em Goiás, o que um candidato diz, depois desdiz e fica tudo por isso mesmo; o que ele pensa, não conta, e muitas vezes até atrapalha; e a sua história pouco conta na decisão do eleitor. E não adianta dizer que Goiás nada tem a ver com os Estados Unidos. Está claro. Nem que lá está em disputa a presidência do país, e aqui, o comando de prefeituras.É o que se vê. Vale que tudo dá o que pensar. Para ler mais, AQUI. Para ler direto na página da Tribuna, AQUI.
14/01/08 - Segunda-feira Iris e a unanimidade aliada Duas notas também publicadas na página que assino na Tribuna: Já ganhou! O PMDB já ganhou para o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, a eleição de 2010. A reeleição, em 2008, cumprirá apenas a formalidade das urnas. Foi assim em 1998.
Unanimidade O que poderia unir o governador Alcides Rodrigues (PP), o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), o senador Demóstenes Torres (DEM), os presidentes do PR, Sandro Mabel, e do DEM, Ronaldo Caiado, e o PT, além de vários outros nomes histórica e politicamente não tão afinados? Resposta: o presidente Lula (PT). Mas contra quem? Resposta: o senador Marconi Perillo (PSDB). A teoria vem de Brasília e teima em ficar por aí, vagando em busca de uma confirmação - ou como teoria, ou como fato consumado.
(Para ler na Tribuna (de 13.01.2008), AQUI.)
15/01/08 - Terça-feira São tantas emoções...
Nas eleições passadas para o governo, quase nasce uma terceira via, reunindo PT, PR, PSB... Bem, talvez não fosse tãããão terceira via assim, mas deixa isso pra lá. (Lembrar não morde: o PR depois indicou o vice, Ademir Menezes, e deu no que deu). Importa que a conversa entre tudo e todos na base é antiga. Por exemplo: olha só a intimidade entre os presidentes do PSB, Barbosa Neto (D), e do PR, Sandro Mabel. Isso em 20 de março de 2006. Hoje Mabel sonha voltar para os braços do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), onde já esteve, e de onde também saiu um dia Barbosa Neto, cuja volta aos mesmos braços aconchegantes, pode igualmente acontecer. Mabel quer a vice; Barbosa... huuumm, Barbosa descartaria a vice de Iris? Como diria Sócrates (se não diria, pensaria, com certeza), "Nada é impossível!", no que Platão certamente complementaria, de pronto: "O mundo dá tantas voltas..." A foto é dele, o esperto Leo Iran. Palmas que ele merece!...
16/01/08 - Quarta-feira PT espera convite de Iris para discutir aliança É o que informa hoje o jornalista Gean Carvalho, na coluna Fio Direto, que assumiu ontem no Diário da Manhã por 15 dias, em lugar de Ivan Mendonça, de férias. Diz a nota: Apesar das freqüentes negativas do PT, a aliança com Iris Rezende em Goiânia não está descartada. O partido está dividido e as vozes contrárias só se sobressaem porque os adeptos da aliança têm receio de defender a tese publicamente. Não sem motivos. Ainda está fresca na memória dos petistas a desastrosa negativa do PMDB em 2006, depois de o PT ter aprovado em convenção aliança com Maguito Vilela. Enquanto houver correntes no Paço Municipal erguendo a bandeira da chapa pura, ninguém do PT se atreve a avançar no assunto. Esperam um aceno claro do prefeito, uma espécie de convite público, para tratarem a possibilidade seriamente. Boas razões para pensar na aliança o PT tem. É vontade do presidente Lula ver seus aliados juntos no Estado, num projeto que vai até 2010. Além disso, com a possibilidade de Iris disputar o governo, o PT poderia voltar à prefeitura, fato que hoje, pelas vias normais, se resume a remotas possibilidades.
Os horizontes de Meirelles Ontem, na estréia, Gean apontou quais são os horizontes do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em Goiás. Contou Gean:
16/01/08 - Quarta-feira Chapa dos sonhos Ainda no Fio Direto de hoje, Gean Carvalho revela a chapa dos sonhos de Ney Moura, advogado e ex-candidato ao Senado pelo PMDB: Iris Rezende (PMDB) para o governo; um vice do PP, indicado pelo governador Alcides Rodrigues (a sugestão é o conterrâneo Ernesto Roller, hoje secretário de Segurança Púlica); e Lula e Henrique Meirelles para o Senado. É uma alternativa à chapa dos sonhos do presidente Lula, revelada pela IstoÉ desta semana, com Meirelles para o governo e Iris e Alcides para o Senado. Alguém aí tem outra sugestão?
23/01/08 - Quarta-feira Cuidado: Juquinha está ligado na tomada Contam que Juquinha, então presidente da Celg, estava em um palanque no município de Leopoldo de Bulhões, na região da Estrada de Ferro, para inaugurar mais uma obra, quando foi chamado para discursar. Animado, sempre ligado em alta voltagem emocional, não teve dúvida. Falou que estava feliz por estar ali, que a Celg estava levando energia a todo o Estado, que ele tinha mais obras para iniciar, que ele não ia descansar um minuto enquanto não atendesse a todos os goianos, que ele tinha disposição de sobra para os desafios que vinham pela frente, que ele... enfim, que ele faria isso e muito mais porque... Sim, Juquinha das Neves é isso. Está na Tribuna do Planalto desta semana. Para ler mais, clique AQUI (no blog) ou AQUI.
