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31/12/08 - Quarta-feira
Eu e Jesus somos muito amigos

postado na categoria Crônica

Eu e Jesus somos muito amigos.

Ele não se importa, por exemplo, que diga "eu e Jesus somos muito amigos".

"Se fosse eu falando, diria 'eu e o Vassil somos muito amigos'", explica ele, com ar natural de quem vive nas alturas e sabe viver lá.

"Não mereço tanto, amigo", costumo falar, esforçando-me para não parecer irônico (ah, essa humana mania de grandeza!). Porque é sincero. Não mereço vir antes de ninguém, quanto mais de quem estamos falando.

Falo isso para ele, com ar compungido de quem vive ao rés do chão e sabe como é viver aqui.

"Meu grande amigo, atente para o sinal dos tempos. Se eu fui enviado para cá, foi porque o Pai Nosso entende que você, inclusive, vem em primeiro lugar em seu coração. E Ele está certo, sempre está?", insiste Jesus, meu amigo, com toda calma possível só a quem não é deste mundo - quer dizer, possível só a quem está além deste mundo, como ele.

"Ou você acha que não, que Ele está errado?"

Ele fala com cara de quem é, sim, deste mundo, me olhando deste lado.

Claro que ele está muito acima dessas humanidades, mas imagino que foi irresistível a tirada, porque ser cruel, porém com carinho, muitas vezes é inevitável. Se levantam a bola, como não chutar?

Eu entendo, Jesus já esteve aqui. Sabe o que faz.

Eu e ele conversamos muito.

Há décadas ele tenta me fazer entender certas coisas.

Não entendo quase nada, mas não desisto; ele, muito menos.

Fosse eu, já teria me deixado falando sozinho faz tempo.

Tropeçando daqui e dali, vou seguindo.

E ele insiste, persiste, suspira, resiste, dá de ombros (ou de asas) quando ignoro por completo conselhos seus, e segue também seu caminho.

 

Postado por Vassil Oliveira em 31/12/08 às 12:37.
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27/12/08 - Sábado
Meirelles não sai das manchetes. E Iris. E Marconi

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O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esteve em Goiânia, em passagem rápida, e falou ao Diário da Manhã e ao O Popular.

(Acesso ao material do DM, clique AQUI ou em Presidente do BC aposta na solidez da economia. Para ver o material de O Popular, clique AQUI ou em Presidente do BC evita falar em eleições.)

Falou de economia, esperança, tudo, menos política.

Mas ele não precisa falar. Aliás, não falar fala mais.

Quer dizer, o silêncio de Meirelles sobre seu futuro político continua alimentando o imaginário político goiano de tal forma que não dá pra falar em 2010 sem considerar seu nome, inclusive não sendo candidato.

É assim com Meirelles desde que ele voltou ao Estado para ser candidato, em 2002.

Ele alimenta amor e raiva.

Por exemplo:

- pergunte a um tucano-marconista sobre o que pensa de Meirelles, e ele falará cobras e lagartos.

- pergunte a um peemedebista sobre o que ele acha da candidatura de Meirelles, e ele baterá duro - e só amaciará quando considerar a possibilidade de Iris não ser candidato e apoiar o presidente do BC.

- pergunte a um alcidista sobre o que ele imagina de Meirelles-2010 e ele soltará foguetes de contentamento.

- pergunte a populares, observadores e formadores de opinião o que eles dizem de uma candidatura de Meirelles ao governo, e invariavelmente a resposta será mais ou menos assim: "Seria ótimo para Goiás, mas será que ele vem mesmo? Afinal, ele tá em Brasília..."

O que há de comum em tudo é justamente o silêncio de Meirelles.

Enquanto ele não fala, todos falam dele, cada um com uma opinião.

Mas falam.

***

Sobre Meirelles, Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) candidatos em 2010, acompanhe a manchete da Tribuna esta semana: Iris, Marconi e Meirelles abrem caminho para 2010.

A reportagem:

Favoritos acenam para disputa

Anapaula Hoekveld e Eduardo Sartorato

Uma candidatura ao governo do Estado não é construída da noite para o dia. Para que qualquer político possa oficializar o seu interesse na corrida pela cadeira número um do Executivo, este precisa abrir o caminho com ações, discursos, reuniões, discussões - formas de arregimentar aliados. Caso contrário é desgaste na certa. O prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), o senador Marconi Perillo (PSDB) e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles (sem partido), não se apresentam como pré-candidatos ao governo em 2010, mas os atos, palavras e articulações não deixam dúvidas do desejo deles de governar Goiás. Os três, contudo, possuem caminhos distintos, cada um com seus empecilhos. Assim, cada um deles tenta, de diferentes formas, viabilizar-se à disputa, contornando seus próprios obstáculos.

A estratégia comum dos três, no momento, é de aproveitar os 'holofotes'.

Para ler mais, clique AQUI.

Postado por Vassil Oliveira em 27/12/08 às 13:52.
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27/12/08 - Sábado
Lúcia: lúcida

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A senadora Lúcia Vânia (PSDB), no Giro de ontem, 27, em O Popular:

Lúcia Vânia: "A base aliada não será a mesma de 1998"
A senadora Lúcia Vânia (PSDB) prevê que a aliança de partidos que elegeu o tucano Marconi Perillo ao governo estadual em 1998 não se repetirá em 2010. "As forças partidárias estão se movimentando com três eixos fortes e distintos. Não consigo vislumbrar qual será o resultado disto tudo, mas dificilmente será a repetição da base que tomou o poder estadual do PMDB", diz. A senadora afirma que são estas as três forças políticas no Estado: PSDB, PP-DEM e PMDB-PT. E reconhece que, das três, o chamado novo eixo político em Goiás começa fortalecido. "O PMDB tem um terço do eleitorado goiano e o PT fez a jogada política mais ousada deste ano, ao se aliar com o PMDB em Goiânia e eleger o prefeito de Anápolis. Com isto, poderá administrar as duas maiores prefeituras do Estado em 2010", frisa. Sobre uma chapa alcidista para 2010, Lúcia Vânia não descarta um terceiro nome na disputa. "O embate de 2010 não será ideológico, de bandeiras, mas apenas uma disputa pelo poder", afirma. Com diz FHC, para ver quem pilotará a locomotiva.

***

Atenção para:

"O embate de 2010 não será ideológico, de bandeiras, mas apenas uma disputa pelo poder".

Sobre a base aliada que já não é a mesma faz tempo, bem, uma sugestão: procure sobre o tema no item busca, deste blog.

Postado por Vassil Oliveira em 27/12/08 às 12:36.
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27/12/08 - Sábado
E Iris fez a festa, claro

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E Iris fez a festa.

Uma festa política, cheia de povo, que alimentou o imaginário com a presença do presidente do PT, Ricardo Berzoini, como aliás previra uma boa fonte para este blog (leia Novos laços).

(Falei do caderno da Tribuna sobre Iris, editado pelo Filemon Pereira. Pois aí vai o link: Iris: 50 anos de vida pública. E para saber mais sobre como foi a festa, clique em 'Iris é o candidato de Iris em Goiás', diz Berzoini. A reportagem é do Diário da Manhã.)

Iris Rezende (PMDB) está em um momento ótimo.

Agora, é curioso observar que muitas pessoas parecem até torcer para que o prefeito de Goiânia seja candidato.

Mas mantém lá no fundo uma ponta de desconfiança: será mesmo?

Não sei se por conta da idade ou da dificuldade que será ele deixar a prefeitura.

Em todo caso, Iris é o cara!

Não é o que ele mesmo dizia na campanha da reeleição este ano?

Pois é. O cara é cara!

Postado por Vassil Oliveira em 27/12/08 às 10:30.
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21/12/08 - Domingo
E Iris faz a festa

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Enquanto isso, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), é só festa - de aniversário, claro.

Ele completa 75 anos amanhã e comemora a data com a tranquilidade de quem não tem mais o que perder.

Pois hoje o jornal Tribuna do Planalto publica caderno especial sobre o prefeito e o Popular traz uma ótima entrevista feita pelo Bruno Rocha Lima com ele.

O caderno da Tribuna, que tem também entrevista do editor Filemon Pereira com Iris, ainda não está disponível na internet. Quando estiver...

A entrevista do Popular ("Alcides não mostra vontade por aliança com o PMDB" - acesso à íntegra só para assinantes) está ótima.

Acompanhe partes dela:

(...)

