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Arquivo Mensal - Novembro/2008 01/11/08 - Sábado Novos tempos Nos últimos dias, perdi dois grandes amigos: Noildo Miguel e Roberto Marinho. Eu tinha por eles uma enorme admiração. Vi ainda amigos perderem entes também queridos. E escrevo isso no dia em que minha querida avó Izídia completaria 82 anos, ela que nos deixou há tão pouco tempo. Vó Izídia, além de tudo, era minha madrinha de batismo... Eles estão provocando transformações... Nessas ocasiões, lembro sempre de Drumond. Deste poema, em especial: OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
01/11/08 - Sábado Novos tempos 2 Estou assumindo mais funções na Tribuna do Planalto - por uns tempos. Por conta disso, deixo de fazer os comentários diários na Rádio 730 e de participar também diariamente do Cá Entre Nós, junto com o Marcelo Heleno, o Altair Tavares, o Marcos Cipriano e o Cláudio Curado. Deixo ainda de fazer os comentários no programa Goiás Verdade, da TV Brasil Central, comandado de segunda a sexta-feira pelo amigo Fernando Faria. Enfim, tempos de tranformações. E já que lembrei do poema do Drummond, cito outro, de José Régio, que me guia, sempre (ainda encontro a gravação feita pelo Paulo Autran desse poema, que perdi em muitas mudanças de endereços!): Cântico Negro "Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces A minha glória é esta: Não, não vou por aí! Só vou por onde Se ao que busco saber nenhum de vós responde Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Se vim ao mundo, foi Como, pois sereis vós Ide! Tendes estradas, Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
10/11/08 - Segunda-feira Marconi é só ansiedade 1
APARAR ARESTAS E UNIR A BASE. MARCONI CONSEGUE? Este é o título de reportagem de Anapaula Hoekveld, manchete esta semana da Tribuna do Planalto. Diz o texto: As eleições estaduais se aproximam a passos largos e o senador Marconi Perillo (PSDB) corre contra o tempo para se viabilizar à disputa do Palácio das Esmeraldas. É bem verdade que o líder tucano neste momento não se inscreve como candidato. Mas é verdade também que ele nunca deixou de trabalhar para retornar ao comando do Estado. E enfrenta dificuldades. O senador é considerado forte por líderes da base, mas sua candidatura não é vista como natural. Marconi terá de trabalhar muito para unir os partidos da base e terá de aparar muitas arestas. (Para ler mais, clique AQUI.) No sábado de manhã, o editor de Política da Tribuna, Filemon Pereira, acompanhou o encontro do PSDB. Reproduzo o texto dele na íntegra, para consulta daqueles que ainda acreditam que a base aliada está aliada e que o PSDB não está em campanha faz tempo para o governo: MARCONI É ACLAMADO EM ECONTRO TUCANO O evento que era para ser uma confraternização dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores do PSDB de Goiás, eleitos ou não, tornou-se um grande ato político em torno do senador Marconi Perillo (PSDB). O encontro de sábado, 8, no Parque de Exposições agropecuárias de Goiás, dá a exata dimensão da força do senador tucano e de seus aliados. Que não é pouca. E, ao mesmo tempo, evidencia claramente as limitações impostas ao PSDB goiano hoje. Exemplo maior é que o governador Alcides Rodrigues não apareceu e nenhum dos seus principais interlocutores. O PSDB em si mostrou-se unido. A maioria absoluta dos eleitos - prefeitos, vice-prefeitos e vereadores -, prefeitos em final de mandato, deputados estaduais, federais e os dois senadores da legenda foram ao encontro. Além deles, todos os aliados de primeira hora do senador Marconi Perillo estavam lá. Lideranças do DEM, do PR, do PPS, do PTB, PT do B, PDT, PSDC, entre outras siglas. Ao todo, mais de duas mil pessoas estavam no evento. A única presença nacional foi do senador Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas. Todos os nomes presentes, porém, eram previsíveis, por serem aliados de primeira hora de Marconi. Do DEM estavam lá representantes da ala do partido próxima ao senador, como o deputado Nilo Resende e o secretário estadual de Saúde, Hélio de Sousa. O PR foi representado pelo vice-governador Ademir Menezes, outro marconista declarado. Da mesma forma o PTB do deputado Marlúcio Pereira, o PPS de Gilvane Felipe e o PDT de Misael Oliveira. Com tantos tucanos e marconistas fiéis, a cara do encontro não poderia ser outra. A confraternização transformou-se em uma grande demonstração de incentivo a uma candidatura de Marconi Perillo ao governo de Goiás, em 2010. Entre muitos elogios a Marconi, chama a atenção da declaração do deputado Nilo Resende. Olhando para o tucano, o democrata disparou: "Você não será imposto, você será glorificado o próximo governador de Goiás". "O