23/01/08 - Quarta-feira Haja paciência! Do ponto de vista macro, econômico e comportamental, a paciência é um ativo imensurável, estruturante, pois cria uma base que é por si só um diferencial de qualidade para a vida, o que, por conseguinte, positiviza a problemática do ser humano enquanto tal, ser por ser, à mercê e em conseqüência do que comumente se conhece como tempo. Pois então. Ter paciência não é fácil. Quem tem, preserva. Quem não tem, pagaria caro se encontrasse, assim, dis-po-ni-bi-li-za-da no mercado. Paciência, a oferta é menor que a demanda. Rico seria meu tio Antônio, uma usina de paciência lá na Brasilinha, se vendesse o que tem de sobra. Já tentaram tirá-lo do sério, mas o máximo que conseguiram foi que ele tirasse o pito da boca e desse uma sonora cusparada para o lado. Gastou nisso nem um 1% de seu suspiro. O problema é que meu tio não vende paciência. Só esbanja.
Está esta semana na Tribuna do Planalto. Para ler mais, clique AQUI (no blog) ou AQUI.
23/01/08 - Quarta-feira Morta a base, viva o PMDB! A ruptura entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB) já aconteceu. Só não vê quem não quer. Mas o maior problema na base aliada hoje não é este. É o andar de cima negar, sem razão aparente, uma crise que tonteia o andar de baixo, que corre por todos lados para salvar a pele antes que seja tarde. A não ser que tudo não passe de um calculado movimento de auto-destruição consciente. O tempo perdido com a negação do inegável é tempo ganho pelo adversário, o PMDB, que trata de vender a idéia de volta inevitável do partido ao poder em 2010. Só assim para se entender por que tem governista pregando o fim dos tempos como se anunciasse a boa-nova. O raciocínio dos soldados rasos da base, aqueles que não dividem a mesa nem com Alcides nem com Marconi - só cumprem ordens e se beneficiam do poder emanado deles -, é este: com os dois juntos, a base é imbatível; com eles separados, vira presa fácil. Como a unidade está perdida, estão todos perdidos. Então, cada um que cuide de sua alma. E a tese marconista de que "os adversários de hoje podem ser os aliados de amanhã", ou vice-versa, mais tonteou os já estonteados aliados do que lhes meteu medo. Muitos ouviram, entenderam o recado e agora estão irritados e desesperados. A cúpula joga? Então a ralé também tem de fazer seu jogo. Fogo cruzado.
23/01/08 - Quarta-feira O caso do irmão desautorizado do governador O governador Alcides Rodrigues (PP) desautorizou o irmão, Márcio, no episódio do encontro do PSDB em Quirinópolis, sábado. Disse que Márcio não o representava no evento e que muito menos falou em seu nome. A ligação de Márcio com o deputado federal Leonardo Vilela, presidente estadual do PSDB, é antiga. Funcional. E não é ignorada. Curioso é que, se era para representar Alcides, o nome teria de ser Nerivaldo Costa diretor da Celg e historicamente ligado ao governador. Segundo Vilela, isso não aconteceu. Ou seja: não tinha ninguém representando Alcides. Seria o natural: não era encontro do PSDB? O problema é que agora os tucanos tentam minimizar a bola fora. Tucanos como Vilela, na manhã de hoje no Cá Entre Nós, da Rádio 730. Os tucanos dizem que alguém plantou que Márcio estava lá representando Alcides e que teria falado em nome dele? Mas quem teria feito isso, caras pálidas? A informação sobre o irmão do governador veio da própria assessoria tucana. Ou seja: se houve plantação, a plantação foi de lavra própria. Mas chama a atenção o comportamento do governador. Por que reagir assim a um irmão? Por que dar a dimensão que deu a um caso que poderia facilmente colocado no canto da sala até ser esquecido - o que ia demorar não mais que uns dois dias? Eis aí. Dizer o quê?!
23/01/08 - Quarta-feira Jovair: base aliada repete erros das eleições passadas Não deixe de ouvir a entrevista do deputado federal Jovair Arantes à Rádio 730 hoje de manhã. Jovair, como sempre, fala claro e direto: Alguns pontos do que ele disse:
Para ouvir a entrevista, clique AQUI.
23/01/08 - Quarta-feira PMDB mais “compreensivo” Reportagem do Diário da Manhã de ontem trata do tema deste título, do próprio jornal. É um desdobramento da entrevista do presidente do PMDB, Adib Elias, à Tribuna do Planalto. O problema é que o Diário cita a entrevista como sendo de O Popular. Então, fica a correção. Na entrevista à Tribuna, diz Adib textualmente: "PMDB fica com Alcides se ele mostrar quem arrebentou o Estado." Claro, provocação direta ao senador Marconi Perillo, que teria "arrebentado" o Estado. (AQUI, a íntegra da entrevista). Bem, e o que diz a matéria do DM? Leia, a seguir (mantenho o erro do texto original):
Ao contrário do que disse o secretário de Saúde, Cairo de Freitas, o prefeito avalia que as decisões relativas à reforma administrativa não partiram (ou partem) apenas do titular da Fazenda, mas de um grupo de auxiliares que, segundo Adib, ajudam o governador a se orientar. "Alcides disse que tomou as decisões conscientemente. Eu confio nele. Governador não vive e não administra com o apoio de uma só pessoa. Com certeza ele estuda e analisa cada decreto que assina com uma série de pessoas de sua mais alta confiança." Ainda assim, o peemedebista afirma que, no lugar de Alcides, não concentraria tanto poder nas mãos de um secretário. Para que adote uma postura ainda mais "compreensiva" com o governo, o PMDB pede, a seu modo, que Alcides seja explícito nas críticas à herança que recebeu do senador e ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Sabe que o confronto direto, apesar de improvável, não é impossível. "Estamos dispostos a ajudá-lo. Votaremos projetos importantes se Alcides mostrar o que aconteceu. Não queremos ver o Estado aniquilado e arrebentado e não queremos cargo. Nosso compromisso é com Goiás. Seremos compreensivos e construtivos", afirma. O líder do partido na Assembléia, deputado José Nelto, não parece disposto a adotar a postura "compreensiva" sugerida por Adib. "Nossa oposição é ao governo, não a Alcides. Tanto faz ele tomar uma posição quanto outra, não muda. Não fomos eleitos para ser governo. Não podemos abraçar o Alcides. A sociedade sabe que fomos derrotados por ele nas eleições", diz. Para ler mais, clique AQUI.