Uma semana após o senhor ser homenageado pela Assembléia Legislativa, o senador Marconi Perillo (PSDB) também foi homenageado pela Casa. Viu ali uma demonstração de força contra o PMDB?
Ah, eu vejo tudo isso política e esportivamente (risos). Sabe o que é interessante? Eu não pedi a homenagem, não insinuei e só fiquei sabendo quando o deputado (José Nelto, PMDB) veio me comunicar que Haviam aprovado um requerimento por unanimidade. No meu pronunciamento, me comportei como quem recebia uma homenagem institucional de um poder goiano. Em hipótese nenhuma dei ali qualquer caráter político, não mobilizei. Acredito que seu quisesse botaria ali não aquele tanto de pessoas, cerca de duas ou três mil, teria levado 30 mil. Mas seria até indelicadeza da minha parte tirar proveito político e eleitoral de uma homenagem aprovada por deputados de todos os partidos. Mas cada um reage de uma forma. Eu senti, quando veio uma outra homenagem logo após a minha, que pelo menos a Assembléia, através da minha pessoa, criou uma escola de homenagens a lideranças e isso é salutar.

O senhor evita falar de 2010, mas o fato de ser apontado pelos aliados como candidato natural a governador e até pelo próprio presidente Lula não o leva naturalmente a fomentar esse projeto? Ou essas especulações lhe incomodam?
Não incomodam porque a população de Goiás reconhece que tenho uma caminhada muito longa na política. Então, todas essas coisas são para mim absolutamente normais, sou calejado. Posso até ser candidato se sentir que não tenha surgido um nome que possa acudir Goiás nesse momento. Se amanhã eu ver que eu seria realmente importante nesse processo, posso até ser candidato para servir ao meu Estado. E isso não é expressão meramente política não. Ninguém deve mais a Goiás que eu. Goiás me deu oportunidade para que eu ocupasse tantas posições. Eu não precisava ser prefeito de novo, já tinha sido. Então por que tive humildade de aceitar uma candidatura, correr risco de derrota? Por causa do meu débito com a população.

(...)

O trunfo do PMDB para 2010 é fazer uma comparação de gestões?
Mas o PMDB tem algo a mostrar, fizemos muita coisa, está aí para quem quiser ver.

E seus adversários, não têm?
Está aí também, o povo tem condições de fazer uma avaliação. Até então, como o povo podia fazer um julgamento? Se apareceu o PMDB e fez tanto, podia aparecer alguém e fazer mais. Era a expectativa popular. Hoje não há essa expectativa. A não ser que surja um nome totalmente distanciado de tudo e possa criar uma expectativa. Mas no mundo político atual, o povo conhece todo mundo.

Do jeito que coloca, a eleição de 2010 seria o veredicto popular sobre as gestões do PMDB e PSDB...
É, mas tudo pode acontecer. Pode aparecer até uma pessoa que preencha os sentimentos de todos, tornando-se um candidato de todo mundo.

Vê hoje um nome que consiga essa união das correntes políticas de Goiás?
Não, hoje não vejo ninguém assim.

Acredita que exista de fato uma intenção do governador de se aproximar politicamente do PMDB ou a boa relação que mantém é uma questão administrativa e momentânea?
Não acredito. Tanto que o governador até hoje não demonstrou essa vontade de aproximação política. O que existe é uma convivência institucional, dele comigo que sou prefeito, com outros prefeitos do partido e com os deputados. Intenção de aproximação eleitoral eu não posso dizer que tem porque eu não senti. O que eu vejo permanentemente, até por parte de assessores diretos dele, são pessoas dizendo que a base estará unida. Agora eu, francamente, não sei o que o governador pensa disso.

O PMDB não estaria sendo usado pelo PP como um escudo contra os desentendimentos com o PSDB?
Entendo que a orientação que tem o PMDB hoje é no sentido de mesmo como partido de oposição não criar embaraços ao governador. Vejo com naturalidade quando mostram erros, deficiências, algumas possíveis irregularidades, acho que é o papel da oposição. Mas impedir que um projeto necessário ao encaminhamento da administração seja aprovado, isso a oposição não tem direito de fazê-lo. E esse tem sido o comportamento do PMDB.

Mas mantendo essa posição do partido junto ao governo, até com elogios rasgados de diversas lideranças do PMDB, não há o risco de, a base aliada mantendo sua unidade, o PMDB ficar sem discurso em 2010?
Mas acho que isso é debitado mais ao posicionamento pessoal do parlamentar, do indivíduo. Não creio que essas declarações afetem o partido como um todo.

Postado por Vassil Oliveira em 21/12/08 às 04:27.
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21/12/08 - Domingo
Guerra sem fim 3

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Chama a atenção nessa guerra de ex-aliados:

antes, quem falava muito era Marconi Perillo. Alcides Rodrigues e Jorcelino Braga eram só silêncio.

Agora, eles falam bastante, e Marconi se cala.

Quer dizer, ele mesmo pouco diz.

Manda dizer. E para isso tem muitos aliados obedientes, diligentes e muuuiito afiados nos dentes.

Postado por Vassil Oliveira em 21/12/08 às 04:12.
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21/12/08 - Domingo
Guerra sem fim 2

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Quem começou a guerra?

Há muitas teorias.

Vale que não há clima de reconciliação.

Nos bastidores o que se ouve é ranger de dentes.

As provocações não páram, e as promessas de vingança pululam.

E aí?

O PMDB toca seu barco, faz sua campanha.

E o deputado federal Rubens Otoni (PT), que espera por uma nova ordem ou coisa parecida, se estrutura em Anápolis.

Otoni não brinca: sua estrutura é de quem quer ser candidato a governador.

Postado por Vassil Oliveira em 21/12/08 às 04:01.
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21/12/08 - Domingo
Guerra sem fim 1

postado na categoria Geral

É isso aí.

Fui ali em outro Estado, só um pulinho, e olha que coisa: o bateu-levou, em vez de perder, ganhou fôlego.

Paz, nem pensar!

A base governista em Goiás já era faz tempo, só não via quem não queria - por conveniência ou não.

Alcides Rodrigues (PP) e Marconi Perillo (PSDB) chegaram ao ponto agora de deixar claro que não querem paz.

Não há tolerância mútua, nem qualquer disposição para o entendimento.

Aonde isso vai dar?

Já deu: diversão garantida pra todos nós.

Tá muito divertido...

Pra rememorar, os últimos capítulos:

***

Quinta-feira, 18, em O Popular:

Braga volta a atacar gestão Marconi

Com Alcides, secretário da fazenda diz que atual gestão conta cada centavo e não superfatura

Fabiana Pulcineli

Em forte discurso, o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, disse ontem que o governo Alcides Rodrigues (PP) ficará na história de Goiás como exemplo de administração pública. Em evento de inauguração do Vapt Vupt do Banana Shopping, com a presença do governador, Braga falou em "noites de insônia e madrugadas de despachos" com Alcides "para resolver os problemas desse Estado".

Braga destacou o controle das contas e disse que não há mais "superfaturamento" no Estado. "Este não é mais um governo de preço caro e superfaturamento. Este é um governo de preço justo e de muito trabalho", afirmou. "Temos hoje o controle de cada centavo gasto. Isso nunca, nunca foi feito na coisa pública. Conseguimos atender a recomendação do governador de fazer muito mais com muito menos", completou, em crítica indireta, sem citar nomes, ao governo Marconi Perillo (PSDB, 1999-2006).

O discurso foi seguido por declarações também polêmicas em entrevista ao POPULAR (para ler, clique AQUI). Braga adiantou que o governo mostrará os "esqueletos" que encontrou no Estado em balanço dos dois primeiros anos de gestão. O secretário e o governador já haviam falado ao POPULAR de dívidas descobertas no governo que atrapalharam a administração. Braga sugeriu que não há o que contestar na gestão financeira do Estado e disse que o senador Marconi Perillo (PSDB) deveria mostrar agora o que diz ser a "verdade" sobre as contas.

Braga agradeceu ao governador pela "oportunidade de participar do governo e ao apoio da equipe e da Assembléia Legislativa. Alcides elogiou a Sefaz e disse que, com mais unidades do Vapt Vupt, o governo cumpre "mais um compromisso de campanha".

***

Sexta-feira, 19, em O Popular:

Alcides respalda críticas de Braga

Governador afirma que secretário da Fazenda disse a verdade e que tucanos já deram "declarações piores"

Fabiana Pulcineli

O governador Alcides Rodrigues (PP) respaldou ontem as declarações polêmicas do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, sobre as contas do governo e os problemas financeiros herdados pela atual gestão. "Ele disse o que precisa(va) ser dito naquele momento e nada mais do que isso. A verdade é sempre a verdade", afirmou, ao participar da abertura de seminário sobre a Copa do Mundo 2014.