nosso projeto político é o senador Marconi Perillo", declarou em outro momento o prefeito de Jussara, Joaquim de Castro (PSDB). "Marconi, essa festa está mais bonita que a de Barack Obama nos Estados Unidos e assim será a festa da sua vitória em 2010", derrama-se Célio Silveira (PSDB), prefeito reeleito de Luziânia. E assim foram se sucedendo os oradores com elogios e mais elogios aos governos do Tempo Novo e a crença na volta de Marconi ao governo de Goiás em 2010. Ao fundo, o tema musical do evento não podia ser outro: o jingle tema da campanha de Marconi em 98, que subia para apresentar cada novo orador. União Ao mesmo tempo em que o PSDB volta-se a Marconi como depositário único de todas as expectativas de poder dos tucanos, em vários momentos da festa dos adeptos do Tempo Novo a cobrança pela unidade se fez presente. A senadora Lúcia Vânia cobrou apoio ao governador Alcides Rodrigues e sugeriu que o momento é dos partidos juntarem os esforços e apostarem nas administrações. "Nós temos a responsabilidade de sermos parceiros do governador Alcides na sua luta para prosseguir no desenvolvimento do Estado. Nós precisamos estar mais unidos do que nunca", afirmou. Em seu discurso, o ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz (PSDB) também cobrou unidade à base aliada para 2010. Nion, inclusive, fez menção a sua vitória na eleição para a Prefeitura de Goiânia, em 1996, e de Marconi ao governo, em 98, como exemplos de vitórias conseguidas pelo mérito da união dos partidos. A deputada federal Raquel Teixeira (PSDB) também mencionou a importância da manutenção da base aliada unida. Lealdade Além da festa para Marconi e do discurso de unidade na base, um recado acabou ecoando no evento. A cobrança de lealdade ao governador Alcides Rodrigues, ausente no evento. O senador Arthur Virgilio, principal convidado do evento, disse no seu pronunciamento que lamentava não ter podido se encontrar com Alcides, mas que tinha nele as melhores referências, a principal dela de ser um homem leal aos seus companheiros. O senador Marconi preferiu outro ao alvo para falar em lealdade, por sinal, um nome próximo de Alcides. Foi ao cumprimentar o vice-governador Ademir Menezes, por quem ele frisou que agradecia a presença, a lealdade, ao companheirismo em todos os momentos. MARCONI E LÚCIA VÂNIA TROCAM AFAGOS No ano passado, quando o PSDB regional publicou uma carta com críticas contundentes à senadora Lúcia Vânia, poucos acreditavam que ainda haveria espaço para conciliação entre o a senadora o PSDB. A tucana, em vários momentos, desferiu críticas contundentes ao senador Marconi Perillo, sobretudo, por posicionar-se contra a sua supremacia absoluta sobre o partido. No entanto, hoje o tempo é de paz no ninho tucano. No encontro do PSDB, Marconi e Lúcia Vânia trocaram elogios eloqüentes. "Cumprimento aquele que tem sido o nosso guia. Que é jovem, inquieto, ousado e competente. É ele que motiva a todos estarem aqui. É ele que motiva o Estado de Goiás a avançar, carregado de fé, carregado de esperança e de certeza em um futuro melhor", observou a senadora. Lúcia Vânia havia cumprimentado todos os presentes e deixou Marconi para o final, quando o descreveu dessa forma. Os elogios da senadora ao colega de partido de bancada no Senado não ficaram apenas na valorização das qualidades pessoais. Lúcia Vânia fez uma contundente defesa dos oito anos do governo de Marconi Perillo. "Tivemos nessa eleição a resposta de oito anos de governo bem administrados, que correspondeu aos anseios da população goiana. Somos um Estado que cresce acima da média nacional, que gera emprego e renda mais do que qualquer outro Estado (...). Temos uma Universidade Estadual que é o maior patrimônio de Goiás". O senador Marconi Perillo não fez por menos. Elogiou o trabalho desempenhado pela colega tucana. Marconi disse que muito do sucesso dos governos do Tempo Novo deve-se ao esforço de Lúcia Vânia no Congresso Nacional, trabalhando em favor dos interesses de Goiás. Por fim, arrematou: "Obrigado, Lúcia Vânia! Sou eternamente grato a você", agradeceu. MARCONI DIZ QUE NÃO TEM MEDO DAS ADVERSIDADES A platéia inundada por tucanos de todos os cantos do Estado foi ao delírio com a metade final do discurso do senador Marconi Perillo. Nesse momento, o tucano elevou o tom, desafiou seus adversários e comportou-se como se estivesse em um palanque, em plena campanha para retornar ao governo de Goiás. Naquele momento, Marconi parecia saciar a cede de poder dos tucanos. "Ao tomar um banho, hoje pela manhã, eu me dirigi ao guarda-roupa e tomei uma decisão mais ou menos óbvia: vestir uma camisa azul", a platéia quase veio abaixo. A camisa azul é um dos símbolos da campanha vitoriosa