23/01/08 - Quarta-feira Alcides: supersecretário e Raquel Teixeira Final da manhã de hoje, Palácio das Esmeraldas, durante assinatura de convênio entre o governo do Estado e a Embaixada do Japão. Uma pergunta daqui, outra dali, dos repórteres presentes, claro, e vem esta: - Governador, outra crítica é em relação aos superpoderes da secretário da Fazenda... A repórter é interrompida neste ponto pelo próprio governador, que diz: - Isso é bobagem, esse negócio de superpoder não existe. Se tem alguém que tem algum poder aqui é o próprio governador. Então, não tem nenhum secretário que tem autonomia de fazer qualquer coisa sem dicutir com o governador. Qualquer secretário. Isso é uma figura que foi, digamos assim, que foi inventada pela própria imprensa, por algumas pessoas que falam que ele tem superpoder. Isso não existe. No geral, uma repetição da entrevista que ele deu à repórter Fabiana Pulcineli, de O Popular, publicada no domingo. Lembremos o que Alcides disse então:
A novidade agora é, "entre aspas", como destaca o governador, a imprensa aparecer como culpada. Sim, não só ela. Mas ela também, mesmo que "entre aspas". Não é o que diz o deputado e secretário Roberto Balestra sobre a divisão na base aliada: que isso não existe, é invenção da imprensa? A questão é que a imprensa está levando a culpa, neste governo, pela imensa capacidade que ele próprio tem de gerar conversas desencontradas que só saem na imprensa porque outras não há. Aliás, o governo em parte, porque governador naturalmente não é veículo de conversa desencontrada. O problema são os auxiliares, indiretos e diretos, que têm falado muito nos bastidores, principalmente uns contra os outros (o maior adversário do governo Alcides é a própria base aliada dele). Como isso não é notícia? Fato é que o governador e o próprio secretário Braga são vítimas muitas vezes justamente do silêncio que fazem, porque ele, o silêncio, não é respeitado por aqueles incomodados com as mudanças que os dois conduzem. Bom, voltarei ao assunto.
Raquel Teixeira Na entrevista de hoje, o governador falou sobre outro assunto: a candidatura da deputada federal Raquel Teixeira a deputada federal: "É uma deputada preparada, competente, conhece a realidade da nossa capital e do nosso Estado. É uma boa candidata." Isso quer dizer o que? Nada, claro. Ele saiu pela lateral. Tanto que, com o repórter insistindo no assunto, mais uma vez desconversou: "Temos vários outros pré-candidatos (na base aliada). Ela foi apresentada como candidata do PSDB para discutir com outros candidatos da base..." Para ouvir o que disse o governador, clique AQUI.
24/01/08 - Quinta-feira 'Os tempos são outros em Goiás' O presidente do PR, Sandro Mabel, admite que o chamado 'tempo novo' passa por um período de desgaste, ainda que não tenha chegado ao fim, e prevê para 2010 um "rearranjo de forças" na política goiana. Segundo ele, esse "rearranjo" virá, por exemplo, caso o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, saia candidato ao governo. "Haverá uma reaglutinação de forças e disso vai surgir uma nova etapa de forças em Goiás", analisa Mabel, que falou sobre o assunto hoje de manhã em entrevista ao programa Cá Entre Nós, da Rádio 730. A análise é conhecida dos leitores deste blog e dos leitores da Tribuna do Planalto. Está, por exemplo, no post Os tempos são outros em Goiás. Em tempo: Mabel refirmou na entrevista à Rádio 730 que o PR não fecha questão na indicação do vice de Iris Rezende (PMDB) em Goiânia. Também confirmou que, mesmo que o PR caminhe com a base aliada na capital, se a candidata for a tucana Raquel Teixeira ele não acompanha a legenda.