Questionado se a postura do secretário não acirra os ânimos na base, provocando riscos de rompimento, o governador disse que já foi "declarações piores" e "nunca houve nada". Quando os repórteres desligaram os gravadores, Alcides deu um leve sorriso e completou, com clara referência ao PSDB: "Aliás, as piores são do outro lado."

Em um segunda entrevista, ao final do evento, Alcides disse que o secretário da Fazenda não direcionou as declarações a ninguém. "Não vi nenhum direcionamento a quem quer que seja. Não creio que o secretário tenha tido a intenção de atingir quem quer que seja", afirmou.

Braga realmente não falou em nomes, mas fez duro discurso durante inauguração de nova unidade do Vapt Vupt em que destacou as dificuldades enfrentadas pelo governo atual e o controle das contas. O secretário disse que não há mais "superfaturamento" nessa gestão e que o governo realiza mais com menos.

Em entrevista ao Popular, no final do evento, Braga afirmou que o balanço que o governo pretende fazer nos próximos dias mostrará todos os problemas herdados de gestões anteriores. O secretário evitou falar em "esqueletos" - termo usado pelo governador em declarações anteriores - e preferiu admitir "muitos problemas" que apareceram na gestão.

Braga disse ainda que o senador Marconi Perillo (PSDB) deveria mostrar agora o que considera ser a "verdade" sobre a situação financeira do Estado. "Os números estão à disposição de todo mundo", afirmou. Marconi disse ao Popular no dia 8 que, caso sua gestão seja questionada, o PSDB apresentará versão sobre as contas do Estado na campanha de 2010.

SILÊNCIO

As declarações do secretário da Fazenda caíram como uma bomba ontem no PSDB, que decidiu não se manifestar sobre o assunto. Procurado pela reportagem, o senador Marconi Perillo não deu retorno. A assessoria de imprensa informou que daria uma posição oficial, mas não voltou a ligar e não atendeu mais o telefone. No gabinete em Brasília,, a informação é de que não havia contato com o senador.

Marconi disse a interlocutores que evitará reações contra o governo para evitar que o rompimento na base seja atribuído aos tucanos. A direção estadual do PSDB também evitou se manifestar.

O único aliado de Marconi que entrou em contato com o Popular para rebater as declarções de Braga foi o presidente estadual do PPS, Gilvane Felipe, amigo de longa data do senador. Gilvane afirmou que o objetivo de Braga é desviar o foco do debate sobre a atual gestão. "Após quase três anos, o governo não disse a que veio. Sequer completou a equipe. Tem de explicar é a inoperância, a falta de rumo", disse, para endurecer: "Já vi gestões com recursos que não fazem nada por preguiça, apatia e marasmo. Essa é uma gestão retrógrada, sem liderança e em que um secretário que nunca teve voto ou militância política se arvora a ser governador." O presidente do PPS disse ainda que o partido não faz e nem quer fazer parte da equipe de governo. "Ninguém quer participar de uma gestão que está indo ladeira abaixo."

***

Na mesma sexta-feira, 19, no GIRO, em O Popular:

Gilvane: "Este governo não tem rumo"

Do novo presidente do PPS goiano, Gilvane Felipe (foto): "Tinha esperança de que o governo Alcides tivesse um rumo, mas mostra que já acabou, depois de três anos inoperante. O governador nunca reuniu o secretariado, por exemplo. O PPS goiano não participará disto." Qual será o caminho do partido para 2010? "Já estamos fechados com o PSDB no País e em Goiás, com o senador Marconi", afirma.

***

Sábado, 20, em O Popular:

Estado terá mais 150 milhões do Itaú

Governo propõe prorrogar contrato com banco até 2013 e usará recursos para pagar o funcionalismo

Fabiana Pulcineli

O governo estadual está prestes a receber mais R$ 150 milhões do Banco Itaú por conta de prorrogação do prazo de contrato para crédito dos salários do funcionalismo até 2013. O processo de autorização do termo aditivo será apreciado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na segunda-feira, em sessão extraordinária, às 16 horas.

O próprio governo admite que a prorrogação tem como único objetivo arrecadar recursos, já que o contrato atual tem vigência até 31 de dezembro de 2011, após o fim da atual gestão (2010). Em maio do ano passado, o governo acertou com o Itaú o período atual do contrato e recebeu R$ 178 milhões.

Assim como no ano passado, os recursos serão utilizados para pagamento da folha do funcionalismo. Em 2007, o dinheiro serviu para regularizar o pagamento do funcionalismo, que estava sendo quitado com atrasos. A folha prevista para este mês - o cálculo ainda não foi finalizado - para o Poder Executivo é de cerca de R$ 370 milhões, segundo informações da Superintendência de Gestão da Secretaria Estadual da Fazenda.

A intenção do governo era utilizar os recursos para pagamento do funcionalismo na próxima segunda-feira, antes do Natal. Porém, o pedido de vistas da conselheira do TCE, Carla Santillo, adiou a votação que deveria ocorrer na quinta-feira.

O pedido de termo aditivo foi enviado ao TCE no dia 27 de novembro e teve uma tramitação considerada rápida. O relator, conselheiro Gerson Bulhões Ferreira - que assumirá a presidência do TCE no início de janeiro -, deu parecer favorável ao processo, que chegou ao pleno do tribunal anteontem.

O procurador-geral do Estado, Norival Santomé, fez a defesa do processo no tribunal, mas Carla Santillo pediu vistas sob alegação de que precisava analisar melhor o processo. Como o tribunal entrou em recesso ontem, houve convocação de sessão extraordinária para votar apenas o processo do Itaú.

Por conta de a votação ser somente na segunda-feira, deve haver atraso no cronograma inicial de pagamento do funcionalismo. O governo considera difícil que haja tempo hábil para pagamento antes do dia 24. O mais provável é que os servidores recebam na última semana do mês, como já ocorre normalmente.

Manobra
Nos bastidores, o pedido de vistas de Carla Santillo é encarado como uma manobra comandada pelo grupo do senador Marconi Perillo (PSDB), que esta semana foi alvo de críticas do governo. A conselheira foi procurada pelo POPULAR em seu gabinete, mas não deu retorno aos recados. Não se sabe ainda se ela acatará o relatório ou apresentará voto em separado pedindo alguma mudança. A especulação é de que a intenção era apenas atrasar o processo.

Este é o terceiro termo aditivo do contrato com o banco. No contrato original, estabeleceu-se que a vigência seria de cinco anos a partir da privatização do BEG. Em 2004, o primeiro termo aditivo determinou que o prazo final do contrato seria em 2006. Em abril do ano passado, o governo começou a negociar a segunda alteração no contrato.

Segundo a Procuradoria Geral do Estado, com a autorização do TCE, a prorrogação passa a valer e o recurso é depositado para o governo imediatamente. A previsão é que o dinheiro chegue em caixa na terça-feira, caso haja aprovação do pleno.

Dos R$ 150 milhões que serão repassados ao governo, R$ 32 milhões referem-se a reequilíbrio econômico do acordo fechado anteriormente - um acréscimo aos R$ 178 milhões pagos em 2007. A concessão para a prorrogação será de R$ 118 milhões.

ANÁLISE
O recado dos tucanos

Em uma semana em que prevaleceram espíritos armados e troca de ataques na base aliada, o PSDB - que preferiu não responder às críticas indiretas do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga - manda um claro recado ao PP. Com o atraso na votação de processo de interesse do governo no Tribunal de Contas do Estado, os tucanos (leia-se senador Marconi Perillo) mostram uma parte da influência que mantêm em todos os poderes no Estado. Mostram que, se quiserem, podem complicar a vida do governo.

Os pepistas sabem disso. Aliás, até lideranças do partido que antes fomentavam a briga com o PSDB pisam no freio e acham que os atritos estão indo longe demais. Reconhecem que não é o momento. Como sabem, Alcides Rodrigues ainda tem mais dois anos no comando do Estado.