de Marconi ao governo, em 1998. A decisão de vestir tal camisa, segundo o tucano, é a de arregaçar as mangas e dizer que não tem medo das adversidades. "Vesti de propósito. Nós não temos medo de cara feia", afirmou. "A covardia, o medo, nunca foram meus companheiros", acrescentou o tucano. Marconi disse também que o candidato da base aliada será quem conseguir aglutinar mais e também quem estiver melhor nas pesquisas. A defesa das pesquisas, para escolha do candidato ao governo, segundo ele, é por que o povo também precisa participar da escolha. "Nós vamos à luta, sem temor, comparando os nossos governos com os governos dos nossos adversários", explicou. O tucano, porém, evitou citar qualquer adversário de forma mais direta. O discurso tinha muito mais o objetivo de fortalecer os aliados, de dar ânimo a 'tropa'. "Temos energia, disposição e projeto" e concluiu dizendo que "o Tempo Novo está vivíssimo". O exemplo Depois de ser comparado pelo senador Arthur Virgílio ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, Marconi voltou aos Estados Unidos em seu discurso. Mencionou a força, a determinação e a grandeza do candidato republicano John McCain e trouxe a comparação da vitória da democracia norte-americana como exemplo ao PSDB de Goiás. "Quando todos pensavam que nós tínhamos saído enfraquecidos, com aquela mesma cantilena, nós damos essa demonstração de nossa força e de nossa união, que nos levará a vitória", arrematou.
10/11/08 - Segunda-feira Marconi é só ansiedade 3 Está também na edição da Tribuna desta semana: MARCONI QUER UNIÃO, MAS QUEM QUER UNIR-SE A ELE? Em 1998, a oposição uniu-se pela primeira vez em Goiás. Em caso raro, a unidade veio antes da definição do candidato. Aliás, mais difícil foi a escolha do candidato. Até que se chegou ao nome do então deputado federal Marconi Perillo, que, para aceitar, impôs uma séria de condições. Outro fato inusitado: o candidato a vice, Alcides Rodrigues (do PPB, que virou PP), foi definido antes do cabeça de chapa. Batido o martelo na chapa, Marconi e Alcides saíram a campo para pedir votos. Venceram. A oposição virou então base aliada, que se mantém no governo desde então. Em 2010, a situação será outra: Marconi é o nome que se pretende natural, porque o mais forte (se se olhar o agrupamento original de 98), mas a base não está mais unida. Quem está unido é o adversário, o PMDB, que dez anos atrás tinha uma unidade aparente, e uma arrogância gritante, a mesma, aliás, identificada nos últimos anos nos marconistas, tão ávidos pela volta ao poder que nem notaram que os velhos companheiros foram se sentindo, anos após anos, espezinhados e reduzidos a pouca insignificância (lembram-se de quando o PSDB alardeava que queria mandar os cerca de 90% de cargos no governo? Pois é: 90%. E os outros?). O resultado da eleição deste ano produziu o resultado que o PP buscava: aumento de seu poder nos municípios, com diminuição do poder do PSDB. Sempre esteve claro que o PP não se importava com o crescimento do PMDB, desde que os tucanos não crescessem as asas. Agora, se o PSDB quiser o apoio do PP, terá de conversar baixando o bico. E não só com o PP: também com o PR de Sandro Mabel e do atual vice-governador, Ademir Menezes, com o PTB que não lhe diz amém, com o PSB etc. etc. Isso é equilíbrio de poder interno, fortalecido pela convicção de que Marconi só será competitivo, mais que isso, só será candidato com o governo do seu lado. A questão é: para se chegar a este ponto, as relações internas foram esticadas ao máximo. O que leva à pergunta: o equilíbrio abre ou fecha negociações? O que leva a outra pergunta ainda: quer o PP, e o PR, e talvez mais partidos, querem eles, agora fortalecidos, Marconi como candidato? Os fatos, por ora, respondem que não. Marconi inspira medo - medo de retaliações, caso volte ao poder, contra aqueles que hoje levantam o queixo para ele; medo de vingança com o poder da caneta na mão; medo de que, uma vez eleito, lance mão de todos os meios para se perpetuar, impedindo que outros possam também disputar o governo, sonhar em chegar lá, inclusive à Prefeitura de Goiânia. Em outras palavras: Marconi quer unir, mas quem quer unir-se a ele? Interlocutores dele garantem que ele entendeu a mensagem das urnas, e já está em campo trabalhando para reverter a situação. Mas há tempo? Não é tarde demais? Para os atentos, o que há nas entrelinhas da base que já foi aliada é isto: entre uma possível volta ao governo de Marconi Perillo ou de Iris Rezende (PMDB), melhor que volte Iris. Ainda que melhor porque menos pior. Discurso só não faz política. Mais dia, menos dia, cada um colhe o que planta. Líder não depende do poder dos Palácios; líder é o poder. Ou é, ou não é.