24/01/08 - Quinta-feira Ala petista quer aliança com PMDB Este é o título de reportagem hoje em O Popular (para assinantes), assinada pelo repórter Carlos Eduardo Reche. Diz: O grupo de lideranças do PT que defende o apoio à reeleição do prefeito Iris Rezende (PMDB) pretende apresentar no dia 16 à direção petista em Goiânia a proposta formal de aliança com o peemedebista. Para ser incluída na pauta de discussões, a proposta precisa ser acatada por um terço dos 43 membros do diretório (14 integrantes). Uma vez aceita, os petistas terão de submetê-la à apreciação da militância da legenda. Segundo representantes da ala que defende a aliança - que tem à frente o deputado estadual Luis Cesar Bueno e os vereadores Carlos Soares e Djalma Araújo -, os 14 votos estão garantidos. A tarefa mais difícil é convencer a militância petista a apoiar o acordo. Os defensores da candidatura própria asseguram que a maioria dos 2.338 membros do PT aptos a votar querem que o partido dispute o Paço Municipal, em 5 de outubro. Iris é favorável à aliança com o PT e estaria propenso a oferecer sua vice pelo acordo. (...) Três petistas lançaram suas pré-candidaturas a prefeito de Goiânia: os deputados estaduais Humberto Aidar e Mauro Rubem e a vereadora Marina Sant'Anna. Aidar pertence à tendência PT Pra Vencer, comandada pelo deputado federal Rubens Otoni. Rubem é líder de ala à esquerda do PT, a Tendência Marxista. E Marina é ligada ao deputado federal e ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson. A ala pró-aliança com Iris é formada por petistas como os ex-deputados federal Neyde Aparecida e estadual Osmar Magalhães. Com Carlos Soares, eles formam a Articulação, tendência que, ao lado do PT Pra Vencer e do Movimento Cerrado controlam o partido. Nos bastidores, a composição é apoiada também pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - irmão de Carlos -, expulso da legenda em função de seu envolvimento com o escândalo do mensalão. Segundo Carlos, a sinalização de Iris de que pode ceder a vice é fundamental para o trabalho de convencimento da militância sobre a importância da aliança. O vereador e Luis Cesar consideram a coalizão "um projeto estratégico de longo prazo fundamental" para a sobrevivência do PT. "Se não seguirmos a orientação nacional de aliança com o PMDB e os demais partidos da base do presidente Lula, vamos ficar isolados em Goiás", diz o deputado. Ponto fundamental para essa aliança é a garantia da vice. Vale lembrar que a ala ligada a Pedro Wilson esperou, esperou, esperou, e tem petista esperando até hoje, uma aliança com o PSDB, que não veio em 2004. Em 2006, foi a outra ala, que esperou, esperou, esperou, e tem petista esperando até hoje, um aceno do PMDB para indicar o vice na chapa de Maguito Vilela ao governo, que não veio. Enfim, não basta prometer; se quiser mesmo o apoio do PT, o prefeito Iris Rezende terá de provar que está disposto, sim, a dar a vice aos petistas.
25/01/08 - Sexta-feira Uns trabalham, outros ficam na boa 'Raquel já articula nome a todo vapor', informa O Popular (para assinante) hoje, em reportagem de Bruno Rocha Lima. Diz a reportagem: Pré-candidata do PSDB à Prefeitura de Goiânia e primeiro nome da base aliada a ser oficializado na disputa interna do grupo, a deputada federal Raquel Teixeira (PSDB) já começou intensa movimentação nos bastidores para viabilizar sua candidatura. Na tentativa de capitalizar a vantagem de ter largado na frente, a tucana buscou o diálogo com lideranças dos partidos ligados ao governo estadual, encomendou pesquisa eleitoral e já se reuniu até com um marqueteiro para começar a pensar as estratégias de campanha. Segundo apurou O POPULAR, na quarta-feira, um dia após a definição do PSDB pelo seu nome, a deputada se reuniu por mais de três horas com o publicitário paulista André Torreta, consultor de marketing político e autor do livro Como Ganhar Seu Voto - Marketing Político. Durante o encontro, no restaurante do Castro's Hotel, os dois discutiram as possíveis estratégias para fortalecer o nome da tucana dentro da base e, posteriormente, na disputa pelo comando da capital. O marqueteiro foi uma indicação do deputado federal José Aníbal (PSDB-SP) e seu nome foi avalizado pela cúpula nacional do PSDB. Procurada pela reportagem, Raquel evitou alongar-se nos comentários sobre suas atividades de pré-campanha. "Por enquanto, só posso dizer que desde que recebi o apoio integral do meu partido estou mais motivada do que nunca para encarar essa disputa e estou trabalhando muito", esquivou-se. Antes da reunião com Torreta, a deputada almoçou no Palácio das Esmeraldas com o governador Alcides Rodrigues (PP), ocasião em que o comunicou pessoalmente da oficialização de sua pré-candidatura. Enquanto isso, o que fazem os outros pré-candidatos em Goiânia?
Assim caminha a pré-campanha em Goiânia.
25/01/08 - Sexta-feira Diálogo aberto e rico Tá muito bom o diálogo entre os jornalistas Eduardo Horácio e Marco Aurélio Vigário a respeito dos filmes Meu nome não é Johnny e Tropa de Elite, no site do Eduardo, o www.jornalx.com.br. Eduardo Horácio: O maior mérito de Meu nome não é Johnny é não simplificar o mundo, é expor ambigüidades. E fugir do tom pedante, maniqueísta e professoral de Tropa de Elite. Marco Aurélio Vigário: Eduardo, concordo com tudo o que disse sobre Tropa de Elite, exceto com uma coisa: a visão simplista, moralista e eugênica é do Capitão Nascimento, e não do José Padilha. Como Tropa de Elite é filmado em primeira pessoa, Padilha faz uma imersão no ponto de vista do Capitão. Mas isso não quer dizer que endosse a visão de mundo do personagem. Alto nível!
25/01/08 - Sexta-feira PT pode eleger Marconi O jornalista Marcus Vinícius vai direto ao ponto, em análise que está no seu blog (AQUI), com título 'Dividido em 2008 PT pode reeleger Marconi em 2010'. Diz Marcus: Em 1998 e em 2002 o PT foi capital para a eleição e reeleição do governador Marconi Perilllo. Na primeira eleição os 5% de votos petistas no primeiro turno foram descarregados em Marconi no segundo turno. Vale lembrar: a eleição havia terminado com 46% dos votos para Iris Rezende (PMDB) e 48% para Marconi Perillo (PSDB). No segundo turno, Iris teve os mesmos 46% e Marconi, 53%. Nas eleições de 2002, a divisão da campanha em três candidaturas: Marconi, Maguito Vilela (PMDB), Marina Sant´Anna (PT), favoreceu ao governador, que foi reeleito no primeiro turno, com 51% dos votos. Um detalhe, no entanto, não pode passar despercebido, o movimento LUMA (Lula e Marconi), que fez migrar votos da esquerda para o candidato do PSDB, incluindo aí eleitores do PC do B, PSB, PT. Em 2006 a desunião da oposição com Maguito Vilela (PMDB), de um lado, Barbosa Neto (PSB, PT, PC do B), de outro, favoreceu a eleição de Alcides Rodrigues (PP, PSDB,PTB). Há em Goiás uma lógica que não falha: sempre que a oposição racha, o governo perde as eleições. O inverso também é verdadeiro, ou seja, sempre que o governo se divide, a oposição toma o poder. Para ler mais, clique AQUI.