Os tucanos alertam. A questão agora não é o possível rompimento na aliança, mas a governabilidade. Está certo que Alcides busca um pouco de independência com apoio da oposição. Mas ele e demais pepistas sabem que Marconi ainda tem poder maior, não só no TCE, mas também na Assembléia e em outros campos. (Fabiana Pulcineli)

***

Domingo, 21, no GIRO, em O Popular:

Vácuo político
Marconistas acreditam que a tal chapa alcidista para 2010, com PP e DEM, é apenas para criar um vácuo na sucessão estadual e evitar o fim precoce do atual governo.

Efeito colateral
Marconistas afirmam que esta estratégia palaciana apresenta risco: causar o isolamento político do governo Alcides com o PSDB. Mais?

***

Também domingo, 21, em O Popular:

Alcides diz ter investido em 2008 o triplo da média em dez anos

Governador afirma que, mesmo com crise, aplicou R$ 600 milhões em obras em 2008, diante de R$ 200 milhões destinados desde 1998

Bruno Rocha Lima

Durante visita ao Sudoeste goiano, o governador Alcides Rodrigues (PP) afirmou ontem que, mesmo com a crise nas contas do Estado, triplicou os investimentos do governo com relação aos últimos dez anos. Segundo o pepista, o Estado investiu mais de R$ 600 milhões em 2008, enquanto a média anterior era de aproximadamente R$ 200 milhões.

"Mesmo com a crise que experimentamos e com o déficit de R$ 100 milhões todos os meses, que graças a Deus nós zeramos, investimos mais de R$ 600 milhões em Goiás", afirmou o governador durante discurso em Paranaiguara.

Nos bastidores, lideranças do PSDB criticam o governo Alcides justamente pelo fato de que não estaria investindo em obras no estado. Mostram também desconfiança quanto ao real tamanho do déficit que o pepista herdou do governo tucano.

Em Paranaiguara, Alcides entregou a Estação de Tratamento de Esgoto do Município (ETE), que custou R$ 1 milhão, 33 cheques moradia, uma ambulância, um telecentro e 13,3 mil metros quadrados de pavimentação urbana. Os benefícios contaram também com recursos das União e da prefeitura, dado que o governador fez questão de ressaltar. "Sempre que entrego um benefício faço questão de citar a parceria", afirmou o governador, dirigindo-se a Ruy Gomide, coordenador regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Alcides entregou também a UTI do centro médico Serafim de Carvalho, em Jataí. "Quem precisava de ir à capital para ter atendimento agora vai poder ficar em Jataí", disse o governador.

Acompanhavam Alcides os deputados federais Raquel Teixeira (PSDB) e Ronaldo Caiado (DEM), e os estaduais Nilo Resende (DEM) e Cilene Guimarães (PR). O governador destacou que tem atendido as emendas dos parlamentares - outra reclamação da base governista na Assembléia. Foi elogiado por Raquel e Nilo, que destacaram o papel de toda a base para dar sustentação ao governo.

***

Isso fora o que corre solto nos outros jornais.

***

Por fim:

nem precisava, mas os fatos deste domongo comprovam mais uma vez que o governador Alcides Rodrigues e seus aliados não estão nem aí para recado dos tucanos.

Até porque o recado da governabilidade custe o que custar (novos aliados, por exemplo), os alcidistas já tinham dado aos tucanos, quando insinuaram que podem negociar com o PMDB - o deputado José Nelto está aí para falar mais sobre o assunto (sempre ele!).

Guerra é guerra.

Tá ou não tá divertido?

Postado por Vassil Oliveira em 21/12/08 às 03:44.
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18/12/08 - Quinta-feira
Solilóquio infindável

postado na categoria Geral

Vira e mexe um político se mostra inquieto quando questionado sobre 2010.

"Tá muito longe", eis o argumento recorrente.

Argumento correto, aliás.

Naturalmente agora o que há, o que pode haver, é conversa.

Conversa inconclusa, conversa que abre outra, que se estende em reuniões, considerações, enfim, cachorro mordendo no rabo em círculos.

Mas fazer o quê?

Justo por ser longo o tempo daqui até o período de decisões, é preciso fazer algo nem que seja só mesmo para deixar passar o tempo. Então é conversar.

Mas convenhamos que nenhuma conversa, por mais longa que seja, é perdida.

Os encontros, as fotos trabalhadas, os encontros cheios de tititis, tudo contribui para que se vá preparando o ápice, que é o resultado.

Daí é possível olhar para trás e perceber o que foi positivo e o que não.

Bom, é certo que vou escrevendo isso aqui tentando mais entender do que explicar, procurando uma lógica que, admito, não acredito que exista.

Sei que é assim.

Que não dá pra ir para um programa de entrevista, por exemplo, com políticos e não perguntar sobre 2010, mesmo sabendo que por mais incrível que seja a resposta imediata, ela não será definitiva.

Muitos dirão: é o circo.

Pode ser um circo, embora eu mesmo não concorde com a definição.

Porque se nós, jornalistas, sabemos que é assim e mesmo assim fazemos o que fazemos, e os políticos idem, os leitores-telespectadores-ouvintes-internautas-etc. também fazem a sua parte, exigindo mais do mesmo, que os jornalistas façam o que devem fazer, os políticos idem etc. etc. etc.

Bem, chega.

Nessa toada, o caminho não tem fim.

Pois senão: e política lá tem fim?

Postado por Vassil Oliveira em 18/12/08 às 14:34.
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18/12/08 - Quinta-feira
Alcidista e marconistas: se é para brigar, brigam

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No capítulo desta terça-feira, 17, da novela Alcides Rodrigues X Marconi Perillo, ou vice-versa, o que houve de mais relevante:

1

O governador jogou água na fogueira. Conta Fabiana Pulcineli em O Popular:

O governador Alcides Rodrigues (PP) minimizou ontem abalos na relação com o PSDB, mas afirmou não ter compromisso de aliança com os tucanos em 2010. "Aliança é outra história e será discutido lá na frente. Todos os partidos conversarão entre si", disse ao POPULAR, durante posse da nova direção do Tribunal de Contas do Estado.

A relação, estremecida desde o início do novo mandato de Alcides, ficou ainda mais tensa nos últimos 21 dias. O governador minimiza a troca de ataques, afirmando que há diferença em pontos de vista entre PP e PSDB, mas que a "relação continua boa".

Alcides disse que conta com a bancada tucana na Assembléia Legislativa para aprovação da emenda que reduz o porcentual constitucional da Universidade Estadual de Goiás (UEG) de 2% para 0,25%. A proposta deve ser colocada em votação em janeiro. "Eu conto sim com o PSDB porque a emenda é racional. Ninguém no governo é louco de tirar recursos da universidade. Está muito bem explicado que nada muda."

O governador voltou a dizer que não quer falar de 2010. "Não tem por que tocar nisso agora. Só atrapalha a administração, concorda? O governo não ganha nada com isso", afirmou. No entanto, ele destacou, em entrevista coletiva, que tem boa relação com o PMDB e que, na hora certa, os partidos discutirão alianças. "O partidos vão conversar, sempre conversaram ao longo da história. As definições vêm na hora oportuna. Nada de afobação para discutir política antecipadamente."

Alcides contou que foi convidado para o aniversário do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), na próxima segunda-feira, mas deu sinais de que não vai comparecer à festa. "Mas quero desejar muita saúde a ele", justificou.

2

O senador tucano tenta tirar o bilhete dele do alvo. Conta também Fabiana, que no dia anterior, como mostrou posts anteriores, duvidou do tal:

A pedido do senador Marconi Perillo (PSDB), a Assembléia Legislativa cedeu imagens da sessão especial de homenagem ao tucano para provar que ele enviou bilhete ao senador José Agripino Maia (DEM-RN) pedindo que o democrata poupasse o governo estadual no discurso. O DVD foi enviado ao POPULAR pelo diretor administrativo da Assembléia, Júnior Vieira, que visitou ontem o senador em seu gabinete em Brasília.

Depois de críticas indiretas ao governador Alcides Rodrigues, Agripino realmente lê um bilhete - a imagem não mostra quem o colocou sobre a tribuna em que o senador discursava e de onde partiu - e, em seguida, diz ser amigo do pepista. Marconi já havia espalhado a interlocutores que ficou constrangido com as críticas ao governador.

Na segunda-feira, Alcides respondeu duramente as declarações de Agripino, afirmando que o senador, que é líder do DEM no Senado, nada fez por Goiás e ofendeu "de forma desrespeitosa e gratuita" o governador e o povo goiano. Ontem Alcides disse que o assunto está "encerrado".

"O senador Demóstenes Torres, que é seu amigo, que é meu amigo, como eu sou amigo do governador Alcides, pediu que eu trouxesse a palavra amiga dele", disse Agripino no discurso, após receber o bilhete.

