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Arquivo Mensal - Março/2008

10/03/08 - Segunda-feira

Marconi em guerra com Marconi

Este texto abaixo, com este título mesmo, Marconi em guerra com Marconi,  saiu na Tribuna do Planalto e no site Massa e Poder (o sonho não acabou!). A data: 24/06/2007 - 21:13. Não sei por quê, me deu vontade de republicá-lo. Um pedaço dele:

Este é mais um fato a mostrar que o tempo passa e Marconi cria inimigos mesmo onde há amigos. Agindo por precipitação, ou por auto-afirmação, ele parece querer acreditar que estão todos contra ele. É o que o faz ver falta de companheirismo onde, o que há, é companheiros à deriva, esperando por uma liderança solidária, jamais cega, inconteste - até que a recíproca, na própria base, em relação a ele, seja verdadeira. Pior fica sua situação porque, acostumados a bajulá-lo e a concordar sempre, por compulsão, seus aliados mais próximos pouca ou nenhuma coragem têm de contestá-lo, alertá-lo, com receio de que, ao fazê-lo, sejam vistos como novos inimigos a alimentar ódio por ele. A explicação do ódio é a mais óbvia. Serve para esconder e negar o que é dito, mesmo as verdades incontestáveis.

O mal de Marconi são os marconistas, que o deixam medir-se pelo 'espelho, espelho meu', e não pelo retrato na parede, que muda com os anos, assim como a parede. Um erro, negar-se a ouvir. Líder em potencial, em formação - a se comprovar fora do poder, porque, com o poder na mão, às vezes prevalece a falsa ilusão -, ele não pode querer ser perene, inabalável. Nem Deus é unanimidade. Os marconistas precisam, antes de tudo, se desmarconizar - o que não quer dizer negar, e sim desvendar, acreditar no que há - para que então possam vê-lo como ele é: homem, falível, imperfeito. Foi o culto a Iris que o derrotou em 1998. O culto a Marconi é a senha para derrotá-lo. Não há como ajudar quem julga não precisar.

Para leitura completa, aqui vai o link para o Massa e Poder (AQUI) e o deste blog (AQUI). 

Postado por Vassil Oliveira às 09:58 de 10/03/08.
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01/03/08 - Sábado

Discutir, debater, conversar

Resproduzo, a seguir, dois comentários colocados no post anterior, e as minhas ponderações:

1)

Mariana Sousa Santos disse:
RANCOR, ÓDIO OU OBSESSÃO? São absolutamente naturais que haja linhas editoriais antagônicas, pensamentos diferenciados, criticas, pois são elas que engrandecem e fortalece a democracia; mas, quando vemos um jornalista inteligente, astucioso e equilibrado enveredar-se para o caminho do ódio e da vexação implacável, ou duas ou uma: Ou carrega um sentimento pessoal negativo no coração, ou alguém o incentiva (muitas vezes financeiramente) para que tente macular a honra e dignidade de outros. Sempre acompanhei com carinho e admiração às análises políticas do jornalista Vassil de Oliveira, mas elas, têm tomado um rumo que é indubitavelmente, o despejar de um ódio descomunal ao Senador Marconi Perillo. Afirmo, com toda convicção, que ele representa hoje, aquele Kajuru que com todas as suas sandices tentou elamear a vida do então ex-governador e deu no que deu. Hoje, pousa de vítima, de perseguido, de injustiçado, mas não se recorda de seu verbo injurioso e difamatório. Acredito que sua grandeza é bem maior que o pedem para que escrevam Vassil. Ninguém muda tão repentinamente. A sua linha editorial em análise ao nosso Senador tem se tornado uma verdadeira obsessão e os comentários do seu blog então, que sempre foram um espaço interessante de se ler, tornaram-se chulo, torpe e vil. A permissão do responsável (no caso você) na publicação de pseudônimos com o nome do próprio Senador, foi além de uma simples sátira ou gozação, demonstrou uma pequenez que não acredito que faça parte de sua personalidade. Não estou aqui para defender o Senador Marconi Perillo, pessoa que prezo, admiro e respeito e nem para me autodenominar marconista. Valho-me deste espaço para sugerir uma postura mais ética, decente, séria e de uma linha editorial mais inteligente e, no mínimo, justa. Você é bem maior que este seu rancor, ódio ou obsessão caro jornalista. Um abraço de sua leitora, Mariana Sousa Santos
01/03/08 | 03:23

2)

Mariana Sousa Santos disse:
Mariana Sousa Santos mari.sousa.santos@gmail.com Outra coisa quem me intriga neste espaço é que todos usam pseudônimos e os posts ocorrem quase sempre no mesmo horário. Coincidência ou todos os comentários partem de uma mesma mente?
01/03/08 | 03:31

O que escrevi em resposta:

Olá, Mariana, seja bem-vinda a este espaço de comentários do blog. Não, não me sinto vítima, perseguido e muito menos injustiçado pelo senador. E o que recebo é salário, como qualquer trabalhador, e não há segredo nisso. E veja que faço minhas análises em cima de fatos. Concordar ou discordar delas, as análises, é natural, porque quando escrevo estou exatamene apresentando a minha leitura deles, os fatos. E quando tudo é feito com bom senso, como você acaba de fazer, e que acredito que eu faça, é muito bom. Isso é debate, discussão, conversa. Falo mais do senador por uma razão simples: na política de Goiás, ele ocupa uma posição privilegiada, para o bem ou para o mal. Creio que posso ser duro, direto, mas jamais fui ou sou desrespeitoso com o senador. Porque o respeito como respeito qualquer pessoa. Entendo que, se você olhar tudo que eu já escrevi, verá que faço exatamente o que marconistas passivos não fazem: com minhas críticas e ponderações, acabo chamando a atenção do senador para aspectos que no mínimo deveriam fazê-lo refletir. Quem tem se encarregado de me carimbar como "anti" (porque sei que fazem isso), são os próprios marconistas, incomodados, quem sabe, como fato de eu não falar coisas apenas para agradar o senador. E sei que o próprio senador não gosta de ouvir opiniões que o contradigam ou que o contestem, daí, imagino, a reação histérica dele ou dos seus, com o que falo ou escrevo. Proponho o seguinte: continuarei falando ou escrevendo o que entendo ser o correto, e você terá neste blog sempre espaço para fazer isso, o contraditório. Você e qualquer outra pessoa ligada a ele ou não. Insisto: se você reparar, os agressivos são os marconistas (e não estou incluindo você, porque sei que pontuou que não é) na reação ao que falo ou escrevo, mas eles também podem falar ou escrever, desde que mantenham o nível no campo das palavras, como tento fazer. Os excessos, corrigimos, como humanos que somos. Quanto aos posts, dê uma olhada para ver que alguns foram filtrados, e agora todos passas por um filtro. Vai me ajudar nesta tarefa o colega Marcley Matos, jornalista que respeito muito e que, pra mim, é de uma competência espetacular. Veja ainda que os reparos feitos a mim, permanecem todos. No caso de posts supostamente assinados por personagens da política, só não retirei os de um post, mas que entendi estar claro ali que não se trata deles falando, e sim de uma, digamos, brincadeira. Não vi ofensa. Mas fica em aberto para você ou quem quer que seja, contestar. Vamos conversar. Isso é bom. É saudável. Por fim: estou elaborando um manual com regras para os posts. Quando estiver pronto, todos saberão. No mais, insisto: este blog é pra gente conversar, discutir, debater. Esteja, portanto, convidada. Você e quem se interessar. Um abraço!

Postado por Vassil Oliveira às 16:11 de 01/03/08.
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01/03/08 - Sábado

Raquel acelera demais ou vai no compasso certo?

Os passos de Raquel Teixeira para se firmar como candidato a prefeita de Goiânia pela base aliada não são fáceis, como não o são os de Barbosa Neto (PSB) e Sandes Júnior (PP) por razões diversas. A questão para Raquel é: ela está no caminho certo ou está acelerada demais?

Só para constar: quem acelera demais corre o risco de atropelar o andamento natural dos fatos.

Hoje duas notas e uma parte da entrevista do presidente do PSDB em Goiás, deputado federal Leonardo Vilela, à Tribuna do Planalto dão a medida de como andam as coisas para o lado dos tucanos. E ajudam a refletir sobre a questão apresentada pelo título acima:

Coluna Fio Direto (Ivan Mendonça), do Diário da Manhã:

Vez do PSDB

Trabalhando full time para a prefeitável Raquel Teixeira, o deputado João Campos reconhece que o PSDB é a bola da vez, mas ressalta: "Isso não pode ser imposto com mão de ferro."

Coluna Giro (Jarbas Rodrigues), de O Popular (só assinantes):

Raquel Teixeira: 'Minha candidatura é irreversível'

A deputada-prefeitável Raquel Teixeira (PSDB) trabalha com dois cenários para a disputa eleitoral em Goiânia. Um, que seria o ideal na sua opinião, é ser candidata em torno de uma unidade da base aliada. "Seria a chapa para ganhar", suspira. Outro é disputar a eleição contra o prefeito Iris Rezende (PMDB) e mais duas chapas da base. "Com a base dividida, minha campanha será educativa, pedagógica para discutir o futuro da nossa cidade. Independentemente de qual for o cenário, minha candidatura não tem a menor chance de recuo, agora é irreversível", afirma a tucana. Raquel se mostra mais confiante com a última pesquisa do Serpes, que indica um crescimento de sua pré-candidatura no pelotão do meio - formado também por Sandes Júnior (PP) e Barbosa Neto (PSB). O pepista não conseguiu aumentar muito sua posição e o socialista sofreu ligeiro recuo nas intenções de votos. A tucana também está animada com o fato do seu partido demonstrar maior engajamento à sua candidatura. "Se juntarmos o governador Alcides Rodrigues e o senador Marconi Perillo numa única candidatura, será um pesadelo para o PMDB", diz Raquel. O desafio da tucana é se fazer mais conhecida em Goiânia. Por conta disso, se dedica a encontros com lideranças comunitárias nos últimos dias. "Não posso esperar uma definição da base", completa a deputada.

Leonardo Vilela em entrevista ao jornal Tribuna do Planalto desta semana:

(Tribuna - ) Como o PSDB está se preparando para a disputa pela Prefeitura de Goiânia?

(Leonardo Vilela - ) O PSDB chegou a um consenso interno e indicou a deputada federal Raquel Teixeira, que tem feito um trabalho muito bom. Ela já foi nas onze zonais, está conversando com todas as lideranças, com a sociedade civil, com as universidades, os estudantes, as donas de casa, as entidades classistas e sindicais, para colher sugestões ao seu programa de governo. Está conversando com marqueteiros, publicitários, fazendo pesquisas de opinião, para avaliar pontos fortes e fracos de sua candidatura. Enfim, ela está seguindo a receita certa. É uma candidata que qualifica o debate e é a contribuição que nós do PSDB damos à base aliada, para ser avaliada pelos demais partidos.

(Tribuna - ) Então a candidatura da deputada Raquel é reversível?

(Leonardo Vilela - ) Não dá para sentar na mesa de negociação impondo a nossa candidatura. É óbvio que ela é negociada. Mas não tenho dúvida de que é uma candidatura de excelente nível e excelente capacidade. Ela já demonstrou isso e está em empate técnico com os outros dois candidatos da base aliada, Babosa Neto e Sandes Júnior.

(Tribuna - ) Até pelo trabalho que ela está desenvolvendo, não ficará difícil tirá-la da disputa para apoiar outra candidatura na base?

(Leonardo Vilela - ) Não vejo dessa forma. A deputada Raquel Teixeira é transigente, sempre foi. Mas ela não pode ficar esperando a definição dos outros partidos. O presidente da Agetur, Barbosa Neto, também tem se movimentado. É preciso criar alternativas ao prefeito Iris Rezende, que está numa situação muito cômoda.

(Para ler toda a entrevista, clique AQUI.)

Postado por Vassil Oliveira às 20:36 de 01/03/08.
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01/03/08 - Sábado

Quem vai pautar a campanha deste ano?

 Artigo do Eduardo Horácio esta semana na Tribuna do Planalto:

Com a primeira pesquisa eleitoral do Serpes divulgada em 2008, a velha pergunta retorna: é possível impedir a reeleição Iris Rezende em Goiânia? O peemedebista é líder em todas as faixas etárias, em todos os graus de escolaridade, em todas as regiões. Faltando sete meses para o primeiro turno, sua derrota parece muito difícil. Menos por seus méritos e mais pela falta de iniciativa da oposição ao PMDB na Capital. O que a oposição, entre muitas variáveis, tem esquecido é de tentar pautar a eleição. Para isso, nada melhor do que se atentar para alguns dados da pesquisa. O primeiro deles: o fato da saúde ser, de longe, o fator que mais preocupa o goianiense. A saúde é o principal problema para 66,4% das mulheres e para 51,8% dos homens. Em 1996, Nion Albernaz (PSDB) pautou a campanha elegendo a saúde como prioridade. De todos os temas que apareciam em seu programa eleitoral, a saúde foi o que ocupou mais espaço. O tucano ganhou a eleição, entre outros motivos, porque soube conduzir sua campanha.

Em 2000, Darci Accorsi (então no PTB) estava com a eleição ganha. Largou bem nas pesquisas e conseguiu articular uma boa união de partidos em torno de si mesmo. Mas perdeu a eleição quando foi pautá-la. Não elegeu um ou dois temas principais e ficou divagando entre vários assuntos frágeis, como o da polêmica proposta de anular multas de trânsito e desligar fotossensores. Não pegou nada bem. Darci abriu espaço para a tucana Lúcia Vânia atacá-lo e para Pedro Wilson (PT), correndo por fora, vencer a eleição.  Quem conduziu bem sua campanha em 2004 foi ele, Iris. Elegeu asfalto e transporte público como prioridades logo no primeiro debate, em julho. Foi o tom da campanha. Os outros candidatos ficaram reféns de Iris. Primeiro, ridicularizaram as propostas peemedebistas. Depois, capitularam. Assinaram suas derrotas quando não tentaram impor agendas próprias e, em vez disso, correram atrás do PMDB.

Além de atentar para a pauta da campanha, a oposição deve perceber também os pontos onde Iris tem menos força, embora também seja líder.

Para ler mais, AQUI (jornal) ou AQUI (blog do Eduardo).

Postado por Vassil Oliveira às 17:51 de 01/03/08.
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01/03/08 - Sábado

Iris: entre Marconi e Alcides

A análise abaixo é do amigo Divino Olávio, e está na edição de hoje do HOJE:

Os elogios do senador Marconi Perillo (PSDB) ao prefeito Iris Rezende (PMDB), durante o ato de homenagem aos ex-deputados estaduais que se elegeram governador do Estado na terça-feira, incluindo Alcides Rodrigues, vão além de um simples gesto de cortesia ou de representação. Marconi e Iris passaram a conversar de uns tempos para cá com uma freqüência bem mais intensa que em outros tempos. E não se tratam de conversas sobre pescarias e, sim, das eleições de 2010, em um cenário em que Iris poderia, quem sabe até fazer parte de uma mesma chapa majoritária que Marconi - quem sabe como candidato a senador.

Se essas conversas vão dar namoro, é muito cedo, mas mostram pelo menos que não há dificuldades para conversar. Mostram que a acidez e a tensão do debate travado entre eles em alguns momentos do passado já dão lugar a diálogos mais amenos, em clima amistoso, de cordialidade.

Porém, o diálogo mais fluente entre Iris e o Tempo Novo ocorre é com o governador Alcides Rodrigues. Enquanto alguns tucanos ensaiaram um discurso crítico em relação ao ritmo do atual governo, Alcides, por sua vez, respondeu com maior abertura de aproximação com Iris. Aliás, um ensaio tão real que já começa a despertar a atenção de alguns peemedebistas preocupados com a possibilidade do posto de vice na chapa de Iris cair nas mãos do deputado Sandes Júnior. E essa preocupação passou a ser reforçada neste começo de ano, com os constantes cafezinhos que o "amigo da gente" passou a saborear na companhia do peemedebista, no quinto andar do Paço Municipal.

A consolidação de aliança entre PP e PMDB também ainda é incerta. A princípio, ela não se efetivará, a menos que haja rompimento formal entre PP e PSDB, fato pouco provável de ocorrer por agora. Mas no futuro - bem, o futuro a Deus pertence. É bem verdade que PP e PSDB vivem uma crise conjugal, mas daí a falar em separação vai uma distância muito grande. Um rompimento entre PP-PSDB interessa a um grupo menor que o composto pelos que defendem a continuidade do casamento. Assim, toda vez que ameaça estourar uma crise, há pessoas dos dois lados aspergindo água benta entre os contendores.

Não custa lembrar a disposição do senador Marconi em dialogar com os adversários e o bom relacionamento entre Alcides e Iris, que não vem de hoje. Durante seu mandato na Assembléia Legislativa (1991-94), Alcides foi um dos deputados da oposição que apoiaram o governo Iris, no Legislativo. Os outros oposicionistas que apoiaram o peemedebista na época são: Nerivaldo Costa, Isaac Portilho, Sandoval Moreira, Vanda Melo, Orcino Gonçalves, Vagner Vilela e Álvaro Guimarães.

(link direto para o artigo, AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 08:40 de 01/03/08.
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02/03/08 - Domingo

ForadoAir

Ora, viva! Agora faço parte desta imensa comunidade dos atingidos pela crise aérea brasileira. Sim, muito obrigado, muito obrigado pelos cumprimentos, quero agradecer a todos, em especial minha mãe e meu pai, que me deram a vida, porque, sem ela, eu não teria chegado aqui, não poderia jamais presenciar o caos, e senti-lo na pele, o que é o mais importante.

Fui de Goiânia a Palmas e, em menos de 48 horas (claro, poderia ter sido pior), passei mais tempo temendo o aeroporto e esperando, esperando, esperando, esperando, depois fazendo troca não prevista de aeronave, novamente esperando, esperando, caindo em uma conexão sem fim, para mais espera, espera, tanta espera, que, se você se cansou lendo essa repetição interminável de palavras, imagine eu, que passei por tudo e, em vez de chegar com o sol em casa, como previsto, fui guiado enfim pela lua alta que, ao que vi, acabou enfarada de tanto que a olhei em súplica inútil, pedindo pelamordeDeusmeleveembora, da mesma forma que você deve estar dizendo pelamordeDeus termine logo esta frase, no que tem razão, portanto, para terminar, e retomando o fio da meada, quero dizer que passei mais tempo temendo e esperando do que voando e trabalhando, como sói acontecer em civilizações mais avançadas.