25/01/08 - Sexta-feira Também quero ajuda das 'forças superiores'. Pra entender! Está no Diário da Manhã de hoje (clique AQUI para ler toda a reportagem, intitulada 'Sandes não abre mão em favor de Raquel (Teixeira)': Sandes (Júnior, pré-candidato do PP à Prefeitura de Goiânia) pretende recorrer a "forças políticas superiores" para pedir auxílio em uma possível candidatura solo. "Se não chegarmos a um só nome, eu pessoalmente vou me socorrer com os senadores Marconi Perillo, Lúcia Vânia (PSDB) e com o governador Alcides Rodrigues (PP)." Juro que não entendi nada. Alguém me ajuda?
26/01/08 - Sábado História completa de Adão O espírito avançado de Joel desceu sobre a Terra, vindo de longe, tão longe, e caminhou em direção ao Bar Brás. João entrou no bar. Joaquim dirigiu-se ao balcão e pediu pinga ao homem de bigode que servia a todos. Joana tomou um gole, outro, virou o resto. Carlos cuspiu. Manoel olhou em volta e viu o que viu. Macário preferiu não acreditar. Tonico pediu outra pinga. Ziquinho falou para algum ouvido atento, que vira de longe, e para mais longe ia ainda. "Ando atrás de alguém", disse Zorba. "Mas se procuras alguém que não sabes onde está, como podes saber então que este alguém está longe?", quiseram saber de Borges muitos copos vazios e bocas. Bastos respondeu: "Sei que está longe porque sou eu quem o procura, e é como se o visse bem à minha frente a cada distância vencida." Mesas queriam saber quem era o homem tão distante. Barriga disse: "Nem homem eu sei se é. É como Deus". Augusto tomou outro gole. Átila estranhou o mundo. Percebeu Agildo que deveria andar mais, já que as lâmpadas ameaçavam apagar-se. Um átimo na longa vida de Abreu. Gole a mais de Bento, que saía do bar. Saía Jonas quando alguém, um entre tantos, esfregou a barba e disparou tiro certeiro em sua nuca. O corpo de Jales caiu na calçada, morto. A calçada não o deteve. Por que morrer? Por que matar? Jamil levantou-se, limpou o pó fúnebre e partiu. Adão era assim.
Publicado na Tribuna do Planalto de 27.01.2008 (para ler na Tribuna, AQUI).
26/01/08 - Sábado Imagine o que aconteceu Não estava fugindo. Ia apenas até a cidade vizinha comprar cigarro. Sentou-se numa poltrona da janela, escorou o pé direito no esquerdo e apoiou o cotovelo no encosto. A caminho, ouviu o início de uma conversa, logo à sua frente. Ficou atento ao que diziam. Eram dois homens. Falavam da colheita daquele ano, muito boa. Em menos de cinco minutos deu-se conta de que um dos homens que conversavam tinha as mesmíssimas idéias suas, nem um pingo a mais ou a menos. Ficou mais atento. Na primeira oportunidade, seguiu escondido e o matou. Correu para a estrada, pegou outro ônibus em sentido contrário, sentou-se caladinho e respirou aliviado. Era só ele agora. Resolveu parar uma esquina antes de seu ponto. Desceu alegre. Foi seguido. E morto imediatamente. Nem pensou. Nem viu. Por enquanto, estou vivo.
Publicado na Tribuna do Planalto de 27.01.2008 (para ler na Tribuna, AQUI).
27/01/08 - Domingo Como recuperar a unidade perdida na base aliada? Do jeito que vai, o PMDB ganha fácil as eleições deste ano em Goiânia, Aparecida e, se brincar, até em Anápolis. Então, como contribuição com o processo democrático goiano, e visando dar mais emoção a um já emocionante campeonato eleitoral, enfim, pensando grande, apresento a seguir 10 sugestões sensatas, às quais cheguei depois de exaustiva meditação e consulta às minhas bases, de como unir o que parece definitivamente desunido: a base aliada do governo estadual. Vamos lá: 1) Estabelecer, senão a paz definitiva, pelo menos um pacto de boa convivência entre os alcidistas e os marconistas, e, principalmente, entre os próprios: governador Alcides Rodrigues (PP) e senador Marconi Perillo (PSDB); 2) definir quem é, afinal, o inimigo. Porque guerra é guerra, e guerra não deixa de ser fator de união. Por exemplo: em 1998, 2002 e 2006, a união de PSDB, PR, PP e DEM fez a força contra o PMDB. E hoje? Hoje não está claro quem é quem contra quem, porque o maior adversário da base aliada é a própria base aliada (vice alcidistas X marconistas), e o maior aliado do PMDB é a base aliada (vide o namoro entre Alcides e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, candidato à reeleição), que, por sua vez, é aliado de toda a base aliada: do PSDB (em Luziânia, por exemplo), do PP (em Aparecida), do PR, do DEM... - tudo em termos, tudo relativamente falando; 3) dialogar, e não atacar e contra-atacar a esmo; 4) definir quem comandará o processo eleitoral, principalmente em Goiânia, porque ensina a sabedoria popular que onde dois mandam, nenhum manda; 5) querer ganhar. Parece que ninguém quer. As tantas alas e partidos aliados dão a entender que estão mais preocupados, e interessados, em atrapalhar uns os outros do que em buscar a paz; 6) encontrar um mote, tipo 'panelinha' (1998), o que significa dizer: achar o ponto fraco do inimigo - isso vale especialmente para Goiânia, em relação a Iris; 7) agir. Ou seja: sair do estado de paradão, que em 2004 levou Pedro Wilson (PT) à derrota; 8) parar de culpar a imprensa ou "algumas pessoas" por erros e desacertos que são da base, só dela. Imprensa não tem culpa da incompetência dos políticos. E fofoca só vem a público (na imprensa) porque alguém a gerou e propagou; 9) estabelecer uma estratégia para escolha de um ou mais candidatos, por exemplo, em Goiânia, mas estabelecer mesmo, e levar adiante. Pior que errar NO rumo é 10) pensar mais em 2008 e menos em 2010. E, novamente: a imprensa não está adiantada em discutir a sucessão estadual; quem está se adiantando são os interessados. Eles é que alimentam a expectativa e toda a especulação. A imprensa não seria imprensa se ignorasse isso. PS.: Bem, eis aí a minha contribuição. Só não sei se é possível curar câncer quando ele chega à fase da metástase.