***

E assim, quem sabe, está aí o epílogo deste novo drama na chamada base aliada governista.

Se bem que escrevo no início da madrugada do dia 18 e os jornais ainda não estão disponíveis para consulta. Pode haver novidade...

Curioso  que este mais recente capítulo só foi escrito, pode-se dizer, por absoluta falta de assunto dos atores principais.

Criou-se um fuzuê dos diabos em cima de pouca coisa.

O fato, em vez de ter sido o acontecido, foi a repercussão do pouco tido e havido, ou seja, o acontecido que valeu foi o pós, o depois, o que fizeram com o que não valia o ter sido, quanto mais o ressentido. Se é que me entendem.

Fala daqui, explica acolá, justifica isso, nega aquilo...

Moral da história:

a base governista, esse tempo novo que se diz, quando não tem por que brigar, inventa.

Depois dizem que tá tudo bem...

Freud explica.

...

Peraí!

O Freud, não, tenha dó!!!

Postado por Vassil Oliveira em 18/12/08 às 01:02.
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16/12/08 - Terça-feira
O caso do bilhete

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Citei no post abaixo a reportagem de Fabiana Pulcineli em O Popular sobre o episódio envolvendo a presença do senador Agripino Maia em Goiás.

Há um ponto nela que merece mais atenção.

O ponto:

A reportagem do POPULAR, que acompanhou a sessão especial, não viu o senador escrevendo nem alguém entregando o recado ao democrata.

Taí, pra constar.

(Para ler mais clique AQUI.)

Postado por Vassil Oliveira em 16/12/08 às 22:43.
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16/12/08 - Terça-feira
E o tiro vai para...

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Carlos Alexandre
Governador em tiro ao alvo. Mas que alvo?

E ontem tivemos mais um capítulo da guerra deflagrada' criada com presença do senador Agripino Maia (DEM) em Goiás.

A reação de Alcides foi provocada por um repórter durante solenidade de entrega de benefícios para a Secretaria de Segurança Pública (para ler sobre isso, no Diário da Manhã, clique em Combate ao crime ganha refoço).

O governador, segundo esse repórter, foi curto e grosso. Direto ao ponto. Ao que parece, só estava esperando alguém levantar a questão para atirar no alvo.

Eis o relato da repórter Marina Dutra, do Diário da Manhã (o destaque na fala do governador é do blog).

O discurso crítico do senador Agripino Maia (DEM-RN) em relação ao governo de Goiás, feito na homenagem da Assembléia Legislativa ao senador Marconi Perillo (PSDB) na última quinta-feira, irritou o governador Alcides Rodrigues. Ontem, Alcides afirmou que o senador não tem legitimidade para fazer comentários a respeito da política do Estado. "Não quero fazer nenhuma avaliação de uma pessoa que nada fez para Goiás. Ele veio de uma forma desrespeitosa e gratuita, indigna de um senador da República. Ofendeu a pessoa do governador e, indiretamente, ao povo de Goiás", disse, em evento da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

E o da repórter Fabiana Pulcineli, de O Popular:

O governador Alcides Rodrigues (PP) mandou ontem uma resposta agressiva para o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), que fez crítica indireta ao governo estadual em Goiânia na semana passada. "Eu não quero fazer nenhuma avaliação de uma pessoa que nada fez para Goiás. Vem aqui da forma mais desrespeitosa e gratuita, indigna de um senador da República, ofender a pessoa do governador e indiretamente o povo de Goiás", afirmou o governador, demonstrando irritação com as declarações do democrata.

Para ler toda a matéria do DM, com acesso livre, clique em Alcides diz que Agripino ofender a ele e 'ao povo'. Para ler a de O Popular, com acesso restrito, clique clique AQUI. Ou AQUI.)

***

Na foto, o governador 'atira' para o alto.

A questão é: ele espera que a bala caia na cabeça de quem? De Agripino?

Huuummm, sei não...

O curioso é o conjunto da obra, quer dizer, da foto.

Quem está com ele: à direita, o coronel Carlos Antônio Elias, comandante da PM, e o vice-governador, Ademir Menezes (PR); à esquerda, o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller (PP), e dois tucanos: os deputados federal João Campos e estadual Júlio da Retífica.

Todos rindo de orelha a orelha.

Por que será?

Postado por Vassil Oliveira em 16/12/08 às 10:19.
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16/12/08 - Terça-feira
Bateu, levou?

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Ouvi ontem, na Rádio 730, a pergunta:

Por que o governador Alcides Rodrigues (PP) e seus aliados estão dando tanta importância ao episódio envolvendo as críticas do senador Agripino Maia (DEM), durante evento em homenagem ao senador Marconi Perillo (PSDB), já que o próprio deputado federal Roanaldo Caiado minimizou a, digamos, importância de Agripino (claro, pura ironia) para a política goiana?

(Para ler sobre o caso, clique AQUI e AQUI.)

Pra mim, a questão mais relevante é outra: se está dando tanta importância, isso tem uma explicação lógica: Alcides não quer mais levar desaforo para casa.

Ao contrário de antes, ele está reagindo.

E na base do bateu, levou.

Eis aí o caminho natural para o rompimento - ou não, como diria aquele sábio cantor.

Postado por Vassil Oliveira em 16/12/08 às 10:01.
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15/12/08 - Segunda-feira
Novos laços

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Um petista goiano ouviu do próprio presidente do PT, Ricardo Berzoini:

ele virá ao aniversário de Iris Rezende, em Guapó.

Postado por Vassil Oliveira em 15/12/08 às 12:28.
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15/12/08 - Segunda-feira
Alcides: ou recompõe com Marconi, ou rompe de vez

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O ponto central do que ocorre na base aliada governista em Goiás está lá, na reportagem da Tribuna do Planalto assinada pelo Eduardo Sartorato (lei mais AQUI).

Não há mais unidade, não há mais tolerância.

Uma fagulha acende uma fogueira, para usar uma expressão comum.

Agora, entre tucanos há a avaliação de que Marconi Perillo não deve romper com o governador.

A situação, como anda, está perfeita: o senador está em evidência e plantando a tese da vítima. Sem falar na alimentação constante da tese de que o adversário dele é Iri Rezende, ou vice-versa. Subliminarmente isso quer dizer que 2010 está definido: é um contra o outro, sem espaço para mais ninguém.

Porém, do lado do governador Alcides Rodrigues cresce a convicção de que ele deve decidir, e logo: ou recompõe com Marconi ou rompe de ve.

Recompor é algo tido como impossível.

Daí...

E o PMDB?

O PMDB aguarda, atiçando aqui e ali a fogueira.

Postado por Vassil Oliveira em 15/12/08 às 00:23.
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14/12/08 - Domingo
Esse Agripino...

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Primeiro, aos fatos.

Na sexta-feira, saiu esta nota na coluna Café da Manhã, do Diário da Manhã:

O bilhete de Marconi a Agripino Maia

Durante seu discurso na última quinta-feira, em sessão que homenageou Marconi e Valéria Perillo, na Assembléia Legislativa, o senador José Agripino Maia (DEM) recebeu um bilhetinho. A mensagem, escrita pelo próprio senador Marconi Perillo, pedia a ele para que não fizesse nenhuma menção negativa ao governo de Alcides Rodrigues. Após ler o bilhete, Agripino Maia diminuiu o tom das críticas que começavam a se aflorar.

***

Ontem, domingo, outra nota, visivelmente em resposta à anterior:

Teatro

Após lera a coluna Café da Manhã deste sábado, o presidente regional do PP, Sérgio Caiado, refletiu que, no mundo político, Agripino Maia é conhecido por colocar seus serviços à mercê de quem ofereça mais. "E foi, por isto, que ele veio a Goiás servir de cabo-de-chicote para quem não tem coragem de mostrar a face e criticar o governo em campo aberto."
érgio vaticina que corre notícia nos bastidores de que logo, logo Goiás vai ter notícia se Agripino prestou conta dos recursos dos goianos que foram parar em sua campanha, "e aí, quem sabe, ele possa esclarecer quem foi seu padrinho nesta terra".
O dirigente pepista observa que Maia também foi infeliz nas suas declarações, na Assembléia Legislativa. Afirma que, se lá estivesse, teria aparteado o senador norte-grandense sobre infalibilidades na política. "Em Pirenópolis, o candidato do PP, com apoio nosso e do deputado federal Roberto Balestra, derrotou o candidato do colega de Senado de Agripino por uma vantagem de dois votos por um, mesmo com a presença deste nos palanques do prefeitável do PSDB.
Por fim, Sérgio Caiado questiona: qual foi mesmo a razão de Agripino vir a Goiás? Será que ele veio só para agredir o governador Alcides Rodrigues? E se foi isto, a serviço de quem?", sintetiza.