10/11/08 - Segunda-feira Marconi é só ansiedade 2 Lorimá Dionísio, o mestre Mazinho, no Diário da Manhã de hoje: Quando o PSDB anuncia que está aberto o processo sucessório em Goiás, sem esperar pelo início de 2010, o partido assume uma postura estranha com relação ao governo que ajudou a eleger, uma vez que tudo tem o seu tempo certo. Marconi Perillo tem dois anos para fazer sua política, trabalhar as lideranças e mostrar a todas as lideranças que já é possuidor de elevado espírito de estadista. Já Alcides Rodrigues ainda tem dois anos para administrar Goiás. E nesse tempo, deverá inaugurar centenas de obras e melhorias nos serviços prestados ao povo, além de entregar grandes realizações feitas em parceria com o governo federal, pelo qual ele é respeitado devido a sua postura política ética e séria. Como se vê, ainda não é tempo de panfletagem sucessória. Para nenhum governo, é interessante endossar lançamento de candidatos a sua própria sucessão, faltando dois anos para o término da gestão. Um ato dessa natureza pode ser interpretado como ação para minar o poder já estabelecido. Marconi, sem dúvida, é o grande nome da base aliada para 2010. E até lá, Alcides governa Goiás e será ele - como próprio Marconi diz - o grande condutor do processo sucessório. Precipitar os acontecimentos não faz bem a ninguém. Marconi deve saber disso, assim como alguns de seus mais lúcidos seguidores. Com relação ao governador Alcides Rodrigues, que até hoje não deu prova de deslealdade a quem quer que seja, um tumulto a mais ou a menos não vai impedi-lo de marcar época na administração goiana com uma gestão reconhecidamente realizadora. A base aliada sabe disso. (Para ler toda a análise, clique AQUI - acesso livre). Da análise de Cileide Alves hoje em O Popular, intitulada MARCONI DÁ A LARGADA NA LUTA POR 2010: Como nenhuma liderança expressiva dos partidos que compuseram, no passado, o chamado tempo novo vai aderir espontaneamente a uma candidatura a governador, mesmo que esta seja a de Marconi, a maioria não compareceu. As ausências do governador Alcides Rodrigues (PP), de Sandro Mabel (PR) ou de líderes pepistas como Sérgio Caiado, não podem ser debitadas a um suposto desencontro de agenda, mas ao fato de não terem, pelo menos por enquanto, compromisso com o projeto tucano. Essa adesão será negociada no tempo certo e não apenas com o PSDB, mas com outros candidatos. Na mesma semana em que o governador evitou se comprometer com o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de organizar um novo eixo eleitoral em Goiás, fato comemorado pelos tucanos na semana passada, Alcides também evitou se comprometer com Marconi. (Acesso ao Popular, só para assinantes.)
10/11/08 - Segunda-feira Pequena antologia sobre a base aliada e seus desencontros Vai abaixo uma pequena antologia de textos sobre os desencontros na base aliada governista, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o comportamento do PSDB e do senador Marconi Perillo (PSDB) publicados neste blog. Há questões que estão ganhando destaque agora que são velhas conhecidas dos leitores aqui. Fica o registro:
17/11/08 - Segunda-feira Otoni com o pé no chão O deputado federal Rubens Otoni não será candidato à reeleição. Foi o que ele disse em visita à Tribuna do Planalto há cerca de duas semanas. Nessa, o deputado estadual Humberto Aidar pode ser o seu 'herdeiro' eleitoral - se é que isso é possível. Claro, desde que repense o discurso agressivo contra uma possível aliança PT-PMDB, defendida por Otoni. O que chama a atenção em Otoni não é o estado de euforia dele, que é visível. Aliás, natural, porque tem tudo a comemorar: irmão eleito prefeito em Anápolis, fortalecimento polítoc próprio no PT e fora dele... Chama mais a atenção como ele mostra alegria, mas sem perder o prumo. Sabe que o jogo é duro, que há muito a ser feito e que mesmo sua tese-defesa de novo Eixo, e que nada cai do céu. Bom, pelo menos é o que tenho visto. E que pode ser ilustrado por estas frases, que anotei durante a entrevista dele ao jornal e que hoje, conferindo a caderneta, reli: "Não tenho certeza se o PP virá (para a aliança do novo Eixo, com PT e PMDB). Vou trabalhar para que venha." "Nome forte não é necessariamente aquele que expresse sozinho uma grande força, e sim que represente um grande leque de alianças." E ainda: "Vivemos hoje em Goiás um cenário de paraíso para o PT." Bem, insisto: pra mim, são frases de quem estã com o pé no chão.
10/11/08 - Segunda-feira Marconi é só ansiedade 4 Sobre Marconi Perillo (PSDB) cobrar "lealdade" de Alcides Rodrigues (PP), fico pensando em Nelci Spadoni, Hermes Traldi, João Caixeta, Ronaldo Caiado... nos idos de 1998, 1999 etc.
18/11/08 - Terça-feira E Alcides vai jogando... Hoje de manhã, no Cá Entre Nós, da Rádio 730, Marcos Cipriano levantou a questão: o governador Alcides Rodrigues (PP) será ou não candidato ao Senado, em 2010? Alcides não dá sinal de nada, então a dúvida aumenta. Bem, o fato é que a dúvida é boa para Alcides. É o tipo de coisa que ele não precisa decidir agora. Muito menos anunciar. Depende de muita coisa, como a situação de seu governo, ou o jogo de aliança em curso na ocasião. (Ou: 'Nem sim, nem não' - como escreveu outro dia o Afonso Lopes, em seu blog). Aliás, a Alcides não interessa nem mesmo falar sobre 2010 neste momento. Ao PSDB, sim, interessa - embora, me permitam, seja uma jogada arriscada antecipar o lançamento de candidatura. (Aliás, para constar: a candidatura de Marconi foi lançada faz tempo, e não outro dia, no encontro do PSDB. Lembram dos encontros regionais? Pois é. E mais: no início do atual mandato de Alcides, o lançamento da candidatura de Marconi foi usado como fator de pressão sobre o governador, na tentativa de garantir cargos e de manter o discurso marconista de que as contas do Estado foram entregues no azul.) Alcides vai empurrar a definição de que lado ficará, se do lado de PT e PMDB, se do lado do PSDB, o quanto puder. O curioso é o PSDB não perceber isso, ou, se percebe, mais curioso ainda é entrar no jogo alcidista tão facilmente. Quer dizer: Alcides está dando as cartas nas barbas do PSDB, que, em vez de jogar truco, está jogando canastra.
18/11/08 - Terça-feira Lá vem poesia... Anti-filósofo Não levo mais em mim *** Tenho todas as respostas que procuro Tenho todas as respostas que procuro.
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25/02/10
Cegueira ou malandragem? 16/01/10 Mudanças 14/01/10 Entrelinhas da Politica: Alcides e a saida dos auxiliares 13/01/10 Meirelles com cargo internacional mas ainda na disputa 13/01/10 Entrelinhas da Politica: É preciso iniciar a montagem de equipe de campanha. 12/01/10 A visita do Secretário da Fazenda aos Deputados estaduais 11/01/10 Governador afirma que 2010 será de investimento 11/01/10 Governador fala de investimento e fortalecimento da Nova Frente em entrevista a Tribuna do Planalto 07/01/10 As infuências externas na disputa em Goiás 07/01/10 Disputa para cargo de senador dificil. ate mesmo para Lucia Vania 07/01/10 A expectativa de investimento 06/01/10 Definir estratégias esse é o primeiro passo para 2010 06/01/10 Roller surge como uma das alternativas da NOVA FRENTE 11/12/09 Mais poesia e menos política, minha gente 08/12/09 Ponto. Parágrafo.
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