Publicado na Tribuna do Planalto de 27.01.2008. Para ler na Tribuna, AQUI.
27/01/08 - Domingo O ‘tempo novo’ nunca existiu Que 'tempo novo' não passa de um slogan de campanha, isso já foi dito aqui mais de uma vez. Vendido como projeto diferenciado de governo, tudo nunca passou de pura - e boa, diga-se - propaganda, tantas vezes repetida pra ver se, como naquele preceito clássico, virava verdade. Pra você, virou? A questão não é 'o que vem a ser' o tal 'tempo novo', mas 'quem é'. Porque o 'quem é' nega naturalmente o 'o que vem a ser'. Põe tudo por terra. Raciocinemos. A personificação majoritária do 'tempo novo' é o senador Marconi Perillo (PSDB), por conta de seus dois governos. Ninguém 'é' mais do que ele. Porque nasceu com ele essa história, na campanha de 1998. Na época, a oposição se uniu em torno de seu nome em uma coligação que se denominou 'Certeza de Um Tempo Novo' (PSDB, PTB, DEM, PP e PSDC). Oposição a quê e contra quem? Oposição aos governos peemedebistas e contra Iris Rezende, carimbado de 'tempo velho'. Iris, todos sabem, caiu do cavalo, digo, do poder e sofreu o pão que o diabo amassou, quer dizer, foi jogado ao inferno pelos 'temposnovistas'. Isto posto, temos que o 'tempo novo' é uma coisa e o PMDB, outra. Certo? Sendo assim, não se misturam, porque um nasceu e cresceu como negação do outro. Certo? Mas, se é assim, como explicar:
O que há, pois, é isto:
Assim é que o 'tempo novo' não existe. Nunca existiu. A não ser no imaginário de bons marqueteiros.
Publicado na Tribuna do Planalto de 27.01.2008. Para ler no site da Tribuna, AQUI.
29/01/08 - Terça-feira PT com PMDB: difícil, mas não impossível Os partidários da candidatura própria no PT em Goiânia estão abusando da argumentação de que a maioria dos integrantes do partido quer o que eles querem, e não aliança com o prefeito Iris Rezende (PMDB), como articula a cúpula da legenda. Pode até ser verdade, porém apenas dizer que "a grande maioria" ou que "90% do partido" quer eleição própria não quer dizer que isso seja verdade. Pode ser. Pode não ser. Falta a comprovação científica. Falta um levantamento real que comprove isso. Não há. Assim como não há evidência de um levante na base petista capaz de comprometer e constranger uma aliança com o PMDB. Sem falar que, em termos de cúpula petista, o que se vê é o discurso da candidatura própria com a prática da busca da aliança com Iris. O que é inegável é a delicadeza da aliança no que diz respeito à aproximação entre petistas e peemedebistas. De fato, não será fácil juntar os dois lados, como mostra, inclusive, reportagem de Anapaula Hoekveld na Tribuna do Planalto (para ler, AQUI). Não quer dizer, no entanto, que será impossível.