***

Incrível a agilidade de Marconi Perillo, que percebeu que Agripino batia no governador, teve tempo de escrever um bilhete e mandar para ele, que leu e diminuiu o tom do discurso.

Bem...

A tal história: a esperteza come o esperto.

Por que Agripino viria a Goiás falar mal do governador?

A reposta de Sérgio Caiado foi no estilo de quem sabe que jabuti não sobe em árvore - alguém o cologou lá.

E mostra como anda o clima na base aliada...

Aliás, tema do post anterior....

E do próximo...

Postado por Vassil Oliveira em 14/12/08 às 22:14.
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14/12/08 - Domingo
Crise entre PP e PSDB está insustentável

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É a manchete da Tribuna do Planalto desta semana.

A reportagem de Eduardo Sartorato mostra como anda o clima na base aliada. Aliás, mostra que continua o mesmo de meses atrás: insustentável.

Uma pergunta que fica no ar: o presidente eleito da Assembléia ficará de que lado, do governo Alcides ou de Marconi?

Alguns trechos da reportagem (para ler a íntegra, clique AQUI):

Com o final das eleições municipais e a definição do quadro de poder partidário pelo interior do Estado, o cenário político vai se intensificando rumo ao processo que apontará o sucessor do governador Alcides Rodrigues (PP), em 2010. Lideranças definem seus caminhos, discursos ficam mais calorosos e disputas de espaços tornam-se mais agressivas. Nenhum lugar é melhor para medir tal impacto do que a Assembléia Legislativa, 'caixa de ressonância' da política goiana. O clima na Casa diz tudo: o embate entre deputados ligados a Alcides (chamados alcidistas), do PP, e os adeptos ao senador Marconi Perillo (marconistas), do PSDB, é maior do que nunca. Tanto que alguns parlamentares mostram-se muito tranqüilos ao afirmar que a 'guerra fria' entre os dois grupos já está em um nível tão alto que dificilmente se reverterá.

O grande problema do governador Alcides Rodrigues na Assembléia Legislativa é a falta de base própria. O grupo de deputados que dá suporte ao governo na Casa foi construído pelo ex-governador Marconi Perillo e herdado pelo pepista, quando este assumiu o governo. A edição 1.081 da Tribuna do Planalto, de agosto de 2007, relatou, na reportagem 'Bancada do governo é marconista', os perigos que o pepista corria no parlamento, já que não tinha o comando da sua bancada. Pouco mais de um ano depois, nada mudou.

A construção de uma base que tenha a defesa do governo Alcides Rodrigues como prioridade é fundamental para o sucesso do restante do governo pepista. Segundo os próprios deputados, o governador não terá dificuldade em formatar um grupo seu se valorizar melhor os parlamentares, queixa geral dentro da Casa. Alcides hoje tem adeptos, principalmente, no PSDB, PP, PT do B, PR e PTB. É no PMDB, contudo, que o governador pode conseguir a tranqüilidade que tanto necessita na Assembléia Legislativa.

O prefeito, ao lado do PT, está construindo um bloco político que dê suporte a uma candidatura do PMDB ao governo, em 2010, e já mostrou várias vezes que o PP seria muito bem recebido nesta composição. Do lado peemedebista, é uma ótima parceria. Já do lado do governador, a opinião de vários alcidistas é de que Alcides precisa definir esta posição o quanto antes. Ou vai, ou racha. Senão, corre o risco de perder o PMDB e ficar sem o PSDB.

Os destaques são do blog.

Agora, um levantamento longo de Sartorato sobre a relaçao governo-Assembléia, que acompanha a reportagem:

Assembléia X Alcides - 2 anos de um relacionamento nada tranqüilo

*01/02/2007 - O deputado Jardel Sebba (PSDB) é eleito presidente da Assembléia Legislativa. Com a benção do senador Marconi Perillo (PSDB), e a ausência do governador Alcides Rodrigues (PP) no processo, o novo presidente formata a Casa aos moldes do tucano. Para várias diretorias e cargos de chefias são nomeados aliados do ex-governador.

*15/03/2007 - Alcides recebe a bancada do PSDB no Palácio das Esmeraldas, após reclamações dos tucanos de falta de diálogo. Em meio aos desgastes pela demissão de três mil servidores comissionados, vários deles cotas de parlamentares, a Assembléia adota regime 'banho-maria', com muita discussão e pouca aprovação.

*21/03/2007 - Um pacote de vetos do governador é quase derrubado pelos deputados governistas, em meio à instrução clara do Palácio para que eles fossem mantidos. A situação de Alcides na Casa vira uma incógnita quando o governador convida o líder do governo, deputado Ernesto Roller (PP), para ser secretário de Segurança Pública. Helder Valin (PSDB) assume em meio a desconfianças, já que seu partido é um dos mais insatisfeitos com o governo.

*03/04/2007 - A Assembléia vive tumulto gerado por ameaças de três CPIs. A idéia da CPI do endividamento do Estado é encampada até mesmo por deputados da situação, como Daniel Goulart (PSDB), que forçou para que fossem investigados também os anos de governo do PMDB. Outras duas CPIs, da Saúde e da Educação, também são pedidas. Abacaxi para o novo líder descascar.

*09/05/2007 - Diante da grande insatisfação dos deputados, o governador Alcides Rodrigues passa a evitar a Assembléia Legislativa. O pepista deixa de enviar matérias para a Casa, já que os problemas financeiros do Estado o impedem de atender parlamentares.

*01/08/2007 - Nem mesmo o recesso acalmou os ânimos dos deputados. Logo após o período de descanso, a polêmica do fim do subsídio ao Eixo Anhanguera é motivo para muita polêmica na Casa. No foco da questão, os aliados do governador, que queriam diminuir os gastos do governo, contra os marconistas, contrários ao fim de um marco do governo tucano.

*25/08/2007 - Reportagem da Tribuna do Planalto mostra que a bancada governista na Assembléia, na verdade, é muito mais ligada ao senador Marconi Perillo que ao governador Alcides Rodrigues. Quando há polêmicas que chocam os interesses dos dois líderes, o pepista tem dificuldades para manter as rédeas do parlamento.

*08/11/2007 - Alcides Rodrigues e o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, anunciam a reforma administrativa e pedem carta-branca aos deputados. Depois de muita articulação, o governo consegue a garantia dos parlamentares para mexer na máquina sem a necessidade de prévias aprovações, até o início de maio de 2008.

*01/02/2008 - No início das atividades de 2008, deputados declaram que confiam na valorização da Casa pelo governador Alcides Rodrigues, mas pedem melhor relação com o poder legislativo. Sem ações, já que deram carta-branca para o governo fazer a reforma, os parlamentares esperam as mudanças do governador.

*24/03/2008 - Bancada governista tem conversa "franca" com o governador Alcides Rodrigues, que concorda atender individualmente cada deputado, juntamente com seus aliados do interior. O deputado Helder Valin fica responsável por fazer o agendamento das audiências.

*06/10/2008 - Com a aprovação da reforma e as eleições municipais o parlamento goiano fica em segundo plano, no segundo semestre. Em paz, Helder Valin articula a sua eleição para a presidência da Casa. Após o pleito nos municípios, embate entre PP e PSDB volta à cena, com a possibilidade de disputa entre o deputado Ozair José (PP) e Valin.

*15/10/2008 - Governador Alcides prefere não desestabilizar a Casa, e não age pró-Ozair. A não-ação garante a vitória de Valin, que uniu todos em torno de seu nome.

*03/12/2008 - A adequação constitucional trouxe duas pendências polêmicas ao governador: a diminuição da participação orçamentária da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e a situação dos ex-servidores da Caixego, que pedem anistia. Uma nova crise entre alcidistas e marconistas coloca o governo, mais uma vez, em xeque.

Postado por Vassil Oliveira em 14/12/08 às 22:02.
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11/12/08 - Quinta-feira
Magal x Marconi - ou vice-versa?

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Está lá no DM de hoje:

Líder do governo retalia Marconi

Coitado do Marconi...

A reportagem mostra como os marconistas seguem empenhados em transformar o senador Marconi Perillo (PSDB) em vítima.

