11/12/2009

Mais poesia e menos política, minha gente

O que mais chama a atenção na disputa política em Goiás hoje é o nível de estresse. Tem gente agoniada demais. Sofrendo. Perdendo os cabelos. Sim, os que ainda os têm. Coisa impressionante. Parece que é final de campeonato e todos são jogadores do time favorito que está perdendo de goleada um jogo que era para estarem ganhando de lavada. Yes! Muito engraçado mesmo. A disputa é entre eles, os políticos, mas tem desorientado na arquibancada levando tudo para o lado pessoal. Torcedores fanáticos. Do tipo pronto pra perder a razão, jamais o jogo. Ora, bolas... Assistir a tudo do sofá é divertido. Pela televisão é melhor porque dá pra parar a jogada, voltar, rever cenas em câmara lente e quando tem gol é bom demais ver de novo, e de novo, e de novo... Tá certo que ando gostando mais de filme de guerra que de futebol, mas os lances espetaculares das partidas maravilhosas, ah, eles valem a pena. Olha que curiosidade: guerra mesmo, por ora, só nos bastidores, fora de campo. Pois é. Guerra é guerra, futebol é futebol, evidente, e eu vou levando a vida... e a vida me levando, como diriam os sábios Milionário e José Rico, por sinal, já que tocamos no assunto, muito bem entendidos de outra coisa que tem tudo a ver com política: circo. É, eles são do tempo em que as duplas se apresentavam em circos e davam um senhor espetáculo. Eu também, embora bem mais novo. E nada espetacular. Mas taí. Um assunto puxa outro e já que estamos aqui, não nos esqueçamos de que política tem tudo a ver com outra coisa ainda: representação. Os políticos não são bons atores? Tô dizendo! Bem, mas o objetivo aqui é só um: registrar que o mundo está se acabando nessa de efeito estufa e a gente que não vive sem política, porque vive dela e para ela, só quer saber de esquentar a moleira. Moçada, assim não dá. Tão querendo apressar o fim do mundo? Sim, porque só de pensar em perder já se comportam como se no juízo final. Já pensou se perderem de verdade? Gosto do Drummond. Quem não gosta? Pois ele tem um poeminha (porque pequenininho, nada mais) que é um primor. Resume tudo. Diz: "O poeta municipal/ discute com o poeta estadual/ qual deles é capaz de bater o peta federal./ Enquanto isso, o poeta federal/ tira ouro do nariz." Dizer mais o quê?! Esse Drummond...


Texto retirado do site www.vassil.com.br. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.