29/01/08 - Terça-feira Corre, Barbosa, corre! Informa Jarbas Rodrigues na coluna Giro de hoje, em O Popular (AQUI, só para assinantes) que o "QG de Barbosa Neto aposta em fragilidades do PSDB". Diz a nota: "O prefeitável Barbosa Neto (PSB) desembarca hoje em Goiânia com o propósito de recuperar terreno perdido para a deputada-prefeitável Raquel Teixeira (PSDB). Além do seu aniversário quinta-feira, o qual há alguns anos busca transformá-lo em ato político, o socialista encomendou pesquisas qualitativas para orientar suas ações de fevereiro até final de março. Integrantes do grupo político de Barbosa afirmam que ele não deve acelerar sua pré-candidatura antes de sair da Agetur, em abril. Continuará as conversas individuais com partidos da base aliada, principalmente com o PR de Sandro Mabel e o PTB de Jovair Arantes - que tentaram com o PSB lançar em 2006 uma terceira via para disputar o governo de Goiás. Barbosa aposta principalmente nas dificuldades políticas de Raquel e do PSDB na base aliada. Quer se apresentar ao governador Alcides Rodrigues (PP) como a melhor alternativa de aglutinação, tido como principal critério palaciano para Goiânia. Seria uma opção neutra à disputa particular entre tucanos e pepistas pela hegemonia política no Estado. O grupo de Barbosa prevê dificuldade do PSDB para manter a candidatura de Raquel na base alcidista e até mesmo no ninho tucano. Além disso, não acredita que o senador Marconi Perillo (PSDB) irá se expor para emplacar uma candidatura tucana na base, já por conta da sucessão estadual de 2010. Essas são as apostas de Barbosa Neto para ser ungido candidato da base política do governador Alcides. Em 2004, ele perdeu essa disputa interna para o deputado Sandes Júnior (PP). Acredita que agora o cenário político lhe é mais favorável. A conferir." No que se refere à dificuldade no PSDB para manter a candidatura de Raquel, isso é real. Barbosa, porém, vai ter de correr é para recuperar terreno perdido. Nos últimos meses, ele nada fez, a não ser administrar uma boa posição nas pesquisas de intenção de voto publicadas no ano passado. Enquanto isso, o que aconteceu: * Barbosa perdeu a idéia formada entre jornalistas, aliados e no próprio PMDB de que ele era o favorito na base governista para enfrentar Iris. Hoje, ele disputa com Sandes Júnior, do PP do governador, e Raquel Teixeira, do PSDB, sendo que dos dois lados não há qualquer indício de que se vá pender facilmente para o seu lado; * perdeu também a aura de candidato do governador Alcides Rodrigues (PP), por conta de suposto acordo firmado no segundo turno da eleição para o governo, em 2006; * viu ganhar espaço a informação, ou contra-informação, de que o que ele quer mesmo é ser vice de Iris, e que aceitaria a oferta facilmente; * viu, da mesma forma, crescer na base o questionamento: sem mandato, dependente de emprego no governo, com uma legenda de um nome só, sem cacife financeiro, com histórico de quem pula fácil de lado (do PMDB para a base aliada, da base aliada para o discurso de independência, e do discurso de independência de volta para o emprego na bse), por que ele seria o melhor nome na base? Enfim, Barbosa, que estava em berço esplêndido, tem agora é correr mesmo. Senão...
29/01/08 - Terça-feira Com ele. Só com ele O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), já avisou o seu partido que a definição do vice em sua chapa é com ele, com mais ninguém, e que prefere, sim, aliança com outros partido, inclusive o PT, a chapa puro-sangue. Disse também que a definição virá lá na frente, sem estresse. Bem, o "sem estresse" é por minha conta.
Volto ao post para colocar o link do comentário, sobre este assunto, feito hoje de manhã na Rádio 730: AQUI.
30/01/08 - Quarta-feira PMDB com PSDB? Jogo duro... Saiu na coluna Fio Direto, do Diário da Manhã: "Se não disputar em Aparecida, Ozair pode ser presidente da Assembléia". Bem, pode disputar, claro. Mas a informação mostra mais do que a vontade, ou a possibilidade, de Ozair disputar o comando do Legislativo goiano (aliás, nem consideremos esta; não vale a pena). Primeiro, vamos ao que a nota diz: Nos bastidores da Assembléia Legislativa, o nome de Ozair José começa a ganhar corpo para suceder Jardel Sebba na presidência. Credenciais políticas não lhe faltam. Primeiro secretário da Casa por duas vezes, Ozair mantém estreitas ligações com o governador Alcides Rodrigues, que é do mesmo partido, o PP, e com Jorcelino Braga (Fazenda). Fontes do governo confirmam que a idéia agrada ao Palácio das Esmeraldas. Encontram-se na sucessão municipal dois fatores que podem tirar o deputado pepista desse caminho. O primeiro é a possibilidade de Ozair disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Ele defende uma ampla união de partidos para enfrentar o prefeito José Macedo. E, nessa união, pode ser Ozair o candidato. O segundo fator é a eleição de Catalão. Ele precisa torcer pela vitória do deputado Jardel Sebba, atual presidente, o que tiraria o tucano da disputa. Em caso de derrota em Catalão, Jardel seria uma espécie de candidato natural à reeleição para a presidência. Isto posto, vamos aos fatos:
Juntando tudo isso, dá o quê? Jogo de campeonato profissional ou de pelada de ponta de rua? Ora, ora, jogo é jogo, muitos dirão. Certo. Por isso permitam-me deixar para vocês, caríssimos leitores, a prerrogativa de fazer as muitas considerações possíveis - vale as impossíves também, por que não? - a respeito do que querem o PMDB e o PSDB em Aparecida. De minha parte, fica a constatação que, no entanto, imagino óbvia: o PMDB joga muito, mas muito mesmo, joga tanto que, se bobear, tropeça na bola. Ah, o PSDB também joga? E o PP? E...? Tá bem, isso é óbvio ululante. Mas, insisto, vem cá: será que eles sabem o que estão fazendo? E já que você vai pensar sobre a pelada de Aparecida e o lance de PMDB e PSDB juntos, aumentemos a emoção em jogo. Veja o título da capa da edição desta semana do jornal Onze de Maio: "PMDB e PSDB juntos em Aparecida?"; e o texto-chamada: "Peemedebista e tucanos podem se aliar em Aparecida, onde se especula que o ex-prefeito Norberto Teixeira (PSDB) será o vice do ex-senador Maguito Vilela (PMDB). Acordo também pode ocorrer em Luziânia, onde o prefeito Célio Silveira quer manter o vice, Hélio Roriz (PMDB). O ex-prefeito Humberto Machado (PMDB) é sondado pelos tucanos em Jataí e em Rio Verde há quem aposte em apoio do PSDB ao deputado Wagner Guimarães (PMDB)." E aí, vai encarar?