Tudo porque o líder do governo, Evandro Magal, que é tucano, não segue a cartilha marconista de esbravejar contra a mínima crítica ao chefe, ainda que justa, e de louvá-lo acima de todas as coisas, em todos os tempos e tempos, amém!

(Por exemplo, com homenagem na Assembléia que só se justifica como ato de desagravo à desfaçatez irista de ter nacido bem no mês de dezembro, estar completando 50 anos de vida pública e, meu Deus?, aceitar tantas homenagens!)

Vá lá!...

Isso tá muito engraçado...

Postado por Vassil Oliveira em 11/12/08 às 13:07.
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11/12/08 - Quinta-feira
E se o PMDB serrar? E se o PSDB tiver de irisar?

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A primeira parte do título acima abre artigo publicado hoje no Diário da Manhã pelo secretário estadual Fernando Cunha (PSDB) - para ler no jornal, clique AQUI.

Aliás...

Outro dia, na Assembléia, durante homenagem aos constituintes, um ponto do discurso do ex-governador e hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Irapuan Costa Júnior provocou muito riso.

Assumindo-se de direita, ele fez referência a Fernando Cunha como político que já foi mais de esquerda, hoje está no centro e, espera Irapuan, acabará na direita...

Bom, mas o artigo...

Primeiro, ei-lo na íntegra:

E se o PMDB serrar?

A prática da democracia é empolgante. De repente, o povo é o sujeito do processo político e consegue, através da sua manifestação, eleger (ou depor) governos.
Agora, por exemplo, estamos vivendo já uma pré-efervescência do processo eleitoral, da próxima eleição em 2010. As lideranças políticas falam, testam acordos conforme suas conveniências. Há convergência onde antes havia divergência. São anunciadas candidaturas ao sabor dos interesses. A imprensa precisa de matéria e por isso mesmo se alimenta de conjecturas.
Mas o único fato verdadeiro que é senhor dos acontecimentos é a manifestação popular. Disso não há como fugir, até porque nossa democracia consagra o voto universal, que, repito, consagra ou destrói governos.
Estas digressões vêm a propósito de última pesquisa de opinião pública publicada pela Folha de S.Paulo e repercussão em todos os jornais do País. Nela à frente está a candidatura Serra à Presidência da República, oportunidade em que o possível candidato do PSDB e um conjunto muito grande de partidos tem 41% de intenção de votos, o que em valores absolutos passam a ser 54,66% dos votos, ou seja, eleição no primeiro turno. Entre os diversos partidos aliados ao PSDB está o DEM que elegeu agora o prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab) com o apoio do Serra. Além do DEM, mais de 10 outros partidos já estão apoiando-o em negociações com Serra. Inclusive, por mais incrível que possa parecer, o PMDB, partido do prefeito Iris Rezende. Em São Paulo, o PMDB comandando pelo ex-governador Orestes Quércia já apóia Serra. No Rio Grande do Sul, a governadora Yeda Crusius, que tirou aquele Estado da pior crise financeira da sua história, apoiou o prefeito de Porto Alegre, do PMDB, contra a candidata do PT apoiada por Tarso Genro e outros membros do governo Lula. A tendência do PMDB do Rio Grande é apoiar Serra. O mesmo acontecido foi com o PMDB da Bahia, de Santa Catarina, do Pernambuco, comandado por Jarbas Vasconcelos e em vários outros Estados. A possibilidade de o PMDB apoiar Serra é fato real. Não é conjectura. Até porque, embora seja o maior partido do Brasil, o PMDB não tem nomes para disputar a Presidência.
E se isso acontecer, será que o PMDB de Goiás, de Iris, Maguito e Adib vai se aliar ao PSDB de Marconi Perillo? Vai se aliar ao tempo novo?
Em 1998, quando foi lançada a chapa Marconi/Alcides e eu candidato a senador, fomos a Brasília encontrar o presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Ao tomar conhecimento das nossas candidaturas, o presidente foi franco ao dizer que já tinha assumido compromisso com a candidatura Iris do PMDB, que apoiava seu governo. Aliás, Iris tinha sido ministro da Justiça do governo FHC. O máximo que poderia fazer era ficar eqüidistante, não participando diretamente da campanha em Goiás. Obviamente que FHC não acreditava na eleição de Marconi/ Alcides até porque as pesquisas da época davam 3% para Marconi e 78% para Iris.
De qualquer maneira, fomos à luta sem o PSDB nacional e ganhamos as eleições. Agora a situação é diferente. A candidatura Serra passou a ter um apoio popular inimaginável. Este ganhando em todas as regiões do Brasil. Em todos os Estados.
Por isso a possibilidade de um apoio formal do PMDB a sua candidatura é real. E teremos em nossos palanques amanhã o prefeito Iris, Maguito, Ademar e todos aqueles que radicalizam posições? Se for, é a volta que o mundo dá.
É só esperar para ver!

***

Alguns pontos:

1

Há, no atual e no governo anterior, a necessidade (só posso ver assim) de se culpar a imprensa por antecipar a discussão de 2010, como se os políticos não o estivessem fazendo nada. Ora, a imprensa informa o que há na superfície e nos bastidores. E mais, como entendo que anota corretamente Fernando Cunha: "A imprensa precisa de matéria e por isso mesmo se alimenta de conjecturas." É isso. Simples assim. E natural também.

2

Lembra Cunha que o PSDB paulista, amparado no projeto de José Serra, alinhava conversações com o PMDB, o que pode resultar em aliança política nacional para a sucessão de Lula. Sim, isso já foi mais do que falado. De fato, a aliança pode acontecer. Agora, curiosa é a pergunta formulada por Cunha:

"E se isso acontecer, será que o PMDB de Goiás, de Iris, Maguito e Adib vai se aliar ao PSDB de Marconi Perillo? Vai se aliar ao tempo novo?"

A questão levantada por Cunha é pertinente, mas a forma revela como age o PSDB tucano.

Em um ambiente de negociação, em vez de ponderar, abrir portas, criar condições para o diálogo, Cunha provoca os peemedebistas com fina ironia.

O seu raciocínio parte do princípio de que, em uma negociação entre os partidos, o PMDB terá de se render ao PSDB. E rendição não é negociação.

O que será que Serra acharia de ficar sabendo que o PSDB, em vez de ciscar para dentro, atraindo o PMDB, faz é provocar o fosse de ressentimento que existe entre os partidos?

O artigo de Cunha ajuda Serra a costurar a aliança com o PMDB - ou atrapalha?

Alguém deveria mandar o artigo de Fernando Cunha para Serra, pra gente saber a reação. Quem se habilita? Por favor, quem o fizer, que mande notícias do resultado da consulta ao blog.

3

Corretamente lembra Cunha que FHC ficou contra a chapa Marconi/Alcides em Goiás, em 1998. O que ele não conta é que antes, ao longo do primeiro semestre de 2008, Marconi chegou a conversar com o PMDB sobre a possibilidade dele ser suplente de Iris (no caso de Iris ser candidato ao Senado) ou até vice. Dá pra esquecer isso?

Outra coisa: assim como FHC cruzou os braços em 1998, Serra poderá cruzar os braços em 2010, diante de duas candidaturas em sua "base", uma de Marconi e outra de Iris - por exemplo. E aí?

4

Mas o melhor mesmo do artigo é o final. Diz Cunha:

Por isso a possibilidade de um apoio formal do PMDB a sua candidatura é real. E teremos em nossos palanques amanhã o prefeito Iris, Maguito, Ademar e todos aqueles que radicalizam posições? Se for, é a volta que o mundo dá.

Fico imaginando se o PMDB nacional, como condição para apoiar Serra, exigir que em Goiás o PSDB aceite a candidatura de Iris Rezende.

(Iris, que já teve sua mulher candidata a vice-presidente com Oreste Quércia, é uma liderança respeitada por peemedebistas nacionais e até por alguns tucanos, e teria a seu favor o argumento de que Marconi tem tempo para ser candidato, porque é novo, e ele não, etc. etc. etc.)

Aí, quem subiria no palanque de quem?

No caso disso ser impossível, os tucanos no palanque de Iris, não é razoável imaginar também o contrário, que é impossível pensar nos peemedebistas em palanque marconista?

***

É. É só esperar para ver!