E lembrar que foi um brasileiro, Santos Dumont, que inventou o avião... Foi de doer.

Eu não estava sozinho, claro. Sebastião Barbosa, o diretor-presidente da Tribuna do Planalto, estava junto. Ele e mais um caminhão, digo, um avião de gente. Mas Tião não conta. Ele tem tanta paciência, mas tanta, que seria capaz de emprestar um pouco a Jó o que Jó mais teve, e a fundo perdido, sem qualquer prejuízo ao seu juízo. Foi por causa do Tião que meus olhos horrorizados também se divertiram. Do Tião e do Ruimar, o cabeleireiro das estrelas.

Ruimar tinha ido à capital tocantinense convidado por Geninho, técnico do Atlético Mineiro, para ver o jogo do Atlético X Palmas, na noite anterior. Jogo que terminou simplesmente em 7 a 0 para o visitante. Eu vi. Eu também estava lá. Ruimar é do time do Tião: a paciência em pessoa (parênteses: ainda bem, né, porque já imaginou um cabeleireiro neurótico!?). Pois veja: os dois lá, "de boa", como diriam meus antenados filhos, e eu... Bem, eu sobrevivendo. Por fim, rindo para não chorar.

Quase uma hora para sair, conexão em Brasília, viagem ao destino depois de troca inesperada de aeronave. Dia seguinte: meia hora de fila para check in, mais de uma hora de atraso para decolar, em Brasília outra troca inesperada de aeronave, com longa espera sem qualquer tipo de notícia de nada no aeroporto, até uma alma bondosa ponderar que o problema era - bem, devia ser - a chuva forte que caía em Goiânia.

Para sua informação, não havia moça no guichê de informações da empresa aérea. Foi preciso uma mulher grávida apelar ao balcão da Infraero para que a empresa fosse acionada e, enfim, desse o ar da graça. Deu. Deu e com direito a um show de malabarismo.

Acompanhe desde o início: nosso vôo original de volta era Palmas-Brasília-Goiânia. Este mesmo vôo seguiria para São Paulo. E não estava prevista troca de aeronave. Pois em Brasília tivemos de descer para pegar outro avião. Foi quando esperamos um longo tempo sem notícia de nada. Quando a grávida entrou na história e a empresa mostrou serviço, o mais inesperado: a nova aeronave que nos levaria para Goiânia era, vejam só, a antiga, aquela, a que nos trouxera de Palmas.

O que aconteceu: essa aeronave deveria ter ido Brasília-Recife direto. Nós iríamos em outra, que tomaria então o destino de São Paulo. Ocorre que, por razões que ninguém nunca explicou, fomos colocados com os passageiros para Recife, e aqueles que iam para São Paulo, coitados, ficaram a ver navios, quer dizer, tiveram de dormir na capital federal, certamente porque não havia aeronave disponível. Ou será por outro motivo? Bem, sei lá... Só sei que, se não vi a reação dos passageiros que ficaram, vi a de uma recifense absolutamente contrariada. Além de o vôo estar atrasado, ainda tinha de ir para essa Goiânia. Dizer o quê?

Desrespeito? Com certeza, e completo. Me senti agredido pela irresponsabilidade de Deus e todo mundo: da empresa, por razões óbvias; do aeroporto, por nem limpar direito o banheiro; da banca, que nem tinha mais os jornais do dia; do ministro Jobim, de Lula. Eu disse de Deus? D'Ele também, com essa história de livre arbítrio, como se eu estivesse ali, sofrendo, por vontade própria. Se bem que eu é que não quis viajar de ônibus...

E ainda tivemos de assistir ao vivo a uma acalorada discussão das aeromoças (você acredita que uma delas só atendeu ao chamado de uma senhora depois de ser chamada de comissária? Naquela altura do campeonato!!) para ver qual delas ia tirar folga no final de semana. E a cara amarrada? Nem o fato de que eram lindas ameniza o que passamos. Ou melhor: eu passei. Tião e Ruimar eram só cara de paisagem...

O importante é que tô vivo, independente de eu ser um otimista nato, quando quero. Eu e milhões de brasileiros, é verdade. Mas aproveito para mandar o meu recado para Jobim e Lula. Não sei se falo em nome de mais alguém, em todo caso no meu já está bom. Quero dizer a eles que alguém tem de dar jeito nessa m..., e que, se eles não dão conta de resolver o problema, então "pede pra sair!", "pede pra sair!"

À OceanAir, a empresa que nos proporcionou tão inspirados momentos, o quê dizer? Talvez isto baste: quem não tem competência, não se estabeleça! Pra mim, tá decidido: pelos próximos meses, anos, se preciso, até que a crise na aviação brasileira passe de vez, conexão aceitável só as que faço há anos no vôo para São Miguel do Passa Quatro, com as quais já estou perfeitamente habituado: uma no posto de gasolina logo depois da saída de Goiânia, outra lá na frente, depois de Bela Vista. E assim mesmo por uma única razão justificável: abastecer. Entendeu? A-bas-te-cer. Com ou sem aeromoça na aeronave.

(Publicado na Tribuna do Planalto em 2.3.2008. Veja AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 00:02 de 02/03/08.
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02/03/08 - Domingo

Orgulho & poder

A política de Goiás, hoje, gira em torno de quatro nomes: Henrique Meirelles (sem partido), Alcides Rodrigues (PP), Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Meirelles, Marconi e Iris inspiram perspectiva de poder em 2010. Alcides é o governador, o poder constituído, capaz de influenciar para o norte ou para o sul a sua sucessão. E o que acontece?

Meirelles é visto como o candidato mais forte para derrotar Marconi. Mas para onde ele vai? Ninguém sabe. Todos o querem do seu lado.

A vantagem de Meirelles é o silêncio. O silêncio dele é mais eloqüente que o do governador Alcides Rodrigues. Porque o de Alcides tem mostrado de que lado ele não quer ficar. O de Meirelles, não. O dele é uma incógnita completa, um vale de possibilidades. Por isso atrai.

Alcides se cala para tentar governar em paz. Como Marconi ainda se prende ao retrovisor, está mais próximo daquele que olha mais para o futuro, Meirelles, e de quem não lhe ocupa o presente nem o agride com tempo algum, Iris. Em silêncio, Alcides coloca o PP mais próximo do PMDB do que do PSDB porque a conveniência é a governabilidade, e não a herança política.

Iris não cultiva o silêncio. É loquaz. E fala com propriedade, porque tem o palanque do exercício do poder. Age como quem sabe o que quer, a reeleição em Goiânia, e por isso mostra liderança firme, com futuro promissor.

O silêncio com foco no resultado de Meirelles, o silêncio estratégico de Alcides e o discurso vigoroso de Iris os aproxima porque se sustentam em perspectiva positiva. Falando pelos cotovelos, Marconi abre a guarda, em vez de atingir os adversários. Se fragiliza, em vez de fragilizar os adversários. Briga com a bala, em vez de atirar para matar. O seu exército, por exemplo, não é de seguidores, mas de kamikazes. O que esperar deles senão o suicídio?

Da mesma forma que os marconistas dizem que Meirelles não é imbatível, Iris já perdeu e pode perder de novo e que Alcides tende mais a atrapalhar do que a ajudar com seu governo, Marconi também não é imbatível pelas mesmas razões que Meirelles não é, pode ter em Iris um espelho e corre sério risco de ter contra, um governo que pode dar certo.

Em resumo: não apenas Marconi elege os seus inimigos. Ele os une cada dia mais, contra ele. Marconi pode vencer Iris de novo? Pode. Meirelles? Pode. Alcides? Pode. Mas pode vencer Iris, Meirelles e Alcides juntos?

Vale repetir: Marconi parte do pressuposto de que estão todos contra ele. Não é isso. Ele é que está se colocando contra todos. Em vez de esperar as urnas para vencer, quer ganhar já, no grito. Em vez de ciscar para dentro, cisca para fora. Marconi é inegavelmente  um político muito acima da média. Mas não é o único. Se os marconistas são seu maior problema, porque tapam o sol com a peneira, o orgulho é seu maior inimigo, porque o faz girar em torno de si mesmo. Enquanto Marconi tem 'orgulho de ser humilde', Meirelles, Iris e Alcides não perdem tempo.

(Publicado na Tribuna do Planalto em 2.3.2008. Veja AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 13:57 de 02/03/08.
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04/03/08 - Terça-feira

Raquel acelera demais ou vai no compasso certo? - 2

Em post abaixo, com mesmo título, sem o 2, a questão foi apresentada: a pré-candidata do PSDB, Raquel Teixeira, está no caminho certo ou apressada demais?

Foram apresentadas declarações do presidente do PSDB, Leonardo Vilela, de outro tucano e deputado federal, João Campos, e da própria deputada (para ler, clique AQUI). A seguir, o que disse o Jovair Arantes, do PTB, sobre o mesmo assunto, com exclusividade ao repórter Eduardo Sartorato, na coluna Linha Direta, da Tribuna do Planalto:

Jovair pede mais humildade ao PSDB

O deputado federal Jovair Arantes (PTB) não está vendo com bons olhos o fato de que vários tucanos já estão tratando a pré-candidatura da deputada federal Raquel Teixeira (PSDB) à Prefeitura de Goiânia como irreversível. "Eu acho que o PSDB deveria ter no mínimo mais humildade. Nada na vida se constrói sozinho. Até para se construir uma casa, toda a família precisa ajudar", critica. Com o prazo que o parlamentar deu para a base aliada articular uma única candidatura pra lá de esgotado, Jovair diz que o partido "está entregue ao seu próprio destino". Desta forma, o presidente petebista revela que o caminho mais próximo é a candidatura própria. "Temos o meu nome, o do (presidente metropolitano) Tales Barreto e o do (presidente da Fenacor) Armando Vergílio", revela. O PTB vem conversando com vários partidos para a composição de aliança para outubro próximo. Jovair comemora que o partido tenha diálogo aberto com todos os grupos políticos. Sobre a comentada aproximação com o PT, o deputado Jovair Arantes avisa: "Não temos nenhuma dificuldade com o PT, mas ele tem de vir desarmado, sem querer impor a cabeça-de-chapa." Nestas condições, o deputado acha possível até a volta da Frente Alternativa com PTB, PR e PT.

(Para ler toda a coluna, clique AQUI.)

Postado por Vassil Oliveira às 03:00 de 04/03/08.
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03/03/08 - Segunda-feira

Três pontos

Quem decide

Está cada vez mais evidente que, em Goiânia, PR e PTB não ficam com o PSDB. E o PP, fica? Se depender de Sandes Júnior, não: fica com o PMDB. E o PSB, como fica? Cada vez mais isolado. O destino da aliança está, portanto, nas mãos do governador Alcides Rodrigues (PP).

Até quando?

Barbosa Neto (PSB) não confirmou apoio do governador, não preparou chapa forte de candidatos a vereador, não faz (pré)campanha, não sai do discurso. Em vez de fazer, espera a sua hora acontecer.

Milagre tucano

O melhor que pode acontecer a Raquel Teixeira (PSDB) é o senador Marconi Perillo entrar em sua campanha para prefeita da Capital. Se não...

(Publicado na Tribuna do Planalto em 2.3.2008. Veja AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 07:45 de 03/03/08.
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04/03/08 - Terça-feira

Reclamação de assinante de O Popular

 Aconteceu de O Popular estrear sua reforma gráfica e editorial justo em um domingo em que eu andava pelo interior do Estado.

Sorte minha, porque conheci o caderno Circuito Goiano. Li de ponta a ponta.

Azar o meu, porém, porque está lá na capa que o caderno não vai circular na capital.

Ei, João Unes, isso vai ficar assim?

Assim não dá! Assim não dá!!

Chamem o Procon!!!

Postado por Vassil Oliveira às 03:47 de 04/03/08.
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04/03/08 - Terça-feira

Anápolis, Aparecida, Goiânia: jogo duro

Notícia do Giro, de O Popular, hoje:

Base embola em Anápolis, Aparecida e Goiânia

É cada vez mais complicada a unidade da base aliada nos três maiores colégios eleitorais de Goiás. A declaração ao Giro do presidente do PP goiano, Sérgio Caiado, de que poderá apoiar o deputado-prefeitável Rubens Otoni (PT) em Anápolis caiu como uma bomba na base, principalmente no PSDB, que tem na cidade a candidatura do secretário Ridoval Chiareloto (Indústria e Comércio). De um graúdo tucano - que pede anonimato por conta do pacto do silêncio no PSDB: "Se o governador Alcides teve 79% dos votos em Anápolis em 2006, o senador Marconi Perillo teve 90% e Otoni apoiou a candidatura a governador de Maguito Vilela (PMDB)". Em Aparecida, o PP caminha para a aliança com PMDB e DEM contra a reeleição do prefeito José Macedo (PR). Em Goiânia o dilema é maior, pois os prefeitáveis não demonstram a menor disposição de ceder em suas candidaturas. Por conta desta indefinição, outros partidos aliados consideram a possibilidade de também lançarem chapas próprias.

Três observações:

1)

Ridoval é um dos secretários tucanos que tiveram seu poder esvaziado no segundo governo Alcides. Ele bateu de frente com o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga.

Brigou também, sem mais nem menos, com outro aliado forte do governo Alcides: o presidente do Banco Central, Henriue Meirelles.

Outra coisa: reagiu mal, nos bastidores, em relação ao próprio governador e aos pepitas, quando do anúncio das mudanças no governo

Daí que Ridoval colhe o que plantou. Nenhuma novidade.

Além disso, é bom lembrar que Braga, como publicitário, cuidou em Anápolis da campanha de Frei Valdair (PTB), no primeiro turno, e de Rubens Otoni, no segunto turno. E que Otoni é atualmente o deputado federal que provavelmente mais tem ajudado o governo do Estado na negociações com o governo federal.

Daí que Ridoval, nos últimos tempos, mais ciscou pra fora do que pra dentro de sua vontade de candidatura a prefeito. Por exemplo, responda rápido: é o mesmo hoje do que era um no atrás o entusiasmo do presidente da Iquego, Pedro Canedo, com Rodival?

2)

Em Aparecida, quem é verdadeiramente base? O PMDB, que até alogiar, elogia, o governador Alcides Rodrigues, do PP? O PSDB, que bate de frente com o PR e que até admite (a ala de Norberto Teixeira) compor inclusive com o PMDB? O PP, que negocia com o PMDB? O DEM, que é adversário do PR e do PSDB? Bem, se há um lugar onde base não existe é em Aparecida.

3)

Em Goiânia... Bem, em Goiânia, é isso aí, irretocável: "...os prefeitáveis não demonstram a menor disposição de ceder em suas candidaturas." 

Postado por Vassil Oliveira às 22:54 de 04/03/08.
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04/03/08 - Terça-feira

Trio parada dura

O deputado estadual Ozair José (PP) disse à repórter Daiane Nunes, do Hoje, que já está firmado acordo entre PP, PMDB e DEM em Aparecida de Goiânia. Segundo ele, falta escolher o candidato entre ele próprio, o vice-presidente do Banco do Brasil e ex-senador Maguito Vilela (PMDB) e Taner de Melo Júnior (DEM).

Ozair chega a afirmar à repórter que os partidos NÃO estão preocupados com nome para a disputa. A frase de Ozair: "Estamos desprendidos de qualquer candidato, queremos é fortalecer a chapa para ganhar as eleições. O nome escolhido terá o apoio dos outros dois partidos."

A declaração, claro, é uma pérola, porque o jogo já está definido: se a aliança vingar mesmo, o candidato é Maguito. Martelo batido.

E para quem acha que o título deste post padece de falta de originalidade, o meu humilde reconhecimento. Mas ele reflete a realidade hoje.

Postado por Vassil Oliveira às 22:20 de 04/03/08.
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04/03/08 - Terça-feira

Projeto prevê licença a candidato a prefeito

A reportagem, de Mirelle Irene, está no Hoje, e merece ser transcrita na íntegra, com comentário posterior:

Antecipando um problema comum nas casas legislativas em anos eleitorais, o esvaziamento das sessões por causa da campanha eleitoral, o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembléia (CCJ), deputado Helio de Sousa (DEM), propôs ontem uma idéia polêmica: licença temporária de pelo menos 60 dias – ou seja, nos meses de agosto e setembro – para os parlamentares que serão candidatos a prefeito na eleição municipal. “Sou contra o deputado lançar a candidatura tendo compromisso com a Assembléia ao mesmo tempo, pois não há como conciliar a contento as duas coisas”, justifica o democrata. 
 
Na prática, seriam três meses de afastamento do deputado-candidato, uma vez que após as prévias de junho, o mês de julho já é de recesso. Helio de Sousa diz que sua intenção é provocar um debate sobre esta questão, mas assinala que os artigos 201, 202 e 203 do Regimento da Assembléia, que tratam da concessão de licença aos parlamentares, assegurariam o mecanismo. “O mandato foi feito para ser exercido em toda a sua plenitude. Mas o regimento da Casa abre uma brecha para que o deputado se afaste para cuidar de interesses pessoais, o que, neste caso, é muitas vezes incompatível com seus deveres na legislatura”, explica. Para Sousa, a atitude daria mais tempo para a dedicação exclusiva na campanha, além de reforçar a proposta de transparência do Poder Legislativo.
 
A licença proposta por Helio de Sousa não seria remunerada e nem imporia a substituição do licenciado pelo suplente, ressalta, porém, o deputado. “Além disso, ele poderia reassumir o cargo a qualquer tempo”, assegura. 
 
Apesar de curiosa, a idéia tem seu fundamento se forem considerados os costumes políticos no Brasil e o fato de que a legislação eleitoral não exige desincompatibilização de deputados – que, mesmo candidatos, podem continuar no exercício do mandato. “Num ano em que há a possibilidade de ocorrerem CPIs tanto da oposição quanto do governo nesta Casa, o tempo pode ser muito curto para as deliberações”, lembra Sousa.
 
REPERCUSSÃO

A idéia do deputado Helio de Sousa repercutiu, principalmente, entre os deputados que já se lançaram pré-candidatos a prefeitos no pleito deste ano – pelo menos 14 até agora (veja quadro). Para o deputado Mauro Rubem (PT), por exemplo, a idéia do colega democrata é mais um sinal de que é preciso fazer uma reforma política no Brasil. “Se tivéssemos eleições simultâneas – e não de dois em dois anos para cargos diferentes – não haveria este problema, pois os parlamentares teriam que, forçosamente, cumprir o mandato”, acredita. 
 
Já o deputado Ozair José (PP) concorda que é preciso criar uma forma de separar as ações de campanha com as ações parlamentares. “Acho importante. Não se pode manter as ações do poder em concorrência com as atividades de uma campanha eleitoral”, analisa.
 
O deputado Júlio da Retífica (PSDB) acha que quando o deputado tem suas bases muito distantes da capital fica inviável conciliar a atividade parlamentar com a mobilização das eleições. “Em cidades mais distantes, como em Porangatu, é mais difícil. Mas isso também vai da opinião pessoal de cada um. Eu abriria mão do mandato temporariamente”, assume. 
 
Qualquer que seja o resultado desta discussão, e quer ela vire uma norma ou não, o fato, porém, é que, para os cidadãos, o mais interessante seria que não houvesse interrupção da função para qual os deputados foram realmente eleitos: legislar para a coletividade, independente de quaisquer interesses pessoais. Afinal, segundo resume o deputado Mauro Rubem, “tem-se que garantir o parlamento funcionando”.
 
 
DEPUTADOS PREFEITÁVEIS
Tiãozinho Costa (PT do B) 
Humberto Aidar (PT)
Mauro Rubem (PT)
Isaura Lemos (PDT) 
Misael Oliveira (PDT)
Ozair José (PP)
Frei Valdair (PTB) 
Marlúcio Pereira (PTB) 
Jardel Sebba (PSDB)
Daniel Goulart (PSDB)
Evandro Magal (PSDB) 
Júlio da Retífica (PSDB)
Padre Ferreira (PSDB) 
Wagner Guimarães (PMDB)

Comentário:

Seria o ideal, mas venhamos e convenhamos: não existe qualquer possibilidade de um projeto desses ser aprovado. Me diz: qual candidato abriria mão de uma posição privilegiada às véspera das eleições? A não ser que seja para fazer média. Aí sabemos que VALE TUDO!

Porém, mais um agravante: alguns suplentes se lançam candidato a vereador ou a vice tentando aumentar o espólio político para as próximas eleições. E aí, se tiverem de assumir o mandato?   

Postado por Marcley Matos às 23:19 de 04/03/08.
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04/03/08 - Terça-feira

Sandes nega. Mas...

O deputado federal Sandes Júnior, pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PP, disse o programa Cá Entre Nós, da Rádio 730, nesta manhã:

"Eu não conversei com o PMDB. Eu não conversei com o Iris".

Disse isso negando que esteja em contato com o prefeito articulando a vice dele.

Tudo bem, Sandes negar é parte do jogo, mas que ele está em conversações com Iris, ah, lá isso está. Mais de uma fonte confirma a história, e as conversas já feitas.

No Paço, o espanto é com o desejo declarado de Sandes: ele diz com todas as letras que quer ser vice, de olho na saída de Iris em 2010 para ser candidato a governador. O mais é conversação, ou seja, coisa de política.

Iris quer mesmo é o PT na vice. E está trabalhando muito para isso. Muito, mas muito mesmo.

Do PP, o peemedebista pretende o que já tem: boa convivência. Sendo que a recíproca é verdadeira.

Para ouvir a entrevista exclusiva de Sandes, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 23:37 de 04/03/08.
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06/03/08 - Quinta-feira

A recíproca é verdadeira

Algumas pessoas, amigas, me procuraram, incomodadas com o que o leitor, digo, a leitora escreveu neste blog, e que dei destaque. Quem é ela? Bobagem. Escuto coisas assim (o que ela disse) faz tempo. De marconistas e não. Ouço. Por que não? O destaque é porque gostei de ver registrado coisas que só escuto via terceiros.

No caso de Mariana, ela ressaltou ser leitora deste blog, o que parece óbvio. Merece, por isso, respeito. Como não?!

Há algo sobre os marconistas de carteirinha que é preciso dizer: são bons em montar versões. Aí espalham. A rede funciona.

São bons também em defender o chefe. Que defendam! Se acreditam, devem defender. Questão de fé.

A proposta do blog é discutir, debater, conversar. Com bons modos, nada contra inclusive pseudônimos.

Quanto ao filtro do blog, ele ainda está em estudo. Foi uma sugestão de um leitor daqui, um advogado, ao ler uma mensagem em que alguém com pseudônimo chama um conhecido político de "ladrão". Não sou bobo (quer dizer, tento não ser muuuuuito): sei que uma forma de reação de políticos incomodados é a via judicial, e eu é que respondo pelo blog. Aliás, de reação, não: de intimidação. Já vimos esse filme. Se eu fosse rico, pagava pra ver. Não sou. Ou seja: Mariana, como o meu amigo advogado, está certa. Mariana, portanto, está me protegendo. Aliás, obrigado, Mariana, seja quem for!

Em dito isto, só para constar, duas perguntinhas para a assessoria do senador Marconi Perillo (PSDB):

1. Os que vão ao jantar em homenagem ao senador Marconi Perillo (PSDB), no dia do seu aniversário, vão declarar ao IR os R$ 10 mil que vão pagar pelo ingresso?

2. Doar dinheiro conseguido em aniversário político, em ato solene posterior para propagar a benemerência, não é fazer caridade (ainda que merecida, do ponto de vista de quem vai receber) com chapéu alheio?

As respostas, assim que chegarem, serão devidamente publicadas. Por uma questão de respeito aos mais de 2 milhões de eleitores do senador.

Postado por Vassil Oliveira às 02:20 de 06/03/08.
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06/03/08 - Quinta-feira

José Nelto, o governista

"Alcides Rodrigues precisa endossar as decisões de Braga. A caneta tem que funcionar."

Frase de um governista convicto falando sobre o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga?

Nem tanto. É só o líder do PMDB na Assembléia, deputado José Nelto, exercendo o seu natural papel de oposição.

Peraí: oposição?

Vê se pode!

Pois está lá, registrado, em reportagem no Diário da Manhã sobre visita dos oposicionistas ao secretário, ontem de manhã. O título não poderia ser mais inusitado: 'Oposição elogia Braga'.

Para ler, AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 08:17 de 06/03/08.
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06/03/08 - Quinta-feira

Símbolo de uma marca vai para Brasília

Está hoje na coluna Fio Direto (Ivan Mendonça), do Diário da Manhã:

Maranhão deixa governo hoje para assumir cargo na equipe de Arruda

A convite do governador José Roberto Arruda, do GDF, o geólogo Carlos Maranhão antecipa sua saída da Secretaria de Gestão da Governadoria, que acumula com a presidência da Agência Goiana de Gás, para implantar uma rede de proteção social em Brasília. O cargo é equivalente ao de secretário de Estado e sua escolha é justificada pela longa folha de serviços prestados a Goiás, especialmente na gestão dos programas sociais nos dois governos de Marconi Perillo - entre eles, o Renda Cidadã, Bolsa Universitária e Salário Escola. Maranhão já presidiu a Codeg, foi secretário de Infra-Estrutura e comandou também a Câmara Municipal do Transporte Coletivo, além de ser considerado também um expert em Marketing Político, tendo sido responsável por várias campanhas eleitorais no Estado. Com a ascensão de Alcides Rodrigues ao governo, em 2007, sua pasta foi esvaziada e acabou sendo declarada extinta pela reforma administrativa, assim como a Agência Goiana de Gás.

(Para ler toda a coluna, clique AQUI).

Detalhe:

Carlos Maranhão é um dos construtores do chamado Tempo Novo como slogan/marca ligado ao senador Marconi Perillo (PSDB).

Postado por Vassil Oliveira às 08:29 de 06/03/08.
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09/03/08 - Domingo

Nion e as contradições de todo mundo

"Nion sugere reavaliação da aliança PP com PMDB", diz reportagem do Hoje deste domingo, de Divino Olávio.

Está lá:

"Mesmo sem poder de fogo capaz de abalar a unidade entre os partidos no plano estadual, uma possível aliança entre PMDB-PP para as eleições deste ano, em Aparecida - com o PP indicando o vice na chapa encabeçada pelo ex-governador Maguito Vilela -, precisa ser melhor avaliada pela cúpula pepista. Assim, seria possível avaliar se compensa trocar a possibilidade de eleger o prefeito por uma candidatura de vice no segundo maior colégio eleitoral do Estado. A ponderação é do ex-prefeito de Goiânia, Nion Albernaz (PSDB), considerado uma das vozes mais sábias em assuntos políticos entre as legendas do Tempo Novo.

Na avaliação de Nion, com o apoio da grande estrutura que dispõe hoje e a tradição de fazer política no município, o PP tem todas as chances de eleger o próximo prefeito de Aparecida, sem ter que dividir o poder com adversário.

(para ler mais, AQUI).

Ccomentário:
A política municipal é muito mais complexa do que a política estadual. Hoje a base aliada vive, no Estado, uma eterna disputa por espaço. Nos municípios, a questão é a mesma. O deputado Ozair José, do PP, rachou com o grupo de Ademir Menezes, do PR, nas últimas eleições municipais. Desde então, várias declarações foram dadas com certa dose de raiva de ambos os lados, e os dois, que caminhavam juntos, se tornaram adversários. Ozair vê agora, nessa possível aliança com o PMDB, a chance de derrotar o grupo de Ademir. Mas, e aí: o que fazer da base, que funcionou quando uniu-se para derrotar Iris Rezende e o PMDB, os mesmos com quem Ozair, que levaria junto o PP, quer unidade? O fato é que em Aparecida está a comprovação de cada caso é um caso. Ozair tem suas razões, assim como Ademir, e, todos com razão, não vão encontrar nunca a unidade. Afinal, em política não adianta ter razão; o que não pode é perder. A base, portanto, tem é que se acomodar com suas contradições, e não negá-las.

Mais um ponto da reportagem do Hoje:

Outro fator preocupante para os partidos da base aliada do governador em Aparecida, na ótica de Albernaz, é a confusa posição do PR na política estadual. Ao mesmo tempo em que o partido é aliado do governo Alcides Rodrigues - tendo inclusive como um de seus filiados o vice-governador (Ademir Menezes) -, é também aliado do prefeito Iris Rezende, em Goiânia, historicamente o principal adversário dos partidos da base. "Essa posição de querer ficar dos dois lados acaba criando confusão na cabeça do eleitor, e isso não é bom", analisou Nion.

Comentário:

Sobre o PR, lembremos que se trata de um partido (trocadilho infeliz!?) e, como o nome diz, vive partido. Municípios diferentes vivem situações diferentes. Mas, venhamos e convenhamos: o que Nion Albernaz tem a dizer sobre a união do PSDB com o PMDB em algumas cidades goianas, como Luziânia? Fica ai a questão.

Postado por Marcley Matos às 23:39 de 09/03/08.
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09/03/08 - Domingo

Sonho meu

O deputado Nilo Rezende, líder do DEM na Assembléia Legislativa, acredita que o senador Demóstenes Torres, se for candidato, vence Iris Rezende na eleição para a Prefeitura de Goiânia. De acordo com Nilo, há hoje um estudo sobre o senador - abrangendo todas as lideranças que compõem a base do governo - que mostra que ele é um dos poucos pré-candidatos da base em condições de vencer Iris Rezende. "Estou convicto de que Demóstenes vence Iris nesse pleito de outubro, como venceu na última eleição que disputou com ele. Ganhou, inclusive, da Lúcia Vânia (PSDB). Juntando com o senador Marconi Perillo, governador Alcides Rodrigues e toda a base aliada, Demóstenes Torres é imbatível nessas eleições para prefeito de Goiânia", conclui Rezende, o Nilo.

Só falta convencer Demóstenes disso.

Postado por Marcley Matos às 23:43 de 09/03/08.
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09/03/08 - Domingo

Sonho meu 2

Não é só isso, Marcley.

Eu queria ver esse tal estudo. Quer dizer que ouviram a base aliada sobre Demóstenes? Interessante...

Primeiro, por que? Qual a razão de um estudo específico sobre Demóstenes na base aliada? Muito interessante...

Segundo, o que diz exatamente o estudo, para não ficarmos apenas na versão do deputado? Deveras interessante...

E mais: já tivemos pesquisas mostrando que Demóstenes tem bom desempenho hoje na intenção de voto. Isso poderia ser argumentado pelo deputado. Mas será mesmo que ele é o melhor candidato? Na eleição passada para o governo, Demóstenes também achava que era o melhor nome.

Bom, por enquanto é só.

Postado por Vassil Oliveira às 23:49 de 09/03/08.
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09/03/08 - Domingo

Base dividida

Jornal Opção desta semana, em reportagem de Andréia Bahia:

"O quadro da eleição em Senador Canedo está praticamente definido: o prefeito Vanderlan Vieira Cardoso (PR), que disputa a reeleição, vai enfrentar o ex-prefeito Divino Lemes (PSDB). Na última eleição municipal o candidato apoiado por Divino Lemes, o médico Alsueres Mariano (PSDB), foi derrotado pelo atual prefeito. O pleito desse ano tem gosto de desforra para Divino Lemes, que depois de 30 anos de política e vários mandatos de prefeito sofreu sua grande derrota. Em 2006, ainda sob o efeito da derrota, Divino Lemes não conseguiu reeleger sua mulher, Laudeni Lemes, deputada estadual.

Mas para a base aliada do governo estadual a candidatura de Divino Lemes representa mais um problema. Ameaçada de ruptura em diversas cidades, como Anápolis e Aparecida de Goiânia, a base teme que sua tênue união se rompa em outra cidade de peso. Em arrecadação de ICMS, Senador Canedo é hoje o segundo município mais rico do Estado, atrás apenas de Goiânia. Está à frente de cidades bem maiores, como Rio Verde, em terceiro lugar em arrecadação do imposto, Anápolis, quarto, Catalão, que ocupa a quinta posição e Aparecida de Goiânia em sexto lugar.

O ex-prefeito afirma que será candidato, mas não antecipa quais as legendas podem vir a apoiá-lo. "Tenho muitos amigos, mas não autorização para falar em nomes deles", diz. Há informações que o PTN, que é presidido por Francisco Gedda, será um dos aliados do PSDB em Senador Canedo. Francisco Gedda é amigo pessoal do governador Alcides Rodrigues. Vanderlan Cardoso, por sua vez, conta com o apoio do vice-governador, Ademir Menezes, que é do seu partido.

Por indicação do então governador Marconi Perillo, Divino Lemes comanda a Ceasa desde que foi derrotado, em 2004. Aquela foi uma eleição complicada para Divino Lemes. Além da novidade da candidatura do empresário Vanderlan Cardoso a cidade sofreu a investida de políticos de fora, como os deputados estaduais José Nelto e Wellington Camargo, que tentaram transferir seus domicílios eleitorais para a cidade e recuaram na última hora. O PT de Senador Canedo, que articulava uma composição com José Nelto, acabou não participando da eleição com a desistência do deputado.

Para o próximo pleito o PT vem conversando com o PMDB. Segundo a presidente do partido, Lucilene Vitória Rodrigues, formado o grupo, eles vão decidir se lançam uma terceira via ou compõem com Vanderlan Cardoso, que estaria com as portas abertas para um entendimento com o PMDB. Caso decida disputar a eleição, PT e PMDB teriam que escolher um dos pré-candidatos já lançados: Kid Neto, do PMDB, e a professora Kátia Maria Santos, do PT.

A reeleição de Vanderlan Cardoso é considerada certa em Senado Canedo. O prefeito vem conduzindo a cidade com tranqüilidade e tem ganhado muitos admiradores entre os líderes políticos do Estado. Hoje, a preocupação do prefeito não é a sua candidatura, mas a composição da chapa que vai disputa a eleição. Em 2004, a chapa foi composta pelo PR e PPS, que indicou a vice Ângela Camargo, mulher do deputado Wellington Camargo. Todavia, ela já disse que prefere concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal na próxima eleição que repetir a dobradinha com Vanderlan Cardoso. Nesse caso, o PPS indicaria o presidente da Câmara, vereador Paulo Roberto.

Todavia, um grupo do PR defende chapa pura com Vanderlan e o secretário de Indústria e Comércio do município, Zélio Cândido. O prefeito se nega a discutir a escolha do vice nesse momento, mas pessoas próximas dizem que ele não é favorável a chapa pura.

Comentário:

Mais uma vez a divisão da base aliada se mostra e isso não está, acredito, em consonância com o que dizem alguns lideres aliados, como Sandro Mabel (PR) e Jovair Arantes (PTB). Para eles, a base não existe no que se refere aos municípios, e sim para a eleição estadual. O raciocínio é: se os partidos não se articularem nos municípios para conseguir um número maior de prefeitos e de comandos de instâncias de poder, como os pequenos vão se tornar grandes e, assim, ter força para estar na linha de frente da disputa para o governo?

Postado por Marcley Matos às 23:56 de 09/03/08.
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09/03/08 - Domingo

Quem vai 'pagar' pra ver?

Algumas frase da entrevista do procurador eleitoral Cláudio Drewes, que está no Diário da Manhã de hoje:

  • "Sou mais radical que o (Helio) Telho".
  • 'A compra de um único voto pra mim é gravíssimo".
  • 'Estamos estudando a possibilidade de punir as pessoas que realizam denuncias vazias, elas fazem com que os agentes públicos percam tempo investigando e depois, na frente do juiz, retiram o que falaram fazem todo mundo de palhaço'.
  • "Já temos uma lista de suspeitos habituais, que se valem de meios ilícitos para vencer as eleições. Vamos fazer uma varredura, existem pré-candidatos de Goiânia que já temos estudado suas praticas anteriores."

Comentário:

Para os políticos que tinham raiva do ex-procurador eleitoral Helio Telho, que investigava a fundo as denúncias, parece que não vai ocorrer trégua, pois o novo procurador afirma, como se vê, que já tem políticos na alça de mira. É, nada melhor para um político do que andar direitinho, pois Cláudio Drewes vai dar trabalho pra quem quizer sair da linha.

Para ler toda a entrevista,  clique AQUI.

Postado por Marcley Matos às 23:58 de 09/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

O maior adversário de Iris é...

O maior adversário de Iris Rezende (PMDB) nesta eleição é a História. É também o seu maior aliado.

Ganhando, ou seja, reelegendo-se prefeito de Goiânia, ele abre caminho para o futuro. Pode ser candidato a governador ou a senador, por exemplo. Perdendo, permanece vivo na memória dos goianos como detentor de uma trajetória consolidada e diferenciada, construída com mais vitórias que derrotas, mas fica sem muitos horizontes para prosseguir na política e cria mais um capítulo negativo em sua já longa caminhada na vida pública - mais de 40 anos.

Porque a mesma expectativa que o embala desde o renascimento das cinzas, em 2004, cuidaria de dificultar uma nova ressurreição, pelo simples fato de que o que ainda mantém o PMDB coeso é a perspectiva de seu futuro político, e não sua folha corrida no partido. Ou seja: a expectativa resultaria em decepção e desconfiança futura.

A questão aí é: tudo bem que ninguém é insubstituível, mas quem, hoje, poderia substituir Iris como líder do partido? Que outro nome o partido tem para disputar o governo em 2010? O mais provável seria uma corrida desenfreada para alianças, na base do salve-se quem puder, ou o lançamento de um nome sem expressão, ou a súplica para Henrique Meirelles ser, enfim, o candidato do partido.

Outra saída? Talvez uma nova candidatura de Maguito Vilela, que está na ameaça de disputar a prefeitura de Aparecida de Goiânia. A questão é se Maguito teria fôlego, mesmo com vitória este ano. Sem falar que ele tanto pode ganhar quanto perder. E se perder? Eis, pois, que nada há de seguro para o PMDB. Nada com a cara do partido. Tem muita diferença, por exemplo, acertar uma aliança com Meirelles, para ele ter o apoio de um PMDB forte, e simplesmente entregar o partido a ele.

Uma vitória de Iris é um passo seguro em direção à volta peemedebista ao comando do Estado. E é isto que está em jogo para todos. E é tamanha a expectativa e a perspectiva de poder gerada por ele, que mesmo sem arredar o pé de Goiânia ele alavanca candidaturas no interior do Estado. É o melhor cabo eleitoral, esteja onde estiver. Quem daria conta de fazer isso? Quem tem o mesmo carisma? Aliás, esqueçamos o 'mesmo': quem tem carisma no PMDB?

Iris é maior que o PMDB. É o único maior. Todas as outras lideranças da legenda não passam disso, lideranças, não chegam a líderes. São menores que ela, dependem dela, estão sob o guarda-chuva que ela representa. E aqui até uma ironia: há tempos a maior crítica a Iris é que ele não permite renovação no partido, para não perder poder; se assim é, ou ele conseguiu o que queria maquiavelicamente, ou a verdade é que o partido só foi forte enquanto ele mandou com mão de ferro, e só retomará o poder se aceitar que retornem os velhos tempos.

Político intuitivo e inteligente que é, Iris parece compreender o seu momento político. Nos últimos meses, tem-se preocupado em contar capítulos vivenciados por ele na história de Goiás. Faz isso com calma, delonga, com o cuidado de quem sabe que o que falar é que entrará para os anais. Professoralmente. Esse é o cuidado do prefeito com o seu legado, com o passado, com a lembrança que deixará.

Também não é à toa que Iris enfatiza a velha máxima política de que não se governa para o presente, e sim para a História. Daí a capacidade de parecer que perdoou seus antigos inimigos, ou que perdoa os mais recentes, buscando diálogo com todos, sem se importar com as fotos inexplicáveis de ocasião. Daí ele querer ser o Iris que mostra "maturidade", expressão usada por ele semana passada para definir o relacionamento respeitoso que mantém com o governador Alcides Rodrigues (PP), apesar de se poder ver aí o histórico encontro entre Arena e MDB que, em outras eras, resultaria naturalmente em confronto visceral.

Iris age como governador. Age como líder de um partido e de um Estado. Ele discursa com verve de um personagem, muito mais do que feito um tribuno vivo. Iris olha longe, faz de cada metro de asfalto que coloca nas ruas da capital, uma sentença de competência e uma confirmação das qualidades que o acompanham: tocador de obras, realizador, um administrador que transforma em realidade os sonhos e desejos populares, um homem do povo que é abençoado pelo povo, portanto, está além das miudezas da vida eleitoral.
Nestes termos, por esta razão, uma derrota este ano será para Iris não só uma derrota nas urnas. Será uma derrota nas páginas da História: as passadas e as futuras. Eis o peso do inimigo.

Mas a mesma História que se põe como inimiga é aliada porque, para Iris, vencer é conquistar o direito de colocar nela, ele próprio, justamente o ponto final, escrevendo o epílogo, ou quantos capítulos ainda puder.

 

(Publicado na Tribuna do Planalto em 9.03.2008. Para ler no jornal, clique AQUI.)

Postado por Vassil Oliveira às 07:12 de 10/03/08.
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11/03/08 - Terça-feira

Até o fim. E depois

Entrei em minha sala de estudo ao meio-dia de uma quarta-feira, quatro de novembro de 1989, pronto para escrever mais uma dessas narrativas do interessante. Fabulosamente. Estava tudo pronto na minha cabeça. Era a história de Débora que, um dia, em 1991, saía de casa para morrer como vi, espetacularmente, alguns minutos depois de mim, como eu previa.

Débora tivera um dia triste. Em pé, no quarto, olhando o espelho da parede; deitada, nua, olhando o espelho do teto. Lia a história de alguém sem sombra, e, por isso, uma hora e outra procurava pela sua. Tinha os cabelos despenteados, a pele sem maquiagem, o nariz claro, as orelhas pequenas. Abrir e fechar os olhos eram ações que, às vezes, se confundiam. Deitar de bruços era como deitar de costas, nada mais. E se alguém, como eu, ficasse muito tempo admirando-a, tentando descobrir todos os matizes da tristeza em tão singela feiúra, acabaria certamente por dizer tolices como deitar de bruços era como deitar de costas. Nada mais.

Foi então que, inesperadamente, como se espiritada por uma boa ou por uma má idéia, se levantou da cama, quebrou todos os móveis do quarto e gritou que, se a única maneira de ser espetacular, original, lembrada, ficara no passado, perdia tempo, não seria nunca encontrada ali. E gritou mais alto que o rádio, espatifou o telhado, saltou pela janela e foi morrer na calçada vazia e suja de passos sem demora. "Não dá pra viver sem voltar!", disse.

Vinte e quatro horas antes, em 1987, nascia F. Fernandes de um parto complicado, cheio de erros humano s e incidentes inexplicáveis. Chorou custosamente, feriu-se no umbigo do mundo e foi direto para a incubadora do hospital. No outro dia os jornais deram a notícia enfeitada do nascimento da filha do Dr. Fernandes, empresário de refinado gosto, intelectual com pose de literato. Porém no outro dia, em 1989 ou 90, o mesmo jornal, juntamente com a notícia da morte espetacular de Débora, desmentiu a notinha social, explicando que a criança mal teve 24 minutos de vida, vindo a falecer logo, para desconsolo dos desafortunados pais.

Fim da história, que, já deve ter percebido, envolve você. Sim, você, que vai até o fim e depois. De minha parte digo que amei Débora e F. Fernandes desde a primeira vez em que as vi. Penso nelas todos os dias, precisava contar a alguém. Embora tenham vivido apenas por instantes, estiveram comigo o tempo todo, desde quando as imaginei. E não vão mais embora, agora que foram lidas.

 

Publicado na Tribuna do Planalto em 9.03.2008. Para ler no jornal, clique AQUI.)

Postado por Vassil Oliveira às 07:15 de 11/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Salgado, muito salgado...

 Saiu na Folha de S. Paulo de sábado, 8 (coluna Painel):

Salgado. Preparado para ser um grande evento político, o jantar de 45 anos do senador Marconi Perillo (PSDB-GO), ontem, assustou os convidados pelo valor da adesão: R$ 10 mil o casal, a serem destinados para entidades filantrópicas. Tucanos de peso confidenciavam que não estavam dispostos a preencher cheque de tal valor.

Postado por Vassil Oliveira às 10:21 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Mabel e o jogo de interesses

Está na revista Época desta semana (Janela Indiscreta):

O conflito do relator Mabel

São de nove em dez as chances de o deputado Sandro Mabel (PR-GO) virar o relator do projeto de reforma tributária no Congresso. No ano passado, Mabel deveria ter sido o coordenador da discussão sobre a CPMF na Câmara, mas o Palácio do Planalto impôs o nome do deputado Antônio Palocci. Neste ano, a força do Planalto diminuiu. O problema é que Mabel tem interesses particulares na reforma: suas empresas são favorecidas por incentivos fiscais, justamente um dos pontos atacados pelo projeto.

Postado por Vassil Oliveira às 06:36 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Marconi é herdeiro perdulário

A festa de aniversário do senador Marconi Perillo (PSDB) em Palmeiras virou ato em defesa de sua volta ao governo em 2010, como mostra reportagem de Eduardo Sartorato na Tribuna do Planalto desta semana (para ler, clique AQUI).

Nenhuma novidade aí. No encontro anterior do PSDB, ele também foi lançado candidato ao governo. E antes, logo depois de Alcides Rodrigues (PP) assumiu e não dar mostras de que os tucanos ficariam com a maior fatia do governo.

Até aí, nenhum problema. O fato, no entanto, é que Marconi continua como o melhor candidato... para os tucanos.

O PP não manifesta muito amor pela volta do senador ao governo. Temem vingança.

O PR de Sandro Mabel tem interesse na volta de Marconi? Basta lembrar as ações de Mabel nos bastidores, contra... Marconi.

O PTB, sim, enquanto tiver no comando Jovair Arantes, terá forte tendência marconista.

O DEM... bem, o DEM, com Ronaldo Caiado, não será marconista nunca. Nem Demóstenes mostra tanto interesse assim, nos bastidores, com a volta de Marconi ao poder, apesar da vontade dos marconistas de provarem o contrário: que Marconi e Demóstenes estão em lua-de-mel.

Isto posto, temos que Marconi é o melhor NOME hoje para disputar o governo, mas o NOME sozinho não faz verão.

em resumo: Marconi é como aquele cara que recebeu uma herança milionária (no caso, dele mesmo - mais de 2 milhões de votos -, fruto principalmente do bombardeio de propaganda de seus governos), mas que, em vez de aplicá-la para aumentar o capital (político), começa a dilapidá-la, acreditando que dinheiro não tem fim.

Marconi é um fato. Mas está longe, ainda (vejam aí o benefício da dúvida), de ser um mito.

O mais é coisa de marconistas exaltados - leia Marconi em guerra com Marconi.

PS.: Zé Gomes está no PP, e não no PTB. Fiz a correção lá em cima (ver comentários). Significa então que não há tendência no PTB. É marconista mesmo.

Postado por Vassil Oliveira às 11:12 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Salgado, muito salgado 2

Antes de sua festa de aniversário, dia 7, assessores e aliados do senador Marconi Perillo (PSDB) criaram expectativa, nos veículos de comunicação, de que seria uma festa suprapartidária. Não foi. Foi basicamente um evento tucano (leia reportagem de Eduardo Sartorato na Tribuna: Aniversário vira ato pró-Marconi 2010).

Outra expectativa criada foi com a participação do governador Alcides Rodrigues (PP) no evento de Palmeiras. Alcides não foi.

Mais uma expectativa frustrada: a anunciada presença do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Mais: esperava-se um evento com tamanha particpação popular que deixaria envergonhado o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), que comemora seu aniversário com festa em dezembro. Houve, por sinal, até cutucão de Marconi em Iris, em Palmeiras: "Quem veio, veio pelo carinho porque esta não é festa de vacas e leitoas, mas sim um café da manhã singelo".

Ou seja: expectativa demais, quando é criada e não cumprida, acaba resultando em mostra de desprestígio. Ou...

Postado por Vassil Oliveira às 10:25 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Salgado, muito salgado 3

E ainda teve, na festa de aniversário de Marconi em Palmeiras, este episódio do telefonema do governador Alcides Rodrigues (PP), narrado por Eduardo Sartorato assim:

No meio dos discursos, Marconi recebeu uma chamada especial. O governador Alcides Rodrigues ligou para o tucano e desejou felicidades ao parlamentar. Em um ato, no mínimo, incomum, Marconi fez questão de mostrar a todos que era realmente o governador que estava do outro lado da linha. Colocou o telefone no viva-voz, aproximou o microfone e compartilhou com todos as palavras de Alcides. A atitude contrastou com o clima pesado que vivem pepistas e tucanos com as críticas de lideranças do PSDB ao governo há alguns dias.

Sim, quem viu ficou impressionado com o empenho de Marconi em mostrar que Alcides estava prestigiando-o com uma ligação.

Peraí: prestigiando?

Sim, registre-se pelo ineditismo: em ato falho, Marconi se colocou menor que Alcides.

Postado por Vassil Oliveira às 10:32 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Sandes descarta ser vice e diz estar em vantagem na base aliada

A notícia está na coluna Fio Direto, do Diário da Manhã, hoje assinado pelo jornalista Gean Carlo Carvalho:

A afirmação de Sandes Júnior é peremptória: "Nunca, em nenhum momento, conversei com o prefeito Iris sobre um possível acordo para ser vice na sua chapa este ano."

As inúmeras informações divulgadas em contrário, Sandes credita aos concorrentes, sem dar nome a nenhum deles. Seria, por assim dizer, mais uma vítima do fogo amigo no céu cada vez mais carregado que cobre o território da base governista.

Sandes Júnior reafirma sua disposição de não recuar na luta para ser candidato do governo a prefeito de Goiânia. E questiona: "Como posso abrir mão se estou na frente dos outros pré-candidatos nas pesquisas?"

Guardadas as devidas proporções, Sandes demonstra o desejo de repetir Lula da Silva. "Mas, ao contrário do presidente, vou vencer já na terceira tentativa", disse. Como se sabe, antes de se eleger presidente Lula perdeu três eleições. Sandes já coleciona duas derrotas para a prefeitura, em 1992 e em 2004.

Bem, então quer dizer que as visitas de Sandes a Iris nas últimas semanas tinham como objetivo tratar de outros assuntos. Ah, bom...

Postado por Vassil Oliveira às 07:45 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Salgado, muito salgado 4

Eduardo Sartorato contou mais, na reportagem da Tribuna:

A tensão principal entre Marconi e Alcides é em relação às contas do governo. O déficit mensal e a exposição do governo tucano são os fatores que mais causam atritos entre as duas partes. Em seu discurso, Marconi falou que aprendeu a "ouvir caladas as injúrias, mentiras e maldades". "O que é ruim hoje, com a nossa ação ficará bom amanhã", disse.

Em entrevista, o senador disse que se referia a adversários políticos. No fim, porém, o senador se recusou a falar sobre o déficit do Estado. "Eu não quero falar sobre isto, porque eu tenho uma opinião completamente diferente (da do governo). (...) Eu não quero falar porque não quero estabelecer polêmicas. A minha opinião em relação a isto, como ex-governador é diferente. Eu tenho as minhas razões e certamente um dia direi quais são estas razões", completou.

Ou seja: dá pra sustentar o discurso de que entre Alcides e Marconi está tudo bem, tudo ótimo, tudo resolvido?

Convenhamos...

Postado por Vassil Oliveira às 10:35 de 10/03/08.
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10/03/08 - Segunda-feira

Caiado defende Alcides e diz que 'a fantasia decretou a morte do Tempo Novo'

Outra nota da coluna Fio Direto, hoje sob o comando de Gean Carvalho:

O deputado Ronaldo Caiado sai em defesa do governador Alcides Rodrigues, mostrando que o clima de cordialidade entre os dois é intenso.

O parlamentar disse a este Fio que Alcides conseguiu "colocar ordem no quadro de descalabro" que recebeu do governo anterior. Com a redução do déficit estadual, Caiado prevê o início de uma nova fase na gestão do pepista.

Lembrando que foi um dos artífices do chamado Tempo Novo, Caiado diz que o projeto inicial foi desmantelado. "Quando ajudei a base aliada, em 1998, a pregação de quem assumiu o cargo de governador previa acabar com mordomias e não criar mitos na política, como fez o PMDB. Depois de pouco mais de sete anos, entregaram o Palácio das Esmeraldas totalmente identificado com panelinhas como as de antigamente", afirmou Caiado.

Segundo o democrata, a mudança que prometia ser radical se tornou nada mais do que um clone. "As demandas de Goiás são enormes e infelizmente a fantasia decretou a morte do Tempo Novo. Precisamos agora é de um tempo de mudanças." 

Para ler mais, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 07:49 de 10/03/08.
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12/03/08 - Quarta-feira

Vice de Iris balança encontro do PT de Goiânia no domingo

Está na coluna Giro, de O Popular, assinada por Cecília Aires:

Domingo será o dia D para o PT de Goiânia, pois a legenda começa a definir, com a escolha de delegados, se terá candidato a prefeito em outubro ou se fará aliança. Em caso de coligação discute-se acordo com o PMDB do prefeito Iris Rezende. O presidente Luiz Alberto de Oliveira acha difícil antecipar posição pois mais de 2 mil filiados participam da votação. Entretanto, afirma que vai trabalhar para que o desejo da maioria seja cumprido. "É preciso haver maturidade para acatar a decisão, independente do resultado". Ontem, durante encontro com membros da executiva, Luiz Alberto revelou ter tido encontro com Iris Rezende, na semana passada, quando o prefeito lhe fez a proposta de aliança e admitiu avaliar indicação petista para o cargo de vice-prefeito. O presidente evita falar do assunto dizendo ser necessário aguardar a votação. "É a primeira vez na história do PT de Goiânia que se discute apoio a outra legenda. Até agora a preferência sempre foi por candidato próprio. Vamos aguardar".

Divisão

A bancada do PT de Goiânia está dividida entre lançar ou não candidato a prefeito. Três defendem chapa própria e dois, aliança com o PMDB.

Comentário:

O PT está em uma sinuca de bico, em Goiânia: pesquisas mostram que não existe força em candidaturas do partido; os candidatos ficam atrás dos três integrantes da base na disputa pela prefeitura e enfrentam o medo de ver o partido se tornar um partido acessório do PMDB. Pensar em 2010 é importante, mas não seria melhor ter a oportunidade de administrar a cidade dois anos e se cacifar para a eleição de 2012?

Postado por Marcley Matos às 20:00 de 12/03/08.
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12/03/08 - Quarta-feira

Raquel Teixeira na Assembléia

A deputada federal Raquel Teixeira (PSDB) visitou a Assembléia Legislativa ontem e o fato mais inusitado foi a afirmação do deputado Tiãozinho Costa de que o PTdoB vai insistir em candidatura própria. Ele próprio é o pré-candidato.

Inusitado porque Tiãozinho é uma 'figura'. Quem não o viu pedir votos dando de presente um envelope com uma balinha, tempos atrás? Eis Tiãozinho Costa.

Em todo caso, errado estaria ele se tirasse o PTdoB, desde já, de qualquer mesa de negociações.

Os partido nanicos, ou, como queiram, emergentes, vão tentar ganhar tempo, gastar saliva e buscar espaço. Depois, negociam. Bem entendido: negociar, em política, nem sempre é sinônimo de negociata.

No geral, Raquel Teixeira ouviu, na visita à Assembléia:

  • de Ozair José (PP), que, se não for candidato em Aparecida, vai apoiar Maguito Vilela (PMDB);
  • de Tiãozinho Costa, que hoje ele é pré-candidato e pode compor, mas não aceita a vice;
  • do presidente da Casa, o tucano Jardel Sebba (pré-candidato a prefeito de Catalão), que tem o seu total apoio para a candidatura;
  • da bancada do PSDB, que é preciso conversar mais. E já tem reunião marcada: dia 25.

Raquel Teixeira mantém-se firme na decisação de ser candidata, e o PSDB tem ajudado. A dúvida que permanece é a mesma: e a base aliada, como fica?

Hoje, a situação é esta:

  • o PR de Goiânia está mais próximo de Iris Rezende (PMDB) do que de Raquel; o presidente do partido, Sandro Mabel, todos sabem, já disse que não a apóiará.
  • o PP tem pré-candidato: Sandes Júnior;
  • o PTB tem pré-candidato: Tales Barreto;
  • o PSB tem pré-candidato: Barbosa Neto;
  • o DEM tem pré-candidato: Vilmar Rocha;
  • o PTdoB, irredutível, tem pré-candidato: Tiãozinho Costa.

Faltou alguém?

Postado por Marcley Matos e Vassil Oliveira às 20:19 de 12/03/08.
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12/03/08 - Quarta-feira

Aparecida urgente!

Volta a possibilidade de Ozair José (PP) ser candidato a prefeito, e não um mero apoiador de Maguito Vilela (PMDB).

Seria a melhor forma de evitar desgaste para o governador Alcides Rodrigues (PP).

Do contrário, Alcides vai acabar batendo de frente ou com o senador Marconi Perillo (PSDB) - por ajudar indiretamente Iris Rezende (PMDB) -, ou com o vice-governador, Ademir Menezes (PR) - por atrapalhar a tentativa de reeleição de José Macedo. Ou com os dois.

É uma tese. Mas nem a melhor, nem a pior. Apenas reforça a idéia de que não há nada mais divertido do que acompanhar o que acontece em Aparecida de Goiânia.

Tá muito divertido!

Postado por Vassil Oliveira às 20:28 de 12/03/08.
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12/03/08 - Quarta-feira

Sim sim, não não

Por falar em tese, a NOVÍSSIMA é que a reforma do governo estadual finalmente será concluída no final de março/início de abril, com a saída natural daqueles que querem se candidatar.

É tese porque tanto pode ser, quanto pode não ser: assim é, se lhe parece.

Em virtude de que, de fato, muitos vão naturalmente pedir o boné.

E de que, neste governo, 'furo', em termos de informação, tem sempre mais possibilidade de ser tiro no pé do que revelação exclusiva.

Postado por Vassil Oliveira às 20:34 de 12/03/08.
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12/03/08 - Quarta-feira

Caderno Eleições 2008 e mais

A atualização deste blog volta ao normal na semana que vem.

Nesta, o trabalho, dobrado, é outro: colocar nas bancas a primeira edição do caderno Eleições 2008, da Tribuna do Planalto.

O caderno contará com equipes em Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Iporá e Tocantins, mais alguns colaboradores ocasionais e/ou especialmente contratados.

Circulará em quatro jornais - Tribuna do Planalto, Tribuna do Sudoeste, Tribuna de Anápolis e Planalto Central - e no Tocantins, com capa própria e equipe aumentada.

Há outras boas novidades.

Excepcionalmente, o caderno será fechado amanhã, para ser rodado na sexta-feira à tarde e distribuído às 19h da mesma sexta, durante coquetel que a Tribuna oferecerá no auditória da Fieg. No sábado, estará literalmente nas bancas.

Na mesma sexta-feira serão lançadas as novas edições dos concursos de redação Goiás e Goiânia na Ponta do Lápis.

No caderno, além de reportagens, análises e muita informação, claro, pesquisas de intenção de votos, que serão realizada em parceria com a Rádio 730.

Portanto, por favor paciência comigo e com o amigo Marcley Matos.

Aqui no blog também teremos novidades.

Postado por Vassil Oliveira às 20:44 de 12/03/08.
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13/03/08 - Quinta-feira

PSDB ensaia governo paralelo

Está no blo do Marcus Vinicius:

Não vai longe o tempo em que a Celg, na presidência de José Paulo Loureiro, anunciou que as contas da empresa estavam saneadas.

Qual foi a surpresa dos goianos, dois anos depois, ao descobrir que o déficit da estatal estava na casa dos R$ R$ 1,2 bilhão, e que este buraco está sendo tapado com empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), mercê a boa vontade do presidente Lula (PT)?

A discussão sobre os números reais das contas do Estado não pode seguir a mesma lógica. E esta, pelo menos, não parece ser a intenção do governo e dos técnicos da Secretaria da Fazenda.

(...)

O rumo em que a discussão está indo, resvala para o maniqueísmo, como se Alcides fosse ruim, Marconi fosse bom. Números são frios, nem bons, nem maus, apenas precisos. O passar dos dias pode serenar os ânimos ou revelar intenções. Se a idéia for mesmo esta - a de afastar de Marconi a responsabilidade pelo déficit, negando a herança que deixou para o seu sucessor -, estará traçada a estratégia do rompimento lento, gradual e calculado.

De certa forma, já há um governo paralelo ao de Alcides Rodrigues sendo gestado. E, todos sabem, quem faz governo paralelo é oposição. E, pela transcrissão dos discursos de ontem na Comissão de Finanças e Orçamento na Assembléia Legislativa feito pelos jornais Diário da Manhã e O Popular, PMDB e PSDB parecem que estão invertendo os papéis.

Para ler mais, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 09:52 de 13/03/08.
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16/03/08 - Domingo

PT quaaase com PMDB. A base aliada que se cuide 1

A ala petista que defende aliança com o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), na eleição deste ano na capital - Osmar Magalhães, Carlos Soares etc. - saiu vencedora na queda de braço mais forte até agora com a outra ala, a que defende que o partido deve lançar candidatura própria - Marina Sant'Anna, Humberto Aidar, Pedro Wilson etc.

Em tese, a vitória pode ser revertida no final desta semana, durante encontro estadual do PT. O de hoje foi encontro municipal e escolheu os delegados que vão votar no outro encontro. Mas isso em tese, porque a tendência é o apertado placar pró-aliança com Iris de hoje ser dilatado com o correr da semana, já que a corrente vencedora deste domingo teoricamente não tinha força para vencer, e, se venceu, ou foi porque a história era outra ou porque está havendo mudança de posicionamento partidário - de qualquer forma, está melhor articulada, para se dizer o mínimo.

Há outras teses, claro, como ingerência do próprio PMDB na disputa interna do PT (a possibilidade disso acontecer foi muito difundida durante a semana). Mas pode estar ocorrendo outro tipo de ingerência: a do PT nacional. Está mais do que evidente hoje que o presidente Lula quer alianças com o PMDB em todo o País, pensando na governabilidade e na sua sucessão. Então...

Bom, são teses, são considerações, são possibilidades, são questões em aberto. No final da semana saberemos exatamente o que vai acontecer.

Agora, considerando-se que o placar pró-Iris permanecerá, restará ao grupo de Marina e Humberto decidir se vai continuar protestante ou se vai entrar na negociação com o PMDB. Porque é esta a fase que se iniciará: a da negociação com Iris para definir se estará garantida a vaga de vice e o nome petista que a ocupará. Valdi Camarcio? Paulo Garcia? Pode ser. Há outros nomes.

E Marina, Pedro, Humberto, o que querem? O que vão fazer?

Postado por Vassil Oliveira às 19:01 de 16/03/08.
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16/03/08 - Domingo

PT quaaase com PMDB. A base aliada que se cuide 2

Bom, e como fica a situação para a base aliada do governo estadual com o PT alinhando-se com o PMDB?

Partindo-se do princípio que nada é tão ruim que não possa ter algo de bom, o provável reforço que o prefeito Iris Rezende terá com o PT ao seu lado tanto deixa a base mais longe da vitória quanto mostra que, exatamente por isso, precisa pensar seriamente em coisas que seus líderes têm levado com a barriga, como unidade real e candidatura única.

A questão primeira naturalmente será: como construir essa unidade?

Hoje ela parece impossível. Porém, mais uma vez partindo-se de premissas otimistas, nada é tão impossível que não possa estar prenhe de um milagre. Ou coisa parecida.

O problema até agora é que tem muita gente falando em unidade, mas ninguém está levando o assunto verdadeiramente a sério. Está mais como discurso de ocasião, para constar.

Só aí virá (ou concomitantemente) a questão segunda: quem será o candidato?

Não será fácil convencer Barbosa Neto (PSB), Sandes Júnior (PP) ou Raquel Teixeira (PSDB) a desistir.

Em todo caso, pode ser, por exemplo, que o fato de o PMDB fechar com o PT automaticamente tire Sandes da jogada, já que ele queria era a vice de Iris. Pode ser ainda que esta aliança reposicione o PR com os aliados, mesmo que Raquel seja a candidata. Pode ser também que o PTB, com leve tendência a querer igualmente um lugar ao lado de Iris, mude definitivamente de idéia. Pode ser, pode ser...

Barbosa ou Raquel? Eis a questão para a base.

A não ser que se parta do princípio, aliás defendido por alguns líderes aliados, de que não importa que PT e PMDB estejam juntos, o melhor para o grupo é ir com duas, três ou mais candidaturas contra Iris, para no segundo turno, aí sim, se buscar uma aliança. Aí não há o que fazer: Iris terá um aliança forte, com candidatos a vereador fortíssimos, e tempo de TV de sobra.

Aí...

Postado por Vassil Oliveira às 19:20 de 16/03/08.
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16/03/08 - Domingo

Contas públicas: o teatro do absurdo

A análise abaixo é de Danin Júnior, e está no Jornal Opção desta semana:

Primeiro, algumas notas sobre o contexto em que a peça será encenada: o governo publica o balanço das contas públicas de 2007 reafirmando que enfrenta profundas dificuldades para equilibrar receita e despesas (incluindo restos a pagar de anos anteriores). Trata-se de uma administração cujos protagonistas eram (e continuam, pelo menos em tese) parceiros políticos daqueles que estavam à frente do governo há quase oito anos. Apesar dessa parceria política, o atual cerne do poder não detinha propriamente as rédeas administrativas do Estado. Nesse aspecto, seu papel era secundário.

Ainda contextualizando o cenário, o clima de fundo é tenso com a falta de dinheiro em todos os órgãos e a previsão de cortes mais radicais até mesmo com a extinção de cargos de primeiro e segundo escalões, além da expectativa de poda em massa de comissionados. Nessa situação, surge um enredo ambíguo mais ou menos previsível: porque não apitavam nada na época, os atuais gestores não assumem culpa pelos eventuais erros administrativos do passado e concedem apenas uma responsabilidade política silenciosa acerca desses problemas - demonstram e reclamam do déficit, mas termos como "herança maldita" provavelmente não serão recitados no palco.

Aquecidos por um fogo amigo tão público como não se via há muito tempo, picos de tensão despontam em áreas mais sensíveis à restrição orçamentária, com a Saúde sendo o carro-chefe. Ambos respaldados politicamente pelo governador, os secretários Jorcelino Braga (Fazenda) e Cairo de Freitas (Saúde) acabam se chocando em cena por causa dos recursos financeiros que o primeiro estaria contingenciando. O diálogo é dramático, fala-se em mortes (dos pacientes do sistema de saúde). Esse atrito sob os holofotes talvez seja invejado em silêncio por outros auxiliares da administração, também sequiosos pelo dinheiro que a Sefaz precisa segurar para conter a evolução do déficit.

Para ler mais, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 14:24 de 16/03/08.
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16/03/08 - Domingo

PP x PSDB: o DNA da guerra

O artigo do Afonso Lopes no Jornal Opção desta semana, como mesmo título deste post, merece ser lido na íntegra. Só um aperitivo:

E esse é o quadro atual. O PSDB esticou a corda e, agora, já não há muito o que fazer. A relação entre o PP e os tucanos, para usar um chavão bem apropriado, nunca mais será a mesma. Não há mais condições para a paz definitiva entre os dois partidos. Por enquanto, e enquanto der, será apenas a paz possível. Questão de DNA.

Taí. Esta observação, então, é irretocável. Os autores deste blog sabem disso.

Para ler o artigo do Afonso na íntegra, AQUI.

(Apenas uma observação: as matérias do Jornal Opção não permitem link direto - ou, pelo menos, não consegui achar como fazer isso ainda -, então o direcionamento é para a página principal na internet. Mas tá lá. Não tem sergredo.)

Postado por Vassil Oliveira às 14:51 de 16/03/08.
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16/03/08 - Domingo

PT quaaase com PMDB. A base aliada que se cuide 3

Parece brincadeira, mas é oficial, segundo informação dada agora há pouco por Osmar Magalhães, um dos principais articuladores do lado vencedor na guerra travada hoje no PT:

Os pró-aliança com Iris obtiveram 568 votos, e os pró-candidatura própria, 562.

A diferença, em termos de delegados eleitos, significa que:

  • os pró-aliança com Iris têm agora 115
  • os pró-candidatura própria: 113

Mais emblemático, impossível.

Ou, melhor dizer ironia do destino?

Postado por Vassil Oliveira às 20:00 de 16/03/08.
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16/03/08 - Domingo

Ozair pode trocar Maguito por PSDB

Está na coluna Linha Direta, assinado por Filemon Pereira, esta semana (o título da nota é o mesmo deste post):

Apesar dos últimos movimentos evidenciando uma forte aproximação com o PMDB do ex-senador Maguito Vilela, o deputado estadual Ozair José (PP) tem outro plano que pode ser posto em prática. Ao invés de uma composição com o PMDB, Ozair estaria propenso em disputar ele próprio a prefeitura de Aparecida de Goiânia mais uma vez. Nesse cenário, o pepista teria o apoio do PSDB e a garantia de aporte financeiro para tocar uma campanha contra o chamado 'grupo de Aparecida'. Em contrapartida, o PP fecharia aliança com o PSDB em Goiânia, apoiando a candidatura da deputada federal Raquel Teixeira. Os adeptos dessa aliança avaliam que sem o respaldo de Ozair e do PP, Maguito pode recuar. Acreditam que o ex-senador ficaria sem forças para trabalhar sua candidatura.  A mudança de rota do deputado pepista dependerá do andamento das negociações (nada fáceis entre tucanos e pepistas, no momento), mas certamente tem a torcida explicita da turma de Ademir Menezes (PR).

Para ler toda a coluna, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 16:04 de 16/03/08.
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17/03/08 - Segunda-feira

O jornal das eleições em Goiás e no Tocantins

A Tribuna do Planalto estreou o caderno Eleições 2008 neste final de semana.

O caderno vai circular também na Tribuna de Anápolis, na Tribuna do Sudoeste e no Planalto Central.

Claro, também será encontrado no Tocantins, pois um de seus diferenciais é uma ampla cobertura das eleições nos principais municípios daquele Estado. Em Goiás, o acompanhamento das disputas será amplo, geral e irrestrito.

No que se refere a Goiás, vale dizer, tudo em parceria com a Rádio 730.

O objetivo da Tribuna, expresso em sua campanha de mídia, é ser O jornal das eleições em Goiás e no Tocantins.

Confira lá o caderno.

Para acesso direto, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 12:11 de 17/03/08.
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17/03/08 - Segunda-feira

Depende... de Alcides

1

A voracidade com que Sandes Júnior busca ser vice do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), espanta até o seu PP. Também espanta a calma de Barbosa Neto (PSB) na pré-campanha. Raquel Teixeira (PSDB) é a única na base governista que age como candidata.

2

Sandes só será mesmo protagonista nesta eleição se fechar com Iris. Mas, para isso , PP e PSDB terão de romper de vez - a não ser que a aliança seja 'o' rompimento. Semana passada, quase se deu o rompimento, dado o acirramento, nos bastidores,  dos ânimos entre aliados do governador Alcides Rodrigues e do senador Marconi Perillo.

3

Ainda assim, para Alcides seria uma mudança drástica demais trocar Marconi por Iris como aliado. Dificilmente isso seria entendido. Já está difícil explicar o desarranjo com o senador, que dirá a aliança formal com os peemedebistas.

4

Quanto a Barbosa, ele tem passado a impressão, a aliados de partidos variados, de que está a ponto de desistir da disputa. É o que mais se ouve, e se ele não reagir... Já Raquel vai com cuidado. Ela avalia que uma coisa é ser o nome de PP-PSDB, outra é estar fora do ninho aliado. A seu favor neste momento estão exatamente a quietude de Barbosa e a avidez de Sandes pela vice de Iris, o que têm colaborado para que ela ganhe simpatia entre alcidistas (seu ponto fraco), e a avaliação no PMDB de que ela é a pior adversária para Iris.

5

Em tudo, a expectativa da reforma do governo. A saber: como Alcides e Marconi vão se comportar de fato? Como aliados ou como inimigos? Quer dizer: formalmente. Porque informalmente...

...*...

(Publicado na Tribuna do Planalto, caderno Eleições 2008, de 16.03.2008.)

Postado por Vassil Oliveira às 08:13 de 17/03/08.
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18/03/08 - Terça-feira

Todo poder aos intangíveis!

Político bom é político que faz. Eis uma daquelas verdades incontestáveis no mundo da política. Outra: político bom de discurso raramente é bom administrador. É isso que dizem, por exemplo, de Henrique Santillo aqueles que tentam minimizar seu governo: como governador de Goiás, deixou a desejar; como tribuno, principalmente no senado, foi incomparável, gigante! Não importa que Santillo tenha idealizado os agentes de saúde, tenha segurado o Estado durante o episódio do Césio 137 e, como ministro da Saúde, tenha combatido o cartel das indústrias de remédio para abrir espaço aos genéricos.

O que faz é que é bom; o que pensa tem lá seu valor, mas nem se compara com aquele que dá cesta básica e constrói pontes. É o que mais se ouve. Claro, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, para usar a clássica expressão nascida nos campos de futebol. O problema é o povo. O povo, sabe, aquele mero detalhe entre os elevado (com ou sem trocadilho, por favor!) interesse público do candidato e a urna. A fé no fato de que bom é quem faz está no insofismável fato de que, enfim, entre feijão e poesia, o povo quer mesmo é feijão.

Mas você já parou para imaginar o mundo sem a cadência das idéias, sem as vozes enlevadas, a suavidade dos pensamentos e as propostas mirabolantes, que, tirando o exagero, até que param de pé? Percebe?! É como se fosse possível ser são, mas sem direito a alguns minutos de pura loucura. Pra mim, aí, sim, é que este mundo seria de enlouquecer!

CONTINUA...

-0-

10 passos para umacampanha intangível

1

Candidato: pense, não se deixe pensar pelos marqueteiros.

Eleitor: pense no outro, na cidade, no futuro; nem pense em vender o voto.

2

Candidato: proponha o possível, e não o que é preciso para vencer mesmo sabendo que não vai fazer.
Eleitor: não se deixe enganar pelas frases de efeito, tipo "Eleitor, você é minha única razão de ser", porque, convenhamos, não é; para este tipo de candidato, a única razão de ser é a vitória, custe o que custar.

CONTINUA...

Para ler todo o texto, publicado na Tribuna do Planalto desta semana, clique AQUI (no blog) ou AQUI (direto para o jornal).

Postado por Vassil Oliveira às 00:22 de 18/03/08.
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18/03/08 - Terça-feira

PT quaaase com PMDB. A base aliada que se cuide 4

A informação é do jornalista Liorcino Mendes, em e-mail:

Por um erro da secretaria geral da comissão executiva municipal do Partido dos Trabalhadores de Goiânia, o numero de delegados  que cada chapa tem direito ao encontro municipal que irá discutir a tática eleitoral no próximo domingo , alterou ainda mais o jogo. A Diferença de delegados que era de dois, caiu para apenas um, com a chapa que defende Candidatura Própria garantindo mais um delegado nesta segunda feira. Na verdade o número de petistas aptos a votar em Goiânia era de 2.298, conforme determinado pelo diretório nacional e não 2.260 anunciados pela Secretária Geral, paula Beiro, delegada da  Chapa que defende aliança com o prefeito de Goiânia, Íris Rezende, do PMDB. Na verdade o número correto de delegados é 231  e não 228 como apregoava a secretaria geral do PT municipal. Com isso a tese que defende que o PT não lance candidatura própria tem direito a 115 delegados e a de candidatura própria 114 delegados.

Postado por Vassil Oliveira às 00:46 de 18/03/08.
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18/03/08 - Terça-feira

Extra!! Extra!! PT quaaase com PMDB. A base aliada que se cuide 5

Coisa mais impressionante!

A crise no PT não se restringe aos desentendimentos humanos. Agora até a calculadora complica.

Primeiro os próali-ança com Iris conseguiram eleger no domingo 115 delegados, e os pró-candidatura própria, 113

Depois, a correção: o placar, em verdade, em verdade, era outro: 115 a 114.

Pois hoje novos números foram divulgados: 116 a 115.

Então fica assim. A não ser que tenhamos de voltar em nova edição extraordinária para mostrar que a calculadora, de novo, coitada, errou.

Eta, calculadora danada!

Postado por Vasil Oliveira e Marcley Matos às 19:51 de 18/03/08.
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18/03/08 - Terça-feira

Mais um capítulo daquilo que é negado

Com o tucano-marconista-emblema-de-poder-do-finado-tempo-novo José Carlos Siqueira fora da Secretaria de Planejamento, o que se confirmou hoje, a crise na base governista sobe mais um tom.

(Embora o secretário que cuida da política do governo estadual, Roberto Balestra, do PP, insista em negar a crise, por mais visível ela esteja, argumentando candidamente que se trata de invenção da imprensa. Ela mesma. E que conste: com orgulho. Cumprindo o seu papel de não ir no conto das Alices no País das Maravilhas.)

Não quer dizer que ela, a crise, já tenha chegado ao máximo. Caso se confirmem as mudanças no segundo e terceiro escalão, 'anunciadas' nos bastidores, aí, sim, ela chegará ao ponto máximo: romper ou não.

Só para lembrar: os alcidistas (aliados do governador Alcides Rodrigues, PP) e os marconistas (aliados do senador Marconi Perillo, PSDB) não se entendem faz tempo, embora muitos na base governista, como Balestra, não admitam.

Também só para lembrar: o rompimento de que se fala aqui é o oficial, porque o oficioso, este já aconteceu há muito, embora muitos da base etc. etc.

A saída de Siqueira acontece menos de dois dias depois que o tucano Carlos Alberto Leréia, em um programa de TV, voltou a bater duro no governador.

Coincidência? Pode ser. Para aqueles que acreditam que jabuti sobe em árvore.

Postado por Vassil Oliveira às 23:25 de 18/03/08.
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20/03/08 - Quinta-feira

PT adia encontro - agora é esperar próximos capítulos

 Executiva do PT em Goiânia adia encontro de domingo


Em reunião realizada no início da tarde de quinta-feira, a Eecutiva Municipal resolveu por esperar a decisão da Executiva Estadual que esta analisando um pedido de impugnação da votação da zonal 147 do partido. A executiva estadual convocou uma reunião extraordinária para hoje, dia 20, mas não alcançou quórum, e remarcou a reunião para segunda feira.

O pedido de imugnação foi feito pelo presidente da tendência Democracia socialista, Martiniano Rossi. Segundo o pedido, na zonal 147 do PT votaram pessoas que não estavam autorizadas, a autorização é dada pelo diretório nacional.

Os defensores da candidatura própria do PT consideram que com a impugnação dos votos dessa zonal, eles ficam com 10 delegados a mais que os defensores da aliança com o PMDB.

Ja os defensores da aliança destacam que a executiva fez o certo ao adiar a reunião, mas ponderam que o pedido de impugnaçaõ foi feito por quem não aceita a decisão da base petista.

A executiva estadual petista se reúne na próxima segunda-feira, dia 24, as 8:30 da manha. Já a executiva Municipal se reúne na próxima terça-feira as 11 horas da manhã.

 

Informação Site Radio 730

Postado por Marcley Matos às 18:51 de 20/03/08.
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21/03/08 - Sexta-feira

Auxiliares apreensivos com retomada de trocas

Estou atrasado na postagem desta pequena matéria (culpa do fechamento na Tribuna do Planalto, posso dizer), que saiu ontem no Popular com o mesmo título daí de cima e é assinada pela repórter Fabiana Pulcineli. Mas ela é de uma sutileza cirúrgica, do tipo que revela tudo (na minha percepção dos fatos, claro) sem precisar se estender nos considerandos. Iretocável. Vai na íntegra:

Com a retomada das demissões na equipe, auxiliares do governo estão apreensivos. Os boatos sobre as trocas cresceram desde sexta-feira, quando o governador Alcides Rodrigues (PP) voltou a anunciar substituições.

Auxiliares que ainda não foram confirmados no governo participaram ontem das comemorações do aniversário de Inhumas. Havia também dezenas de assessores de segundo e terceiro escalões, que devem sofrer cortes após a definição do secretariado.

As possíveis mudanças dominaram as conversas nas rodinhas. "Vocês estão me colocando como o próximo", reclamou aos jornalistas o secretário de Cidades, Orion Andrade, em tom de brincadeira.

"E aí, alguma novidade? O governador falou de mais mudanças?", perguntou o presidente da Agência de Esportes, Cesar Sebba, após entrevista.

O secretário de Meio Ambiente, José de Paula Moraes, que também entra na bolsa de apostas, esteve em Inhumas. A ansiedade entre os titulares de pastas que serão extintas com a reforma é ainda maior.

Postado por Vassil Oliveira às 01:36 de 21/03/08.
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22/03/08 - Sábado

O oportunismo vil do PMDB

A análise é de João Bosco Bittencourt, diretor de redação do Diário da Manhã:

Mesmo carente de articulação política eficiente, o governador Alcides Rodrigues consegue façanha notável: emudecer a oposição na Assembléia Legislativa. À exceção de duas vozes isoladas e solitárias, a maioria absolutíssima dos 41 deputados estaduais evita olimpicamente as críticas, até mesmo as mais suaves, à administração do PP. Para um observador desavisado, Goiás é o paraíso.

Destoam da onda governista na Assembléia apenas dois deputados. Um deles é o tucano Daniel Goulart, que tecnicamente pertence à chamada base de sustentação ao governo. Goulart vive uma crise existencial, como se estivesse numa montanha russa política. Às vezes, dispara a metralhadora contra o governo. Depois, arrepende-se e muda o discurso. E, assim, vai, meio hesitante, mas discordante da marcha batida do resto do pelotão. O outro é o peemedebista Thiago Peixoto, que não alivia a mão para o lado do governo Alcides. Fora daí não existe vida oposicionista na Assembléia.

(...)

E não há sinceridade mesmo no discurso dos peemedebistas. O partido quer tirar proveito do gradual estremecimento entre Alcides e Marconi. Mira 2010 e calibra o alvo imediato na candidatura do tucano. O raciocínio é simples: tudo que for ruim para Marconi é bom para o PMDB. Daí, dá trégua a Alcides. Fechar os olhos para os possíveis erros cometidos pelo governo e não cobrar o cumprimento das promessas de campanha que até agora não saíram do papel.

(...)

O vil do título é um adjetivo forte. Justifica-se, porém, porque o PMDB não age motivado pelos interesses maiores da população, mas por esperteza política.

Para ler todo o artigo, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 13:41 de 22/03/08.
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17/03/08 - Segunda-feira

Mabel: "Boa parte (da base aliada) deve mudar"

Vale a pena ler a entrevista do deputado federal Sandro Mabel à Tribuna do Planalto esta semana.

Só para lembrar: a entrevista está no site da Tribuna desde sexta-feira, 14. Os principais pontos:

SOBRE A GUERRA GOVERNO X PSDB:

O sr. está acompanhando essa discussão sobre o déficit do Estado entre a Secretaria da Fazenda e o PSDB?

Se não houvesse débito, o dinheiro teria de estar guardado em algum lugar. E os pagamentos estão atrasados. Essa discussão teórica que os tucanos estão fazendo é defender o indefensável. Como não há déficit? Se o Estado tem uma dívida corrente grande, quer dizer, a folha de pagamento estava comprometida, agora acabaram normalizando, mas os programas sociais não são pagos. Os empreiteiros não estão sendo pagos. O que existia é que o Marconi conseguia antecipações em seus recolhimentos. Durante a campanha do governador Alcides todo mundo achou que ele perderia a eleição. Então, os empresários meteram o pé no freio, não quiseram antecipar mais. O governo tentou manter o mesmo mecanismo de antecipação, mas o pessoal dizia: "Nosso caixa está apertado, estamos com muitos meses antecipados, não podemos mais". Foram R$ 500 milhões ou R$ 600 milhões antecipados. Mas não é queda de arrecadação, é que arrecadaram na frente. Então, o dinheiro não entrou, gastaram antes. Isso é uma bolha, e ela foi furada, porque todo mundo segue a mesma tendência. Você acha que o empresário vai deixar lá o dinheiro cinco, seis meses antecipados com o risco de o governador dizer que não reconhece a antecipação?

Essa discussão de que não há déficit é boba? 

 "Por que o senhor criou um monte de planos de cargos e salários?" "Ah, só aumentaram R$ 10 milhões na folha." Só? O que o governo está fazendo? Está com muito programa. A Saneago, a Celg têm programa de recuperação. O que o Alcides e o Braga estão fazendo é um saneamento disso tudo. Eles estão fazendo o que qualquer um que sabe administrar faria.

Não corre o risco de o mandato de Alcides Rodrigues ser só para sanear as contas?

Melhor para Goiás, porque não podia continuar da forma que estava. Não tem condição de quebrar uma empresa de saneamento, quebrar uma empresa elétrica. Isso não existe, é insuportável. Chega a um ponto que o Estado não agüenta mais. Aí, precisa de alguém que faça. Agora, uma gestão mais forte talvez pudesse ir com velocidade e intensidade maiores. O Alcides tem a dificuldade de ser um governador de sucessão. Se fosse um governador de oposição, cortava isso tudo e não tinha conversa.

Então, diante da condição política que vive, o governador Alcides faz o possível?

Na condição política dele não tinha condição de fazer diferente. Acho que Alcides está sendo extremamente ético e leal com o governo Marconi. Se ele fosse de oposição arrebentava. O Marconi fala que pegou com déficit. Não quero dizer que ele não tenha razão, estou dizendo que o déficit existe, está ali. "Ah, mas o outro governo também me passou." Isso não é desculpa. Não é por que você pegou a casa desarrumada não precisa entregar desarrumada. Mas isso é que gestão pública. No dia em que a população entender que tem de colocar gente que sabe, que é do ramo... Temos exemplo claro e perto de nós em Senador Canedo. Lá você vai ver o que é a gestão de quem sabe e quem não sabe. O dia em que Goiás pegar um cara que desde o primeiro dia saiba fazer. E não basta experiência só de administrador, tem de ser administrador e político. Henrique Meirelles, hoje, sabe fazer. Sabe administrar e sabe fazer política, aprendeu. Sabendo fazer os dois, Goiás dá um salto. Goiás precisa de planejamento mais forte, de longo prazo. Tem-se pensado Goiás em longo prazo muito mais na bancada federal do que no Estado. Quais as obras estruturais que o governo de Goiás fez nos últimos dez anos? A Ferrovia Norte-Sul não tem nada a ver com o Estado. Estamos duplicando as rodovias federais, como a Belém-Brasília, alguns eixos que estamos criando, como a BR-070. Temos a BR-080, que junta a BR-242 e faz um corredor de exportação para Mato Grosso, onde você tem hidrovia, integra toda essa região com a Ferrovia Norte-Sul. Conseguimos um alcoolduto para Goiás.

FUTURO DA BASE ALIADA

Por toda essa crise financeira que atinge o governo, o sr. acredita que essa base aliada fica inviável para os próximos anos?

Acho que uma boa parte deve mudar. Foram muitas coisas prometidas e não cumpridas. Chateia um e outro.

Numa nova composição, qual é o caminho do PR?

O caminho do PR é pela competência. Queremos criar um governo que possa ser cada vez mais competente. Por exemplo, acho o Alcides competente. Ele é o governador ideal para agora, ele está arrumando a casa. O governo Lula tem ajudado muito. O deputado Rubens Otoni tem sido importantíssimo nesse ponto.

APARECIDA & MAGUITO

Quem vai ser o candidato do grupo de Aparecida?

A princípio é o prefeito José Macedo. Ele trabalha muito. O problema é que Aparecida tem metade da população de Goiânia e 10% da arrecadação. Agora, toda a oposição já teve oportunidade e tem de ter ajudado Aparecida. Por que não temos asfalto? Porque a turma que está do lado de lá nunca botou um centavo para fazer asfalto. Por que agora eles estão indo para lá? Porque demos uma arrumada na cidade. Não é mais cidade de interior, é cidade da região metropolitana, com visão metropolitana. A cidade é outra, tem comércio, transporte público... Só que faltam dois milhões de metros de asfalto. Para fazer isso, é preciso R$ 700 milhões, no mínimo. Criamos uma bancada federal que traz dinheiro todos os anos. O nosso pensamento é tanto por Aparecida, que saí de lá, onde tenho 140 mil votos, para pôr o Chico Abreu no meu lugar, fui na fábrica da Mabel pedir aos meus funcionários para votar no Chico Abreu, para que ele pudesse ajudar a cidade. Então, é fácil fazer discurso, é por isso que está com 60% numa pesquisa.

Há o entendimento de que Maguito está muito forte em Aparecida?

É por que é fácil numa cidade como Aparecida. Vá a Santo Antônio do Descoberto e pegue qualquer pessoa que tenha um candidato a governador ou outra coisa, para ser prefeito lá. Nunca foi à cidade, não tem nem desgaste, só a tem a imagem de que já foi governador. "Vamos ter um prefeito que já foi governador." Mas você tem de contar que quando Maguito foi governador não fez um metro de asfalto em Aparecida.

Mas não há um desgaste do grupo que administra Aparecida há quase 12 anos?

Tem esse desgaste sim, que é do dia-a-dia. Mas na campanha, quando mostrarmos a responsabilidade que temos isso muda. Lá, nós fazemos reunião 5h30 da manhã dia de segunda-feira. Essa turma trabalha. O Ademir Meneses é organizado, arrumado, empreendedor. O Macedo é um cara que trabalha. Você acha que vai pegar ele dormindo às 9 horas da manhã? Nunca. Às 5h30 ele está em pé. Agora, asfalto não se faz com discurso, se faz com dinheiro.

Mas não é estranho o sr. condicionar a eleição de Goiânia à de Aparecida?

Eu vou ajudar o prefeito em Goiânia, que atravessa a rua e tem um candidato em Aparecida, que é a mesma cidade? A interferência é a mesma. Não tem como. Parceiro é parceiro. Ou então vamos soltar um candidato em Goiânia também.

Mas então o PR também está preparado para perder apoio em outras cidades, como Senador Canedo?

Lógico, podemos abrir mão também. Isso é um pacote. Anápolis não tem nada a ver com essa história. A eleição de Aparecida cruzou com Goiânia, e nunca tinha cruzado, porque o Maguito entrou. Uma figura estranha no processo. Esse grupo faz pela cidade. Não rouba, não tem confusão.

Com todo esse desenvolvimento em Aparecida, por que o nome de Maguito incomoda tanto?

Não é que o nome incomoda. Vamos disputar com ele. O problema que existe é que, se queremos ser parceiros... Não posso ser parceiro só cedendo o que é meu. Se eu quero defender minha base, não posso vir aqui colocar azeitona da empadinha do Iris e lá ele colocar pimenta na minha água.

E quanto ao PP?

Isso é questão do governador com o vice. Quando o governador era Marconi e Alcides o vice, todas as eleições municipais e estaduais eu ligava para o Marconi e dizia: "Em Palmeiras, meu partido é assim. Você quer que mude alguma coisa?" Para o Alcides: "Em Santa Helena, tem uns caras que são contra você, quer que eu tire?" Então, nessa cidade a gente falava, "se unam em torno do Alcides, senão vamos vender vocês". Já avisa: "aqui vamos seguir o governador; aqui vamos seguir o vice-governador; agora, no resto do Estado nem precisa pedir".

Pode haver uma aproximação com PTB, PSB?

É uma possibilidade. Se você vai fazer uma pareceria, pode usar a campanha para lançar idéias. Ou pode competir diretamente.

MARCONI PERILLO

Como o sr. avalia uma possível nova candidatura de Marconi Perillo ao governo em 2010?

Acho que o Marconi deveria ficar no Senado. Já fez o trabalho dele oito anos em Goiás. Ele é um bom senador, mas não tem a experiência administrativa que o Estado precisa. Representou um salto de desenvolvimento, mas foi em outra era. Revolução é saber administrar, priorizar eixos de desenvolvimento do Estado. Por exemplo, temos potencial mineral violento. E as mineradoras estão sozinhas, e estão andando. Estamos estudando para desenvolver mais nesse sentido. Há reservas de muita coisa. Estamos estudando um programa mineral violentíssimo. 

Postado por Vassil Oliveira às 09:36 de 17/03/08.
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16/03/08 - Domingo

Normal, normal...

Meu amigo João Bosco Bittencourt tocou em um ponto interessantíssimo, que vale o registro, em seu artigo intitulado Crise de autoridade (para ler, clique AQUI), publicado no DM de sábado, 14.

Abrindo parênteses, ele anotou:

(De antemão, aviso que escrevo esta análise sem inspiração de qualquer corrente política. Destaco isso porque virou moda atribuir ligações escusas a jornalistas que emitem opiniões ou façam análises políticas. Exemplos: é comum dizer que os textos do jornalista Marcus Vinícius trazem recados do secretário Braga. Não é verdade. Fala-se que Vassil Oliveira é o porta-voz de Henrique Meirelles. Também não é verdade. Comenta-se que o artigo da jornalista Cileide Alves, publicado na segunda-feira passada em O Popular, foi "ditado" pelo Braga. Outra mentira. E por aí vai. Basta o profissional escrever no sentido contrário ao que pensa determinada autoridade ou político, lá vem chumbo grosso. Coloco a mão no fogo por todos esses jornalistas citados. Marcus Vinícius, Vassil e Cileide, entre outras vítimas dessa estreiteza de visão, são profissionais íntegros e comprometidos com a análise jornalística isenta e imparcial. De minha parte, sou freqüentemente carimbado como marconista. Mas meu couro está grosso. Já me acusaram de nionzista, irista, maguitista e alcidista. Na eleição municipal de 2004, me tacharam de petista. Não sou nada disso. Sou apenas um jornalista que rala para sobreviver.)

Entendo a preocupação do João. Por que? Basta ler os comentários publicados neste blog.

E me vem à lembrança um outro caso, curioso. Durante a campanha passada, publiquei um artigo sobre teoria da conspiração, que vai na mesma linha.

É aquela história: política sem teoria da conspiração não é política.

Só que falei de forma genérica, citando um caso fictício. Pois não é que alguém vestiu a carapuça e veio reclamar? (O artigo está no livro Eleição do Início ao Fim)

Pois é.

Daí que... João, esquenta não.

Postado por Vassil Oliveira às 18:40 de 16/03/08.
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16/03/08 - Domingo

PP e PSDB mais distantes

Do blog do Eduardo Horácio:

Um ano atrás, PP e PSDB se criticavam, mas ambos concordavam que o adversário principal era mesmo o PMDB. O que motivava as primeiras discordâncias eram os dados da dívida do Estado.

A posição do PP era a posição do governador Alcides Rodrigues, que não dava transparência ao endividamento. Já o PSDB, via senador Marconi Perillo, nunca revelava os números que dizia ter, mas sempre atacava o PMDB. O culpado pela dívida era sempre o governo de Maguito Vilela (1995-1998).

De lá pra cá, muita coisa mudou. Hoje o PP está mais próximo do PMDB. Os tucanos, por sua vez, estão mais isolados. De todos os grandes partidos da base aliada, o único que ainda posa do lado dos tucanos é o PTB, do deputado federal Jovair Arantes.

Para ler mais, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 11:21 de 16/03/08.
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22/03/08 - Sábado

Mais um factóide. Agora, um ovo em nome da paz

Está na edição deste sábado do Hoje, em reportagem assinada por Divino Olávio, com título "Um presente de Marconi para Alcides".

Sim, a estratégia marconista é esta: fazer de conta que está tudo bem. Veja:

O dono da festa e anfitrião era o secretário de Articulação Política, deputado Roberto Balestra, mas quem ganhou o presente foi o convidado mais ilustre, o governador Alcides Rodrigues. Ele recebeu um ovo de Páscoa, levado pelos deputados tucanos Jardel Sebba e Helder Valim por recomendação do senador Marconi Perillo. No recheio, a decisão tomada de repreender publicamente críticas a serem feitas contra Alcides por integrantes do PSDB.

Antes de entregar o presente ao governador, em Inhumas, os dois deputados estiveram reunidos com o senador, em Brasília. E a demonstração de lealdade ao pepista a ser dada pelos tucanos será o comportamento da bancada, que continuará votando a favor das matérias do governo. O recado de Marconi a Alcides foi o de que o governo foi eleito com o integral apoio do PSDB e não será por causa de cargos que o partido deixará de apoiá-lo. De acordo com a mensagem de Marconi, cabe somente a Alcides promover as exonerações e as nomeações de integrantes de sua equipe de auxiliares, no momento que ele julgar necessário.

Como nas outras vezes que alguém faz referência ao nome de Marconi, Alcides disse aos deputados que ficou muito contente. "Eu e o senador Marconi somos muito amigos, companheiros e eu nunca tive dúvidas da sua amizade", disse Alcides aos parlamentares, em sinal de retribuição à gentileza.

Marconi também tem rechaçado os que o procuram para reclamar do governo. "Estão atirando pedras na Lua os que acharem que vou brigar ou romper com o governador Alcides por causa de demissões de assessores. O governo é do doutor Alcides, que é o dono da caneta, como ocorreu comigo quando eu era o governador", disse o senador há poucos dias em entrevista à imprensa.

(Para ler no jornal, clique AQUI).

Postado por Vassil Oliveira às 13:46 de 22/03/08.
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22/03/08 - Sábado

2008, o ano que já acabou

Eduardo Horácio escreve:

Tanto faz o partido. PP, PSDB, PMDB, PT, PR ou DEM. Todos eles têm uma coisa em comum: discutem mais a eleição de 2010 do que a deste ano, em 2008.

Há algo de estranho. Afinal, se o PMDB pensa mais em 2010 do que em 2008, é porque considera que Iris Rezende já está reeleito prefeito de Goiânia. Se PP e PSDB excluem 2008 de suas agendas é em função de já se considerarem derrotados este ano?

O PSDB não parece incomodado de ver Iris reeleito. Aparenta ter lançado Raquel Teixeira à sucessão em Goiânia apenas para fazer 'birra' a Alcides.

Raquel está abandonada à própria sorte.

Todos os líderes tucanos (deputados estaduais e federais, principalmente) se preocupam mais em atacar o governador "aliado" Alcides Rodrigues (PP) do que criticar o "adversário" Iris Rezende (PMDB).

Nem mesmo se lembram da existência de Raquel, quanto mais de elogiá-la.

O PP, por sua vez, não acende um fósforo sequer para a candidatura de Sandes Júnior (PP), apesar de sua boa colocação nas pesquisas.

Seus líderes estão mais preocupados em atacar o governo tucano que antecedeu Alcides ou, no caso de alguns (como o deputado federal Roberto Balestra) ficar repetindo ad infinitum que a crise é invenção da imprensa.

De 2008, nada falam. Alcides, por exemplo, nunca pronunciou uma só palavra contra Iris.

Para ler toda a análise no blog do Eduardo, clique AQUI; Para ler na Tribuna (edição desta semana), AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 13:52 de 22/03/08.
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22/03/08 - Sábado

Marconi X Lúcia: e aí?

Primeiro, a informação (O Popular de quinta-feira, 20):

Nota diz que Lúcia acerta ao vetar emenda

Nota informativa expedida pela Consultoria Legislativa do Senado em 4 de março afirma que a senadora Lúcia Vânia (PSDB) "agiu dentro dos estritos limites" ao rejeitar, em relatório na Comissão Mista do Orçamento, as emendas do colega de Casa e partido Marconi Perillo com recursos para Goiás no Ministério do Turismo. Marconi havia apresentado as emendas por meio da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que ele preside, e Lúcia, afirmando basear-se em resolução interna que proibiria o procedimento, rejeitou a inclusão dos recursos. A nota técnica da Consultoria Legislativa diz que "de fato as emendas não poderiam ter sido admitidas".

A assessoria de imprensa de Marconi disse que o episódio está superado e que o senador garantiu "bom montante de recursos para o setor turístico do Estado". Acrescentou que o esforço do tucano por mais recursos para o setor, por meio da Comissão de Infra-Estrutura, foi reconhecido pela ministra do Turismo, Marta Suplicy. Ainda segundo a assessoria, a ação do senador provocou o entendimento de que há investimento em infra-estrutura de turismo. (Carlos Eduardo Reche - AQUI)

Agora, uma lembrança. Eis o que dizia a carta da Executiva Regional do PSDB de 22.2 (para ler toda a carta, clique AQUI.):

Para não acolher essas duas emendas de Marconi Perillo, a senadora Lúcia Vânia brandiu a Resolução 1, de 2006,  que, na visão por ela apresentada, não permitiria ao presidente da CI apresentar tais emendas. Mas esse argumento cai por terra quando se observa que ambas haviam sido previamente admitidas pelo comitê específico para isso e pela Comissão de Orçamento.

Destinar R$ 50 mil (foi essa quantia irrisória, mas poderia ser qualquer outra) para cada emenda já seria, do ponto de vista dela, descumprir em tese a Resolução 1. Portanto, a senadora carece de qualquer razão que justifique seu gesto arbitrário contra o colega senador, que é de seu partido e de seu Estado, e contra os interesses maiores do Brasil e dos 246 municípios goianos.

Por fim, uma perguntinha: a Executiva Regional do PSDB vai se pronunciar ou vai ficar na muda?

Veja que a resposta do senador na reportagem de O Popular sai pela, como se diz, tangente.

Postado por Vassil Oliveira às 14:06 de 22/03/08.
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22/03/08 - Sábado

IRIS & PT

Seria neste domingo, 23, o embate decisivo no PT para definir se o partido faz ou não aliança com o PMDB. Seria. A decisão foi adiada. Não importa. A seguir, alguns pontos para reflexão:

A vice em questão

1

Ninguém é bobo. Está claro que a aliança entre PT e PMDB em Goiânia pressupõe que os petistas indicarão o vice do prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Iris já deixou isso claro. O argumento de que o PMDB pode depois negar a vice ao PT é alardeado por peemedebistas descontentes, todos muito bem identificados. Não parte do prefeito.

2

Porque, se isso acontecesse, como ele explicaria a rasteira nos petistas que o defendem hoje? Como explicaria que terá feito o mesmo que o então governador Marconi Perillo (PSDB), anos atrás? No alto de seus mais de 40 anos de vida pública, Iris teria de justificar isso à sua história. Teria de justificar por que lá estaria escrito que ele não cumpre trato (ainda que informal). Sem falar que o PT tem até junho para negar-lhe preciosos minutos nos programas de TV e rádio. Iris quer isso?

3

Mas que falta um posicionamento contundente do prefeito sobre o assunto, ah, isso falta. Mesmo com o risco de se configurar barganha, isso é possível. Habilidade não falta nem a um lado nem ao outro.

4

Em tempo: o vice dos sonhos de Iris é Mauro Miranda. Isso se fosse para ele escolher dentro do PMDB.

Arrogância custa caro

5

Em todo caso, essa discussão interna sobre a vice ter de ser do partido mostra que o PMDB ainda não se curou do câncer da arrogância. A doença está lá, pronta para ressurgir e corroer chances reais de vitória. Como fez em passado recente.

6

Esquecem os peemedebistas que, nesta altura dos fatos, se a aliança não sair, terão de explicar o fiasco negando justo a arrogância (convém lembrar que Maguito Vilela até hoje é cobrado por esnobar o PT em 2006, na disputa pelo governo: nesta hora teria selado seu destino); e, se sair, terão também muito trabalho, exatamente para conter a arrogância de não achar que a eleição está ganha por antecipação.

7

PMDB e PT juntos apontam para um patrimônio eleitoral gigante, mas isso só se a aliança for bem-feita; malfeita, ela poderá se transformar em ALVO gigante. E esse tipo de coisa começa assim: com os descontentes sabotando tudo e todos. Imagine a união de sabotadores peemedebistas e petistas. Vira guerrilha.

8

Sem falar que PMDB e PT juntos podem fazer milagre. Mas inverso: juntar a base aliada, ou a maior parte dela, algo hoje impensável. Aí...

Teoria e prática
9

Os petistas incomodados com a possível aliança com o PMDB usam argumentos teóricos e históricos para tentar mostrar que os dois partidos são água e óleo. Os outros apontam para o pragmatismo lulista: teoria até ajuda a ganhar eleição, mas não ganha sozinha e muito menos governa.

10

O problema é que ninguém, nem de um lado nem de outro, é tão puro que não tenha ou flertado com um suposto inimigo, ou estabelecido ligações perigosas com supostos adversários. Daí que uns são iristas, outros são marconistas e outros... bem, não passam de individualistas.

(Publicado na Tribuna do Planalto, edição de 22.3.2008 - AQUI).

Postado por Vassil Oliveira às 19:11 de 22/03/08.
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22/03/08 - Sábado

Três pontos

Barbosa volta ao jogo

O presidente da Agetur, Barbosa Neto (PSB), estava tão ausente, mas tão ausente da pré-campanha para prefeito de Goiânia que já tinha aliado dando-o como fora do jogo. Pois esta semana ele garante que passa a se dedicar fortemente à disputa na Capital. Desistir? Jamais! - deixa claro.

Onipresença estratégica

Não há um evento politicamente estratégico em Goiás que não tenha lá um representante do senador Marconi Perillo (PSDB). São muitos os nomes que se desdobram na tarefa, com mandato ou não. Di-li-gen-te-men-te. Assim é que Marconi está em muitos lugares ao mesmo tempo.

Crise e mais crise

O bicho vai pegar na base aliada é quando vierem as mudanças no segundo e no terceiro escalões. Será a tomada definitiva de poder pelos alcidistas. A não ser que os ânimos se acalmem. A não ser que as mudanças não venham. A não ser que... A não ser, porque tanto pode quanto não pode.

(Publicado na Tribuna do Planalto, edição de 22.3.2008 - AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 23:14 de 22/03/08.
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23/03/08 - Domingo

Crise na base, hipocrisias constituídas e nova ordem

No final do primeiro ano do primeiro governo Marconi Perillo, um dos principais secretários do Estado esteve na redação da Tribuna do Planalto e, durante conversa informal, disse uma frase marcante para aquele momento: "Tem muita gente querendo que o governo (Marconi) dê certo, mas que não dê muuuuito certo assim não!" Desse jeito, com o "muito" beeeem arrastado.

É sabido que Marconi foi eleito em 1998 amparado por uma aliança que reuniu o seu PSDB, o PP (ex-PPB), o PTB e o DEM (ex-PFL), com o PSDC de coadjuvante. Na época em que o secretário esteve na Tribuna, havia uma forte reação nos bastidores desta aliança às primeiras medidas do novo governo - medidas administrativas e, claro, de ocupação da máquina administrativa, seja com cargos, seja na definição de ações e benefícios.

Nas entrelinhas, o que dizia o secretário: havia uma torcida contra o sucesso da gestão tucana, por receio de Marconi vir a se perpetuar no poder, direta ou indiretamente.
Essa era a situação. E o que se vê agora?

Dentro do governo Alcides Rodrigues (PP), o discurso estabelecido é o de que não há crise alguma na base aliada. O objetivo é firmar o argumento de que o governador não está fazendo nada contra quem quer que seja na base, principalmente contra o PSDB, e muito menos está fazendo algo que o próprio PSDB não tenha feito no exercício do poder da caneta: nomear e demitir segundo as conveniências de momento.

Preto no branco: quando governo, o PSDB era maioria; no governo, o PP quer ser maioria. Como os tucanos tinham a quase totalidade dos principais cargos no Estado - e os que não eram exatamente seus, cooptou ou absorveu com o tempo -, natural é que tucanos saiam para pepistas entrarem. Uma questão de todo matemática que, potencializada sob o ponto de vista político, ganhou, aí sim, contornos de crise.

Neste caso, tudo segundo o pensamento alcidista, os fomentadores da crise são especialmente os tucanos, porque preferem se fazer de ofendidos, em vez de aceitar o diálogo para manter o máximo de poder, e cargos, na administração. E aí uma provocação muito ouvida: com sua atitude, Marconi, em vez de ajudar, atrapalha seus aliados; em vez de segurar quem está em cargos no governo, cria constrangimentos que resultam em demissões.

Algo real é que caducou, acometida por fragilidade aguda, a tese segundo a qual só Marconi e os tucanos reelegeram Alcides, e que o PSDB, por ser o maior partido da base, tem de ficar com a maior fatia dos espaços de poder na administração.

Em 1998, como herdeiro da Arena, o PP era maior que o PSDB, um partido novo, sem raiz no interior do Estado. E Marconi? Era deputado federal de um partido que tinha o presidente da República - Fernando Henrique Cardoso -, mas que, inicialmente, não o queria como candidato ao governo. Tanto que, quando o candidato a governador da futura base aliada era ainda Roberto Balestra, houve até conversas dos tucanos com o PMDB para um possível "intindimento" com o então governadoriável líder nas pesquisas Iris Rezende. Marconi chegou a ser cogitado para vice.

E não se perca na memória que Marconi, no início da campanha daquele ano, aparecia em cima das caminhonetes das carreatas no interior sempre ao lado de Ronaldo Caiado, Lúcia Vânia, Roberto Balestra, Vilmar Rocha, Nion Albernaz e outros, por serem eles mais conhecidos e por terem um peso político que ele estava longe de ter. Para se fazer forte, Marconi precisou ser apresentado e respaldado por quem o povo já conhecia - eis a questão. E eis também aí uma das razões para 'o homem da camisa azul' ter-se revelado, na poética percepção de um repórter do Correio Braziliense. Como o eleitor não conhecia direito o nome e o candidato, apontava: "Aquele lá na caminhonete, de camisa azul (apropriadamente azul; estrategicamente azul...), ao lado do..." A expressão, muito bem-usada pelo comando da campanha aliada, ficou famosa e o azul virou marca visual do chamado 'Tempo Novo'.

A tese da vitória de Alcides ser devida apenas a Marconi e ao PSDB é frágil ainda porque os fatos mostram que, durante o governo tucano, o PP minguou em proporção inversa ao crescimento do PSDB. Aliás, o PP e o DEM, as raízes da Arena. O que se deu: em vez de roubar forças ao PMDB, o PSDB cresceu para dentro - dentro da base eleitoral do governo que comandava.

Neste momento, Alcides dá mostras de que se sente sufocado pelo PSDB. E se debate com força, como a dizer, feito o secretário do final do primeiro ano do primeiro governo Marconi, que os tucanos querem que seu governo dê certo, mas que não dê muuuuito certo assim não. Embora já tenha alcidista dizendo mais: que os tucanos definitivamente não querem que o governo Alcides dê certo, para Marconi poder voltar em 2010 como salvador de Pátria.

A guerra dos números que envolve marconistas e alcidistas é prova do descompasso que a falta de diálogo e, mais, a falta de interesse no diálogo pode provocar: uma boa conversa em off (reservada, com garantia de não-citação da fonte), com políticos dos dois lados deixa claro que, não fossem os ânimos exaltados, Alcides não teria mostrado o buraco no Estado e Marconi teria mantido o discurso do governo perfeito.

O que está evidente, e até concordando com tucanos que criticam o governador por não agir, é que Alcides mais reage 'a' Marconi e sua tropa de choque do que age 'contra' Marconi. Não, não se trata de uma história de santos X pecadores. Nesta guerra, não há santos. Mas justo por isso, um não pode querer posar como tal, empurrando o outro para o quinto dos infernos. Assim, vão todos para o abismo.

A crise da base aliada está instalada aí. Não é uma crise de identidade; é uma crise de poder, na boa definição do deputado estadual Thiago Peixoto (PMDB) em entrevista à Tribuna (leia AQUI). E como ninguém joga limpo, o jogo está mais sujo nos bastidores. Como ninguém está disposto a baixar a guarda, o tiroteio se intensifica. As ameaças são fortes, dos dois lados, e os dois lados têm munição suficiente para implodir qualquer unidade. Missão de paz? Não há ONU que dê jeito.

O limite é o rompimento. É cada um buscar o seu rumo. O que está acontecendo. Mais uma vez (os leitores deste espaço já leram sobre isso), a evidência: o que se descortina é a formação de uma nova ordem política no Estado, com nova configuração de forças e novos jogos de interesses.

É o que explica, por exemplo, o governador admitir diálogo político mesmo com o velho adversário PMDB. No fundo, ele está dizendo aos tucanos: se vocês não querem o PP como aliado, os peemedebistas querem. Está lá, nas páginas do Diário da Manhã de quinta-feira, 20: "PP já esteve em um ou outro município com o PMDB durante eleições. E o PSDB também já esteve coligado com o PMDB. O pluripartidarismo faculta essas possibilidades. Agora, a regra vale para todos os municípios, no interior e Capital." Precisa dizer mais?

Na nova configuração de forças cabem PP e PMDB juntos. Por que não, se até PSDB e PT voltaram a dialogar nacionalmente? Foi o próprio senador Marconi Perillo quem reconheceu em dezembro, durante visita cordial ao prefeito Iris Rezende: o inimigo de hoje pode ser o aliado de amanhã. Elementar.

(Publicado na Tribuna do Planalto, edição de 22.3.2008 - AQUI)

Postado por Vassil Oliveira às 06:16 de 23/03/08.
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26/03/08 - Quarta-feira

Alcides diz que vai ampliar espaço do PP no governo 1

Este é o título de reportagem de hoje em O Popular, assinada por Fabiana Pulcineli. Ela informa:

Enquanto os tucanos perdem espaço no governo estadual, o PP terá aumento de sua cota, sinalizou ontem o governador Alcides Rodrigues (PP). Ao afirmar que seu partido tem "muito pouco" espaço no primeiro escalão, o governador disse que será justo e "certamente o PP terá o lugar que merece" na administração estadual.

As declarações foram feitas durante eleição do diretório estadual da sigla, em que o presidente Sérgio Caiado foi reeleito. Houve especulações de que o nome de Sérgio poderia ser confirmado no evento para a Secretaria de Infra-estrutura, cargo para o qual ele é cotado desde o início do novo mandato de Alcides. Sérgio afirmou não ter tratado do assunto com o governador.

"O PP será contemplado como um dos partidos responsáveis por nossa vitória em 2006. Todos foram importantes e todos terão seu espaço", disse o governador, adiantando que a cota de seu partido será ampliada também nos segundo e terceiro escalões.

Embora o PSDB já tenha perdido 13 cargos de primeiro escalão desde o ano passado, os tucanos continuam ocupando a maioria das secretarias e agências (veja quadro) - herança do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O partido possui indicações em 15 cargos. O PP está à frente de oito órgãos. Somada a cota pessoal do governador, o PP indicou 14 nomes para o primeiro escalão do governo.

A palavra de ordem no evento de ontem foi crescimento. Sérgio afirmou que o partido vai lançar candidatos próprios em mais de cem municípios. "Este é o momento de o partido ganhar força", repetiram todos os pepistas que discursaram. "O PP quer crescer e vai trabalhar para isso", disse o governador.

A sede do diretório, no Setor Marista, ficou apertada para o número de presentes. De outros partidos, participaram apenas o presidente do PTN, Francisco Gedda, e o secretário de Meio Ambiente, José de Paula Moraes, que é do PV.

Nenhuma novidade em o PP querer crescer, nem mesmo no fato de o partido vir a ocupar mais cargos no governo que o PSDB. Afinal, quem está no governo agora é o PP.

Mas por que o tema ainda ganha tanto destaque na mídia até hoje.

Talvez tenha a ver com a estratégia adotada pelo governador, e sobre esta cabe avaliação.

O que mais se ouvir nos últimos meses foi que o governador evitou a troca abrupta no primeiro escalão do governo assim que tomou posse no segunto mandato porque, na sua avaliação, se assim fizesse, racharia irremediavelmente a sua base aliada. Em outras palavras: o PSDB romperia, já que naquele momento os ânimos estavam muito exaltados - estavan e estão.

Dar tempo ao tempo foi a estratégia adotada pelo governador. A questão: menos pior assim ou melhor teria sido fazer a reforma de uma vez, como ensina Maquiavel?

Bem, rompimento oficial não há, mas oficioso é inegável, ainda que os tucanos venham se esforçando nos últimos dias para provar que estão com Alcides e não abrem.

E mais: de todo modo, a mágoa com que tucanos e pepistas se referem uns aos outros é impressionante, e isso só cresceu com os meses.

Por essas e outras, é possível avaliar que:

1 - de todo jeito desentendimento ocorreria;

2 - desentendimento, em política, em uma base de partidos aliados, é algo natural, previsíviel, portanto, o problema não é este, mas a vontade de resolver o problema. Não há mais. Agora, o que há é estratégia de um lado e de outro para não brigar de vez neste momento. Vontade de entendimento não há mais. Pelo menos, por enquanto (sendo otimista!).

3 - sendo assim, de uma forma ou de outra, o final da história seria basicamente o mesmo.

Postado por Vassil Oliveira às 16:46 de 26/03/08.
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26/03/08 - Quarta-feira

Mudanças e os novos diálogos

A questão hoje é: quais mudanças virão?

Porque elas é que vão definir o tipo de governo será o de Alcides de agora em diante e como ficará a base aliada.

Mas isso é assunto batido.

Só um detalhe, em relação ao enconto do governador Alcides Rodrigues com os deputados: nos últimos meses, as informações levantadas no governo - tudo sobre os governo anteriores e a situação do Estado - não se resumiram a questões administrativas ou financeiras.

Politicamente, o governo está agora, também, muito bem informado sobre a constituição e o funcionamendo da própria máquina.

Quer dizer: por exemplo, hoje o governo sabe exatamente quantos cargos cada deputado tem no governo, e os nomes dos indicados.

A conversa, então, fica dura de lado a lado por razões óbvias - e não exatamente republicanas. Guerra é guerra.

Isso fica claro nas conversas que se tem com alcidistas e ajuda a entender muita coisa, muuuuita coisa mesmo.

Nessas horas sempre lembro da frase do Batista Custódio, que até já usei na abertura do livro sobre as eleições passadas:

"Essas vestas da rua de cima, conheço todas como putas na rua de baixo."

É o tipo de jogo em disputa. Todos se conhecem de frente e verso.

Postado por Vassil Oliveira às 17:09 de 26/03/08.
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26/03/08 - Quarta-feira

Impaciência geral

A falta de vontade de alcidista para com marconistas, e vice-versa, é o maior responsável nesta altura dos fatos pelo clima beligerante.

Ninguém mais tem paciência com ninguém.

É assim que uma simples troca de secretário vira declaração de guerra.

Postado por Vassil Oliveira às 16:48 de 26/03/08.
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26/03/08 - Quarta-feira

Alcides diz que vai ampliar espaço do PP no governo 2

Ainda Fabiana Pulcineli, em O Popular de hoje.

Desabafo em reunião com deputados da base

Depois de mais de duas horas ouvindo cobranças dos deputados estaduais da base, o governador Alcides Rodrigues (PP) fez um desabafo ao final da reunião de segunda-feira, no Palácio Pedro Ludovico.

Elevando o tom de voz, o pepista disse que vem "agüentando as pressões calado" e que não vai recuar na reforma administrativa. "Vamos demitir doa a quem doer. Eu sei das dificuldades e vamos tomar as medidas necessárias", disse, segundo relatos de participantes.

Embora todos os parlamentares tenham falado da reforma, o deputado Nilo Resende (DEM) fez uma pergunta direta sobre se as demissões seriam realmente necessárias com o redução do déficit mensal. Alcides reagiu: disse que foi forjado na luta da oposição e que sabe administrar e ser firme em suas decisões. "Sou um homem de ação." Ele teria dito ainda que não passará quatro anos apenas "pagando contas".

Alcides reclamou também das críticas de aliados a seu governo. "Eu tenho sido companheiro e fiel."

Ontem, no diretório do PP, o governador afirmou que a conversa com os deputados foi "franca e aberta". "Eu disse que ainda passamos por dificuldades, mas já ultrapassamos muitos obstáculos", afirmou.

Ele disse ao POPULAR que não haverá anúncio de agenda positiva. "Ela já está acontecendo. Vamos comunicando as obras gradativamente." No discurso, ele reclamou que a imprensa não divulga as obras que o governo inaugurou.

ANÁLISE

Os deveres de cada um

A imprensa não divulgou as obras que já foram inauguradas pelo governo, reclamou ontem o governador Alcides Rodrigues. Reclamou também aos deputados da "pressão violenta" que sofre.

Mas é preciso compreender que reformas de colégio são pouco perto dos problemas que a Saúde vem enfrentando. A praça feita por alguma prefeitura e inaugurada pelo governo não pode se destacar diante das péssimas condições das rodovias goianas. Uma creche ampliada não merece manchete quando milhares de famílias estão há mais de um ano sem receber programas sociais, que seriam ampliados.

Cabe apenas ao governador resolver de vez as dificuldades financeiras para se livrar das cobranças. Se há excesso de comissionados, supersalários, folha altíssima, por que até agora, 15 meses depois do governo, ainda não houve as demissões necessárias?

Postado por Vassil Oliveira às 16:47 de 26/03/08.
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27/03/08 - Quinta-feira

Pisando em dinheiro

Essa do Adib Elias, prefeito de Catalão e presidente estadual do PMDB, guardar dinheiro na meia é de-mais!

Está no G1 (Globo.com).

Você já viu?

Então clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira às 16:05 de 27/03/08.
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31/03/08 - Segunda-feira

O dilema de Barbosa

Jarbas Rodrigues Jr., na coluna Giro, de O Popular deste domingo, informa que "o prefeitável Barbosa Neto (PSB) poderá permanecer na presidência da Agetur e deixar uma candidatura política apenas para 2010, quando tentaria retornar à Câmara dos Deputados."

Aqui no blog, e na Tribuna, duas vezes o assunto foi tratado.

Na primeira, foi feito o registro de que "ele estava tão ausente da pré-campanha, que já tinha gente no governo dando-o como fora do jogo" (AQUI).

Na segunda, que ele passaria "a se dedicar fortemente à disputa na Capital" naquela semana - no caso, semana passada (AQUI).

A fonte da segunda nota está lá: o próprio Barbosa garantia que passaria a se dedicar à pré-campanha. Foi o que ouvi dele no dia em que o governador Alcides Rodrigues (PP) foi a Inhumas.

Na curta conversa que tivemos, ele se mostrou mesmo disposto a entrar na disputa, e reconhecer que precisava agir. Reconheceu, inclusive, que ficara ausente por conta da agenda de presidente da Agetur.

Bem, o que parece é que Barbosa vive o dilema de ser ou não ser candidato, de arriscar-se em nova disputa ou preservar-se para 2010, quando poderá tentar retornar à Câmara dos Deputados.

Digo dilema porque não há qualquer notícia de que Barbosa esteja agindo como está por estratégia, para não se desgastar, para ganhar tempo.

Não se trata disso. Insisto: não há nada que aponte para isso.

O curioso é que Barbosa tem padrinhos fortes e uma boa arrancada nas pesquisas - embora seja possível dizer que não tenha, ao contrário do que muito se falou, o apoio amarrado do PP, por conta da resistência ao seu nome entre pepistas tarimbados.

Enfim, creio que o mais certo a dizer é que o dilema dele, assim como o comportamento de muitos políticos neste momento, é fruto da idéia formada na base aliada de que o prefeito Iris Rezende (PMDB) já está reeleito, e que, portanto, não adianta insistir.

Será?

Postado por Vassil Oliveira às 18:05 de 31/03/08.
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31/03/08 - Segunda-feira

Tá fácil demais para Iris

Por falar em idéia formada de que o prefeito Iris Rezende (PMDB) já está reeleito em Goiânia (veja post anterior), é impressionante como os líderes da base governista estão acomodados.

As conversas de bastidores giram impreterivelmente em torno de Iris - sua vice, sua chapa de candidatos a vereador, sua possível volta ao governo em 2010...

O PTB quer a vice dele.

Sandes Júnior continua vorazmente atrás, também, da vice.

O PP, apesar do apetite de Sandes (apesar porque está claro que a busca pela vice é uma iniciativa de Sandes), quer conversar com o PMDB.

Os partidos nanicos não querem briga com o prefeito, querem é paz para eleger vereador.

O DEM prefere Iris ao PSDB.

Barbosa Neto (PSB) está no mundo da lua.

E o PSDB... até o PSDB se comporta como conformado. A pré-candidata do partido, Raquel Teixeira, briga sozinha, está cercada por conversas as mais contraditórias possíveis. Por exemplo: a) é marconista demais, por isso jamais terá o apoio de Alcides; b) não tem o apoio de Marconi, que a deixará falando só; c) será candidata, mas para perder, numa estratégia maquiavélica arquitetada pelo governo pepista...

Desse jeito, fica fácil demais para Iris.

Postado por Vassil Oliveira às 18:15 de 31/03/08.
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31/03/08 - Segunda-feira

Tá fácil, mas não tá ganho

Só um reparo a este "tá fácil demais para Iris", anotado aí abaixo.

Iris Rezende não está dando a vitória como certa. O PMDB, sim, já canta vitória. Aliás, já canta vitória sobre 2010!!

Ou seja: apesar do PMDB, Iris tem tudo para ganhar.

Sabedoria política é isso. Costuma ser o melhor antídoto contra a arrogância.

Postado por Vassil Oliveira às 18:18 de 31/03/08.
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