(Volto ao post para acrescentar link para comentário sobre o assunto na Rádio 730. AQUI)
31/01/08 - Quinta-feira PMDB e PSDB juntos em Aparecida? Em post anterior, falei sobre esta análise, do repórter Wilson Isaías, publicada no Onze de Maio. O título é o mesmo deste daí de cima. O que ela diz: Tucanos se casam com manda-brasas? Apesar de geralmente não se bicarem, em alguns municípios eles formam alianças. Em Aparecida de Goiânia boatos, fatos, declarações e comparações deixam entrever a possibilidade de uma aliança entre PMDB e PSDB com vistas à prefeitura da cidade. O ex-prefeito Norberto Teixeira (PSDB) seria candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo ex-governador Maguito Vilela. Aquilo que se delineia em Aparecida, já é realidade em outras três cidades. Propositalmente ou não, estas alianças se articularam após interferência do senador Maconi Perillo (PSDB) nestes municípios. Para quem não acredita em uma parceria eleitoral entre as duas siglas deveria observar os exemplos de Rio Verde, Jataí e Luziânia. Nestes municípios, como em Aparecida, também existem ou se articulam chapas majoritárias que ajuntam tucanos e peemedebistas. Em Aparecida a articulação ganhou força depois que o atualmente senador Marconi promoveu uma intervenção no diretório do partido. Ele enviou o deputado estadual de Rubiataba Daniel Goulart para presidir o PSDB aparecidense. Os tucanos locais não gostaram, reclamaram e agora parece que vão dar o troco em silêncio. O interventor Daniel Goulart fala em candidatura própria e insinua que ele seria o nome para a disputa. Já os militantes do partido na cidade declaram nem ter notícias do deputado enviado pelo senador. Por outro lado, muitos deles não se importam em demonstrar simpatia pela candidatura de Maguito Vilela. O vereador tucano Ricardo Teixeira Tatá, é um dos que não se furtam em declarar seu apoio a Maguito. "Acho que posso dizer que a família Teixeira vota toda em Maguito", declara Tatá, que é filho do "vice-prefeitável" Norberto Teixeira. Porém ele não confirma a candidatura do pai na chapa encabeçada pelo PMDB. Contudo, o vereador fala que o nome de Norberto é o único do grupo da "base aliada" que aparece nas pesquisas de intenção de voto. Vale lembrar que a intenção de Maguito é de se candidatar a senador em 2010. Caso ele se eleja prefeito de Aparecida, o seu vice será prefeito por dois anos com direito a candidatura à reeleição. Surgiria assim a possibilidade de Norberto buscar um quarto mandato. Ele também declara que ninguém de sua família participa da administração de José Macedo. Por fim cita Luziânia e Jataí como cidades onde tucanos e peemedebistas se dão sem nenhum problema. De olho nas pequenas siglas À medida que a candidatura de Maguito Vilela ganha corpo os pequenos partidos se manifestam. Na sexta-feira, 11, o vice-presidente para Agronegócios do Banco do Brasil ofereceu um jantar em sua residência no Jardim Viena que reuniu lideranças de 11 legendas. Muitos destes são ligados a base governista. Para ler a reportagem na íntegra, AQUI.
29/01/08 - Terça-feira ...e Deus contra todos. Ou seria a favor? A análise é do jornalista Marcus Vinícius, e está em seu blog: A declaração do presidente do PP, Sérgio Caiado, registrada hoje na coluna Giro, do jornal O Popular (só para assinantes) diz tudo: "Não existe base aliada em eleição municipal. Acredito até que partido não deve participar de encontros regionais de outras legendas em Goiás. Cada um deve e vai procurar se cacifar para 2010". É cada um por si. O PSDB vai procurar eleger o maior número de prefeitos. A coligação PP-PTN-PR, idem. Uma nova força política vai emergir das urnas de 2008. É possível que nenhuma força seja hegemônica e que tudo leve a uma costura de novas alianças em 2010. É isso: uma nova força política vai emergir das urnas de 2008. Para ler mais sobre o assunto neste blog: Os tempos são outros em Goiás e Morta a base, viva o PMDB!. Para ler o restante da ótima análise de Marcus Vinícius, É cada um por si, clique AQUI.
30/01/08 - Quarta-feira Goiás, o melhor dos mundos para Lula Tá muito boa a vida para o presidente Lula, em Goiás. Todo mundo está bem ou quer ficar bem com ele. Falei sobre este assunto no comentário de hoje de manhã na Rádio 730 (AQUI). Faltou apenas ressaltar que, para todos os efeitos, o PSDB faz oposição. Mas também, QUE oposição, não?! Aliás, coube a Rubens Otoni cutucar o governo anterior, de Marconi Perillo, no evento de ontem em Senador Canedo (para obras do PAC). Otoni destacou que, antes, o governo federal não recebia crédito do governo estadual pelas obras que mandava para cá.
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25/02/10
Cegueira ou malandragem? 16/01/10 Mudanças 14/01/10 Entrelinhas da Politica: Alcides e a saida dos auxiliares 13/01/10 Meirelles com cargo internacional mas ainda na disputa 13/01/10 Entrelinhas da Politica: É preciso iniciar a montagem de equipe de campanha. 12/01/10 A visita do Secretário da Fazenda aos Deputados estaduais 11/01/10 Governador afirma que 2010 será de investimento 11/01/10 Governador fala de investimento e fortalecimento da Nova Frente em entrevista a Tribuna do Planalto 07/01/10 As infuências externas na disputa em Goiás 07/01/10 Disputa para cargo de senador dificil. ate mesmo para Lucia Vania 07/01/10 A expectativa de investimento 06/01/10 Definir estratégias esse é o primeiro passo para 2010 06/01/10 Roller surge como uma das alternativas da NOVA FRENTE 11/12/09 Mais poesia e menos política, minha gente 08/12/09 Ponto. Parágrafo.
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