Postado por Vassil Oliveira em 11/12/08 às 12:38.
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11/12/08 - Quinta-feira
E a nova Sudeco vira realidade

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Pelo Popular, a estrela da aprovação da nova Sudeco é o senador Marconi Perillo (PSDB), embora a relatora da matéria seja a autora do substitutivo de lei complementar.

"A proposa não pode fica só no papel", diz o senador. Só ele pensa assim? E Demóstenes? E Lúcia? E Sandro Mabel? E...

No Diário da Manhã, curiosamente Marconi nem é citado na reportagem sobre o assunto, com título Recriação da Sudeco é aprovada na Câmara (para ler, clique AQUI - acesso livre, com cadastro)

Os destaques, com foto, vão para Lúcia Vânia, Ronaldo Caiado e Rubens Otoni.

Ainda no DM, eis o registro de Ivan Mendonça, na coluna Fio Direto:

"Caiado integra o Clube da Lucinha e comemora a criação da Sucedo

Reivindicação do Centro-Oeste, a recriação da Sudeco virou bandeira de governadores, senadores e deputados goianos, mas teve empurrãozinho político de Ronaldo Caiado, que fez marcação cerrada sobre Arlindo Chinaglia paar sua inclusão na ordem do dia. Ontem, após a aprovação do projeto, Caiado trocou telefonema com Lúcia Vânia, relatora do projeto, e saiu parabéns de tudo quanto é tipo, até o tratamento carinhoso de 'Lucinha'".]

Detalhe (constante da matéria do DM):

"A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), autora do substitutivo, explica que o prazo longo para chegar à apreciação no Senado foi motivado pelo estudo da matéria. Como o trabalho foi minucioso e discutido com o governo, ela acredita que a sanção presidencial deve sair dentro de 30 dias, e a Sudeco já entra em operação no próximo ano."

Postado por Vassil Oliveira em 11/12/08 às 11:58.
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11/12/08 - Quinta-feira
Enquanto isso...

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A pergunta é recorrente:

"Você já pensou no que vai fazer em um futuro próximo?"

Nem questiono mais: "Por que?"

Já sei a resposta, de tanto ouvir: "Você não perde por esperar..."

Confesso que ainda não decidi sobre este futuro específico.

Viver o presente já dá tanto trabalho, imagine ficar preocupado com o futuro a mais não poder...!

São tantas as alternativas...

Talvez eu vá para o exterior, fazer algum curso. Pensei na Inglaterra. Ou na Rússia, que amo sem conhecer (quer dizer, às vezes tenho a impressão que já vivi por lá...)

Um de meus primos, próspero empregador do progressisto município de São Miguel do Passa Quatro, ofereceu-me emprego como motorista de um de seus caminhões de leite.

Não sei...

Nesse caso, eu teria de mudar a minha carteira, que é B.

Estou pensando.

De qualquer forma, como na vida tudo pode acontecer, inclusive nada, está decidido: até lá, vou me divertir.

O resto é com Deus.

Postado por Vassil Oliveira em 11/12/08 às 05:08.
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10/12/08 - Quarta-feira
Marconi, o coitado

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O senador Marconi Perillo está agora na linha de se apresentar como vítima.

Coitado...

O título que abre o material político do Diário da Manhã hoje dá a medida exata dessa nova estratégia, provavelmente bolada por um bom marqueteiro:

"Adversários de Marconi fazem a festa no Palácio"

(para ler a matéria, clique no título acima.)

Com o título, fotos em que aparecem o governador Alcides Rodrigues (PP) com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) e José Nelto (PMDB).

Logo José Nelto, que no governo Marconi era tido como o peemedebista mais marconista da Assembléia...

Depois dizem que a tal base aliada ainda existe...

Eu, heim!

Postado por Vassil Oliveira em 10/12/08 às 19:20.
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10/12/08 - Quarta-feira
Aaaaah, a vida!

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Um exame aqui, outro acolá, uma estafazinha teimosa, bem... coisa dos tempos. (Olha lá, é pra ler sem trocadilho, heim!)

Quer dizer, o fim NÃO está próximo.

A não ser que...

Deixemos Pai Nosso quieto.

Postado por Vassil Oliveira em 10/12/08 às 18:36.
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18/11/08 - Terça-feira
E Alcides vai jogando...

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Hoje de manhã, no Cá Entre Nós, da Rádio 730, Marcos Cipriano levantou a questão: o governador Alcides Rodrigues (PP) será ou não candidato ao Senado, em 2010?

Alcides não dá sinal de nada, então a dúvida aumenta.

Bem, o fato é que a dúvida é boa para Alcides. É o tipo de coisa que ele não precisa decidir agora. Muito menos anunciar.

Depende de muita coisa, como a situação de seu governo, ou o jogo de aliança em curso na ocasião. (Ou: 'Nem sim, nem não' - como escreveu outro dia o Afonso Lopes, em seu blog).

Aliás, a Alcides não interessa nem mesmo falar sobre 2010 neste momento.

Ao PSDB, sim, interessa - embora, me permitam, seja uma jogada arriscada antecipar o lançamento de candidatura.

(Aliás, para constar: a candidatura de Marconi foi lançada faz tempo, e não outro dia, no encontro do PSDB. Lembram dos encontros regionais? Pois é. E mais: no início do atual mandato de Alcides, o lançamento da candidatura de Marconi foi usado como fator de pressão sobre o governador, na tentativa de garantir cargos e de manter o discurso marconista de que as contas do Estado foram entregues no azul.)

Alcides vai empurrar a definição de que lado ficará, se do lado de PT e PMDB, se do lado do PSDB, o quanto puder.

O curioso é o PSDB não perceber isso, ou, se percebe, mais curioso ainda é entrar no jogo alcidista tão facilmente.

Quer dizer: Alcides está dando as cartas nas barbas do PSDB, que, em vez de jogar truco, está jogando canastra.

Postado por Vassil Oliveira em 18/11/08 às 06:18.
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18/11/08 - Terça-feira
Lá vem poesia...

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Anti-filósofo

Não levo mais em mim
o sem sentido.
Recuso as filosofias estranhas.
Não há por que conter
o coração.
Tudo que busco
vem me encontrar.
É tempo de ser feliz.
Nada de ser original.
De não ser,
passou.

***

Tenho todas as respostas que procuro

Tenho todas as respostas que procuro.
Em mim, o Universo.
Falo com Deus quando quero.
Se tropeço nos dias
é porque espero.
O que salva o coração enfermo
é a alma que se enleva
com as coisas.
Chora em mim a vida.
Todas as vidas conheço.
Por morrê-las
e por vivê-las, embora.  

Postado por Vassil Oliveira em 18/11/08 às 00:00.
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17/11/08 - Segunda-feira
Otoni com o pé no chão

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 O deputado federal Rubens Otoni não será candidato à reeleição.

Foi o que ele disse em visita à Tribuna do Planalto há cerca de duas semanas.

Nessa, o deputado estadual Humberto Aidar pode ser o seu 'herdeiro' eleitoral - se é que isso é possível. Claro, desde que repense o discurso agressivo contra uma possível aliança PT-PMDB, defendida por Otoni.

O que chama a atenção em Otoni não é o estado de euforia dele, que é visível. Aliás, natural, porque tem tudo a comemorar: irmão eleito prefeito em Anápolis, fortalecimento polítoc próprio no PT e fora dele...

Chama mais a atenção como ele mostra alegria, mas sem perder o prumo.

Sabe que o jogo é duro, que há muito a ser feito e que mesmo sua tese-defesa de novo Eixo, e que nada cai do céu.

Bom, pelo menos é o que tenho visto.

E que pode ser ilustrado por estas frases, que anotei durante a entrevista dele ao jornal e que hoje, conferindo a caderneta, reli:

"Não tenho certeza se o PP virá (para a aliança do novo Eixo, com PT e PMDB). Vou trabalhar para que venha."

"Nome forte não é necessariamente aquele que expresse sozinho uma grande força, e sim que represente um grande leque de alianças."

E ainda:

"Vivemos hoje em Goiás um cenário de paraíso para o PT."

Bem, insisto: pra mim, são frases de quem estã com o pé no chão.

Postado por Vassil Oliveira em 17/11/08 às 22:01.
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10/11/08 - Segunda-feira
Pequena antologia sobre a base aliada e seus desencontros

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Vai abaixo uma pequena antologia de textos sobre os desencontros na base aliada governista, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o comportamento do PSDB e do senador Marconi Perillo (PSDB) publicados neste blog.

Há questões que estão ganhando destaque agora que são velhas conhecidas dos leitores aqui.

Fica o registro: